<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ciência e Cultura &#187; Nádia Conceição</title>
	<atom:link href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/tag/nadia-conceicao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias</link>
	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
	<lastBuildDate>Mon, 05 Jan 2026 16:37:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Abdias Nascimento e o genocídio do negro brasileiro</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/abdias-nascimento-e-o-genocidio-do-negro-no-brasil/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/abdias-nascimento-e-o-genocidio-do-negro-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2018 22:48:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Abdias Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[fsm 2018]]></category>
		<category><![CDATA[genocído negro]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Martim Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Ufba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=23695</guid>
		<description><![CDATA[Militantes e pesquisadores se reuniram para discutir e denunciar a matança dos jovens negros no Brasil e firmarem a resistência da população negra contra o massacre racial ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><span style="color: #000000;"><strong>Genocídio -</strong> De acordo com a definição dos dicionários, genocídio é definido como o “extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso”. E é justamente a matança de inúmeros jovens brasileiros pelo estado, seja diretamente, através do braço da polícia, seja pela ausência e ineficiência de políticas de públicas de promoção da igualdade e de acesso da população às estruturas básicas para manutenção da dignidade humana, que Abdias Nascimento tanto combateu em suas obras, em vida e, ainda hoje, é uma referência para os brasileiros, seja ele negro ou não, e para o mundo.</span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">Tendo sido reconhecido pelo estado em 2016, o genocídio sempre esteve presente na obra de Abdias Nascimento, sendo que para ecoar ainda mais sua voz, ele escreveu, há 41 anos, o livro “O genocídio do negro Brasileiro &#8211; Processo de um racismo mascarado”. Em agosto de 2016, as altas taxas de homicídios de jovens negros colocou o Estado brasileiro na cadeira de réus, após o <a href="http://fopir.org.br/">Fórum Permanente pela Igualdade Racial</a> (FOPIR) protocolar uma denúncia em relatorias do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div id="attachment_23697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/03/IMG_20180314_091735145.jpg"><img class="size-large wp-image-23697 " title="FSM2018 - Abdias Nascimento: Genocídio negro no Brasil " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/03/IMG_20180314_091735145-1024x768.jpg" alt="" width="512" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa homenageou os 104 anos de nascimento de Abdias Nascimento / Foto: Nádia Conceição </p></div>
<p><span style="color: #000000;">A denúncia teve como base o relatório final da <a href="http://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao?codcol=1734">Comissão Parlamentar e Inquérito (CPI) do Assassinato de Jovens, do Senado</a>, onde afirma que um jovem negro é assassinado no Brasil a cada 23 minutos, sendo que, das vítimas de homicídio, 53% são jovens, 77% são negros e 93% são do sexo masculino. O documento, entre outras coisas, afirma que o país vive uma realidade cruel e inegável: o Estado brasileiro, direta ou indiretamente, provoca o genocídio da população jovem e negra”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O evento &#8211; Para afirmar a importância do legado que Abdias Nascimento nos deixou, esta data tão histórica, 14 de março, ano em que ele completaria 104 anos, o <a href="https://wsf2018.org/ar/">Fórum Social Mundial 2108</a> (FSM 2018), homenageou com a realização de um eixo temático “Vidas Negras Importam”. Trata-se de um conjunto de atividades que mistura arte, poesia e ativismo social e tem como temas centrais o genocídio da população negra e o legado de Abdias Nascimento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na manhã de hoje, a mesa Abdias Nascimento: o genocídio do negro brasileiro, realizada no <a href="http://www.teatro.ufba.br/escola/espaco_fisico_escola_teatro.htm">Teatro Martim Gonçalves</a> &#8211; Escola de Teatro da UFBA, contou inicialmente com a performance poético-musical de Nelson Maca, que possibilitou uma espécie de reflexão poética acerca do tema. Em seguida tomaram a palavras os palestrantes: a docente da<a href="http://www.uneb.br/"> Universidade do Estado da Bahia</a> (UNEB), <a href="https://www.escavador.com/sobre/4771650/marluce-de-lima-macedo">Marluce Macêdo</a>; o professor da<a href="https://direito.ufba.br/"> Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia</a> (UFBA), <a href="https://drive.google.com/open?id=1i_pKzO4EeNpjp4juT9HhDg-rgTNGBEyoZ4Gu9rxH74c">Samuel Vida</a>; a representante do Quilombo Rio dos Macacos, Olinda Santos e do escritor e o idealizador do Sarau da Onça, Sandro Sussuarana. A coordenação foi realizada pela professora do <a href="http://www.quimica.ufba.br/">Instituto de Química da UFBA</a>, <a href="http://academo.ufba.br/pesquisador.php?cod=257">Bárbara Carine Pinheiro.</a></span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;"><strong>Sobre o autor -</strong> Abdias do Nascimento foi artista plástico, escritor, poeta, dramaturgo, ativista do movimento negro brasileiro, deputado federal, senador. Nasceu na cidade de Franca, em São Paulo, em 14 de março de 1914.  Na década de 30 iniciou seu ativismo político na Frente Negra Brasileira ajudando a combater o preconceito racial nos estabelecimentos comerciais da cidade. Em 1938 organizou o Congresso Afro-Campineiro e em 1944 fundou o Teatro Experimental do Negro. Economista, pós-graduado pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/ Ministério da Marinha. Recebeu dois títulos Doutor Honoris Causa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Universidade Federal da Bahia e professor benemérito da Universidade do Estado de Nova York. Publicou diversos livros, dentre eles: “Sortilégio”, “Dramas Para Negros e Prólogo Para Brancos”, “O Negro Revoltado”, e outros.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>A obra -</strong> De acordo com a professora Marluce Macedo, estudiosa da obra escrita do Abdias, o livro “O genocídio do negro Brasileiro &#8211; Processo de um racismo mascarado” aponta os aspectos influenciadores do racismo na perpetuação do genocídio, pois o autor apresenta críticas importantes a elementos que ajudaram na consolidação do racismo, como o mito da igualdade racial, reforçado nas obras de Gilberto Freyre, a responsabilidade das igrejas na disseminação da falsa ideia do senhor benevolente, a habilidade de tornar os processos negros mais brancos, o lugar em que a mulher negra é posta e, sobretudo, no uso do branqueamento como uma estratégia de genocídio dos negros.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div id="attachment_23698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/03/IMG_20180314_095816454.jpg"><img class="size-large wp-image-23698  " title="FSM 2018" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/03/IMG_20180314_095816454-1024x768.jpg" alt="" width="448" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa discutiu genocídio através da obra de Abdias Nascimento / Foto: Nádia Conceição </p></div>
