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	<title>Ciência e Cultura &#187; Teatro</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>Identidades sexuais “desviantes” no teatro atual</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2015 02:03:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo busca compreender interseções identitárias na cena teatral da contemporaneidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">As <em><a href="https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/16487/1/Tese%20PPGAC%20UFBA%20Rodrigo%20Carvalho%20Marques%20Dourado2014final.pdf" target="_blank"><em>Bonecas Falando para o Mundo: Identidades Sexuais ‘Desviantes’ e Teatro Contemporâneo</em></a>,</em> foi o tema da tese do pesquisador <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4243260D3" target="_blank">Rodrigo Carvalho Marques</a>, produzida no <a href="http://www.teatro.ufba.br/escola/pos-graduacao.htm" target="_blank">Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA)</a>, em 2014. O objetivo era investigar como as formas assumidas pela cena na atualidade traduzem uma crise das categorias identitárias, refletindo nas representações das experiências sexuais fora da norma. Nessa direção, a teoria dialoga com as noções de teatro performativo, teatro documentário, biodrama, autobiografia, teatralidade; e com ferramentais decisivos para a discussão sobre as identidades, como os conceitos de performatividade, (des)identificação, subalternidade e <em>queer</em>.</p>
<p style="text-align: left;">A pesquisa trata das relações entre o teatro contemporâneo e as identidades sexuais “desviantes” (fora de um padrão estabelecido), analisando quatro espetáculos: <em>Carnes Tolendas: retrato escénico de un travesti </em>(ARG), <em>Luis Antonio-Gabriela</em> (BR), Ópera (BR) e <em>Paloma para matar </em>(BR). O autor inicia relatando a trajetória – em primeira pessoa do singular – no teatro e a relação intrínseca estabelecida com a sua sexualidade. “Esse cruzamento entre o teatro e a minha homossexualidade foi brutalmente reforçado a partir dessas duas interpelações e, rapidamente, entendi que ser eu e fazer teatro eram coisas tidas como ‘erradas’, mas fazer teatro era uma forma de ser eu sendo esses ‘outros’ que eu fantasiava e que, agora, entendo terem sido determinantes na construção da minha identidade”, explicou. Posteriormente, descreve essas obras e explora como as encenações em debate articulam os signos do palco, instaurando uma crise de sentidos.</p>
<p style="text-align: left;">Rodrigo relata que, inicialmente, no doutorado, pretendia investigar as relações entre o teatro contemporâneo em Pernambuco, dos anos 1970 até a atualidade, o transformismo/travestismo tão marcante na cena local e as identidades sexuais. Porém, ao longo dos anos, alguns desvios aconteceram, demonstrando outros recortes possíveis. Além disso, sua sondagem histórica da presença transformista/travesti e homossexual no teatro permitiu-lhe observar que, se Pernambuco possuía uma relação toda especial com essa expressão cênica, isso não se dava somente no estado, sendo possível elencar um sem-número de trabalhos que demonstram como o teatro está intimamente ligado ao jogo transformista desde sua origem e, de forma destacada, em vários períodos importantes de sua história.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Os 4 Espetáculos &#8211; </strong>Amparado por tais estudos e desconfiado que a pesquisa poderia restringir demais um fenômeno que não parece ser apenas local, assistiu em 2011 e 2012 aos espetáculos “<em>Carnes Tolendas: retrato escénico de un travesti</em>” e “<em>Luis Antonio-Gabriela</em>”, da Argentina e de São Paulo, respectivamente, e decidiu incluí-los no corpus da investigação. Em “<em>Carnes Tolendas</em>”, a atriz-travesti argentina Camila Sosa Villada cruza narrativas de sua vida pessoal com personagens da obra de Federico García Lorca; já em “<em>Luis Antonio-Gabriela</em>”, o diretor brasileiro Nelson Baskerville tenta recompor “documentalmente” a travessia de seu irmão perdido, o pequeno Luis Antonio que se tornou a travesti Gabriela.  Certificou-se assim que é na cena mais contemporânea que seu estudo deveria se assentar, sendo ele próprio um encenador iniciante que busca com esta pesquisa não somente compreender suas interseções identitárias, mas também sondar os caminhos do teatro atual.</p>
<p style="text-align: left;">Abandona, então, o levantamento mais historiográfico sobre os grupos de Teatro de Pernambuco e decide olhar, apenas, para espetáculos recentes, sendo eles: <em>Ópera</em> (Coletivo Angu de Teatro, PE, 2007), <em>Paloma para matar</em> (Direção e Dramaturgia de Lano de Lins, PE, 2009) e os dois anteriormente referidos, porque todos trazem, nas formas e nos conteúdos, inquietações sobre as estéticas teatrais contemporâneas e as sexualidades “desviantes”. O estudo deixa, portanto, de lado, a hipótese central de que a presença transformista/travesti/homossexual seria uma marca inconteste do debate sobre as identidades sexuais na cena pernambucana, para se concentrar em analisar “como” espetáculos produzidos em latitudes diversas têm tratado o assunto.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Resultados &#8211; </strong>Nesta pesquisa, Rodrigo buscou debater precisamente as identidades sexuais enquanto signos (representações), considerando como o teatro contemporâneo vem manipulando esses códigos, problematizando seus significados, deslocando os olhares que lhes atribuem sentidos estáveis, pois a identidade sexual não pode ser reduzida simplesmente a uma questão de teatralidade, é inegável que o próprio teatro possa dar a ver o caráter discursivo e cultural do sexo; e se o gênero (em suas conexões com a sexualidade) não pode ser resumido unicamente a uma “performance” voluntarista, o palco pode ajudar a perceber o seu componente de “performatividade” social compulsória.</p>
<p style="text-align: left;">Ao escrever sobre a análise dos espetáculos, ele elabora uma resposta ao dizer que o conservador não julga natural que homossexuais sejam efeminados, ele julga que a efeminação é um sintoma da doença, um desvio da natureza daquele corpo. Logo, ao pensar em um teatro que debate as identidades sexuais “desviantes” rejeitando o elo entre efeminação e homossexualidade, está concordando com o homofóbico, que julga haver um comportamento sexual adequado e natural para cada corpo.</p>
<p style="text-align: left;">Por fim, o pesquisador comunica que, nesta pesquisa, tenta não ser transparente, pois não pretende representar o outro, apagando sua autoria. Ao compartilhar as suas experiências de deslocamento da norma sexual, ele se enxerga um pouco como todas as personagens dos espetáculos utilizadas na tese.</p>
<p style="text-align: left;"><em>*Graduando no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e estagiário da Agência de Notícias em Ciência e Cultura</em></p>
