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Atualizado em 20 DE julho DE 2016 ás 11:34

Passado e futuro do Centro de Estudos Afro-Orientais

Fazendo parte do Congresso UFBA 70 anos, mesa "O Passado e o Futuro do Centro de Estudos Afro-Orientais" mediada pelo doutor em Antropologia, Livio Sansone, e contou com a presença da coordenadora do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro), Jamile Borges, da mestre em Letras e Linguística, América César , da cientista social, Maria Rosário de Carvalho e da pesquisadora do CEAO, Márcia Souza, discutindo sobre o futuro e o presente do centro

SARA LIMA*
dosjaja@gmail.com

A pouca participação da comunidade acadêmica no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), as perspectivas futuras, após 57 anos de atuação, os rumos e reinvenção para permanecer ativo, foram as principais preocupações levantadas pelos participantes da na mesa “O passado e o Futuro do Centro de Estudos Afro-Orientais”, realizada dia 17, na Faculdade de Arquitetura, dentro da programação do Congresso UFBA.

O centro de CEAO é um órgão suplementar da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, criado em 1959 por Agostinho Silva, filosofo português, na época professor da UFBA. Antes de se encontrar no Largo 2 de julho, o CEAO mudou de localização duas vezes. Para Marcia, cada mudança torna o distanciamento do público ainda maior. “O CEAO possui 57 anos, o meu grande questionamento é: ele completará 60 anos?”, indaga. “Temos problemas na gestão, problemas graves de manutenção”, expõe. Marcia lembra que o desconhecimento do CEAO entre os estudantes da UFBA também é um agravante. Para ela, o centro é uma forma de resistência dentro da universidade.

A mestre em Letras e Linguística, América César, relembra a formação do Centro por Agostinho da Silva, atribuindo a ele o caráter visionário de tratar de interdisciplinaridade no centro logo em sua formação. “Hoje, quando discutimos interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, esquecemos que o CEAO é um espaço privilegiado pensado pelo professor Agostinho com essa lucidez”. Ela também evidencia a importância do centro contra o racismo institucional que ainda é encontrado na universidade. Para América, a instabilidade enfrentada pelo CEAO é ocasionada tanto pela crise no Brasil quanto pelo campo acadêmico diminuto. Otimista quanto ao futuro do centro, declara: “Acho que se soubermos aproveitar esse momento, o CEAO pode se tornar um grande espaço de resistências nesse cenário de retrocedência que estamos vivendo”.

A coordenadora do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro), Jamile Borges, o programa tem o valor de formar pesquisadores e incrementar na formação de estudantes e no campo de informações. Segundo ela, até o ano de 1987, o número era irrisório, mas isso mudou muito. “Antes de 1987, somente uma havia sido defendida. Desse ano para cá, o número de teses vem crescendo substancialmente”, confirma.

Na mesa, que teve a participação do reitor João Carlos Sales e mediação do doutor em Antropologia, Livio Sansone, teve a participação da coordenadora do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro), Jamile Borges,  a mestre em Letras e Linguística, América César , a socióloga, Maria Rosário de Carvalho e a pesquisadora do CEAO, Márcia Souza.

*Estudante de jornalismo da Faculdade de Comunicacao da UFBA e estagiária da Agência de Notícias em CT&I – Ciência e Cultura

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