<p><span style="color: #000000;">Dessa forma, Macedo acredita que mesmo hoje, 41 anos após seu lançamento, a obra é atual, sendo assim “é necessário estabelecer um diálogo com Abdias nos dias atuais, pois suas obras mostram a gênese do genocídio no Brasil e é, portanto, uma importante memória da população negra brasileira”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A obra de Abdias, para o pesquisador Samuel Vida, é a mais importante sobre o tema, pois sua abordagem “recupera a dimensão completa da destruição de um povo e que vai além da morte física. Além nós mostrar que o combate ao genocídio assume um papel estratégico e que deve ser incorporado pelos movimentos sociais negros”. O que, segundo ele, devemos tratar como um desafio contemporâneo que provoque e exige uma reorientação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Moura alerta ainda que a obra de Abdias, assim como outros autores negros têm sido vitimadas pelo epistemicídio, pois não estão nas universidades nem em outros espaços importantes de formação dos negros. “Tenho visto o quanto a nossa obra é silenciada e colocada de lado. Mesmo os militantes ignoram o conjunto de obras de autores negros. Portanto, temos que ter autonomia e autorização de voz, precisamos ter mais negros como referência do debate racial qualificado”, afirma a pesquisadora que sustenta o caráter multidisciplinar da produção de Abdias Nascimento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Relatos de experiência </strong>- A mesa também contou com a representante do Quilombo Rio dos Macacos, Olinda Santos, que apresentou sua indignação com a situação atual da população do quilombo. Segundo ela, a perseguição feita pela Marinha do Brasil só avança. Santos denuncia a proibição do acesso a água, um recurso essencial para a qualidade de vida. “Eles nos tiraram a terra, proíbem as mulheres de terem filhos, praticam a violência contra as mulheres, nos deixam amedrontados e agora estão impedindo de usarmos a água, o ganha pão de muitas familias, que pescam e plantam. Mais não vamos desistir. Somos quilombolas da cabeça aos pés. Somos povo negro, resistente e persistente!”, desabafa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O escritor Sandro Sussuarana também trouxe a luta de resistência das comunidades, mais desempenhada através da poesia e da literatura. Segundo ele a sua poesia é feita para incomodar. Segundo ele a poesia é um lugar de fala sem medo. “Eu acho bom sabermos que temos sarau, mas é triste saber que ele existe porque estamos morrendo”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para ele é preciso resistir e lutar para mudar a cruel realidade dos negros no Brasil. “Para morrer estamos no topo, mas para brilhar estamos lá embaixo, isso é triste, é cruel”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O Fórum Social Mundial acontece até a próximo sábado, 17. Esta mesa está dentro do eixo temático “Vidas Negras Importam”. Nele ocorrerá um conjunto de atividades mistura arte, poesia e ativismo social e terá como temas centrais o genocídio da população negra e o legado de Abdias Nascimento. Amanhã, 15, a atividade será na Sala Mestre King,  na sede da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), no Pelourinho, com o palco do Slam Abdias, com premiação do Troféu </span><a href="http://ipeafro.org.br/">IPEAFRO</a><span style="color: #000000;"> Sankofa. Entre as atrações estão: DJ Bieta, Coletivo Boca Quente, Sarau da Onça, poeta Giovane Sobrevivente, Maestrina Elem e Banda Meninos da Rocinha do Pelô.  No dia 16 de março, será exibido o filme “Abdias Nascimento Memória Negra”, do cineasta baiano Antonio Olavo, na Sala Walter da Silveira, Barris. Além de recitação poética com Milsoul Santos e artistas locais, além de conversa com o diretor do filme, o professor Kabengele Munanga e a viúva de Abdias Nascimento e autora da biografia, Elisa Larkin Nascimento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>*Jornalista, produtora cultural e editora-chefe da Agência de Notícias em CT&amp;I- Ciência e Cultura UFBA</em></span></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=23695&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/abdias-nascimento-e-o-genocidio-do-negro-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A mídia como ferramenta de comunicação da Ciência</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-midia-como-ferramenta-de-comunicacao-da-ciencia/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-midia-como-ferramenta-de-comunicacao-da-ciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 May 2014 20:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação da ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[PCST2014]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=15615</guid>
		<description><![CDATA[A busca por uma maior interação nas redes sociais e o seu papel na divulgação da Ciência foram os temas centrais da plenária “Comunicação da Ciência e mídia Social”, realizada na 13ª Conferência Internacional de Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os espaços midiáticos como fomentador da comunicação da Ciência e sua repercussão na sociedade foram alguns dos temas abordados na plenária<em> “Comunicação da Ciência e mídia Social”</em>, que aconteceu na manhã desta terça-feira, dentro da <strong>13ª Conferência Internacional de Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia</strong>, que acontece pela primeira vez na América Latina.</p>
<p>A plenária, moderada pelo pesquisador Brian Trench, membro do Comitê Científico da Rede PCST, na Irlanda; Dominique Brossard, membro do Comitê Científico da Rede PCST, dos Estados Unidos; Mohammed Yahia, editor da Nature do Médio Oriente, Egito; e da brasileira Juliana Santos Botelho, da Universidade Federal de Minas Gerais, buscou mostrar o papel social da comunicação científica desenvolvida nas redes sociais e a representação dos cientistas e da informação de ciência nesses espaços.</p>
<p>Diante de tantas mudanças e de uma busca incansável para o que é mais interativo, Trench fez um questionamento chave: Qual tipo de mídia não seria social? A proposta é uma reflexão para se chegar ao entendimento de como funcionaram e como ainda podem mudar as relações e os mecanismos de interação entre a mídia e o processo de transmissão de informação para a sociedade. De acordo com o mediador, o pensamento de que nem todos podem ter acesso é originário dos “limites culturais dos cientistas que militam negativamente no engajamento político na internet”.</p>