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		<title>Gláucio Machado</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/glaucio-machado/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 22:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Teatro da Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista, o doutor em Artes Cênicas e professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Gláucio Machado, fala sobre sua pesquisa sobre teatro como empreendimento, produção teatral e as principais dificuldades encontradas pelos grupos de teatro na atualidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em entrevista, o doutor em Artes Cênicas e professor da Escola de Teatro da  Universidade Federal da Bahia (Ufba), Gláucio Machado, fala sobre sua pesquisa em desenvolvimento, <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/ultimas/pesquisa-indica-novas-perspectivas-para-o-estudo-de-artes-cenicas/" target="_blank"><em>Um certo olhar sobre a pré-encenação e a encenação: o espetáculo teatral como empreendimento político-econômico-social</em></a>, sobre a produção teatral e as principais dificuldades encontradas pelos grupos de teatro na atualidade. Natural do Rio de Janeiro, há dez anos Gláucio atua profissionalmente na Bahia, tendo dirigido durante o período as peças <em>Ubu Rei</em>, <em>Como Almodóvar</em> e atuado em <em>O Melhor do Homem</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Como os segmentos político, econômico e social se articulam na produção teatral, mais especificamente na Bahia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong> Estou na Bahia há 10 anos, então vou falar de uma situação recente. Parto do pressuposto de que se você quer realizar um espetáculo teatral, faz parte da natureza dessa realização buscar recursos físico-financeiros, seja num nível mais profissional, seja num núcleo familiar, por exemplo. Isso é do pilar das artes cênicas, mas a gente dentro de uma escola de Artes é que insiste em perceber apenas determinados aspectos da atividade das artes cênicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Poderíamos chamá-los de aspectos artísticos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>Não gosto de chamar de artísticos, porque eu também estou sendo artista ao conversar com o diretor de uma empresa, eu nunca vou deixar de ser artista com ele. Mas diria aspectos relacionados ao trabalho do ator sobre a cena, ao trabalho do diretor na hora de construir a cena. Essa diferença é que eu acho uma pena, um grande erro para nós, que é o foco do meu projeto atual. O projeto final aponta pra isso: a gente está ensinando Artes Cênicas de um jeito errado. A gente precisa trazer conteúdos de gestão para o curso de Artes Cênicas. Eu não estou falando de Artes, mesmo porque não sou professor de escultura ou pintura, então realmente eu não posso falar sobre o ensino de outras áreas de Artes. Mas eu até imagino que uma pessoa que queira ser pintor, consegue ser pintor em casa, alguém que queira ser escritor, consegue se fechar em seu gabinete e produzir uma grande obra. Você não consegue fazer isso em teatro, então você depende de algum talento para essas questões físico-financeiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>A questão da pesquisa é pensar o teatro a partir da gestão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>O objetivo é pensar o teatro a partir do que ele é como atividade. Quando eu olho para a atividade teatro, o que eu vejo? Eu vejo um ator que tem o seu trabalho, mas eu vejo também alguém que pode ser o ator, o diretor ou outra pessoa que trabalhe para conseguir as coisas. É importante, nesse sentido, olhar o teatro não como atividade cultural, mas como atividade. Pra ele acontecer, o que eu preciso? Preciso de ator, diretor, cenógrafo, figurinista, às vezes eu posso dispensar um ou outro, mas o que eu não posso dispensar? Alguém que consiga as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o ator ou diretor seria importante que ele já tivesse feito discussões sobre gestão. Eu canso de sugerir aos alunos que corram para a Escola de Administração para cursar disciplinas, mas a gente nunca consegue, por uma distância que ainda existe entre as faculdades. Eu gostaria de encurtá-la. A tendência natural nesse projeto é me aproximar de conceitos administrativos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Uma integração entre a Escola de Teatro e a Faculdade de Comunicação, que também estuda gestão cultural, seria importante nesse sentido?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>Fui co-orientador de uma estudante de Produção Cultural e acho essencial que a gente converse e que a gente deixe de ser separado. Talvez a grande diferença das grandes universidades mundiais para a Ufba é essa integração entre as escolas, pois é impressionante como lá fora os projetos são transdisciplinares e como isso é facilitado pelo ambiente da universidade. Em termos de pós-graduação isso está começando a acontecer, então alguns editais do Ministério da Ciência e Tecnologia estão estimulando que a proposta venha de dois grupos de pesquisa. Isso de alguma forma já é importante. Mas essa ideia da integração entre as escolas é primordial, senão a gente vira gueto e não conhece a outra pessoa. Aí começam a surgir comentários sobre os outros cursos. Ouço comentários de que o estudante de Produção Cultural não tem interesse de produzir teatro porque não dá dinheiro. Eu me questiono: será que isso acontece mesmo? E os comentários acontecem porque nós estamos separados. Essa percepção de que teatro não dá dinheiro é tão tacanha! O teatro pode não dar dinheiro no Brasil, pela situação que a gente tem hoje. Mas se você começa a perceber onde o teatro é mais maduro e onde começa a fazer uma aproximação forte com o cinema, você entra numa indústria que é poderosíssima, que começa no teatro. Um bom produtor de elenco no cinema está com o pé no teatro. Aquela percepção, portanto, é muito pequena e imediatista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Um dos objetivos do projeto é fazer um registro das diferentes formas como os grupos de teatro têm se mantido no mercado profissional. Quais os resultados dessa investigação até o momento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>Existe uma atenção ao grupo de teatro e em relação a sua sustentabilidade. Eu quero olhar para o grupo para perceber justamente isto: como ele consegue tornar o espetáculo teatral um evento sócio-político-econômico. Estou procurando esses espetáculos, quem são efetivamente eles. Nem todos os espetáculos são esses eventos. O que eu vejo de problema em relação ao teatro de Salvador é que a grande maioria dos espetáculos teatrais são eventos artísticos. Não conseguiram se inserir enquanto eventos sócio-político-econômicos. A pesquisa se iniciou agora, mas os resultados da pesquisa anterior, <em>Encenação: práticas de ensino e caminhos para a sustentabilidade</em>, podem ser vistos no <a href="http://proxy.furb.br/ojs/index.php/oteatrotranscende/article/view/2686" target="_blank">artigo publicado</a> pela revista <em>O Teatro Transcende</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O artigo diz que cursos superiores de Interpretação e Direção Teatral, em geral, estão dentro de Institutos Superiores de Artes, logo, a sua volta, existem outras escolas de Artes. Você não está num ambiente de uma universidade, você está num Instituto Superior de Artes independente, como se fosse um conservatório de nível superior. O Brasil herdou uma tradição norte-americana e inglesa, de ter um curso de Direção e Interpretação na universidade. Isso é muito especial e a gente tem que saber aproveitar isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro problema que eu aponto como resultado é que se a gente consegue fazer um profissional de artes cênicas se pensar como agente econômico-político-social, assim como é o espetáculo, ele deixa de entrar numa corrente migratória para o eixo Rio-São Paulo. Ele começa a fazer mercado aqui, porque o grande problema hoje é que a gente ainda tá preparando empregado. O ator e o diretor que saem dessa Escola ainda é muito mais preparado para encontrar alguém que vá empregá-lo, do que batalhar pelo projeto que ele quer fazer. E ele não encontra alguém que vá empregá-lo em Salvador, então vai ter que ir para Rio de Janeiro ou São Paulo. Se eu consigo preparar essa pessoa para se pensar como alguém que empreende no lugar onde está, eu consigo mudar a realidade teatral daquele lugar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Você pensa então que o artista deve assumir o papel de produtor cultural?