Darci Neves é doutora em Epidemiologia Psiquiátrica e especialista em Saúde Pública. Atualmente, ela coordena um estudo em andamento sobre os efeitos das alterações neurológicas congênitas ligadas ao Zika vírus no desenvolvimento infantil. A pesquisa, realizada em Salvador, além de avaliar a cognição, linguagem e motricidade das crianças com complicações causadas pela zika, também busca investigar o impacto dessa alteração para a família e propor intervenções que auxiliem no desenvolvimento infantil. “Essa epidemia colocou à vista a questão das alterações neurológicas congênitas, que não estavam sendo pensadas na atenção básica”, denuncia a pesquisadora. Na entrevista a seguir, ela conta detalhes sobre o projeto e explica como irá executá-lo
Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2012, mulheres representam apenas 15% dos estudantes das áreas de Tecnologia da Informação (TI). Além disso, a presença feminina também é muito baixa no mercado de trabalho. No Brasil, as funcionárias representam apenas 1/4 das 520 mil pessoas que atuam no setor, segundo o último levantamento do IBGE, realizado em 2010
O biólogo, terapeuta ocupacional, mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências, e doutorando em Estudos Interdisciplinares sobre Gênero, Mulheres e Feminismo, Francisco Andrade, lançará no dia 08 de fevereiro seu livro Biologia e Gênero na Escola: Um diálogo ainda marcado por reducionismo, determinismo e sexismo. Publicação essa que é muito bem vinda e oportuna, pois traz uma discussão bastante pertinente para a atualidade, o ensino de gênero nas escolas. Mais precisamente, no ensino de Genética e Biologia em escolas de Ensino Médio da rede pública. A Agência de Notícias conversou com ele sobre seu livro e sobre outras questões relativas à temática, e que estão fervilhando na política atual e nas rodas de discussão
A Agência de Notícias conversou com Katemari Diogo da Rosa, ou simplesmente Katemari Rosa. Uma mulher, negra e física que, aos 8 anos, sonhava em ser astrônoma. Certamente, em sua adolescência vivenciada no planetário e no observatório de sua cidade, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, não imaginava que chegaria a inspirar pessoas com seu trabalho na ciência. Nem que se tornaria mestra em Ensino, Filosofia e História das Ciências, e mestra e doutora em Science Education, a fim de contribuir na formação de outros educadores. Hoje, como professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), está à frente do projeto "Contando nossa história: negras e negros nas ciências, tecnologias e engenharias no Brasil", que pretende resgatar a história de cientistas negros brasileiros, algo que não dispomos, ainda, no país. Confiram o que a pesquisadora tem a dizer sobre gênero, ciência e questões raciais
Mulheres de todas idades e classes sociais abortam. Mas a diferença relevante é que mulheres ricas conseguem ter um acompanhamento médico, já mulheres pobres arriscam suas vidas e se transformam em índices. A repórter Natácia Guimarães, da Agência de Notícias em CT&I – Ciência e Cultura, conversou com a professora Petilda Vazques do NEIM - UFBA que nos esclarece alguns dos aspectos gerais do aborto e o que isso implica nosdireitos das mulheres no Brasil
Paulo Augusto da Costa Pinto é engenheiro Agrônomo, especialista em Solos e Nutrição de Plantas e Gestão de Resíduos Orgânicos e professor da Universidade Estadual da Bahia. Para ele, o uso do agrotóxico se popularizou devido a Segunda Guerra Mundial, servindo até como arma para alguns países, como o “Agente Laranja”. Em entrevista, o engenheiro defende a agricultura orgânica como alternativa que poderia substituir o uso dos agrotóxicos. Confira abaixo a entrevista realizada por Rafaela Souza e Victor Fonseca
Cinéfila de carteirinha, a professora Regina Gomes da Faculdade de Comunicação da UFBA é uma estudiosa dos Estudos de Crítica (Cinema e TV) e Recepção. Segundo a pesquisadora, os estudos sobre cinema estão sendo realizados em diversas instituições e com uma produção de qualidade no nordeste do país
No outubro rosa, um tumor tão importante quanto o câncer de mama precisa ser discutido. O câncer de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e, de acordo com os dados do INCA, fica atrás do câncer de mama e do colorretal, além de ser a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Confira a entrevista realizada com Renata Britto, médica, ginecologista, professora de Saúde da Mulher do curso de Medicina da UNIFACS e da Pós-Graduação em Medicina e Saúde pela UFBA
Há mais de uma década, o grupo de pesquisa A-Tevê, coordenado pela professora Maria Carmem Jacob de Souza, dedica-se a estudar os aspectos estéticos, estilísticos e narrativos da ficção televisiva associado aos processos criativos e autorais em seu entorno. Atualmente o Grupo ampliou o escopo de investigações e tem como objeto de investigação outros tipos de produtos e linguagens além da telenovela, minisséries e seriados, como filmes de ficção, filmes publicitários e histórias em quadrinhos
A paixão da doutora Angela Valente pela medicina vem desde a infância e fora herdada de sua mãe Margot, também médica. Iniciou os estudos na Bahia, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e logo sentiu a necessidade de ir além. Trabalhou em grandes hospitais do Canadá e, hoje, também atua em São Paulo, onde tem uma clínica de Medicina Antroposófica, além de trabalhar como intensivista. Confira abaixo a entrevista completa realizada pela estudante Yasmim Garrido para a Agência de Notícias em Ciência e Cultura