<div id="attachment_15621" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/CV6A3744.jpg"><img class="size-medium wp-image-15621" title="Foto: Salete Maso" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/CV6A3744-300x200.jpg" alt="Foto: Salete Maso" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Salete Maso</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>A noção de interação tem que ser incorporada pelos cientistas que, segundo ele, está super-representada nas redes sociais, o que não pode ser aceitável, pois a “internet está presente em tudo que fazemos hoje em dia”, afirma Trench.</p>
<p>Para a pesquisadora da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, Dominique Brossard, é possível haver um engajamento público e a popularização da Ciência, contudo não podemos medir o impacto dessa popularização nas redes sociais, não ainda.</p>
<p>Em pesquisa realizada, Brossard mostrou o panorama de transformação no jornalismo cientifico, apontando que existe uma grande busca de temas ligados à Ciência. Segundo o estudo, o panorama de acesso à informação de Ciência no Brasil foi medido da seguinte forma: 47% das pessoas ainda buscam notícias por meios dos jornais tradicionais online; 44% as encontram em sites de pesquisas, como por exemplo, o Google; 60% são das redes sociais e 37% são oriundas do engajamento político na internet.</p>
<p>A pesquisa também constatou que é cada vez mais comum a produção de blogs de Ciência por pessoas que não são especializados, como cientistas e jornalistas científicos, o que é central para a Compreensão Pública de Ciência, bem como a contribuição das redes sociais para a difusão da notícia.</p>
<div id="attachment_15622" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/CV6A3749.jpg"><img class="size-medium wp-image-15622" title="CV6A3749" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/CV6A3749-300x200.jpg" alt="Pesquisadores discutem Comunicação da Ciência e Média Social na PCST 2014" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Salete Maso</p></div>
<p>A única brasileira na mesa, Juliana Botelho, trouxe o exemplo do aumento dos blogs de Ciência no Brasil. A pesquisa foi feita em 150 blogs especializados, onde ela apontou alguns pontos que contribuem para esse aumento. A saber: a crise do jornalismo mundial e os altos números de demissões; o impacto dessas crises no Brasil.</p>
<p>“Este panorama, encontrado a partir da pesquisa, permite um impacto na qualidade da informação”, criando a partir daí uma homogeneização da cobertura (novas agências), pois coloca os países do norte no centro como produtores das notícias de Ciência, pois há uma grande replicação desses conteúdos ao redor do mundo. No caso do Brasil, há uma enorme perda nesse cenário, pois acaba saindo do protagonismo, gerando com isso uma inconsistência nas coberturas científicas locais.</p>
<div id="attachment_15623" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/CV6A3759.jpg"><img class="size-medium wp-image-15623" title="CV6A3759" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/CV6A3759-300x200.jpg" alt="Foto: Salete Maso" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Salete Maso</p></div>
<p>De acordo com Botelho, é “importante esse papel de disseminação da Ciência na internet, pelo ganho na experimentação e pela criação de novos modos de se escrever, porém é fundamental que eles não substituam a cobertura científica dos jornais”, reforça.</p>
<p>Trazendo a visão do comunicador, dos jornalistas científicos para a discussão, Mohammed Yahia acredita que não há especialistas em mídias sociais, mas exploradores dessas redes sociais e de seus conteúdos, que constroem juntos as informações ao mesmo tempo.</p>
<p>Yahia mostra preocupação na descoberta de uma forma de provocar mais o engajamento dos jornalistas na busca da sua audiência e em como eles usam as redes para a busca de suas fontes e seu relacionamento com elas. “O grande desafio dos jornalistas é fazer com que o público participe e se envolva coma produção, da história das notícias, fazendo com que ele se torne confiante e leal à temática”.</p>
<p>Por outro lado, Yahia também reforça que é necessário que os jornalistas estejam preparados e se adaptem a essas novas mídias, de modo que eles sejam mais humanos e mais engajados.  Afirma ainda que os cientistas no Oriente Médio não interagem com seu público, mas os que o fazem acreditam que a comunicação da ciência é positiva para a causa científica.</p>
<p><em>*Jornalista e mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – Ufba</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=15615&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-midia-como-ferramenta-de-comunicacao-da-ciencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comunicação da Ciência para Inclusão Social</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/comunicacao-da-ciencia/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/comunicacao-da-ciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 May 2014 18:43:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão Social]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[PCST]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=15533</guid>
		<description><![CDATA[Inclusão Social e Engajamento Político é tema da primeira plenária do 13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A plenária <em>Inclusão social, engajamento político e Comunicação da Ciência</em> deu inicio à <strong>13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST 2014),</strong> que será realizada até o dia 8 de maio, no Pestana Hotel, em Salvador.</p>
<p>Sob a moderação de Marina Joubert, Southern Science, África do Sul, membro do comitê científico da Rede PCST, a mesa dessa manhã foi composta pela diretora executiva da Rede Africano-Caribenha para a Ciência e Tecnologia (ACNST), Elizabeth Rasekoala; pelo pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Brasil), Alfredo Wagner; e pela pesquisadora do Parque Explora, Medellín (Colômbia), Claudia Aguirre.</p>
<p><strong>O PCST </strong>- A realização da PCST 2014 acontece pela primeira vez na América Latina e parte da tentativa de pensar um modelo de Ciência alternativo ao modelo eurocêntrico. Essa tentativa desafia a divulgação da ciência pela necessidade de um maior engajamento político a favor da inclusão social, demanda urgente que vem das pessoas, sobretudo as de baixa renda que não têm acesso à educação e aos benefícios da Ciência e que não têm acesso a centros de Ciência e aos benefícios da Ciência e que não tenham ações de divulgação científica pensadas para elas.</p>
<p>Dessa forma, segundo os organizadores, o objetivo da conferência PCST no Brasil é abordar questões como essas, fomentando o debate e descobrir como criar estratégias mais inclusivas, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, bem como estimular a sociedade para o engajamento público pela ciência e tecnologia e criar novos modelos e práticas para a comunicação e participação.</p>
<div id="attachment_15538" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_0021.jpg"><img class="size-medium wp-image-15538" title="DSC_0021" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_0021-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Victória Libório</p></div>
<p>De acordo com Elisabeth Rosekoala, a inclusão social e o engajamento político são primordiais para todos, porém é preciso que os cientistas comecem a pautar a Ciência como fundamental para a população. Ela também problematiza a participação do negro na Ciência e o respeito a sua diversidade.</p>
<p>“Precisamos de uma constituência da cidadania, pois incluir e engajar para o lado da sociedade. Os cientistas precisam falar a linguagem dos políticos, pois temos que colocar a Ciência no processo de desenvolvimento, causar o emponderamento das populações, assim como tem feito as tecnologias, onde se inseri no contexto em que estão presentes.”, afirma Rosekoala.</p>
<div id="attachment_15539" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_0019.jpg"><img class="size-medium wp-image-15539" title="DSC_0019" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_0019-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Victória Libório </p></div>
<p>Para o pesquisador Alfredo Wagner, da Universidade Federal do Amazonas, o mundo vive uma perda de rumo, onde tem passado por diversas rupturas, “essas rupturas tem sido fundamentais para interpretar as transformações sociais, novas maneiras de abordar problemas, onde a inclusão é a direção de tudo, mas precisamos ter em mente que inclusão na verdade tem que ser pensada como um entendimento da identidade coletiva.”</p>
<p>Alfredo cita ainda um dos grande equivoco da Ciência, que é o de considerar o conhecimento tradicional como estático. &#8221; O tradicional sofreu um deslocamento e como ele se manifesta ele não se opõe ao digital, não há separação e, muitas vezes, está distante da repetição e mais próximo da inovação, através de uma nova maneira de perceber os fenômenos.&#8221;</p>
<p>A conferência PCST 2014 contabilizou 362 trabalhos e mais de 500 participantes inscritos para prestigiar o que é, sem dúvidas, o maior evento de divulgação científica e de esforço de Inclusão Social através da Ciência e da Comunicação já realizado no estado da Bahia.</p>
<p><em>*Jornalista e mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade &#8211; Ufba</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=15533&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/comunicacao-da-ciencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O lado sujo da Ciência e a consolidação do Racismo Científico</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/o-lado-sujo-da-ciencia-e-a-consolidacao-do-racismo-cientifico/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/o-lado-sujo-da-ciencia-e-a-consolidacao-do-racismo-cientifico/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2014 16:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo Científico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=15158</guid>
		<description><![CDATA[A animalização do diferente foi uma prática bastante comum realizada por estudiosos em nome do progresso científico no Brasil e no mundo. Atos de crueldade e racismo podiam ser conferidos e mesmo aplaudidos em Exposições Antropológicas, os “freaks shows”, considerados marcos da popularização da Ciência à época]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A existência de uma raça ariana superior não é um pensamento excludente que ficou no passado. Ainda podemos testemunhar a perpetuação de teorias que reforcem a permanência de um racismo velado e extremamente cruel que, muitas vezes, fica camuflado, porém reforçado por leigos e cientistas renomados dentro do campo científico. Pois bem, esses cientistas acabam reproduzindo, por gosto ou não, um tipo de racismo denominado de Racismo Científico.</p>
<div id="attachment_15167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/DSC_0038.jpg"><img class="size-large wp-image-15167" title="Café Científico Salvador" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/DSC_0038-1024x678.jpg" alt="" width="448" height="296" /></a><p class="wp-caption-text">Evento contou com a participação estudantes e pesquisadores, na Biblioteca Pública do Estado / Foto Nádia Conceição</p></div>
<p style="text-align: left;">O Racismo Científico tem registro desde os primórdios da teoria da evolução humana de Charles Darwin, quando atestava a existência de raças inferiores e que poderiam ser capazes de evoluírem com o passar dos tempos. Já o naturalista francês Georges Louis Leclerc, conde de Buffon, pensou, ainda no século XVIII, na ideia de degeneração, que seria amplamente usada em meados do século seguinte para se discutir as misturas raciais, sobretudo no Brasil. Segundo ele, se o negro e o branco não pudessem &#8220;produzir juntamente haveria duas espécies distintas; o negro estaria para o homem como o asno para o cavalo, ou antes, se o branco fosse homem, o negro não seria mais homem, seria um animal à parte como o macaco&#8230;”.</p>
<p>Essas teorias foram amplamente difundidas através do cientificismo na Europa, cujo discurso científico “recebeu largo espaço no Brasil, questionando e disputando espaços inclusive com a religião e a Igreja, até então grandes fontes dos discursos fechados e competentes da época”, afirma o pesquisador da <a href="http://www.ufsj.edu.br/%E2%80%8E">Universidade Federal de São João del-Rei</a> (UFSJ), no artigo <em>Racismo científico: o legado das teorias bioantropológicas na estigmatização do negro como delinquente</em>, <a href="http://plsql1.cnpq.br/buscaoperacional/detalheest.jsp?est=9650497831359209">Flávio Raimundo Giarola</a>.  O francês Louis Couty, na época professor na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e no Museu Nacional, pode ser tomado como exemplo de viajante que tendeu a ver o Brasil sob a ótica negativa do racismo europeu.</p>
<p>Em sua publicação “<em>O Brasil em 1884: Esboços Sociológicos”</em> ele atribuiu às populações africanas como causadoras de diversas mazelas do país e, por isso, clamava pelo fim da escravidão: “Uns a querem por sentimentalismo, outros por utilidade; estamos entre esses últimos. O escravo é mal trabalhador; sua produção é muito cara, de má qualidade e pouco abundante. Tudo isso é hoje em dia demonstrado por vários estudos precisos que não podemos aqui resumir e a inferioridade do negro em relação ao homem livre não é negada por mais ninguém&#8221;.  Produções científicas como essas foram fundamentais para a disseminação do racismo no Brasil. Algumas delas tiveram ênfase na palestra <em>Z</em><em>oológicos humanos? Exibições antropológicas dos séculos XIX e XX, no contexto de um tratamento sobre o racismo científico</em>, proferida pelo doutor em Biologia pela <a href="http://www.uam.es/ss/Satellite/es/home/">Universidad Autónoma de Madrid</a>, <a href="http://plsql1.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=0649734521888610">Juanma Sánchez Arteaga</a> (Ihac-Ufba), no primeiro <a href="file:///E:/Materias%20para%20edi%C3%A7%C3%A3o/cafecientificossa.blogspot.com.br">Café Científico</a> Salvador de 2014, realizado na Biblioteca dos Barris.</p>
<p>Na apresentação, o pesquisador mostrou que durante todo o século XIX e até quase completar a primeira metade do XX, numerosos países Europeus e Americanos e também no Brasil organizaram diversas “exposições antropológicas de caráter ‘científico’, nas quais membros nativos de diferentes comunidades indígenas, especialmente transportados desde suas terras para participar em tais eventos, foram exibidos publicamente com uma intenção educativa”, afirma Arteaga.</p>
<div id="attachment_15175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 451px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/venusnoirefrenchdvdripa.jpg"><img class="size-full wp-image-15175" title="venus noire french dvd ripa" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/venusnoirefrenchdvdripa.jpg" alt="Venus de Noire / Foto reprodução " width="441" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Venus de Noire / Foto reprodução </p></div>
<p style="text-align: left;">O objetivo do <a href="http://www.cafecientifico.blogspot.com.br/">Café Científico</a> foi analisar diversas tentativas de popularizar o conhecimento científico em antropologia e biologia humana por meio da exibição de nativos, com ambições científicas, tanto para popularização do saber antropológico da época entre o público leigo quanto para fornecer uma oportunidade para o estudo “<em>in vivo</em>” desses povos por parte de médicos, antropólogos ou especialistas em biologia humana.</p>
<p>A partir dessa forma de popularização da ciência, equivocada e excludente, existia uma forte animalização dos nativos implícita em muitos desses shows, que algumas vezes eram realizados em parques zoológicos, e exibidos em gaiolas junto com animais. Essa forma de violência é denominada por alguns autores e “Zoológicos Humanos”.  No Brasil, segundo Arteaga, a “Primeira Exposição Antropológica Brasileira” que tinha como foco as exibições humanas como principal atração, aconteceu no Rio de Janeiro, em 1882, eram os chamados “<em>freaks shows</em>” ou as “exposições missionais” e consideradas pelos organizadores e pelo público como sendo de alto interesse científico para a popularização da ciência da época, assim como  com o discurso científico da biologia humana e da etnocêntrica antropologia física, apresentado ao público carioca. Nessa exposição foi exibido um grupo de índios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Botocudos">Botocudos,</a> sendo descritos pelos organizadores “como representantes brutalizados e semibestiais da humanidade nos seus primórdios evolutivos, mais próximos aos primatas do que às supostas “raças superiores” sob muitos aspectos”.</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com Arteaga, essas práticas são uma forma de enxergar o outro racial como um “semi-animal”, selvagem apresentados em zoológicos humanos, perpetuando, assim, o que o sociólogo francês Pierre Bourdieu chama de &#8220;Violência Simbólica&#8221;, ou seja, uma forma de <a title="Coação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coa%C3%A7%C3%A3o">coação</a> que “se apoia no reconhecimento de uma imposição determinada, seja esta econômica, social ou simbólica. Ela se baseia na fabricação contínua de crenças no processo de <a title="Socialização" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socializa%C3%A7%C3%A3o">socialização</a>, que induzem o <a title="Indivíduo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Indiv%C3%ADduo">indivíduo</a> a se posicionar no espaço social seguindo critérios e padrões do discurso dominante”.</p>
<p>Para que essas práticas possam ser repensadas e não disseminadas dentro dos espaços científicos é preciso que as universidades e centros de produção da ciência pensem seu desenvolvimento, levando em consideração a realidade cultural do local em que estão inseridos. “A ciência tem responsabilidade enorme, com suas teorias, na legitimação do racismo, sobretudo as Ciências Naturais e sua rivalidade com as Ciências Sociais”, afirma Arteaga.  O pesquisador reforça ainda que o racismo científico, que exclui os negros das academias e os marginaliza dentro dela, não é uma exclusividade dos americanos, mas dos brasileiros também, a exemplo do que aconteceu recentemente quando o coordenador do curso de Medicina da <a href="http://www.ufba.br/">Universidade Federal da Bahia</a>, Antônio Dantas, 69, disse que &#8220;o berimbau é o tipo de instrumento do indivíduo quem tem poucos neurônios&#8221;.</p>
<p>“O que quero é suscitar reflexões concernentes tanto à popularização da ciência quanto à educação em ciência, em especial quanto aos valores ideológicos subjacentes ao conhecimento científico e aos processos de alterização que tem conduzido à marginalização, estigmatização e inferiorização de numerosos grupos humanos ao longo da história das ciências. Nós cientistas deveríamos fazer muito mais. Temos que refletir quanto ao sistema de ensino que temos”, problematiza Arteaga, que reforça que é preciso sair da mera reprodução de métodos e discursos antigos, “o essencial é pensarmos em reformular os currículos dos cursos de Ciências Naturais, saindo de uma formação meramente técnica e que se passe a conhecer as histórias das disciplinas, o que não vemos em Biologia”, finaliza.</p>
<p><em>*Nádia Conceição é jornalista, estudante de Produção Cultural, mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – IHAC e bolsista da Agência de Notícias FACOM &#8211; UFBA</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=15158&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/o-lado-sujo-da-ciencia-e-a-consolidacao-do-racismo-cientifico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A reconstrução da memória coletiva da Vila de Matarandiba</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-reconstrucao-da-memoria-coletiva-da-vila-de-matarandiba/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-reconstrucao-da-memoria-coletiva-da-vila-de-matarandiba/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2014 15:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MATARANDIBA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMORIAL]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[RENATA FREITAS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=15128</guid>
		<description><![CDATA[Moradores criaram uma Associação Socio-Cultural em 2008 com o objetivo de fortalecer a identidade cultural da comunidade, que estava ameaçada pela crescente inserção da vila nos processos de modernização e de evangelização neopentecostal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembrar e esquecer é parte natural da rotina dos seres humanos, mas a perpetuação da memória cultural de um determinado lugar, diz muito sobre sua identidade. Dessa forma, o zelo pela memória é uma das preocupações da comunidade de Matarandiba, vila de pescadores e marisqueiras, localizada no município baiano de Vera Cruz, distante 26 km de Mar Grande (sede administrativa da cidade).</p>
<p>Reconhecendo a memória como uma categoria que vem provocando indagações em diversas áreas, a dissertação da discente do Programa de Pós-graduação em Antropologia, sediado na Faculdade <a href="http://www.ffch.ufba.br/" target="_blank">de Filosofia e Ciências Humanas</a> da <a href="http://www.ufba.br/" target="_blank">Universidade Federal da Bahia</a> (FFCH/UFBA) <a href="http://plsql1.cnpq.br/buscaoperacional/detalheest.jsp?est=0799538401840217" target="_blank">Renata Freitas Machado</a>, <em>Um olhar etnográfico sobre a memória social de Matarandiba, </em>defendida no ano de 2013, buscou identificar e compreender os processos envolvidos na reconstrução coletiva da Vila de Matarandiba, através da constituição de um memorial comunitário.</p>
<p>O memorial foi promovido pela Associação Socio-Cultural da localidade (Ascomat), criada em 2008, a partir da mobilização dos próprios moradores, que almejavam fortalecer sua identidade cultural, aparentemente ameaçada pela crescente inserção da vila nos processos de modernização e de evangelização neopentecostal.</p>
<div id="attachment_15131" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/matarandiba2.jpg"><img class="size-full wp-image-15131  " title="Festejos culturais em Ilha de Matarandiba" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/matarandiba2.jpg" alt="" width="448" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Foto reprodução ASCOMAT</p></div>
<p>A definição da memória usada pela autora parte da compreensão antropológica, onde a mesma é tida como uma reconstituição realizada no presente a partir das experiências passadas, que é consolidada a partir da “dialética da lembrança e do esquecimento”. Partindo desse conceito antropológico, a constituição do memorial teve como principal motivador o resgate e o registro das lembranças, evitando as ameaças representadas pelo esquecimento.</p>
<p>De acordo com Renata Freitas em artigo de mesmo nome, apresentado III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT), “o memorial tem como objetivo reunir e inscrever em memória passível de resgate público, os acontecimentos históricos valorizados pelos moradores locais, a vida cotidiana, as relações estabelecidas entre as pessoas, os lugares, o trabalho e o lazer”.</p>
<p><strong>Comunidade X impactos ambientais</strong></p>
<p>Um período marcante para os moradores de Matarandiba teve início na década de 1970, quando foi descoberto um depósito de salgema (termo aplicado ao <a title="Sal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sal">sal</a> obtido da precipitação química pela evaporação da <a title="Água" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua">água</a> de antigas bacias marinhas em ambientes sedimentares), pela Dow Química &#8211; empresa de origem norte-americana. Esse período trouxe mudanças estruturais para a comunidade.</p>
<p>Uma dessas mudanças foi a construção de uma estrada que ligava a Ilha de Matarandiba à Ilha de Itaparica, o que culminou em um grande aterro marítimo e, consequentemente, mudanças profundas nos curso natural da água do mar na localidade. Segundo a pesquisadora, os impactos ambientais até hoje não foram avaliados, mas é possível perceber quando pescadores relatam o desaparecimento de algumas espécies marítimas, antes facilmente encontrada na região.</p>
<div id="attachment_15134" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/matarandiba.jpg"><img class="size-full wp-image-15134  " title="Festejos culturais em Ilha de Matarandiba" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/matarandiba.jpg" alt="" width="461" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">Foto reprodução ASCOMAT</p></div>
<p>Quando o assunto é a criação de novos postos de trabalho, a desculpa frequentemente usada pelos governantes e pelos empresários para a chegada e instalação dessas multinacionais na região, é a criação de diversos postos de trabalhos, mas o que há de fato é a “criação dos mesmos, mas temporários e em atividades que demandam trabalhadores com menores qualificações e remuneração de mais baixo nível”.</p>
<p>A pesquisa aponta ainda que existe uma forte exclusão econômica, social e político-participativo das comunidades tradicionais da vila, o que vem ocorrendo desde a década de 1970. Esse movimento foi importante para que a população pudesse reagir e batalhar pela valorização do patrimônio da comunidade, e assim garantir o seu direito à memória, “um sentimento de pertencimento a uma comunidade ou a um lugar e se constitui como um importante objeto de luta hegemônica” descreve a autora no texto.</p>
<p>Concluindo, a pesquisadora enfatizou a importância da realização da pesquisa etnográfica, onde foi possível realizar um trabalho diferenciado de campo, onde “o contato com as pessoas proporcionou uma mudança no que diz respeito ao lugar do sentido das coisas”, o que sendo Renata Freitas foi proporcionado pelo contato que já tinha com a comunidade, mais precisamente uma relação familiar e que também foi motivador para a realização do projeto.</p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/box_vila.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15208" title="box_vila" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/03/box_vila.jpg" alt="" width="601" height="378" /></a></p>
<p><em>*Nádia Conceição é jornalista, estudante de Produção Cultural , mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade &#8211; IHAC e bolsista da Agência de Notícias FACOM – UFBA</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=15128&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-reconstrucao-da-memoria-coletiva-da-vila-de-matarandiba/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seminário debate sustentabilidade ambiental, riscos e desastres</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/seminario-debate-sustentabilidade-ambiental-riscos-e-desastres/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/seminario-debate-sustentabilidade-ambiental-riscos-e-desastres/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2013 21:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CODESAL]]></category>
		<category><![CDATA[CORPO DE BOMBEIROS]]></category>
		<category><![CDATA[ENCOSTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[RISCOS E DESASTRES]]></category>
		<category><![CDATA[SEMANA DE MEIO AMBIENTE DA UFBA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=13475</guid>