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>O artista de artes cênicas, sim. Historicamente, na mais profunda tradição das artes cênicas, o artista deve possuir um talento para conseguir produzir o que ele faz. O que eu tenho constatado cada vez mais no Brasil é que cada vez menos o produtor se interessa por artes cênicas. Cada vez mais o artista cênico se percebe tendo que pensar na produção. Mas isso não me parece ser estranho, porque quando você trabalha com um pintor, se ele te pede tintas, você como produtor tem como conseguir. O diretor muitas vezes não sabe do que precisa antes de começar a montar o espetáculo. A complexidade do fazer teatral acaba exigindo esse diálogo com o produtor. O diretor não deve esquecer essa sua atribuição. Não estou dizendo que a figura do produtor não é importante, estou pedindo o amadurecimento do ator e do diretor em relação aos conteúdos de produção, para que tenham um início de carreira mais promissora e para que consigam dialogar com o produtor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Qual a metodologia utilizada? Quais os grupos investigados e como se deu essa escolha?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>Ainda não estou investigando os grupos. Minha investigação está sendo realizada durante os encontros nacionais, regionais e setoriais de cultura e durante encontros da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas (Abrace). Esses são os meus fóruns como fonte de pesquisa. Dentro desses fóruns, verifico uma recorrência de procedimentos. Tento perceber que determinado grupo de um lugar tem um procedimento semelhante a um grupo de outro lugar. Os procedimentos recorrentes me interessam, pois a partir daí pretendo criar conteúdos para o curso de Artes Cênicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Quais as principais dificuldades enfrentadas pelos grupos? O nível de profissionalização para lidar com as demandas, a falta de abertura do mercado local para experimentação e a falta de investimento no setor ainda preocupam?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>O acesso ao financiamento é complicado. A gente tem um problema em teatro: teatro é uma atividade deficitária por natureza, ele sempre gasta mais do que consegue arrecadar. O teatro que ganha mais que gasta diz respeito a um teatro mais popular. Você também não tem profissionalização quase nenhuma em Salvador. E a experimentação só acontece quando há subsídio. É por isso que a gente não tem nenhuma mostra de Arte Contemporânea. A universidade é um espaço de experimentação, além do Edital TCA Núcleo, do Teatro Castro Alves. A falta de oportunidades limita a qualidade do teatro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong><strong> </strong><strong>Se em determinado momento, houve a preocupação em baratear produtos culturais, a fim de contribuir para a formação de público, hoje se questiona o seguinte: isso acostuma o público a não pagar pela cultura? O que você pensa a respeito?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gláucio Machado &#8211; </strong>Entrada franca não forma público, só acostuma mal as pessoas. O nosso principal problema em Salvador é que a gente perdeu a noção de valor do evento de teatro. Se eu perguntar a alguém quanto custa a entrada de determinada peça, as respostas vão divergir muito. Nosso primeiro problema é que nossa plateia não tem mais noção de valor. E fazer campanhas de entrada franca só piora essa situação. O principal instrumento para recuperar isso são os canais de divulgação. É necessário aparecer nos principais canais para que se adquira o valor novamente, é necessário fazer um reposicionamento de marca do teatro. Primeiro é necessário fazer as pessoas saberem que o teatro existe e depois fazer com que ele esteja próximo da população, através da construção de novos centros culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
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		<title>Luiz Marfuz</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 13:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Direção Teatral]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Teatro da Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista exclusiva o diretor, professor e doutor em Artes Cênicas, Luiz Marfuz, comenta sobre o espetáculo "Meu nome é mentira" e sobre questões referentes à produção teatral na Bahia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/pesquisadores/luiz-cesar-alves-marfuz/" target="_blank">Luiz Marfuz</a> é  mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (1996) e doutor em Artes  Cênicas (2007), ambos pela Ufba. É professor da Escola de Teatro  (ETUfba), diretor teatral, arte-educador, dramaturgo e pesquisador sobre  encenação contemporânea e estratégias de encenação no teatro de Samuel  Beckett.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em entrevista exclusiva Marfuz, comenta sobre o espetáculo <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/ultimas/espetaculo-%E2%80%9Cmeu-nome-e-mentira%E2%80%9D-estreia-no-teatro-martim-goncalves/" target="_blank"><em>Meu nome é mentira</em></a>, montagem de formatura do curso de Interpretação da ETUfba e sobre questões referentes à produção teatral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta é segunda vez que Marfuz assume a direção de um espetáculo de formatura da ETUfba. No caso de <em>Atire a primeira pedra</em>, a peça conseguiu alcançar uma visibilidade para além dos muros da Escola e até hoje realiza apresentações, inclusive no interior do estado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Não é fácil fazer circular espetáculos teatrais <em>experimentais </em>como os da Escola de Teatro da Ufba,  o senhor concorda com esta afirmação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Luiz Marfuz &#8211; Manter qualquer espetáculo em  cartaz é difícil. Se tem caráter experimental e vem de grupos novos, a  dificuldade é maior. Por outro lado, existem a vontade a garra de quem  está começando, querendo investir na carreira. E aí estas pessoas e  grupos se arriscam mais, como foi o caso do<em> Toca de Teatro</em>, grupo  originário do espetáculo <em>Atire  a primeira pedra</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Na sua opinião,  qual a alternativa para que os projetos desenvolvidos em um importante  laboratório como a Escola de Teatro da Ufba alcance uma maior  circulação, que resultaria na sustentabilidade das produções e grupos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Luiz Marfuz &#8211; De  um lado falta apoio maior da Escola no que se refere à infraestrutura e  pauta para apresentações. Com esta peça de formatura, por exemplo,  fazemos um esforço enorme. São 18 atores-formandos em cena, 4 músicos e  uma equipe grande de professores, técnicos e artistas no suporte. Só  temos uma formatura de atores em Interpretação por ano. E ficamos apenas  duas semanas em cartaz. Boa parte desse tempo é consumido em montagem e  adaptação da peça e dos atores ao espaço, já que o grupo é grande. Por  outro lado, poderia haver mais incentivos do Estado aos grupos que estão  começando, a exemplo do Calendário de Apoio. Formas que instigassem as  pessoas a se consolidarem como grupo e se firmarem na cena baiana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>A circulação ainda é o grande desafio da produção cultural baiana?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Luiz Marfuz &#8211; Sem dúvida, porque ela é muito  custosa. E se pensarmos em circulação regional ou nacional o desafio é  maior, porque os custos com passagem, hospedagem, diárias da equipe é  grande. Sem falar de transporte de cenários, que, em muitos casos pede  conduções especiais, como caminhão baú.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Enquanto diretor teatral, apresentar uma produção que fique em cartaz apenas por 2, 3, 4 semanas é decepcionante?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Luiz Marfuz &#8211; Completamente. Neste caso, são apenas duas semanas, com o risco de não mais voltar a cartaz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Compor   um elenco formado por 42 atores em <em>Meu Nome é Mentira</em></strong><strong> </strong><strong>foi possível pelo caráter experimental do projeto, </strong><strong>pois o mercado profissional não costuma assumir custos tão altos de produção.<strong> </strong></strong><strong>Produzir para atores em formação, dentro do âmbito   universitário, é mais libertador nesse sentido?</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Luiz Marfuz &#8211; A  universidade é um campo livre de experimentação, sem amarras às  exigências do mercado. Tem ainda a vontade de uma gente jovem que quer  apostar no risco e na experimentação. Neste sentido, é mais libertador,  pode-se avançar mais, sem se preocupar excessivamente com o público.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Como é ver uma nova geração no palco e fazer parte do amadurecimento profissional dos formandos com o trabalho <em>Meu nome é mentira</em>?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> </strong>Luiz Marfuz &#8211; É  uma grande satisfação participar do processo de formação de uma nova  geração de atores. Contribuir para seu crescimento profissional, fazer  despertar seu potencial, lançar desafios e, principalmente, poder trocar  experiências.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</span></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=6983&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Espetáculo Meu nome é mentira estreia no Teatro Martim Gonçalves</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 12:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Martim Gonçalves]]></category>

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		<description><![CDATA[O espetáculo de formatura em Interpretação Teatral tem direção de Luiz Marfuz e fica em cartaz até 27 de novembro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estreia nesta quinta-feira (17) às 20h, no Teatro Martim Gonçalves, o espetáculo <em>Meu nome é mentira,</em> com direção de Luiz Marfuz. O espetáculo de formatura do curso de Interpretação da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (ETUfba) reúne 18 atores formandos. A peça fica em cartaz até o dia 27 de novembro, com sessões de terça a domingo. A entrada é gratuita, com senhas distribuídas duas horas antes do início do espetáculo.</p>
<div id="attachment_7976" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/11/Meu-nome-é-Mentira_banner.png"><img class="size-full wp-image-7976" title="Meu nome é Mentira" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/11/Meu-nome-é-Mentira_banner.png" alt="" width="368" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz do espetáculo &quot;Meu nome é Mentira&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O texto da peça, inspirado em uma fábula de Bertolt Brecht, também é de autoria de Luiz Marfuz, doutor em Artes Cênicas e professor da Escola de Teatro (ETUfba). Apresentando como enredo o julgamento de um explorador de minérios acusado de assassinar seu empregado por motivo ideológico, o espetáculo mistura os gêneros do humor, drama e musical. Durante os depoimentos daqueles que compõem o júri, verdade e mentira se confundem, levantando questionamentos acerca da natureza do que se diz verdadeiro ou falso. “O espetáculo também é uma paródia à espetacularização dos chamados ‘julgamentos do século’, que fazem do fato uma ficção e transforma as pessoas em personagens de dramas e comédias”, detalha o diretor.</p>
<p style="text-align: justify;">Marfuz já havia tentando montar o espetáculo <em>Meu nome é mentira</em> com o <em>Grupo Toca de Teatro</em>, mas o projeto não se realizou por falta de recursos. O <em>Grupo Toca de Teatro</em> é originário da peça <em>Atire a primeira pedra</em>, até então a única experiência de Marfuz na direção de um espetáculo de formatura da <em>Escola de Teatro</em>. “É uma grande satisfação participar do processo de formação de uma nova geração de atores. Contribuir para seu crescimento profissional, fazer despertar seu potencial, lançar desafios e, principalmente, poder trocar experiências.”, afirma o diretor.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>O que: espetáculo <em>Meu nome é mentira</em></p>
<p>Quando: de 17 a 27 de novembro, de terça a domingo. De terça a sexta, às 20h. Sábado e domingo, duas sessões: às 17h e 20h.</p>
<p>Onde: Teatro Martim Gonçalves, Rua Araújo Pinho, Canela</p>
<p>Quanto: Entrada Franca. Senhas distribuídas 2h antes do início do espetáculo.</p>
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação do espetáculo</em> <em>e de Cláudia Pedreira</em></p>
<p>*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Harildo Déda recebe homenagens por sua trajetória no teatro baiano</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 14:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Teatro da Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Lançamento de livro e edição especial do “Conversas Plugadas” fazem parte do projeto “Mestres da Cena”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Emocionado e bem humorado, foi assim que Harildo Déda interagiu com a plateia da edição especial do “Conversas Plugadas”, que aconteceu no Foyer do Teatro Castro Alves (TCA), na segunda-feira, 07 de novembro. Além do bate-papo com o ator e diretor, o público conferiu o lançamento do livro “Harildo Déda, a matéria dos sonhos”, escrito pelo diretor teatral, doutor em Artes Cênicas e professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba), <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/pesquisadores/luiz-cesar-alves-marfuz/" target="_blank">Luiz Marfuz</a> e pelo também doutor em Artes Cênicas e professor da Escola de Teatro, Raimundo Matos de Leão.</p>
<p style="text-align: justify;">Na abertura do evento, a produtora cultural Selma Santos destacou que ambas as ações realizadas naquele dia constituíam etapas do “Mestres da Cena”,  projeto da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), idealizado pelo diretor teatral e ex-secretário de cultura, Márcio Meirelles, com o intuito de homenagear, relembrar e apresentar para as novas gerações o legado de grandes nomes  das artes cênicas da Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, o ator Marcelo Flores iniciou a conversa declamando o “Soneto 122”, de William Shakespeare. Durante o bate-papo com Marcelo Flores, Harildo respondeu a perguntas sobre sua carreira, referências para o seu trabalho e relembrou momentos de sua trajetória enquanto ator, diretor e professor da Escola de Teatro da Ufba.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando questionado sobre o porquê de ter ficado na Bahia, de não ter ido atuar no eixo Rio-São Paulo, Harildo respondeu fazendo referência a um trecho da música “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, “a Bahia me deu régua e compasso”, afirmou, lembrando o quanto é importante para ele repartir experiências com outros atores e diretores do teatro baiano. O homenageado da noite ressaltou que o aprendizado é algo constante e se definiu como um “vampiro de juventude” que está sempre aprendendo, seja com seus colegas de profissão ou com seus alunos. Sobre seu modo de atuar, ensinar e dirigir, que Luiz Marfuz denomina “poética Déda”, Harildo declarou que sua maneira de passar experiência consiste em se aproximar da pessoa e tentar vislumbrar o que ela é para saber aonde ela quer chegar enquanto ator/atriz.