Newsletter
Ciência e Cultura - Agência de notícias da Bahia
RSS Facebook Twitter Flickr
Atualizado em 7 DE março DE 2013 ás 17:59

Causas da Mortalidade Materna

Baixa qualidade da assistência pré-natal, intervenções desnecessárias, omissões e tratamentos incorretos são algumas das causas da mortalidade materna.

JANE EVANGELISTA*
janeevangelista@gmail.com

As causas das mortes maternas podem ser divididas em dois grupos: obstétricas diretas e obstétricas indiretas. As obstétricas diretas resultam de problemas obstétricos durante o período gravídico-puerperal (período entre a gravidez, o parto e o pós – parto), resultado da baixa qualidade da assistência pré-natal, de intervenções desnecessárias, omissões e tratamentos incorretos. Já as causas obstétricas indiretas, são decorrentes de doenças previamente existentes ou que foram desenvolvidas no período da gestação, porém que não possuem ligação com as causas obstétricas diretas, mas que são agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez.

+ SAÚDE DA MULHER

Mortalidade Materna no Brasil – Um desafio a ser superado

Pouca eficácia dos programas e políticas de saúde da mulher

Medicalização da assistência ao parto

Humanização no Parto

Iniciativas para melhorar a assistência à gestante

80% dos óbitos maternos no Brasil decorrem de causas obstétricas diretas – com destaque para as hemorragias e as crises hipertensivas especificas da gravidez (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) – enquanto que as causas obstétricas indiretas são responsáveis por apenas 15 ou 20% das mortes. Em países desenvolvidos esta relação é contraria com as causas obstétricas indiretas sendo as principais responsáveis pelos óbitos. O que abre espaço para a discussão sobre a qualidade da assistência prestada a mulher no pré-natal. Segundo Débora do Carmo, enfermeira sanitarista e diretora de gestão e cuidado da Secretaria de Saúde da Bahia.

“A morte materna por razões obstétricas diretas são as mais evitáveis. Elas dizem respeito principalmente a um pré- natal de baixa qualidade ou a falta de acesso ao pré- natal. A mulher que faz um pré-natal bem feito, tem menor risco de morrer por causas obstétricas diretas como, por exemplo, as hemorragias e a eclâmpsia, que podem ser prevenidas.  As hemorragias estão muito relacionadas ao deslocamento prévio de placenta e à problemas circulatórios. A eclâmpsia está relacionada à pressão alta e o diabetes, que são coisas que a gente pode diagnosticar e controlar no pré-natal.”

As baianas, por exemplo, estão frequentando maior número de consultas pré-natal, no entanto, não têm tido grandes benefícios no que diz respeito a sua saúde.

“A Bahia já alcançou um nível muito bom de quantidade de consultas, mas isso não esta se refletindo em dados de mortalidade materna, mortalidade infantil e não só da mortalidade, mas da morbidade. Isso significa que as mulheres estão tendo acesso, mas a qualidade ainda deixa a desejar”, afirma Carmo.

Maria Luzia de 26 anos que teve seu primeiro filho há um ano na maternidade Tysila Balbino e realizou as consultas de pré-natal em um posto de assistência básica, declara “no pré-natal fiz os exames de laboratório, mas as ultrassonografias foram particulares. Nas consultas a enfermeira media minha pressão, minha barriga, me pesava. Passaram vitaminas, sulfato ferroso. Mas teve um problema, no posto disseram que eu já tinha tomado a vacina de tétano, e a obstetra no dia do parto desse que eu na havia tomado”.

Outro importante fator de mortalidade materna é o aborto. No entanto, houve uma queda de 82% das mortes maternas ocasionadas por este evento entre 1990 e 2010.  Segundo Jeane Oliveira, professora da Escola de Enfermagem da UFBA e pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Saúde da Mulher (GEM).

“A legalização do aborto por si só, no meu ver, não resolve o problema. É preciso muito mais. Como por exemplo: melhorar as condições de educação da população de um modo geral e os serviços de saúde oferecidos.”

*Jane Evangelista é jornalista e especialista em Jornalismo Científico pela UFBA.

2 comentários para Causas da Mortalidade Materna

  1. Se você tem colesterol alto, também está em maior risco de doença cardíaca. Mas a boa notícia é que é um risco que você pode controlar. Você pode reduzir o colesterol LDL “mau” e aumentar o seu “bom” colesterol HDL.

  2. O exercício é uma ótima maneira de elevar o HDL. Pessoas que tiveram um ataque cardíaco podem reduzir seu risco de morte em 25 com exercício em comparação com os cuidados habituais,

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *