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	<title>Ciência e Cultura &#187; Uneb</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>Os benefícios do sono para a nossa saúde</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2021 13:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fundo do coração, eu sabia – talvez essa fosse a única coisa que meu coração sabia naquela época – que assim que eu tivesse dormido o suficiente ficaria bem. Eu me renovaria, renasceria. Seria uma pessoa totalmente nova, cada uma das minhas células se regeneraria a tal ponto que as antigas pareceriam memórias distantes encobertas pela névoa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algo de comovente na frase narrada pela protagonista do romance<em> Meu ano de descanso e relaxamento </em>(Todavia, 2019), da norte-americana Ottessa Moshfegh. Ela acredita firmemente que se passar um ano inteiro dormindo, hibernando dentro de casa, ela esquecerá as lembranças doídas, se alienará do mundo e ficará bem.</p>
<div id="attachment_26756" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/Os-beneficios-do-sono-ft-1.jpg"><img class="size-full wp-image-26756" title="Divulgação / Shutterstock " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/Os-beneficios-do-sono-ft-1.jpg" alt="" width="320" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Divulgação / Shutterstock </p></div>
<p>Apesar do método não convencional, ela não está de todo errada. Dormir é o único comportamento que nos dá a chance de restituir nosso organismo, de reparar tanto a nossa saúde física quanto nossa saúde emocional e mental, permitindo que acordemos renovados para um novo dia. O equívoco da personagem está em achar que abusando de um coquetel de remédios ela irá garantir um sono reparador que traga serenidade e relaxamento para a sua vida.</p>
<p>Quando fazemos o uso de medicamentos que induzem o sono, principalmente quando não são prescritos por orientação médica, podemos nos tornar dependentes deles. E com isso, deixamos de cumprir certos estágios do sono.</p>
<p>Durante a noite, o cérebro humano passa por duas fases do sono: sono sem movimentos oculares rápidos (NREM), denominado de estágios NREM 1 a 3, de profundidade crescente e o sono com movimentos oculares rápidos (REM), descrito como o estágio dos sonhos.</p>
<p>A cientista e professora do curso de medicina da Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), Bruna Del Vechio Koike, explica que, quando ficamos muito tempo em sono NREM 2, os estágios de sono NREM 3 e REM são reduzidos, alterando toda a arquitetura do sono.</p>
<p>&#8220;A arquitetura alterada do sono não é um sono reparador. Podemos dizer que é uma restauração falsa”. Pois, mesmo tendo realizado nossas horas de sono, ainda assim, não passamos por todos os seus estágios, diz a pesquisadora. A não realização de todos os estágios do sono nos impede de alcançarmos uma série de benefícios noturnos que são garantidores de saúde.</p>
<p>O pesquisador britânico Matthew Walker, autor do livro “Por que nós dormirmos?”, esclarece que “cada estágio — o sono NREM leve, o sono NREM profundo e o sono REM — oferece benefícios cerebrais distintos em momentos distintos da noite. Desse modo, um tipo não é mais importante do que outro. A perda de qualquer um deles causa dano cerebral” O neurocientista explica que o sono NREM é essencial para o nosso aprendizado e memória. Dormir antes do aprendizado restaura a nossa capacidade de aprender, preparando o cérebro para gravar novas memórias. Após o aprendizado, o sono impede o esquecimento, protegendo informações recém-adquiridas, num processo chamado de consolidação.</p>
<p>Na fase de sono REM, onde acontecem os sonhos mais vívidos, aqueles com direito a narrativa cinematográfica, o sono onírico nos oferece uma importante terapia noturna. Para Walker, é o sono onírico que alivia nossas lembranças dolorosas, permitindo que possamos reviver memórias difíceis sem a bagagem dramática que de outra forma nos deixaria paralisados.</p>
<p>É graças à atuação do sono REM como um decodificador de experiências que acordamos pela manhã e conseguimos identificar com precisão expressões faciais. É ele que calibra as regiões do cérebro que leem e decodificam o valor e significado de sinais emocionais, principalmente aqueles que são manifestados no rosto, diz Walker.</p>
<p>Outra função que o sono REM e o ato de sonhar oferecem é o processamento inteligente da informação que inspira a criatividade e a solução de problemas. O sono REM nos ajuda a encontrar conexões não óbvias entre o conjunto de informações e a processá-las de maneira mais fluida.</p>
<p>Foi através de um sonho que Dmitri Mendeleiev – o criador da tabela periódica – conseguiu organizar todos os elementos químicos conhecidos. Só depois que se rendeu a uma noite de sono que o cérebro do químico russo foi capaz de gerar associações que durante à luz do dia não era capaz de fazer. A sugestão de Walker é que não fiquemos acordados sobre um problema, mas durmamos sobre ele.</p>
<p>Além de todos os benefícios citados, o sono ainda calibra os nossos circuitos emocionais, dando-nos a liberdade de enfrentar os desafios sociais e psicológicos do dia com autocontrole – reabastece o nosso sistema imune, atua na regulação do apetite e associa-se à boa forma do sistema cardiovascular.</p>
<p>No fim das contas, a maioria de nós não precisa se dopar com remédios para alcançar um estado de descanso e relaxamento. Só precisamos respeitar o nosso ritmo circadiano e aproveitar a abundância de benefícios noturnos que o sono nos proporciona.</p>
<p><em>* Estudante de Jornalismo em Multimeios/ Reportagem especial para Agência MultiCiência.</em></p>
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		<title>O tempo de tela atrasa o tempo de sono?</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2021 01:37:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual a qualidade do seu sono nesta pandemia? Alguns especialistas falam da importância do sono para a qualidade de vida e para evitar algumas doenças neurológicas, a exemplo, o alzheimer ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_26745" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/O-tempo-de-tela-ft-1.jpg"><img class="size-full wp-image-26745" title="Divulgação: Shutterstock" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/O-tempo-de-tela-ft-1.jpg" alt="" width="320" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">Divulgação: Shutterstock</p></div>
<p>O ato de dormir parece ser apenas um momento de descanso ou o mais desnecessário dos comportamentos humanos. Contudo, o maior desafio de saúde pública, enfrentado por países industrializados, no século XXI, é uma epidemia silenciosa da perda de sono. É o que afirma o neurocientista britânico Matthew Walker, diretor do Laboratório do Sono e Neuroimagem na Universidade da Califórnia em Berkeley, no livro “Por que nós dormimos?”.</p>
<p>As consequências dessa epidemia estão relacionadas desde o enfraquecimento do sistema imunológico, afetação do cérebro e suas funções de memória e aprendizado, desenvolvimento de enfermidades psiquiátricas como ansiedade, depressão e transtorno bipolar, doença de Alzheimer e até adversidades no sistema reprodutivo masculino e feminino.</p>
<p>Com a pandemia da Covid-19, dormir tornou-se ainda mais difícil. Pesquisa realizada pela Royal Philips neste ano identificou que metade dos brasileiros teve o sono afetado pela pandemia. A pesquisa que contou com a participação de 13 mil adultos em 13 países, incluindo o Brasil, aponta que, desde de março do ano passado, 74% dos brasileiros adquiriram um ou mais problemas de sono, com 50% relatando que o surgimento da Covid-19 afetou diretamente a sua capacidade de dormir bem.</p>
<p>A constante preocupação com a doença, o medo da morte, a saudade dos espaços que perdemos e a tarefa de se adaptar a uma realidade onde não há toque, em que é preciso estar em isolamento físico para proteger a vida, são algumas das questões que alteraram a rotina e perturbaram o  comportamento em relação ao sono.</p>
<div id="attachment_26746" class="wp-caption aligncenter" style="width: 367px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/O-tempo-de-tela-ft-2.jpg"><img class="size-full wp-image-26746" title="Divulgação: Shutterstock" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/O-tempo-de-tela-ft-2.jpg" alt="" width="357" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Divulgação: Shutterstock</p></div>
<p>A cientista e membro do comitê científico da Associação Brasileira do Sono (ABS), Bruna Del Vechio Koike, afirma que &#8220;o tempo total de sono tem sido paulatinamente reduzido nas sociedades contemporâneas e, no cenário pandêmico, isso tem se agravado com a exposição exagerada às telas dos aparelhos tecnológicos&#8221;.</p>
<p>Também existe o fato de que normalizamos ser “workaholics” e o trabalho passou a ser uma atividade  compulsiva. Na pandemia, o limite entre vida profissional e vida pessoal ficou borrado, se tornou uma linha tênue, que não se consegue distinguir. &#8220;Como ficamos 24 horas dentro de casa, nossa casa se tornou ao mesmo tempo lugar de trabalho, de descanso e de lazer”. Com isso, não separamos mais os dias, horários ou locais de trabalho. &#8220;A preocupação é constante&#8221;, conta a cientista.</p>
<p>Vivemos em uma sociedade que não desacelera, que se acostumou a ser multitarefas e a produzir até a exaustão. Marcos Gustavo, estudante do curso de licenciamento em história da Universidade de Pernambuco (UPE), conta que sua insônia se agravou durante a pandemia. Ele percebeu que estava perdendo o tempo de estudo pela manhã e como a demanda de trabalhos na faculdade o pressionava, decidiu adotar a noite como o seu momento de produção.</p>
<p>“Durante esse período eu consigo ter uma melhor produção por causa do silêncio, de certa forma sinto que melhorou também a minha criatividade e a única dificuldade que tenho é quando preciso produzir em grupo que acaba acontecendo alguns desencontros com os outros colegas”, diz o estudante de história. Necessidade biológica.</p>
<p>O que não compreendemos é que dormimos justamente por uma necessidade biológica. Há em nosso cérebro um relógio interno que transmite um sinal diário de 24 horas chamado de ritmo circadiano. Walker explica que é esse ritmo quem determina quando se quer estar acordado e quando se quer estar dormindo.</p>
<div id="attachment_26747" class="wp-caption aligncenter" style="width: 387px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/O-tempo-de-tela-ft-3.jpg"><img class="size-full wp-image-26747" title="Divulgação: Shutterstock" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/05/O-tempo-de-tela-ft-3.jpg" alt="" width="377" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Divulgação: Shutterstock</p></div>
<p>Mas o nosso relógio interno só consegue transmitir esse sinal repetitivo de dia e de noite para o cérebro e o corpo através de &#8220;um mensageiro móvel chamado melatonina&#8221;. Conhecida como o &#8220;hormônio do escuro&#8221;, é ela quem prepara o indivíduo para o momento do início do sono, sinalizando que já é noite e é preciso ir dormir. O tempo de exposição à tela reduz a produção de melatonina, piorando a qualidade e a quantidade de sono.</p>
<p>“A tela oferece informação luminosa para os nossos olhos e como nossa sincronização ao ambiente é direcionada principalmente pelo ciclo claro/escuro, nós não nos expomos mais a luz natural. Ficamos o dia de frente a tela e, à noite, ficamos frente à mesma tela, com a mesma intensidade luminosa. Perdemos a sinalização da alternância entre o claro/escuro, o que confunde a sincronização do organismo a esse ciclo. Como consequência, isso prejudica o início do sono e todo o sistema de temporização circadiano. Não sabemos mais identificar que horas está chegando a noite”, diz Bruna Del Vechio.</p>
<p>Um sono de má-qualidade influencia de maneira direta a nossa saúde mental e emocional, determinando se vamos enfrentar os desafios do dia com autocontrole ou se sofreremos com a fadiga e oscilações de humor, comprometendo nossa aptidão mental e vitalidade física.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, além de causar prejuízo no metabolismo e na secreção de alguns hormônios, como a melatonina, a privação de sono causa ainda perda da concentração, déficit de atenção, irritabilidade e fadiga. “Isso de forma crônica vai se agravando e pode provocar até transtornos do humor&#8221;.</p>
<p>Para Walker, “o prejuízo físico e mental causado por uma noite de sono ruim é muito maior do que os causados por uma equivalente falta de alimento ou exercício. É difícil imaginar qualquer outro estado – natural ou criado pelo uso de medicamentos – que propicie uma reparação mais poderosa da saúde física e mental em todos os níveis”. Dormir é necessidade vital.</p>
<p><strong>DORMIR AINDA É A MELHOR DICA</strong></p>
<p>Imaginamos que se dormimos uma noite sim e outra não, nas noites seguintes vamos recuperar o sono perdido. Lego engano! “Uma noite de sono perdida nunca vai ser recuperada. Você não consegue recuperar os hormônios que não foram produzidos na noite anterior”, afirma Bruna Del Vechio Koike. O melhor que podemos fazer nesse caso é ter bom senso e desenvolver uma higiene do sono.</p>
<p><strong>Koike compartilhou cinco dicas para dormirmos melhor.</strong></p>
<p><strong>Crie um Hábito de Sono</strong> &#8211; É importante dormir as horas necessárias para não ter sonolência durante o dia. Se você geralmente dorme depois do almoço, é porque seu sono não está em dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma média de oito horas de sono por noite para adultos. Descubra de quantas horas você precisa!</p>
<p><strong>Higiene do Sono &#8211; </strong>Desenvolva um ritual do sono para que seu organismo perceba que você vai dormir. Nada de ficar gastando tempo de tela perto da hora de dormir. Ao invés disso, faça um chá, beba uma água, escove os dentes. Assim, o organismo vai se desligando e reduzindo sua atividade.</p>
<p><strong>Cama? Apenas para Dormir! &#8211; </strong>Use a cama apenas para dormir.<strong> </strong>A cama não é lugar de comer, estudar, ver filme ou ficar mexendo no celular. Estabeleça que a cama é o seu local de dormir.</p>
<p><strong>Evite Exposição de Luz</strong> &#8211; Evite se expor a luz ambiente e principalmente a exposição de tela perto do horário de dormir.</p>
<p><strong>Gaste energia durante o dia!</strong> &#8211; Pessoas que se exercitam durante o dia gastam energia e acumulam o cansaço para ter uma pressão maior de sono. É importante evitar exercícios intensos pelo menos duas horas antes do início do sono, Programe-se.</p>
<p><em>* Estudante de Jornalismo em Multimeios/ Reportagem especial para Agência MultiCiência.</em></p>
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		<title>Epistemologia da contextualização</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2018 04:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Evento teve como objetivo analisar as questões epistemológicas da contextualização para um público de estudantes de graduação, pós-graduação e docentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Princípios, hipóteses, fundamentos teóricos e a prática da educação contextualizada. Essas foram as questões que abriram a primeira tarde de discussões do VIII Workshop Nacional de Educação para Convivência com o Semiárido Brasileiro (Wecsab), ocorrido na última quarta-feira, 3, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA), do Departamento de Ciências Humanas, da <a href="http://www.uneb.br" target="_blank">Universidade do Estado da Bahia</a> (UNEB).</p>
<p>A mesa redonda teve como objetivo a promoção do debate sobre as questões epistemológicas da contextualização para um público de estudantes de graduação, pós-graduação e docentes. Dessa forma, partindo de estudos como os do sociólogo, filósofo e antropólogo francês, Edgar Morin, sobre a existência do sujeito em uma realidade complexa, os professores abordaram o papel fundamental do contexto na construção do conhecimento. Eles ressaltaram que, quando esse sujeito é compreendido como multidimensional, com seus diferentes níveis de percepção do mundo, é possível estabelecer um diálogo mais profundo com a realidade, o que pode contribuir para um melhor entendimento dos processos educacionais.</p>
<div id="attachment_24418" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/10/MG_3982.jpg"><img class="size-large wp-image-24418 " title="Agência Multiciência" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/10/MG_3982-1024x682.jpg" alt="" width="512" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">FOTOS: Tarcila Felix / Agência Multiciência</p></div>
<p>A professora<a href="https://www.escavador.com/sobre/7934979/maria-candida-borges-de-moraes" target="_blank"> Maria Cândida</a>, doutora em Educação pela <a href="https://www.pucsp.br/" target="_blank">Pontifícia Universidade Católica de São Paulo</a> (PUC-SP), disse que a temática da contextualização no âmbito pedagógico passa, necessariamente, pela dimensão epistemológica e ontológica. &#8220;Para entendermos a importância do contexto, precisamos entender a realidade do ser. A realidade é complexa, dinâmica, mutável, indeterminada. Ou seja, é imprevisível. Essa realidade demanda processos que possam se adaptar a ela. Assim, as novas explicações da ciência sobre a realidade &#8211; novas bases ontológicas &#8211; questionam os pilares antigos relacionados à questão da ordem, da objetividade&#8221;, comenta.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, a complexidade do ser está configurada em rede &#8211; em conjunto com vários elementos sociais, culturais, políticos e econômicos que se relacionam &#8211; e o sujeito só pode ser compreendido de acordo com a sua vivência com o meio. &#8220;Essa complexidade nos revela que é importante contextualizar os fatos porque, sem um contexto, nada faz sentido. E isso ocasiona mudanças no processo de construção do conhecimento e na aprendizagem. Implica em compreender novas bases epistemológicas, ou seja, novas maneiras de conhecer o ser. É preciso pensar numa reforma do conhecimento para melhor notar e dialogar com a realidade&#8221;, reforça Cândida.</p>
<p>Na prática, é possível perceber experiências da inserção de vivências locais sendo aplicadas na metodologia das salas de aula. A caatinga, o rio São Francisco e as particularidades do semiárido são a base de um exercício proposto pelo professor <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4760068Z4" target="_blank">Helinando Pequeno,</a> pós-doutor em Física pelo <a href="http://web.mit.edu/" target="_blank">Massachusetts Institute of Technology</a> (MIT &#8211; Estados Unidos), aos alunos de Engenharia da <a href="portais.univasf.edu.br/" target="_blank">Univasf</a>. Ao questionar os discentes do curso sobre para quem serve a Ciência, ele desafia os estudantes a buscar soluções que preservem o bioma e que possam contribuir para gerar impactos positivos no contexto regional do Vale do São Francisco.</p>
<p>&#8220;A gente percebe, de maneira geral que, infelizmente, não há incentivo das práticas de produção científica, muito menos contextualizadas. A maior parte das escolas não possui laboratórios ou sequer realizam feiras e isso não contribui em nada na internalização dos conceitos. Nós precisamos reinventar não só a Engenharia, mas todas as áreas. Precisamos provar para nossos alunos que eles podem fazer a diferença no meio e transformá-los não apenas em empresários, mas em agentes sociais de transformação, com a capacidade de mudar a vida da mulher e do homem sertanejo&#8221;, salienta Helinando.</p>
<p>Ele destaca ainda que as formas de convivência levam a novas maneiras de conhecimento e, nesse sentido, se faz necessário o surgimento de novas metodologias. &#8220;A leitura da realidade sempre precede a leitura da palavra. Não se pode produzir conhecimento se não entendemos o contexto. A realidade do aluno tem que ser problematizada e, por isso, precisamos criar espaços de diálogos para o intercâmbio de experiências, a fim de estimular práticas metodológicas mais apropriadas&#8221;.</p>
<div id="attachment_24419" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/10/MG_3944.jpg"><img class="size-large wp-image-24419 " title="Agência Multiciência" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/10/MG_3944-1024x682.jpg" alt="" width="512" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">FOTOS: Tarcila Felix / Agência Multiciência</p></div>
<p>Mas a educação contextualizada também encontra barreiras. <a href="https://www.escavador.com/sobre/5329655/josemar-da-silva-martins" target="_blank">Josemar Martins Pinzoh</a>, doutor em Educação pela <a href="http://www.ufba.br" target="_blank">Universidade Federal da Bahia </a>(UFBA), conta que enfrentou certa incompreensão, inclusive por parte de docentes, ao levar a proposta da contextualização para alguns ambientes.</p>
<p>&#8220;De maneira geral, estamos muito presos a uma realidade de que o que tem valor é aquilo que vem com um emblema universal. Por isso, na maioria das vezes, entendemos que a verdade que buscamos está sempre relacionada a uma matriz distante de nós, produzida em outros lugares, por outras pessoas. Mas nós somos sujeitos ligados a um contexto específico e essa contextualização é essencial para a construção do conhecimento, mesmo que o desafio seja justamente desconstruir alguns conceitos existentes, até mesmo dentro da academia&#8221;, relata Pinzoh.</p>
<p>Contextualizar, de acordo com as experiências dos três professores, significa compreender os processos de construção do conhecimento para melhor dialogar com a realidade, que possui uma natureza complexa. Nesse sentido, Maria Cândida ressalta que a temática do semiárido é de extrema importância atualmente para o cenário da educação. &#8220;Quanto mais aprofundadas as questões que circundam esse tema, mais aprofundadas serão as práticas pedagógicas, em todas as áreas&#8221;.</p>
<p><em>*Repórter da Agência Multiciência da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) &#8211; Campus Juazeiro</em></p>
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		<title>Sandra Regina Rosa</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Oct 2017 19:00:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acessibilidade cultural é um tema muito além da criação de espaços culturais com arquitetura acessível. Nas palavras da professora Sandra Rosa (UNEB), na Bahia e no Brasil em geral não temos nenhum equipamento que seja verdadeiramente acessível. “Têm um ou outro que têm uma rampa e um banheiro. Normalmente não passa disso”

Nesse sentido, é preciso repensar nossa compreensão acerca do tema, tomando consciência de que as pessoas com alguma deficiência também querem e têm tanto direito quanto às outras de consumir produtos culturais e artísticos. Atualmente a maioria dos projetos culturais pensa a acessibilidade apenas para atender a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e conseguir financiamento a partir da Lei Rouanet. Essa é uma realidade que precisa ser mudada e  começa a partir da mudança do nosso olhar para com as deficiências. Entenda mais sobre o assunto com a entrevista na íntegra. 
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			<content:encoded><![CDATA[<p id="docs-internal-guid-20ff8a3f-e390-38b2-34ef-b1fa80e433ff" dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: &#8211; O que é a Lei Brasileira de Inclusão (LBI)  da pessoa com deficiência?</strong></p>
<p dir="ltr"><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4700260A9" target="_blank">Sandra Rosa</a> &#8211; A LBI é um documento, o último lançado, que busca tratar da necessidade de se reconhecer a participação desse sujeito [pessoa com deficiência] na sociedade. Ela vai tratar do todos os quesitos, da educação, da comunicação, da mobilidade, tudo que perpassa a vida de um ser humano. [Na verdade] a nossa Constituição já tratava disso. A partir do momento que eu digo que todo cidadão têm direito à “n” coisas que estão ditas lá, todo cidadão é <em>todo cidadão</em>. Então essa pessoa já estaria inserida ali. Mas a Constituição não discriminava e como essa é uma camada da população que ainda sofre muito preconceito devido a falta de conhecimento da sociedade, por conta da forma histórica como foi olhada e pelas razões de cada época, era preciso especificar.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: A sociedade contribui para a marginalização da pessoa com deficiência no país?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; A pessoa com deficiência ainda hoje sofre com o olhar de que ela não é só um ser diferente, como todos somos seres diferentes. A nossa sociedade já teve períodos em que as pessoas com deficiência eram exterminadas, já teve períodos em que essas pessoas eram endeusadas &#8211; o cego por exemplo. Mas a sociedade sempre olhou assim: “é deficiente, é incapaz, não vai conseguir produzir na sociedade onde queremos que as pessoas produzam cada vez mais”. Ao longo do tempo foi se percebendo que não, que havia uma outra possibilidade. E hoje a gente batalha pelo que se chama de “inclusão”. Então a lei brasileira de inclusão (LBI) ou Estatuto da pessoa com Deficiência foi deferida em 2015 e entrou em vigor no dia dois de janeiro de 2016.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: O que podemos esperar desta lei?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Ela vem trazer um outro olhar para essa pessoa e fazer a população entender a participação delas na sociedade. Elas estão aí porque são seres humanos, esse é o primeiro princípio. E é um ser humano que têm condições. Quando a gente começa a lidar, a conhecer, a saber as capacidades dessas pessoas, elas podem produzir como qualquer outra. Nem mais nem menos, mas como qualquer outra pessoa, dentro das suas próprias condições. A lei é para isso: mostrar a necessidade que a sociedade têm de entender e aceitar, não só aceitar mas fazer o que é possível para que essa pessoa participe efetivamente do mundo.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: A LBI orienta para a garantia da acessibilidade cultural?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Ela não trata diretamente do termo “acessibilidade cultural” mas ela vai tratar dos elementos que são necessário para que a Arte e a Cultura, de maneira geral, estejam acessíveis. Dentro da “acessibilidade” nós temos várias questões, por exemplo: temos a arquitetônica (que é a mais vista, sobre o espaço físico), “têm rampa? não têm rampa?&#8221;. Ou a Comunicacional, que é ter legenda, janela de libras, para um surdo que usa libras, e a audiodescrição, para que o cego tenha acesso ao conhecimento posto por imagens. Então a LBI vai tratar desse lugar da necessidade que os espaços culturais e de arte tenham essas três acessibilidades (legenda, janela de libra e audiodescrição). Por outro lado, não está na Lei mas já se pensa em outras formas de comunicação, por exemplo, um surdo-cego usa libras tátil e isso ainda não está pensado. Mas em algum momento a gente vai ter que pensar nessas questões também.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Então, como essa é trabalhada pelos gestores dos equipamentos culturais e públicos?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Esse ainda é um grande problema. A maioria dos gestores culturais não sabem o que é ou como lidar com isso. Agora, por conta da Lei Rouanet, atrelada às normas da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), fica estabelecido que todo produto cultural produzido com verba pública precisa necessariamente trazer as três acessibilidades, aí os produtores culturais se deparam com a obrigação de pensar na acessibilidade. Mas não sabem o que é, não sabem como fazer e não têm empresas especializadas que façam (em Salvador eu posso citar apenas três). Tem poucas pessoas preparadas para atender essa nova demanda.</p>
<p dir="ltr">Legenda para surdos, que é diferente da legenda para filme comum, têm poucas pessoas que fazem. E audiodescrição têm menos ainda. É um profissional quase escasso. Apesar de termos o grupo <a href="http://www.audiodescricao.com/site/" target="_blank">TRAMAD</a>, que é o primeiro grupo de pesquisa do Brasil em audiodescrição, nós somos um grupo de pesquisa que não se preocupa com o mercado. Faz uma coisa aqui e outra ali, algumas parcerias com algum produtor que nos procure, mas não é uma produção em escala para o mercado cultural. Então, a falta de profissionais para atender essa demanda é um grande empecilho e faz com que a gente não tenha na cidade uma grande quantidade de material acessível.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: E como os órgão públicos baianos e soteropolitanos têm se comportado quando se trata da aplicabilidade da LBI?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Eu não sei se eles estão tão atentos à lei que a gente tá tratando, mas eles estão muito ligados às normas da ANCINE. Mas de certa forma a norma da ANCINE é pautada no que a própria LBI impõe. O comportamento ainda é muito assim: “pra que isso?” Pela falta de conhecimento de quem é o sujeito usuário e ainda a perceção de que uma pessoa com deficiência é um “coitado, incapaz”.</p>
<p dir="ltr">Mas eu ainda considero que isso é gerado pela falta de conhecimento de quem é o ser humano e para quem é esse serviço. Então, quando as pessoas começarem a olhar diferente para essas pessoas, entender elas a partir do que elas são, da capacidade que elas têm, então nós teremos um outro olhar para a produção do material acessível. Os próprios agentes vão querer produzir com essa condição. Se para a produção de um filme busca-se o melhor diretor de fotografia, o melhor roteirista e etc. Para a audiodescrição deveria-se buscar o melhor audiodescritor também, que dê conta da arte que está sendo produzida. Porque ao final você vai ter uma obra de arte oferecida para a população e ela deve ter condições de apreciar a sua obra de arte, com a qualidade que você fez. As pessoas com deficiência querem isso e não apenas um recursozinho de acessibilidade. Algumas estudam arte, gostam, querem viver isso, com a mesma qualidade que o outro público. A condição intelectual eles têm. Acho que o problema mesmo é a falta de conhecimento desses produtores culturais, de saber quem é essa pessoa para a qual está sendo direcionado esse material.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: A gratuidade tem alguma relação com esse cenário?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; A gratuidade é por conta do movimento histórico da pessoa com deficiência. É uma espécie de “reparação”. Porque, ao entendê-los como “incapazes”, eles demoram para acessar a escola. Apenas recentemente se está discutindo a inclusão da pessoa com deficiência na universidade, porque eles quase não chegam até esse lugar. [Podem até começar] mas chega uma hora que a família desiste, porque é tão sacrificante encaminhar essas pessoas para os espaços, a recusa, o preconceito e tudo isso que chega um momento que a família desiste. Um ou outro persiste.</p>
<p dir="ltr">Então, esse indivíduo demora para acessar a escola, demora muito mais para concluir, pelas dificuldades &#8211; não dele, mas do mundo, que não é acessível-. Demora para se profissionalizar, quando consegue. E se não se profissionalizar também não consegue trabalhar. No fim das contas, como vai pagar o ingresso? Essa pessoa até poderia querer pagar  como qualquer outro, mas é preciso que tenha acesso a escola como todo mundo, ter acesso a profissionalização como todo mundo, para ter acesso ao mercado de trabalho e então bancar as próprias contas. Como isso não acontece, eles têm direitos a meia entrada ou, raramente, a uma sessão exclusiva gratuita. Quando a gente der as condições, eles estarão concorrendo também ao mercado de trabalho e então estar nos espaços também pagando.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Existe algum levantamento, relativo à Salvador e área metropolitana, que mapeie equipamentos culturais acessíveis?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; É complicado dizer isso, mas se entendermos o que é acessibilidade e pensar nela dentro de todas as suas possibilidades, veremos que não temos nenhum equipamento acessível na cidade. Porque não se pode pensar na acessibilidade de um equipamento só no equipamento.</p>
<p dir="ltr">Por exemplo, onde se têm divulgação de um evento cultural, uma peça de teatro, um show de música, o que for, que é divulgado de forma acessível? Lugar nenhum. Além disso, quando vai acontecer algo do tipo, não sai no jornal, a não ser quando é visto como uma coisa “de outro mundo”. Em geral não se divulga. Então é preciso pensar na divulgação desse espaço cultural com acessibilidade, aí teriam ingressos em braile, por exemplo. Teriam chamadas para convidar em libras e com legenda. É necessário uma diversidade de materiais para divulgar e isso é parte do equipamento cultural. Então a gente não tem nenhum aqui que faça isso. Equipamentos acessíveis, têm um ou outro que têm uma rampa e um banheiro. Normalmente não passa disso.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Então, estendendo essa pergunta para os evento culturais que sejam acessíveis…</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; São a mesma coisa. Uma jovem chamada Iracema está fazendo uma oficina do teatro do Vila Velha para se tornar atriz. Ela é cega, então em paralelo está fazendo uma formação para os colegas não-cegos. Assim, quase todas as peças dessa oficina já saem com audiodescrição. Mas não sai com libras e nem com legenda.  Têm uma parte da acessibilidade mas não têm toda. E eu não consigo pensar em nenhum espaço em Salvador que tenha. Tem em um ou outro evento na cidade. Normalmente os que oferecem acessibilidade ou têm alguma pessoa com deficiência ligada a ele de alguma forma ou para estar atendendo as normas da ANCINE.</p>
<p dir="ltr">Em 2015 eu havia feito um levantamento em Salvador sobre as sessões acessíveis. Naquele ano aconteceram apenas cinco ou oito exibições de filmes e duas ou três peça de teatro dessa forma. E era o grupo de pesquisa TRAMAD que estava por trás da maioria das sessões. Mas efetivamente ter um espaço cultural em Salvador que faça ao menos uma vez por mês um evento com acessibilidade completa… não têm. As coisas perpassam por uma questão muito mais ampla do que simplesmente rampa e banheiro. E nesse caso eu não considero nenhum espaço em Salvador e de maneira geral do Brasil, que atenda tudo.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Parece haver um desinteresse dos agentes culturais em promover eventos culturais acessíveis. Na sua opinião, porque isso acontece?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Eu quero acreditar que é a falta de conhecimento de quem é esse outro sujeito. A gente ainda tem muito a visão de que esse sujeito é um sujeito incapaz. E não é, é um ser humano. Quando nós passarmos a entender isso, automaticamente, quando for se oferecer alguma coisa vamos querer que ela chegue à todo mundo. Esses agentes culturais precisam mesmo de uma formação para saber quem são essas pessoas para as quais existem essas normas e leis que impõe que o material seja feito desta ou daquela forma. Quem é esse sujeito que está do outro lado? Eu ainda acredito que não é uma falta de interesse.</p>
<p dir="ltr">Claro que por outro lado tem o custo disso e que têm emperrado é esse custo. Eles acham que é um serviço muito caro e não querem olhar isso com parte da produção. Mas quando você coloca isso dentro do valor da obra de arte como um todo, seja uma exposição, seja um evento musical, seja um filme, é um custo mínimo. Cinco mil para investir na acessibilidade, em grandes produções com custos de viagem, tomada aérea, etc, 5mil, 10mil não é nada. Mas se considera alto porque pensam “um negocinho desse, para um incapaz? Só para atender a lei?”.</p>
<p dir="ltr">Tem-se essa consideração. Sim, é um custo a mais. Mas na hora em que esse custo começa a ser inserido logo no orçamento, não é um custo a mais, é parte da produção. E hoje eu considero que esses recursos não apenas para as pessoas com deficiência, mas para quem têm interesse. Aí você diz “mas eu não sei libras”. Mas têm um monte de pessoas que não precisa mas usa e pode fazer a escolha. Pensa: “eu quero acompanhar o filme pela janela de libras”. É uma escolha. Pode querer ver o filme ou a exposição de fotografias a partir da audiodescrição, porque ela traz outros elementos para pensar. Não precisa ser cego para usar a audiodescrição. Claro que o recurso precisa dar conta desse sujeito [cego], a legenda precisa dar conta para o surdo que não usa libras e precisa da legenda. Mas qualquer pessoa pode fazer opção de acompanhar por algum desses canais. Então, no fim das contas, é uma produção para qualquer pessoa. Não é algo para um grupo específico e um grupo de &#8220;deficientes&#8221;.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: A senhora considera que a legislação vigente é suficiente para que as pessoas tenham acesso aos eventos de arte e cultura?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Eu acredito que a lei dá conta. O problema é ela não ser aplicada. Muitas vezes pela própria falta de conhecimento ou, infelizmente no nosso país, falta a fiscalização. Até onde eu tenho conhecimento, não tem uma fiscalização da lei. A secretaria que era para atender as demandas da pessoa com deficiência foi extinta, foi unida com outras e se perdeu. Então, existe a Lei, mas as leis não são cumpridas como deveriam. Ela é suficiente porque diz tudo que tem que dizer &#8211; [na verdade] faltam algumas coisas que eu já tenho pensado na necessidade, mas pelo que ela já atende dá conta-. Por exemplo, em produtos para a ANCINE, os agentes culturais, quando são produtos para a tv, exibem na televisão primeiro e depois colocam a acessibilidade, apenas para entregar para o órgão responsável. E eu digo porque já recebi alguns trabalhos assim. Me disseram: “deixa a gente exibir na tv primeiro e depois a gente lhe passa pra você fazer a acessibilidade”.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: E inserir acessibilidade depois de exibir não serve para nada&#8230;</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Depois que a ANCINE receber o produto ela vai ter que fazer voltar para a pessoa e eu não sei como vai fazer isso. Eu também já participei de vários filmes que eu fiz a audiodescrição em que o sujeito lança o filme sem a audiodescrição, sendo que esta que já estava pronta. O sujeito lança o filme e depois que  vai se pensar em fazer um sessão “pros ceguinhos”. Não foi uma e nem três vezes que vi isso acontecer. Ou seja, existe a lei e o sujeito “cumpre” a lei. É preciso mandar para a ANCINE com acessibilidade então ele manda. Mas se ele vai usar essa acessibilidade é outra história. Isso ainda é um grande problema.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Quais medidas poderiam ser tomadas, tanto pelo poder público quanto pela sociedade em geral para que os parâmetros de acessibilidade sejam respeitados?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Nós temos a lei, temos o problema da falta de conhecimento e além disso temos a questão do processo histórico. A gente ainda esconde as pessoas com deficiência, elas mesmas ainda se escondem. Porque o preconceito ainda é muito grande, as barreiras que eles enfrentam diariamente, então eu não sei exatamente o que a gente vai fazer. Podemos fazer propagandas, botar na televisão, que as pessoas com deficiência existem. Por outro lado, a gente sabe que elas existem, mas o olhar que temos para com elas ainda vem dessa base histórica que olha para eles como “condenados”, que não conseguem nada. Temos que mudar esse olhar.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: É uma questão que passa pela educação básica.</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; Exatamente. O que pode fazer alguma diferença e fazer com que uma geração futura tenha um olhar diferenciado é a escola, desde o jardim de infância. A criança entrando na creche ela já ter relação com outras crianças com deficiência. Ou seja, abrir o espaço da creche para que as crianças com deficiência estejam lá. Mas também tem que formar esses grupos. Trabalhar na formação dos profissionais que já estão nas creches, atendendo as crianças. Hoje em dia muitas vezes as instituições dizem que não têm vagas para não acolher essas crianças. Algumas a família têm que entrar no Ministério Público para que a escola mais próxima aceite matricular a criança. Se a escola não tem as condições, tem que dar as condições para a escola.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: O que é o Núcleo de Educação Especial (<a href="https://www.facebook.com/sandrarosa.nede" target="_blank">NEDE</a>) da UNEB e qual o trabalho desenvolvido nele?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Sandra Rosa</strong> &#8211; O NEDE tem com princípio projetar / pensar as possibilidades de inclusão das pessoas com deficiência na universidade. Claro que as coisas começam aqui mas não ficam apenas aqui, apesar do princípio ser na universidade. Então, como vamos atender as pessoas com deficiência, o que é preciso pensar para atender essas pessoas, que em sua grande maioria são o alunado. Mas também temos professores e funcionários com deficiência e também temos a própria comunidade que vem e vai para os eventos de extensão e que têm alguma deficiência e precisam de um atendimento específico.</p>
<p dir="ltr">Em paralelo a isso nós temos dois grupos de pesquisa dentro do projeto. Não são do NEDE mas fazem parte de alguma forma. Um é o de Preconceito e Inclusão, coordenado pela professora Cristiene Silva. Ele pensa a pessoa com deficiência em um lugar mais amplo, na sociedade de maneira geral. Outro é o  Grupo de Pesquisa e Extensão Acessibilidade e Arte (<a href="https://www.facebook.com/tramadbahia/posts/1783389715257938:0" target="_blank">GA&amp;A</a>), que eu coordeno e tem o foco em pensar essa questão cultural e a educação a partir dessa área. Tudo que nós conseguimos pensar em acessibilidade para a Cultura &#8211; do folclore à obra de arte mais “culta” -, não gosto de classificar dessa forma, mas tem quem classifique. Do artesanato à exposição de arte. E pensar a educação das pessoas a partir daí. Oficialmente o GA&amp;A é de 2016, mas existe desde 2014. Atualmente temos em torno de 12 pessoas no grupo.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Notícias relacionadas</strong></p>
<p dir="ltr">___________________</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=22546&amp;preview=true" target="_self">Cultura e Arte devem ser acessíveis</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/cultura-surda-na-ufba/" target="_self">Cultura Surda na UFBA</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-educacao-inclusiva-para-as-pessoas-com-deficiencia/" target="_self">A Educação Inclusiva para as Pessoas com Deficiência</a></p>
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		<title>II Simpósio sobre Síndrome de Down (SimDown)</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Apr 2017 17:23:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[II Simdown]]></category>
		<category><![CDATA[II Simpósio sobre Síndrome de Down]]></category>
		<category><![CDATA[Uneb]]></category>

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		<description><![CDATA[O Centro Acadêmico do curso de Fonoaudiologia vai realizar o Simpósio, no Teatro UNEB, no Campus I da instituição, em Salvador. A iniciativa tem como objetivo promover discussões entre pesquisadores e a comunidade sobre temas relacionados à rotina dos portadores da Síndrome de Down e de seus familiares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/04/051_II-SimDown.jpg"><img class="size-full wp-image-21192  aligncenter" title="051_II-SimDown" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/04/051_II-SimDown.jpg" alt="" width="403" height="302" /></a></p>
<p>O Centro Acadêmico (CA) do curso de Fonoaudiologia vai realizar, no dia 11 de abril, o II Simpósio sobre Síndrome de Down (SimDown), no Teatro UNEB, no Campus I da instituição, em Salvador.</p>
<p>A iniciativa tem como objetivo promover discussões entre pesquisadores e a comunidade sobre temas relacionados à rotina dos portadores da Síndrome de Down e de seus familiares.</p>
<p>Serão abordadas também questões vinculadas à atuação dos profissionais das áreas de saúde e educação no acompanhamento de indivíduos com o distúrbio genético.</p>
<p>A iniciativa tem como público-alvo estudantes e profissionais dos cursos das áreas de Saúde, Pedagogia e Psicologia. Os interessados devem se inscrever gratuitamente através do <a href="https://www.sympla.com.br/ii-simposio-sobre-sindrome-de-down-da-uneb__127676" target="_blank">site Sympla</a>. A organização do evento solicita que os inscritos doem 1kg de alimento não perecível.</p>
<p>O evento será realizado das 8h às 12h. Os participantes vão receber certificado de atividade curricular complementar (ACC) com carga de quatro horas-aulas.</p>
<p>O curso de Fonoaudiologia é ofertado pelo Departamento de Ciências da Vida (DCV) do Campus I da UNEB, na capital.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong></p>
<p><strong>O QUÊ</strong>: II Simpósio sobre Síndrome de Down (SimDown)</p>
<p><strong>QUANDO</strong>: 11 de abril de 2017, das 8 às 12h</p>
<p><strong>ONDE</strong>: Teatro UNEB (Campus I da instituição, em Salvador)</p>
<p><strong><a href="https://www.sympla.com.br/ii-simposio-sobre-sindrome-de-down-da-uneb__127676" target="_blank">INSCRIÇÕES</a></strong></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=21189&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Distúbios Alimentares em Mulheres Negras</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Apr 2017 20:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[disturbio]]></category>
		<category><![CDATA[Natácia Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Uneb]]></category>

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		<description><![CDATA[A pressão da “indústria da boa forma” em parceria com a exclusão racial chamou a atenção da nutricionista e doutora da UFBA, Liliane Bittencourt. A doutora escreveu, na sua tese de doutorado, sobre Os Transtornos Alimentares em Mulheres Negras em uma pesquisa feita entre estudantes do ensino público Baiano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Remédios para emagrecer, dietas milagrosas, corpos esculturais. Mulheres e homem, de diversas classes sociais, são bombardeados com um padrão de comportamento e corpo a ser seguido, todos os dias. Esses fatores, unidos, têm gerado uma sociedade doente. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH) 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar.<a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/04/8ae5edd93bb81fa2195d8588f16b15aa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21183" title="8ae5edd93bb81fa2195d8588f16b15aa" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/04/8ae5edd93bb81fa2195d8588f16b15aa.jpg" alt="" width="564" height="402" /></a></p>
<p>A pressão da “indústria da boa forma” em parceria com a exclusão racial chamou a atenção da nutricionista e doutora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Liliane Bittencourt, que também percebeu a não priorização de mulheres negras nas pesquisas sobre alimentação, isso considerando que 80% da população soteropolitana é negra, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) que divulgou sobre os índices de transtornos alimentares em mulheres negras de baixa renda na capital baiana.</p>
<p>Considerando os dados do IBGE, a nutricionista começou sua pesquisa  padrões de beleza e transtornos do comportamento alimentar em mulheres negras de Salvador, inicialmente influenciada pela curiosidade de entender mais sobre os problemas que afetavam os seus próprios alunos. Alimentações restritas, dietas demasiadas que percebia dentro das salas de aula, foram o ponto de partida para o tema.  Ao acessar as redes sociais e participar de comunidades, em redes sociais começou a perceber que existia um grande apelo de meninas que se uniam em busca de apoio na prática de distúrbios como anorexia e bulimia.</p>
<p>Nos grupos existiam meninas de todas as idades e classes sociais e elas se uniam nas redes para tentar, através dos distúrbios, o corpo perfeito. “Elas ignoravam todos os danos que a anorexia ou bulimia poderiam causar e as tratavam como amigas: Ana e Mia”, relatou Bittencourt.  Como metodologia de pesquisa, Bittencourt usou questionários e entrevistas, onde coletou informações de participantes, a maioria mulheres, entre 15 e 23 anos. O produto deste ensaio delimitou os lugares de pesquisa na capital baiana.</p>
<p>As conclusões do estudo, de acordo com Bittencourt, trazem perspectivas que devem ser problematizadas. Entre universidades e escolas públicas ela entrevistou meninas negras, de baixa renda e, durante as entrevistas, a professora percebeu uma ligação entre o problema da não aceitação do corpo e as questões alimentares. O estudo também atestou que meninas que autodeclaram negras possuíam menos transtornos do que as que se autodeclaram pardas. Logo, partindo do pressuposto que a concepção de parda seria uma forma de esconder suas características negras e, por conseguinte, a não aceitação.</p>
<p>Bittencourt afirma que há uma ligação entre a não aceitação do fenótipo negro e, posteriormente, a aceitação do corpo. O corpo imposto pela mídia é branco, magro e jovem, afirma a pesquisadora. Contudo, “quando se vê com uma estrutura corporal mais volumosa, de muitas coxas, glúteos a menina/mulher negra não consegue se aceitar, pois não se encaixa no padrão imposto pela mídia”.  A confusão identitária se sobressai às questões corporais. Logo, para a pesquisador, a menina negra tem que lidar muito mais com questões relacionadas com a estética, que identifica a negritude, tais como o cabelo e o nariz, que o próprio corpo. “O único padrão que se encaixa é o do corpo hipersexualizado, problematiza a professora”.</p>
<p>A mulher negra é mostrada como um objeto, como se ela não sofresse com as agressões e atitudes racistas à sua volta. No mundo mostrado nas mídias sociais, o da perfeição, ainda tem uma estética branca que relembra o ideal de beleza da Grécia antiga. Esse mundo não condiz com a realidade que se vive na capital soteropolitana e em outros lugares do mundo.  De acordo com a estudante do curso de Nutrição da Universidade do Estado da Bahia, (Uneb), Jeane Viana, “é urgente pesquisas voltadas para os grupos de mulheres negras.</p>
<p>A mulher negra pode sofrer estes distúrbios, assim como a mulher branca”.  <a href="https://www.facebook.com/negrassalvador2017/">O Núcleo de Estudo e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS/UFBA)</a> foi um dos resultados do trabalho de Liliane Bittencourt. O NEGRAS tua na promoção de estudos, pesquisas e intervenções que possibilitem a reflexão sobre a situação de saúde de grupamentos e coletividades, considerando as dimensões raciais e de gênero e de classe e tem propostas de aumentar debates dentro da universidade dentro desse universo.  O texto foi elaborado a partir da palestra  “ Distúrbios  Alimentares em Mulheres Negras” realizada no dia 17 de marco, no auditório da Faculdade de Nutrição da UFBA.</p>
<p>*<em>Estudante  da Faculdade de Comunicação da Ufba e estagiária da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura</em></p>
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		<title>Estudo demonstra a importância da Associação de Pais e Mestres</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Mar 2017 20:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Associação de Pais e Mestres na esteira do tempo de Juazeiro (BA): representações sobre infância, educação e cultura foi o resultado da pesquisa feita pelo pesquisador Luís Osete Ribeiro Carvalho, através do Programa de Pós Graduação Mestrado em Educação, Cultura e Territórios Semi Áridos (PPGESA)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por mobilizar a educação e cultura de Juazeiro, a Associação de Pais e Mestres (APM) reuniu educadores e familiares para articulação de um novo ambiente educacional. Entre os anos de 1954 e 1974, a associação liderada por professoras primárias desenvolveu novas metodologias de ensino e tecnologias que facilitavam o cotidiano escolar.</p>
<p>A Associação de Pais e Mestres na esteira do tempo de Juazeiro (BA): representações sobre infância, educação e cultura foi o resultado da pesquisa feita pelo pesquisador Luís Osete Ribeiro Carvalho, através do Programa de Pós Graduação Mestrado em Educação, Cultura e Territórios Semi Áridos (PPGESA).</p>
<p>A partir de uma revisitação histórica, a pesquisa documentou as ações desenvolvidas pelos agentes que participaram da APM. Além disso, a dissertação certifica o pioneirismo das professoras que estavam à frente da associação, destacando a presença da professora Maria Franca Pires.</p>
<p>“Uma das contribuições desse trabalho é colocar a associação no mapa da história de Juazeiro, pois até então ela não tinha lugar nem na história da educação. Então, esse trabalho desperta a atenção para o papel das professoras primárias e pais de alunos que durante vinte anos agiram ativamente na associação”, declara Luís Osete.</p>
<p>O interesse em retratar a APM começou com o projeto de iniciação ainda na graduação, em Comunicação Social, com a pesquisa &#8220;O arquivo de Maria Franca Pires: memória e história cultural em pesquisa na região de Juazeiro-BA&#8221;, orientado pela professora Odomaria Bandeira.  “Quando eu entrei no mestrado, eu quis trazer uma questão de pesquisa que relacionasse o arquivo de Maria Pires com a educação, cultura e território de Juazeiro”, afirma.</p>
<div id="attachment_21014" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/03/osete1.jpg"><img class="size-large wp-image-21014 " title="Luís Osete Ribeiro Carvalho - PPGESA/UNEB" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/03/osete1-1024x682.jpg" alt="" width="448" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Pesquisador Luís Osete Ribeiro Carvalho responsável pela pesquisa</p></div>
<p>Para fazer análise histórica da associação, Luís Osete enfrentou alguns problemas devido a falta de referências documentais a respeito da entidade nos livros de história de Juazeiro. Foi preciso recorrer às memórias de professoras que participaram da APM e aos materiais didáticos reunidos pela professora e pesquisadora Maria Pires que, atualmente, compõem um acervo na UNEB, como atas da associação e crônicas radiofônicas.</p>
<p>Os materiais do arquivo pessoal de Maria Pires são objetos de análise desde que foram doados pela família, em 2004. “O pioneirismo de Maria Franca Pires foi o que salvou parte da memória da cidade”, afirma a historiadora Odomaria Bandeira, que ficou responsável pela guarda da documentação.</p>
<p>Maria Franca Pires reuniu materiais fundamentais para uma consulta histórica como parte da iniciativa de registrar a “história que vive na cabeça do povo”, como ela dizia. Os materiais revelam aspectos sociais, culturais e educacionais sobre o território semiárido, especialmente, o município de Juazeiro. São diversos documentos que compõe o “Museu de tudo”, entre eles jornais, fotografias, depoimentos gravados em fitas cassetes, livros, entrevistas e entre outros.</p>
<p>“O acervo é muito importante para a pesquisa da história cultural da cidade. Nele, existem outras possibilidades de conhecimento sobre outros aspectos, como a própria imprensa, a história dos meios tecnológicos de educação, o movimento cultural, conhecimentos sobre literatura e a produção literária. Existe uma diversidade de materiais”, relata Odomaria.</p>
<p>Atualmente, o acervo está em processo de digitalização para formar um catálogo digital. O objetivo da plataforma online é facilitar o acesso do público aos documentos históricos. Cerca de 80% do material está digitalizado.</p>
<p>Para conhecer outras pesquisas produzidas pelo programa de pós-graduação, acesse o site http://ppgesa.uneb.br/.</p>
<p><em>Ingryd Santos é repórter da Agência MultiCiência – Agência de Notícias do curso de Jornalismo em Multimeios, Departamento de Ciências Humanas, campus III da UNEB</em></p>
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		<title>Paulo Augusto da Costa Pinto</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2016 19:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[agrotóxico]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Augusto da Costa Pinto]]></category>
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		<category><![CDATA[VICTOR FONSECA]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Augusto da Costa Pinto é engenheiro Agrônomo, especialista em Solos e Nutrição de Plantas e Gestão de Resíduos Orgânicos e professor da Universidade Estadual da Bahia. Para ele, o uso do agrotóxico se popularizou devido a Segunda Guerra Mundial, servindo até como arma para alguns países, como o “Agente Laranja”. Em entrevista, o engenheiro defende a agricultura orgânica como alternativa que poderia substituir o uso dos agrotóxicos. Confira abaixo a entrevista realizada por Rafaela Souza e Victor Fonseca]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ciência e Cultura: Como e quando os agrotóxicos começaram a ser utilizados na agricultura mundial? </strong></p>
<p><strong>Paulo Augusto da Costa: </strong>Tem-se notícia de que os agrotóxicos começaram a ser usados em escala mundial após a segunda grande Guerra Mundial. Muitos desses produtos serviram de arma química nas guerras da Coréia e do Vietnã, a exemplo do Agente Laranja, desfolhante responsável pela morte de milhares de soldados e civis.</p>
<p>Países nos quais a agricultura era a principal base de sustentação econômica, tais como a África, a Ásia e a América Latina, foram fortemente pressionados por organismos financiadores internacionais para adquirir essas substâncias químicas. Com a Revolução Verde, ocorrida na década de 1970 e, no Brasil, por volta de 1975, foi desenvolvido o Plano Nacional de Defensivos Agrícolas, que incentivava o uso de agrotóxicos e, inclusive, disponibilizava créditos para produtores rurais que desejassem fazer uso dessa tecnologia. Algumas indústrias também receberam incentivos para se instalarem no Brasil.</p>
<p><strong>Ciência e Cultura: Como e por que a indústria de agrotóxicos se proliferou no Brasil?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Paulo Augusto da Costa: </strong>As multinacionais, sempre utilizaram o argumento de que os agrotóxicos asseguram a produção de alimentos para combaterem a fome. Até pouco tempo, ainda se usava o disfarce de que agrotóxicos são &#8220;defensivos agrícolas&#8221;, os quais foram impostos compulsoriamente, juntamente com adubos e fertilizantes químicos, nos financiamentos agrícolas.</p>
<p>Dessa forma, o uso de agrotóxicos se fortaleceu e se disseminou no país. Conforme Letícia Rodrigues da Silva, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, quando atuou como gerente de normatização e avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e responsável pelas reavaliações toxicológicas dos agrotóxicos, nos anos 1990, houve um movimento mundial de reestruturação das empresas produtoras e, no final dos anos 2000, ocorreram muitas fusões e incorporações em função do esgotamento da matriz petroquímica. Daí para frente, muitas dessas empresas químicas começaram a atuar também com sementes transgênicas, se consolidando outro tipo de mercado: as empresas que eram grandes ficaram ainda maiores ao adquirirem empresas pequenas. Por volta de 2007 em diante passou a se ter a entrada de empresas chinesas no mercado de agrotóxicos. Essas indústrias têm fábricas na China e trazem grande parte de seus produtos de lá em função da redução do custo de mão de obra e dos custos de produção desses produtos.</p>
<p>Atualmente, seis empresas são responsáveis por 65% do mercado brasileiro e treze empresas são responsáveis por 90% do mercado nacional. Isso se repete no âmbito mundial, onde o mercado é ainda mais concentrado: seis empresas são responsáveis por 70% do mercado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Ciência e Cultura:</strong> <strong>Como o cidadão pode identificar produtos contaminados por agrotóxicos?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Paulo Augusto da Costa: </strong>Não é uma tarefa fácil identificar produtos contaminados com agrotóxicos. A rigor, a identificação e a quantificação precisas de agrotóxicos em frutas e hortaliças requerem amostragem adequada e análise laboratorial dos ingredientes ativos e seus metabólitos, utilizando técnicas e equipamentos sofisticados, a exemplo de cromatografia gasosa, cromatografia líquida de alta eficiência e cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Para o consumidor final, é praticamente impossível saber que produtos estão com níveis muito altos de agrotóxicos somente olhando o produto exposto no supermercado. Entretanto, em alguns casos extremos, pode-se sentir o cheiro de venenos no produto exposto ou ver manchas claras causadas pelos resíduos. Nestes casos, não se deve comprar o produto e notificar o vendedor.</p>
<p>Pensar que produtos manchados ou atacados por insetos possuem menos agrotóxicos em muitos casos pode ser um mito. Muitas vezes produtos com pior aparência, podem ter sido mais atacados por insetos ou devido ao uso incorreto dos agrotóxicos, gerando riscos ainda maiores de contaminação dos alimentos. Assim, produtos mais feios não é sinal de conterem menos agrotóxicos. Lavar os alimentos pode ser muito importante para evitar a proliferação de doenças, mas não é uma medida eficaz para eliminar os agrotóxicos dos alimentos. Grande parte dos agroquímicos é absorvida pelas plantas e, por isso, não estão somente na casca do vegetal, mas também no seu interior. Uma medida eficaz é a retirada das folhas mais externas dos vegetais. Nosso sentimento de impotência diante da falta de controle na produção de alimentos deve nos levar a exigir do governo medidas eficazes de fiscalização e educação dos agricultores, assim como preferir produtos com certificação de boas práticas agrícolas. Por enquanto, uma alternativa segura de que nossos alimentos não possuirão níveis inaceitáveis de agrotóxicos são os alimentos orgânicos certificados.</p>
<p><strong>Ciência e Cultura: Quais são os critérios adotados no Brasil para registrar agrotóxicos? E qual a participação do setor de saúde pública neste processo?</strong></p>
<p><strong>Paulo Augusto da Costa: </strong>O <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4074.htm">Decreto nº 4.074</a>, de 4 de janeiro de 2002, regulamenta a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências. Conforme a Anvisa, para se obter o registro no Brasil, o agrotóxico deve passar pela avaliação de três órgãos do governo federal: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Anvisa. Cada um desses órgãos realiza um determinado tipo de avaliação do produto, de modo independente do outro. Cabe ao Ibama a realização de um dossiê ambiental, no qual é avaliado o potencial poluidor do produto. Ao Mapa é atribuída a responsabilidade de avaliar a eficiência e o potencial de uso na agricultura, por meio de um dossiê agronômico. Já a Anvisa realiza o dossiê toxicológico, avaliando o quão tóxico é o produto para a população e em quais condições o seu uso é seguro.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>A Anvisa é uma agência reguladora, na forma de autarquia de regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde. A mesma exerce o controle sanitário de todos os produtos e serviços (nacionais ou importados) submetidos à vigilância sanitária. É responsável pela aprovação dos produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, para posterior comercialização, implementação e produção no país. Sua atuação abrange também o monitoramento e a fiscalização dos ambientes, processos, insumos e tecnologias relacionados à saúde. Também realiza a reavaliação de moléculas já registradas, elabora monografias dos princípios ativos de defensivos agrícolas (todas publicadas e de livre acesso em seu sítio na internet), coordena o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos nos Alimentos (PARA), assim como a Rede Nacional de Centros de Informação Toxicológica, e promove, ainda, ações de capacitação em toxicologia no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).</p>
<p><strong>Ciência e Cultura: Já estão comprovados os malefícios que o agrotóxico pode causar não só na saúde humana, mas na saúde animal e principalmente, na terra. Quais seriam opções que poderiam substituir o uso do agrotóxico?</strong></p>
<p><strong>Paulo Augusto da Costa: </strong>A humanidade produziu alimentos sem requerer a aplicação dos venenos que hoje conhecemos desde os primórdios da história – há milhares de anos &#8211; até à época da 2ª Guerra Mundial. Só após essa monstruosa guerra os agrotóxicos começaram a ser usados em escala mundial até para aproveitar as indústrias especializadas em produzir substâncias químicas para matar pessoas. Com a preocupação constante das pessoas de adotarem hábitos saudáveis de alimentação, devido à consciência de que os produtos pertencentes a essa categoria são menos nocivos à saúde, pois não utilizam agrotóxicos no processo produtivo, é crescente a área cultivada com técnicas sustentáveis e o número de produtores envolvidos com esse tipo de cultivo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2016/12/Projeto_agrotoxico_menor.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-20729" title="Números do Agrotóxico no Brasil" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2016/12/Projeto_agrotoxico_menor-1024x767.png" alt="" width="640" height="479" /></a></p>
<p><em>*Estudantes da graduação do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da UFBA.</em></p>
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		<title>Simpósio Micológico do Semiárido</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/ultimas/simposio-micologico-do-semiarido/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2015 00:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[senhor do bonfim]]></category>
		<category><![CDATA[simpósio]]></category>
		<category><![CDATA[Uneb]]></category>

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		<description><![CDATA[O evento tem como perspectiva discutir temas ligados a Micologia. Nessa segunda versão, em 2015, discutiremos Exploração de recursos micológicos no Brasil e contará com as presenças importantes profissionais da área que vão demonstrar diferentes estudos e os avanços conseguidos no Nordeste e em todo território nacional]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A UNEB, por meio do Colegiado de Ciências Biológicas do Departamento de Educação (DEDC) do Campus VII, realiza o <a href="http://enbiomicologia2015.blogspot.com.br/" target="_blank">II Simpósio Micológico do Semiárido</a>, entre os dias 26 e 29 de setembro de 2015, em Senhor do Bonfim – BA.</p>
<p>O Simpósio tem como perspectiva de discussão temas ligados a Micologia. Nesta segunda edição, pretende-se discutir a exploração de recursos micológicos no Brasil. O evento conta com a participação de profissionais renomados para difundir e demonstrar os diferentes estudos e avanços alcançados nesta área do conhecimento no nordeste e em todo território nacional.</p>
<p>O público alvo do simpósio são estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais da área. A programação conta com palestras, mini-cursos, apresentações de trabalhos e mesas redondas. Aqueles que desejam participar como ouvintes devem preencher a ficha de inscrição e encaminhar para o e-mail enbiomicologia@gmail.com até o dia 21 de agosto. Há ainda a opção de efetuar a inscrição presencialmente até o dia do evento, no Espaço de Micologia do Campus VII.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/08/logo1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-18870" title="logo1" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/08/logo1.png" alt="" width="949" height="191" /></a></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Serviço</span></p>
<p><strong>O que: </strong><a href="http://enbiomicologia2015.blogspot.com.br/" target="_blank">II Simpósio Micológico do Semiárido</a></p>
<p><strong>Quando:</strong><strong> 26 e 29 de setembro de 2015</strong></p>
<p><strong>Onde:</strong><strong> Senhor do Bonfim – BA</strong></p>
<p><strong>Para mais informações, acesse: <a title="enbiomicologia2015.blogspot.com.br" href="http://enbiomicologia2015.blogspot.com.br/" target="_blank">http://enbiomicologia2015.blogspot.com.br/</a>.</strong></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=18865&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Uneb estuda multiplicação de Joaninhas em laboratório</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2015 01:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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		<category><![CDATA[controle natural]]></category>
		<category><![CDATA[DTCS]]></category>
		<category><![CDATA[joaninha]]></category>
		<category><![CDATA[Sheila Feitosa]]></category>
		<category><![CDATA[Uneb]]></category>

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		<description><![CDATA[As joaninhas serão utilizadas para reduzir, de forma sustentável, o número de pragas que atacam culturas da região]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pequenas predadoras que podem trazer benefícios para a agricultura, às joaninhas foram objeto de estudo de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação Mestrado em Horticultura Irrigada (PPHI) do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro,  que fica na região Norte do Estado. A investigação buscou avaliar os tipos de dietas que podem ser utilizadas para a multiplicação de uma espécie de joaninha,em laboratório, para controlar, de forma sustentável, pragas que atacam lavouras de hortaliças, legumes e fruteiras na região.</p>
<p>O estudo pioneiro no Vale do São Francisco foi realizado com a espécie <em>Hippodamia convergens, </em>pertencente à família Coccinellidae da ordem Coleoptera, pela Mestranda da Uneb, Girlandia Miranda de Sousa, sob a orientação do professor de Entomologia da Uneb, José Osmã Teles. O predador é considerado um controlador natural e se alimenta de pulgões e cochonilhas, pragas que atacam algumas culturas causando prejuízos para o produtor. A couve, por exemplo, é um tipo de cultura em que há grande incidência de pulgões.</p>
<div id="attachment_18636" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/Foto-01-.jpg"><img class="size-full wp-image-18636 " title=" Joaninha em flores de erva doce no campo experimental do DTCS " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/Foto-01-.jpg" alt="" width="512" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"> Joaninha em flores de erva doce no campo experimental do DTCS / Foto:  Sheila Feitosa - DTCS</p></div>
<p>Segundo o orientador da pesquisa, o pulgão é uma praga sugadora de seiva que injeta uma saliva tóxica que pode causar prejuízos à planta. Ainda de acordo com Osmã, a indicação da espécie <em>Hippodamia convergens </em>se deu após a realização de um levantamento da quantidade de espécies de joaninhas existentes em Juazeiro e em Petrolina, Pernambuco. Foram identificadas 15 espécies de coccinelídeos, a maioria encontrada na área experimental do DTCS.</p>
<p>“Essa espécie de joaninhas se destacou em relação às demais, devido a sua grande capacidade de reprodução. Por isso, recomendei para Girlandia pesquisar durante o mestrado”, destacou o professor.</p>
<p><strong>PESQUISA – </strong>O experimento foi realizado no Laboratório de Entomologia e na Casa de Vegetação do DTCS, no período de agosto de 2013 a abril de 2014. A mestranda da Uneb Girlandia Miranda explicou que a pesquisa consistiu em avaliar os aspectos biológicos da joaninha <em>H. converges</em>, utilizando diferentes tipos de alimentação que pudessem favorecer a multiplicação dessa espécie em laboratório. Para a pesquisa foram utilizadas 10 dietas, entre elas: preparo à base de pulgões <em>Aphis craccivora</em>, <em>Aphis gossypii e </em><em>Brevicoryne</em><em> brassicae</em>, acrescido de pólen de flores de endro e de erva-doce;uma dieta artificial contendo levedura de cerveja, leite condensado, mel, clara de ovos, gérmen de trigo e água; e outro tipo de alimentação que reúne a dieta, denominada artificial, com pólen das flores do coentro, do endro e da erva-doce<strong><em>. </em></strong></p>
<p><strong>INVESTIGAÇÃO –</strong> Durante a realização do experimento, Girlandia observou que a alimentação feita à base do pólen de flores de endro e de erva doce, permitiu o desenvolvimento da joaninha. Porém, não foram suficientes para que esse inseto completasse o seu ciclo biológico.</p>
<p>Ainda segundo a mestranda, a dieta denominada como artificial foi usada também para manter a população de joaninhas na fase adulta. No entanto, foi observado que, com essa alimentação, esse coccinelídeo não consegue se reproduzir. Já a utilização de pulgões, considerada como uma dieta essencial, favoreceu o desenvolvimento e a reprodução dos besouros em laboratório.</p>
<p>“O pólen de endro e de erva-doce constituem uma dieta alternativa para a joaninha, por permitir o seu desenvolvimento. Porém, não completam o ciclo biológico. Isso demonstra que essa espécie necessita de uma proteína animal para dar continuidade ao seu ciclo, podendo ser encontrada nos pulgões:<em> Aphis craccivora</em>, <em>Aphis gossypii, </em><em>Brevicoryne</em><em> brassicae</em>,os quais permitiram o completo desenvolvimento e reprodução de adultos desse predador, constituindo, portanto, em dietas essenciais”, explicou.</p>
<p>Simultaneamente a esse estudo foi observado também a comunidade de joaninhas em consórcio com a couve e com plantas aromáticas como coentro, endro, e erva-doce.</p>
<div id="attachment_18637" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/Foto-03.jpg"><img class="size-full wp-image-18637 " title="Mestranda da Uneb Girlandia Miranda alimentando as joaninhas no Laboratório de Entomologia da DTCS" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/Foto-03.jpg" alt="" width="512" height="379" /></a><p class="wp-caption-text">Mestranda da Uneb Girlandia Miranda alimentando as joaninhas no Laboratório de Entomologia da DTCS / Foto: Sheila Feitosa - DTCS</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CONTROLE NATURAL – </strong>De acordo com Girlandia, o experimento também mostrou que a existência de joaninhas, nesses consórcios durante a fase de infestação de pulgões, pode ser visto como um fator preponderante para a redução de danos causados por pragas às culturas. “A conservação de inimigos naturais é uma das práticas mais importantes e disponíveis de controle biológico, porque podem estabelecer um equilíbrio natural entre pragas e inimigos naturais”, afirmou.</p>
<p>Para o orientador da pesquisa, o estudo realizado na Pós – Graduação do DTCS tem a finalidade de resolver problemas existentes em culturas da região. “Em nosso mestrado em Horticultura Irrigada nos preocupamos, não apenas em produzir um trabalho acadêmico, mas, também, em dar uma contribuição para à sociedade, que financia todo esse trabalho”, destacou.</p>
<p><strong>ESTÁGIO &#8211; </strong>Em 2014, o DTCS da UNEB conseguiu aprovar um projeto pelo Programa de Extensão Universitária (ProExt) do Ministério da Educação e Cultura (MEC). A ideia do trabalho é montar uma Biofábrica para a multiplicação de insetos e ácaros predadores com uma equipe composta por cinco estudantes do curso de Engenharia Agronômica do Departamento, que estejam no período de estágio supervisionado, sob à coordenação do professor de Entomologia, José Osmã Teles Moreira.</p>
<p>A pesquisa está prevista para ter início no segundo semestre de 2015 e vai trabalhar com o processo de produção de três grupos de inimigos naturais: a joaninha da espécie <em>Hippodamia convergens; </em>duas espécies de bicho lixeiro que são<em>Chrysopela externa </em>e <em>Leucochrysa rodrigueses; </em>e dois tipos de ácaros predadores, os <em>Neoseiulus idaeus e Euseius citrifolius. </em></p>
<p>Quanto ao estudo realizado por Girlandia Miranda, o professor de Entomologia reforça: “A ideia é que a gente consiga multiplicar o maior número de joaninhas em laboratório para que seja levada para o pequeno produtor, com a finalidade de controlar pragas de forma natural, ao invés de aplicar inseticidas ou acaricidas. Daí a importância dessa pesquisa porque, com ela, a gente conseguiu esclarecer uma série de dúvidas sobre a maneira de multiplicar esses predadores”, finalizou.</p>
<p><em>*Núcleo de Assessoria de Comunicação do DTCS/UNEB</em></p>
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