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o “Conversas Plugadas” Harildo Déda também relembrou passagens marcantes de sua carreira, a exemplo da experiência de encenar teatro de cordel em outros países, viajar pela América Latina com a peça “Quincas Berro D’Água” e os momentos em que era necessário “ludibriar” a ditadura militar para continuar atuando. No fim da conversa com o público, Harildo Déda afirmou que sua meta enquanto ator é “encontrar sempre o humor e o amor” e respondeu à pergunta sobre o que é ser um bom ator, com uma frase da atriz Marília Pêra: “ator tem que pastar”, ressaltando que o trabalho de um ator é contínuo, “o talento vem e se mostra numa peça, mas a vocação tem que ter continuidade”, declarou Déda.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de Luiz Marfuz e Raimundo Matos de Leão, autores do livro “Harildo Déda, a matéria dos sonhos”, estiveram presentes a diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Nehle Frank e o diretor de teatro e idealizador do projeto “Mestres da Cena”, Márcio Meirelles. Após o “Conversas Plugadas”, os autores participaram de uma sessão de autógrafos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Harildo, um Mestre – </strong>Harildo Déda<strong> </strong>foi o primeiro representante do teatro baiano a ser homenageado pelo “Mestres da Cena” que, em 2010, homenageou a atriz e diretora Yumara Rodrigues. O projeto realizou o espetáculo homenagem “A Última Sessão de Teatro”, escrito e dirigido por Luiz Marfuz e encenado por Déda, Neyde Moura e Fernando Santana. A peça estreou no Teatro Vila Velha em novembro de 2009 e venceu o Prêmio Braskem de Teatro na categoria melhor ator para Harildo Déda. Além da peça, o projeto realizou a oficina “Fazendo Shakespeare”, direcionada para atores profissionais e ministrada por Déda, e as duas ações citadas anteriormente, o lançamento do livro escrito por Luiz Marfuz e Raimundo Matos de Leão e a edição especial do “Conversas Plugadas”. Em 2012, o projeto pretende lançar um vídeo-documentário sobre a relação entre a trajetória profissional do ator, diretor e professor e a história do teatro baiano.</p>
<p style="text-align: justify;">*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
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		<title>Livro e edição especial do “Conversas Plugadas” homenageiam Harildo Déda</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 01:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escola de Teatro da Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[A obra é um relato histórico e documental sobre o trabalho de Harildo Déda e é também um registro de quase 50 anos da história do teatro baiano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na próxima segunda-feira (7), o professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ator e diretor Harildo Déda participa da edição especial do “Conversas Plugadas”, projeto da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Durante o evento, que tem entrada gratuita e acontece no Foyer do Teatro Castro Alves (TCA) o professor compartilha com o público vivências de seus quase 50 anos de atuação teatral.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo dia, acontece o lançamento do livro “Harildo Déda, a matéria dos sonhos”, escrito pelo professor da Escola de Teatro da Ufba, diretor teatral e doutor em Artes Cênicas Luiz Marfuz, e pelo dramaturgo e também doutor em Artes Cênicas Raimundo de Matos Leão. A obra é um relato histórico e documental sobre o trabalho de Harildo Déda e é também um registro de quase 50 anos da história do teatro baiano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O artista –</strong> Nascido no interior de Sergipe em 1939, Harildo Déda é uma das personalidades mais representativas do teatro baiano, atuou em cerca de 70 peças e dirigiu mais de 20 espetáculos. Foram alunos ou trabalharam com o professor conhecidos nomes do cenário teatral como Frank Menezes, Hebe Alves, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Vladimir Brichta.</p>
<p style="text-align: justify;">* Com informações da <a href="http://www.tca.ba.gov.br/11/1111/Harildo_Deda.htm" target="_blank">Assessoria de Comunicação do TCA</a></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span></strong></p>
<p><strong>O quê: </strong>Edição especial do “Conversas Plugadas” e lançamento do livro “Harildo Déda, a matéria dos sonhos”</p>
<p><strong>Onde:</strong> Foyer do TCA</p>
<p><strong>Quando:</strong> 7 de novembro, segunda-feira, às 18h30</p>
<p><strong>Quanto: </strong>Grátis</p>
<p>*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
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		<title>Ufba realiza curso gratuito sobre o Ensino de Teatro em Québec</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/ultimas/curso-gratuito-sobre-o-ensino-de-teatro-em-quebec-na-ufba/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 15:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escola de Teatro da Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Curso será ministrado pela professora Carole Marceau da Université du Québec à Montreal (UQAM), no Canadá]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O curso gratuito <em>O Ensino do Teatro em Québec: da Educação Infantil até a Universidade</em>, que será ministrado pela professora Carole Marceau da <em>Université du Québec à Montreal </em> (UQAM), no Canadá, ocorrerá nos dias 04, 07 e 08 de novembro, das 18h30 às 21h30, na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Veja <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/11/programa-do-curso.jpg" target="_blank">programação</a> do curso.</p>
<p style="text-align: justify;">O curso com duração de 06 horas é direcionado para estudantes, profissionais e pesquisadores na área das artes cênicas. O programa abordará as diferenças profissionais ofertadas pelas escolas de teatro, a arte dramática dentro do programa de formação da escola Québécoise e os programas estabelecidos entre o Ministério da Educação, do lazer e do esporte – (MELS) e o Ministério da Cultura, da Comunicação e da Condição Feminina (MCCF) do Quebec.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A professora Carole Marceau é atual diretora do bacharelado da escola Superior de Teatro UQAM. Atuou como co-autora e supervisora do programa em Arte Dramática para as Escolas pelo <em>Ministère de l’Éducation</em>, <em>dês Loisirs et du Sport du Quebec </em>de 2003 a 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta iniciativa faz parte do conjunto de ações do programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas  e da Escola de Teatro e Dança da Ufba e conta com a organização do doutorando Ney Wendell (PPGAC-Ufba).</p>
<p style="text-align: justify;">Mais informações: <a href="mailto:ney.arte@hotmail.com">ney.arte@hotmail.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">Inscrições:  na xerox da Escola de Teatro. O evento conta ainda, com as parcerias: da Rede Brasileira de Arteducadores, do <em>Centre d’étudies de recherches sur Le Brésil</em> e da UQAM.</p>
<p style="text-align: justify;">Com informações de Poliana Bicalho</p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=6481&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Espetáculo teatral &#8220;Quase Nada&#8221; estreia no Teatro Martim Gonçalves</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/ultimas/espetaculo-teatral-quase-nada-inicia-curta-temporada-no-teatro-martins-goncalves/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 02:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Teatro da Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Montagem de formatura tem direção de Felipe Soledade e orientação de Luiz Marfuz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estreia quinta-feira (06) e segue em cartaz até o dia 16 de outubro o espetáculo <em>Quase Nada</em>, no Teatro Martim Gonçalves, às 20h, com entrada franca. A montagem é produto da conclusão do curso em Direção Teatral da Universidade Federal da Bahia (Ufba) de Felipe Soledade, que conta com orientação de Luiz Marfuz, professor da Escola de Teatro da Ufba e premiado diretor teatral. O elenco é composto por Caio Rodrigo, Simone Brault, Jussara Mathias e Antônio Fabio, atores de destaque do teatro baiano.</p>
<p style="text-align: justify;">A peça narra os conflitos e atitudes tomadas por um casal de classe média alta após o marido ter assassinado um menino de rua. O texto é de Marcos Barbosa, dramaturgo e professor da Escola de Teatro da Ufba. Esta é a primeira vez que a montagem, que já passou pela Inglaterra, Itália e Estados Unidos, é encenada em Salvador. A peça foi apresentada em Londres em 2004 no <em>Royal Court Theatre</em>, um dos maiores centros artísticos da Europa, durante residência artística realizada pelo autor, como bolsista do <em>British Council </em>de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_5396" class="wp-caption aligncenter" style="width: 591px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/10/Foto-Quase-Nada-Luis-Alberto.jpg"><img class="size-full wp-image-5396" title="Foto Luis Alberto" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/10/Foto-Quase-Nada-Luis-Alberto.jpg" alt="" width="581" height="446" /></a><p class="wp-caption-text">O elenco da peça é formado por Caio Rodrigo, Simone Brault, Jussara Mathias e Antônio Fabio, atores de destaque do teatro baiano.</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Em sua trajetória profissional, Marcos Barbosa foi aclamado com o Prêmio Paulo Pontes (João Pessoa, 2001), Prêmio Carlos Carvalho (Porto Alegre, 2005) e Prêmio Braskem de Teatro (Salvador, 2004).</p>
<p style="text-align: justify;">Felipe Soledade, diretor do espetáculo, se aproximou do trabalho de Marcos Barbosa a partir de sua peça de pré-formatura, intitulada <em>Novas Diretrizes em Tempos de Paz</em>, onde trabalhou em conjunto com o dramaturgo. “Depois desta encenação decidi ler os textos do autor com o intuito de encontrar um assunto do meu interesse. Optei por encenar a peça <em>Quase Nada</em>, texto que põe em discussão temas como a relação das classes sociais, a violência urbana e seus desdobramentos. Outro fator que me fez decidir por esta obra foi a possibilidade de trabalhar com os atores Caio Rodrigo, Simone Brault, Jussara Mathias e Antônio Fábio, que conheciam o texto e viam nele um assunto relevante e um grande desafio de interpretação na técnica do realismo”, aponta o diretor.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/10/cartaz-Quase-Nada-net.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5416" title="Cartaz Quase Nada net" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/10/cartaz-Quase-Nada-net.jpg" alt="" width="508" height="739" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Caio Rodrigo (indicado ao Prêmio Braskem 2010), Jussara Mathias (ganhadora do Prêmio Braskem 2007) e Simone Brault (indicada ao Prêmio Braskem 2008) são destaques da nova geração do teatro baiano. Caio Rodrigo compôs um dos personagens de <em>Pólvora e Poesia,</em> sucesso de público e crítica e indicado a cinco categorias no Prêmio Braskem 2010. O espetáculo recebeu dois prêmios, o de Melhor Espetáculo e Melhor Direção, por Fernando Guerreiro. O ator ainda é assistente de direção da peça <em>Namíbia não</em>!, dirigida por Lázaro Ramos, um dos maiores sucessos de público do ano em Salvador. O elenco conta ainda com experiente ator Antônio Fábio, que no ano passado realizou sua estreia como diretor com a peça <em>Os Enamorados</em>, adaptação do texto de Carlo Goldoni.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>O quê: Espetáculo <em>Quase Nada</em></p>
<p>Onde: Teatro Martim Gonçalves, Canela</p>
<p>Quando: De 06 a 16 de outubro, de quinta a domingo, às 20h</p>
<p>Quanto: Grátis</p>
<p><em>Com informações de Thiago Carvalho, </em><a href="http://polvoraepoesiaba.blogspot.com" target="_blank"><em>http://www.marcosbarbosa.com.br</em></a><em>, </em><a href="http://polvoraepoesiaba.blogspot.com" target="_blank"><em>http://polvoraepoesiaba.blogspot.com</em></a><em> e <a href="http://www.teatrosaladistar.com" target="_blank">http://www.teatrosaladistar.com</a></em></p>
<p>*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=5395&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Colóquio promove debate sobre a efetividade dos festivais culturais</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 02:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA["I Colóquio Internacional no Reino dos Festivais" visa problematizar se os festivais são ferramentas ou pretextos para as políticas culturais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estão abertas as inscrições para o <em>I Colóquio Internacional no Reino dos Festivais</em>, evento que tem como objetivo discutir a efetividade dos festivais de cultura, visando problematizar se estes são ferramentas ou pretextos para as políticas culturais. O colóquio acontece nos dias 24 e 25 de outubro, no auditório do PAF 3, no Campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (Ufba). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no <a href="http://www.noreinodosfestivais.blogspot.com/" target="_blank">blog</a> do evento.</p>
<p style="text-align: justify;">Realizado pela Escola de Teatro, Faculdade de Comunicação e Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Ufba, o colóquio está inserido na programação do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac).</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo do colóquio é fazer a ponte entre o mercado e a universidade, como aponta a professora da Escola de Teatro e coordenadora do evento, Deolinda Vilhena. “Sempre tive dificuldade em entender como muitos dos cursos de artes cênicas nas universidades, onde se pensa o fazer teatral, despejam anualmente centenas de profissionais no mercado sem que eles saibam produzir teatro. Num país sem tradição de políticas culturais públicas na área do teatro, o ator, diretor, que não se auto-produzir não vai trabalhar. Então discutir a produção e com ela os elementos da cadeia produtiva – produção, circulação, difusão etc. – na minha cabeça é vital”. Deolinda Vilhena afirma ainda que “espera trazer para o centro dessa discussão um dos maiores problemas do teatro no Brasil: a circulação. Condicionados e habituados a uma pseudo-política calcada nas leis de incentivo e renúncia fiscal, fala-se apenas em incentivar a produção e a criação. O que gera uma enormidade de espetáculos e depois um sem número de desempregados, posto que não há mecanismos de circulação suficientes para regular esse mercado”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_5261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/10/fotos-convidados.jpg"><img class="size-full wp-image-5261" title="Fotos divulgação" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/10/fotos-convidados.jpg" alt="" width="574" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Entre os palestrantes estão o especialista em festivais e políticas públicas na área, Bernard Faivre D&#39;Arcier, o coordenador do Pós-Cultura, Paulo Miguez e o secretário executivo do Minc, Vitor Ortiz</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O evento conta com patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Embaixada da França.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os <a href="http://www.noreinodosfestivais.blogspot.com/" target="_blank">palestrantes</a> nacionais estão confirmadas as presenças da gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa; do secretário executivo do Ministério da Cultura (Minc), Vitor Ortiz; do coordenador do Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Cultura e Sociedade, Paulo Miguez; da diretora da Fundação Cultural da Bahia (Funceb), Nehle Franke; do Superintendente de Promoção Cultural da Secult/BA, Carlos Paiva e do coordenador geral do Fiac, Ricardo Libório. O evento receberá também convidados franceses, o especialista em matéria de festivais e políticas públicas na área, Bernard Faivre D&#8217;Arcier; o músico e compositor integrante do <em>Théâtre du Soleil</em>, Jean-Jacques Lemêtre e o diretor da Inspeção Geral do Ministério da Cultura e da Comunicação, Patrick Olivier.</p>