		<description><![CDATA[Semana do Meio Ambiente da UFBA reúne instituições para debater sustentabilidade ambiental e a influência dos risco e desastres]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Debater questões relacionadas ao meio ambiente, socializar o ensino e o conhecimento da universidade e promover um diálogo com a sociedade, discutindo alternativas socioeconômicas, políticas e culturais para questões ambientais. Este foi o mote da III Semana do Meio Ambiente da UFBA, que aconteceu em diversos campi desta universidade e em algumas escolas públicas de Salvador.</p>
<p>O evento, organizado pelo Núcleo Interdisciplinar UFBA de Agroecologia em Rede (Agrorede) trouxe ainda questões como transporte de urânio, desabamentos de encostas e planejamento estratégico.</p>
<p>Com o tema &#8220;Sustentabilidade Ambiental: a influência dos riscos e desastres&#8221; foi promovido um debate durante toda tarde da última sexta-feira (07), no Auditório Magno Valente, da Escola Politécnica da UFBA. Estiveram presentes pesquisadores e representantes do Ministério Público da Bahia (MP/BA), Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), Corpo de Bombeiros, de da Coordenação de Defesa Civil do Estado (Cordec).</p>
<p>Segundo os palestrantes, os desastres ambientais têm provocado muitas mortes em todo o mundo. De acordo com o coordenador executivo da Cordec, Salvador Brito, as possibilidades de riscos são muito grandes. “Na Bahia, a Defesa Civil busca se estruturar e agregar conhecimento para enfrentar os desafios em conjunto com os governos federal, estadual e municipal”, diz.</p>
<p>O coordenador falou ainda sobre o desafio do município de Lapão, localizado na Chapada Diamantina, onde ocorre grande incidência de incêndios. Para Brito, o fundamental é investir em planejamento e prevenção – uma prática nova no Brasil – e para isso é preciso que hajam mudanças na legislação vigente. &#8220;Desde 2010 a legislação brasileira avançou muito, mas precisa melhorar”, afirma. “Precisamos investir em gestão de riscos no momento em que os prefeitos planejam o desenvolvimento das cidades&#8221;, completa.</p>
<p>Brito enfatiza ainda que a melhoria das ações da Defesa Civil está condicionada a uma ação conjunta entre governo, sociedade e universidade. &#8220;Precisamos que na Bahia, devido a sua complexidade territorial e socioeconômica, as universidades, como a UFBA, criem projetos bem estruturados para que nós o utilizemos como referência. Eu sinto essa carência de estrutura&#8221;.</p>
<p><strong>Conhecimento interdisciplinar </strong>– Outro setor fundamental de apoio às reduções de risco e de desastres é o Corpo de Bombeiros, representado no seminário pelo tenente-coronel do 1º Batalhão Militar, Júlio Nascimento Silva, que explicou como funciona o trabalho destes profissionais na redução de riscos e desastres. Ele informou que, na Bahia, existem quinze unidades do corpo de bombeiros e dois Grupamentos de Bombeiros Militares (GBM’s) especializados.</p>
<p>De acordo com o representante dos bombeiros, combater incêndios é muito mais que manusear uma mangueira, é preciso entender de diversas áreas: saúde, engenharia, química, além de possuir conhecimentos em estrutura física. Ele conta que em 2012 foram registrados 21.531 casos atendidos pela corporação. No entanto, o tenente-coronel evidencia que a máxima da corporação é trabalhar nos pilares da prevenção, por isto ele reforça que os responsáveis pelas construções precisam estar atentos à implantação dos sistemas de proteção básica, que auxiliam em casos de acidentes, como hidrantes, sinalização de emergências, alarmes de detecção, extintores de incêndios, dentre outros.</p>
<p>A Coordenação Estadual em Vigilância Ambiental (Divisa) também esteve presente no evento e apresentou as políticas para a redução de desastres e da evolução da atuação desta instituição nos últimos anos, além da ampliação da ideia do desenvolvimento sustentável como redutor de danos e da gestão de riscos.</p>
<p>Outro debate interessante na tarde foi a comparação entre o fenômeno da seca, no Nordeste brasileiro, e o furacão Katrina, nos Estados Unidos, onde foram apresentados os aspectos de vulnerabilidade em comum entre os eventos, de autoria das engenheira Sonia Fialho e da urbanista Maiana Freiras.</p>
<p>De acordo com as pesquisadoras, ao comparar os dois eventos, conclui-se que a maior causa da vulnerabilidade destes locais se deram, sobretudo, pelo desinteresse de investimentos nas áreas atingidas. “Tratam-se de áreas pobres e que não faziam parte do desenvolvimento nacional, nem despertava interesses econômicos, por isso os descasos”, afirmam.</p>
<p><em>*Nádia Conceição é jornalista, estudante de Produção cultural da Facom e estagiária da Agência de Notícias.</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=13475&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/seminario-debate-sustentabilidade-ambiental-riscos-e-desastres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mitos e verdades sobre meteoritos</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/mitos-e-verdades-sobre-meteoritos/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/mitos-e-verdades-sobre-meteoritos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 19:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Bendegó]]></category>
		<category><![CDATA[Edvan Lessa]]></category>
		<category><![CDATA[Geociências]]></category>
		<category><![CDATA[lixo espacial]]></category>
		<category><![CDATA[meteorítica]]></category>
		<category><![CDATA[meteoros]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[Wilton Carvalho UFBA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=12232</guid>
		<description><![CDATA[Existe um ar mitológico que envolve os astros. Segundo o professor Wilton Carvalho (UFBA), nem sempre o que chega de lá de cima é meteorito. "Temos que fazer a análise química e depois física", diz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe um ar mitológico que envolve os astros. Muitas pessoas ainda desconhecem ou os estereotipam, desconhecendo as suas particularidades. O Bendegó foi achado em uma cidade próxima à cidade de Itiúba chamada Uauá e lá existia uma lenda.</p>
<p>De acordo com o meteoricista Wilton Carvalho, o Bendegó era uma pedra encantada e o povo acreditava que seu sofrimento com a seca era porque a pedra foi retirada do local. “Essa lenda ficou na minha cabeça. O meu povoado foi onde o Bendegó embarcou para Salvador. No local foi feito um marco de pedra  que existe até hoje e todo meu trabalho foi para desmitificar a lenda e provar que ele não era encantado”, detalha.</p>
<p><strong><span style="color: #339966;">+ METEORÍTICA</span></strong></p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/pedras-extraterrestres-na-terra/" target="_blank"><strong><span style="color: #339966;">Pedras extraterrestres na Terra</span></strong></a></p>
<div><strong><br />
</strong></div>
<p><strong>Meteoros e afins</strong></p>