<p>Veja a <a href="http://www.noreinodosfestivais.blogspot.com/" target="_blank">programação</a> completa.</p>
<p>*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=5255&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Célida Salume Mendonça</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 16:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadora da Escola de Teatro da Ufba fala sobre sua tese de doutorado: “Fome de quê? Processos de Criação Teatral na Rede Pública de Ensino de Salvador”. A pesquisa, concluida em 2009, foi realizada em escolas públicas de Salvador e revela a importância das artes na educação de crianças]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – Conte-nos um pouco de sua história e que a levou optar pelo teatro.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Célida Mendonça</strong> &#8211; Sou catarinense, nasci na cidade de Rio do Sul. Meu pai é baiano, desenhista publicitário e artista plástico autodidata. Comecei a fazer teatro ainda adolescente, no mesmo período em que concluía o magistério. Na mesma época, fui surpreendida ao encontrar no jornal o anúncio de um novo curso, Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas, hoje<strong> </strong>Curso de bacharelado e licenciatura em Teatro no Centro de Artes da<strong> </strong>Universidade do Estado de Santa Catarina<strong> </strong>(Udesc), onde inicie no curso em Florianópolis.</p>
<p style="text-align: justify;">Não tinha condições de me manter na capital, mas ao passar no vestibular, recebi o apoio da família e aos poucos as soluções foram aparecendo. Durante o curso, trabalhei como monitora em alguns projetos de ensino de teatro na comunidade, ao mesmo tempo em que participava de um Grupo de Teatro local. Terminado o curso, voltei para a minha cidade onde a opção pelo ensino de teatro foi se solidificando na prática em fundações, escolas e universidades. As mudanças que observava nos alunos de teatro me instigaram a cursar especialização em Psicopedagogia. Voltando a Florianópolis lecionei por alguns anos no curso em que havia me formado e continuei a trabalhar com crianças e adolescentes no Departamento Artístico Cultural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Escola Sarapiquá. No aspecto pedagógico, a escola se fundamentava na abordagem construtivista e nos métodos dos educadores Celestin Freinet e Paulo Freire e vinha sofrendo influências de pensadores como César Coll, Phillipe Perrenoud, Delia Lerner e Tomaz Tadeu da Silva, valorizando a pesquisa e oferecendo formação continuada aos profissionais da escola. Além disso, o curso em Psicologia Existencialista (Núcleo Castor de Estudos e Atividades em Existencialismo &#8211; Nuca) contribuiu significativamente para o amadurecimento de questões ontológicas, antropológicas e psicológicas pertinentes ao processo educacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – Como surgiu a idéia do seu tema de pesquisa? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Célida Mendonça &#8211; </strong>Minha motivação para pesquisar os processos de criação cênica realizados no ensino fundamental, surgiu a partir das práticas teatrais desenvolvidas nas escolas em que lecionei, bem como minha experiência como professora e orientadora de estágio nas disciplinas de Teatro na Educação na Udesc. Tanto na escola como na universidade, pude observar as relações que se estabelecem no percurso criador cênico envolvendo singularidades no aspecto social, no aspecto simbólico-imaginário, nas relações entre jogos preparatórios, jogos teatrais, técnicas e processos de criação e no enriquecimento progressivo do potencial criador de cada aluno. Estas questões motivaram meus estudos e a escola pública foi escolhida como campo de pesquisa em função dos impasses enfrentados pelos alunos de graduação em suas experiências de estágio. O tema “Fome de quê?”<em> Processos de Criação Teatral na Rede Pública de Ensino de Salvador</em><strong> </strong>surge logo nos primeiros encontros com as crianças que freqüentavam a 4ª série em um dos campos de pesquisa para o doutorado. A fome enquanto metáfora foi identificada na relação desses alunos com o espaço e com a materialidade que lhes era oferecida para desencadear o processo criativo: imagens, músicas, tecidos, instrumentos, registro fílmico e a transformação da sala de aula.</p>
<h3 style="text-align: left;">&#8220;Através do teatro ocorre<em> </em>uma diminuição da supervalorização dos  erros e um enriquecimento da conscientização da ação, fortalecendo na  criança a autoconfiança, a comunicação, a objetividade, a absorção e o  desenvolvimento da capacidade de concentração&#8221;</h3>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;">Através do olhar de cada um deles era possível observar que a aula de teatro tinha um sabor, no sentido de “ter o gosto de” ou “o sabor de”, e um significado diferenciado. Inicialmente por conta da abordagem pedagógica tradicional (a metodologia do quadro e giz, aula expositiva e reprodução) ainda muito presente nas escolas, um ensino excessivamente abstrato e desvinculado de reflexões, descontextualizado, e que desconsidera o corpo no processo e aprendizagem, enfim, distante da realidade e da sociedade em que vivemos; e em segundo lugar, por possibilitar uma nova relação com o espaço e com os colegas. Cada elemento oferecido para o grupo era devorado com voracidade não apenas por tratar-se de uma aula de teatro, mas por tornar o ensino atraente e significativo. É importante lembrar que a possibilidade de atividades inovadoras que tornem as aulas dinâmicas, prazerosas, interessantes e produtivas, resultando em verdadeira aprendizagem, não se restringe apenas ao ensino de artes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura &#8211; Como surgiu a ideia de fazer um trabalho criativo indo além do molde acadêmico usando, por exemplo, a metáfora da refeição dividida em entrada, prato principal e sobremesa para dividir as etapas de sua pesquisa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Célida Mendonça &#8211; </strong>A imagem aqui escolhida de uma “refeição” associada às<em> </em>várias etapas do processo criativo; originou-se de minha experiência na disciplina <em>Processos de Encenação </em>(2006)<em> </em>oferecida pelo doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (Ufba). O curso ministrado pela professora Dra. Sonia Rangel disponibilizava uma variedade de autores no formato de “cardápio” para serem saboreados pelos alunos. As discussões suscitadas influenciaram o formato deste trabalho permitindo que <em>aflorasse</em> “a ludicidade em rizoma indispensável de criação”. A disciplina estabelecia relações com os projetos de pesquisa individuais, propondo uma reflexão sobre os processos de encenação como processos criativos, oferecendo subsídios para identificar e desenvolver os campos de conhecimento que cada projeto instaurava; o que contribuía, a meu ver, para um diálogo entre filosofia, poesia e arte.  Além disso, pelo pouco tempo em que aqui resido pude observar o papel da comida nessa cultura, aliado é claro, às lembranças de infância no quintal de meu bisavô quando vinha à Bahia de férias. Ao iniciar minha experiência na escola, as imagens da fome e da refeição se fizeram presentes de forma análoga, sendo apropriadas como uma moldura, possibilitando o diálogo com uma emoção estética impossível de ser capturada em outra situação que não fosse aquela da experiência vivida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – Qual foi sua percepção do teatro na escola pública, a partir da sua experiência prática durante o doutoramento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Célida Mendonça &#8211; </strong>Antes de falar do teatro nas escolas, não há como ignorar o ensino nesses espaços. O que mais me entristece é constatar a falta de diálogo entre o administrativo e o pedagógico em várias instituições. Fui surpreendida ao verificar que muitas escolas não dispõem nem ao menos de uma área externa coberta, além das salas de aula. No que diz respeito ao ensino de teatro nas escolas, ele vem ganhando espaço com os concursos públicos que fazem valer a obrigatoriedade do ensino de arte, como o que já acontece a nível municipal, mas ainda é pouco. Muitas escolas oferecem o teatro apenas a nível extracurricular através de projetos ou oficinas.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum a linguagem não ser compreendida como área de conhecimento, mas como um recurso didático ou como instrumento pedagógico para o ensino de conteúdos extra teatrais, ligados a diferentes disciplinas do currículo, ou ainda, a serviço de apresentações encomendadas pela direção da escola. O teatro tem seus próprios conteúdos, assim como outras disciplinas, e enfrenta problemas como a falta de espaço, tempo reduzido e número excessivo de alunos por turma. Felizmente as pesquisas realizadas em congressos de Arte e Educação e de Teatro, vem propondo soluções e alternativas para driblar as dificuldades encontradas. Como professores de teatro nosso desafio permanente é construir novos espaços, transpor esses limites estabelecidos através da carência estrutural da escola pública, do ambiente, muitas vezes, triste e carregado, da falta de hospitalidade e afetividade. A sala de aula ainda pode converter-se em <em>um espaço vivo</em>, exercendo atração e interesse nos alunos, reencantando a educação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura &#8211; Falando do teatro como forma de recuperação da autoestima, que influencia mudanças de comportamento das crianças com as quais trabalhou, como foi a convivência com estas crianças e quais resultados obteve?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O teatro possibilita ao aluno conhecer melhor suas experiências, estimulando-o a se expressar amparado por um conhecimento, por uma linguagem. Ele promove a conscientização, uma noção de coletividade, de proximidade, uma visão mais crítica e sensível da realidade, o que altera em consequência a maneira de pensar e de agir. O jogo teatral, utilizado com frequência como metodologia de ensino, contribui com uma representação física e consciente, limitada por regras e acordo grupal, acompanhada de espontaneidade, tensão e entusiasmo. É do exercício da percepção, da imaginação e da socialização que surge a criança mais sensível e segura, mais aberta à produção do conhecimento e ao processo criador. Os fatores de ordem afetiva e de personalidade, uma das possíveis causas do fracasso escolar, podem ser amenizados quando a criança compartilha o mundo com seus colegas. Através do teatro ocorre<em> </em>uma diminuição da supervalorização dos erros e um enriquecimento da conscientização da ação, fortalecendo na criança a autoconfiança, a comunicação, a objetividade, a absorção e o desenvolvimento da capacidade de concentração. A própria natureza artística do fazer teatral, comporta em si mesma, um valor educacional mais amplo, relacionado as suas próprias qualidades estéticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos arriscar afirmar que, a mudança de comportamento passa a acontecer também quando os alunos identificam no professor alguém que se preocupa com eles, alguém em quem confiar. Nas palavras de Madalena Freire, “não existe educação sem conhecimento, sem amor, sem esses ‘temperos’ que condimentam o sentido da vida, da educação”. As demonstrações de afeto e leves sorrisos começaram a ser mais frequentes no grupo quando o desejo e a segurança se estabeleceram, o que não significa afirmar que as dificuldades deixaram de se fazer presentes. Viabilizar aos alunos uma experiência criativa é dar oportunidade de ver, de observar e ser observado, de se conhecer, exercitando-os para uma vida social e sociológica. Muitos nem sabiam o nome dos colegas de turma, muitos nunca haviam trabalhado em grupo antes. São detalhes tão pequenos, mas extremamente significativos quando falamos de educação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura &#8211; Quais foram as mudanças na sua percepção e comportamento após a vivência prática de sua pesquisa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Célida Mendonça &#8211; </strong>Não posso negar certo desânimo em relação à educação quando após essa experiência pude estar cara a cara com o abismo que existe entre as leis e direitos em nosso país e o que efetivamente encontramos nas escolas. Infelizmente o sistema educacional vigente não desperta o apetite em nossas crianças e adolescentes. É preciso sair das quatro paredes, discutir conteúdos vivos, visões de mundo, ensinar a ver, tocar, sentir, criticar, “apalpar as intimidades do mundo”, como diria Manoel de Barros. A mudança de comportamento vem no sentido de reafirmar ainda mais que apenas as ações modificam. Continuo insistindo com meus alunos que “apesar de”, precisamos alimentar o desejo em nossa atuação como profissionais, precisamos continuar pesquisando, repensando nossas práticas, nossas certezas e enfrentando o desafiador cotidiano escolar. A escola pública seria o lugar ideal de democratização do ensino da arte e do acesso à formação estética e cultural, mediada igualmente pelo uso da tecnologia, mas a condição faminta ainda é o resultado de uma desigualdade social e do descaso, mas não da conformidade em relação à qualidade da educação pública.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura</strong> &#8211; <strong>O poder público tomou conhecimento dos resultados de sua pesquisa? Se sim, houve receptividade, o que aconteceu? Se não, por que não houve materialização de um projeto baseado em sua pesquisa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Célida Mendonça &#8211; </strong>Apesar do trabalho de pesquisa estar disponibilizado na página da biblioteca digital da Ufba, acredito que o poder público não tenha tomado conhecimento. Seria importante que as políticas que incentivam o ensino de Arte favorecessem uma prática pedagógica que atenda à necessidade de aprendizagem dos alunos do sistema público de ensino, dentro do seu contexto social e cultural. O poder público se mantém muito distante dessas realidades, acredito que nem ao menos questione a existência ou não do ensino de Arte em muitas escolas, aqui e no interior do estado, bem como a qualidade com que esses processos vêm sendo desenvolvidos, quando ocorrem. Além disso, encontramos profissionais sem formação adequada ocupando a função de docentes. Quando o assunto é educação o que estamos acostumados a ver são: professores desmotivados e faltando com frequência, greves, evasão escolar, superlotação em sala de aula, salas de aula interditadas, inexistência de áreas de lazer, falta de equipamentos, equipamentos sem uso, entre outros. Muitos programas de ensino não oferecem as condições mínimas de funcionamento nas escolas, a questão se reduz a metas cumpridas, estatísticas, números. Assim, antes de se falar do ensino de teatro, é preciso falar simplesmente de ensino.</p>
<p style="text-align: justify;">*Publicitária e pós-graduanda em Jornalismo Científico e Tecnológico pela Ufba</p>
<p><strong>Saiba mais</strong></p>
<p><a href="http://www.bibliotecadigital.ufba.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2880" target="_blank">“Fome de quê? Processos de Criação Teatral na Rede Pública de Ensino de Salvador”</a></p>
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