<p>Sob o rastro de uma “estrela cadente” muitos pedidos já foram feitos. Triste é saber que eles jamais serão atendidos. Nada de sobrenatural ocorre quando um meteoro cai do céu. Trata-se de uma porção de matéria, geralmente do tamanho de um grão de arroz, que se desintegra no espaço depois de acordar de um sono em que permaneceu imutável por bilhões de anos e gera o fenômeno que avistamos. Esses corpos foram desagregados por conta da radiação do Sol, ou se orginaram de choques frequentes, especialmente no Cinturão de Asteroides (espécie de “entulho celeste”) situado entre as órbitas de Marte e Júpter.</p>
<p>Os meteoros também podem ser produzidos por meteoroides. Esses últimos são restos de cometas e asteroides que passeiam pelo universo e podem ser menores que um átomo,menor partícula que caracteriza um elemento químico. Ao atingirem a Terra os meteoros são chamados de meteoritos, minúsculas partículas, restos de cometas e outros corpos celestes, que pesam cerca de 10 gramas. Quase sempre têm o tamanho de grãos de feijões, mas podem ser ainda menores.</p>
<p>A variação do brilho dos meteoroides é resultado do atrito que este corpo sofre ao atingir a atmosfera terrestre. Nessa camada, o meteorito se inflama, causando um espetáculo no céu semelhante a fogos de artifício. A sua velocidade pode variar de 42 Km/seg para 72 Km/seg, e se manifestam a uma altura de aproximadamente 120 Km quando &#8220;acendem&#8221;, e de 70 Km quando &#8220;apagam&#8221; totalmente ao serem incinerados.<br />
Dentro de uma rocha extraterrestre</p>
<p>Quando caem sobre a Terra, atraídos pela força gravitacional, tanto os meteoros quanto os meteoroides são chamados de meteoritos. Na maioria das vezes são fragmentos de rochas ou de ferro de tamanho variável e forma irregular. Sua estrutura também pode variar de microfragmentos, a pedaços de rochas de alguns metros de diâmetro.</p>
<p>Segundo o professor Carvalho, nem sempre o que chega de lá de cima é meteorito. Ele exemplifica que a rocha encontrada em Salvador, há pelo menos duas semanas, não é um meteorito. “Eu já posso dizer isso só visualizando. Ele é o que chamamos de canga, que são minerais que passam por um processo de hidratação, onde o ferro começa a se transformar em outros minerais.”, desmitifica. O objeto classificado como meteorito está enferrujado, o que confirma a opinião do meteoricista.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, para comprovar se esses materiais espaciais são realmente meteoritos é realizada uma análise química para saber de que eles são compostos. “Podemos perceber que 90% dos meteoritos têm níquel e ferro. Então, se você acha níquel em uma rocha, há probabilidade de ser um meteorito”, detalha.</p>
<p>“Primeiramente fazemos uma análise no olhar, onde vemos as texturas, as crostas, [se] não tem vesícula, [se] não tem furinho, se for de ferro ou metálico&#8230;”, comenta Carvalho a respeito do primeiro contato com o meteorito. “[Contudo,] existem meteoritos de todos os tipos, logo, para ter certeza se é, e de qual [é o seu] tipo, temos que fazer a análise química e depois física”, elucida o o professor Wilton Carvalho.</p>
<p><img title="Foto: Reprodução/Museu Nacional - UFRJ" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/Foto_Museu-Nacional-UFRJ.png" alt="Foto: Reprodução/Museu Nacional - UFRJ" width="594" height="189" /></p>
<p style="text-align: center;">Foto: Reprodução/Museu Nacional &#8211; UFRJ</p>
<p style="text-align: center;">
<p>A análise dos minerais em laboratório é feita por um geólogo e passa por um espectrograma para fazer o exame petrográfico, que indica as características estruturais, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mineralogia">mineralógicas</a> e<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADmica">químicas</a> das rochas. “Existem determinados minerais que só encontramos nos meteoritos. Se você encontrar um mineral chamado hematita ou calcita em quantidade não é meteorito”, completa o pesquisador que alerta sobre os parâmetros para essa análise das rochas.</p>
<p><strong>Estudos sobre meteoritos no Brasil</strong></p>
<p>Os trabalhos acadêmicos sobre meteorito são raros nas universidades, institutos, centros e observatórios do país. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaicias  (<a href="http://www.inpe.br/">INPE</a>), por exemplo, realiza projetos para inclusão e educação científica; observações da atividade solar, estudos sobre geodinâmica, astrofísica, dentre outros, mas nenhum trabalho acerca das rochas espaciais. Segundo Wilton Carvalho, o <a href="http://www.dgp.museunacional.ufrj.br/">Museu Nacional</a>, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (<a href="http://www.ufrj.br/">UFRJ</a>), é a instância que mais se destaca em projetos sobre meteoritos.</p>
<p>Na Bahia, o <a href="http://www2.uefs.br/antares/index.html">Observatório Astronômico Antares</a>, vinculado à Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) possui projetos sobre Astronomia Extragalática – que lida com objetos fora da Via Láctea, Lixo espacial e Física de plasma – quarto estado físico da matéria, presente no Sol, por exemplo, mas também não lida com a ocorrência de impactos de asteroides.</p>
<p>De acordo com o professor da UFBA, a Meteorítica, ciência que estuda os meteoritos e outros materiais extraterrestres, que ajudam a compreender a origem e história do sistema solar, ainda não tinha se constituído e a maioria dos cientistas não acreditavam na existência de rochas vindas do espaço. &#8220;As perspectivas levantadas na descoberta do Bendegó era de que havia uma valiosa jazida de minério de ferro&#8221;, afirma p pesquisador da UFBA.</p>
<p>O primeiro contato do professor Wilton Carvalho com a &#8220;Pedra de Bendegó” foi em 1888, em uma visita ao museu que hoje o abriga. A experiência aconteceu sete anos antes de Bendegó ter sido reconhecido como um provável meteorito, através de comunicado escrito pelo inglês Aristides Franklin Mornay, à Sociedade Real de Londres.</p>
<p><em>*Edvan Lessa é estudante de Jornalismo da Facom-UFBA e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</em></p>
<p><em>**Nádia Conceição é jornalista e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=12232&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/mitos-e-verdades-sobre-meteoritos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pedras extraterrestres na Terra</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/pedras-extraterrestres-na-terra/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/pedras-extraterrestres-na-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 18:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Bendegó]]></category>
		<category><![CDATA[Edvan Lessa]]></category>
		<category><![CDATA[meteoros]]></category>
		<category><![CDATA[meteritos]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[Wilton Carvalho UFBA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=12224</guid>
		<description><![CDATA[A humanidade vive um clima de insegurança por causa das notícias de quedas de objetos extraterrestres em diversos lugares do planeta. Especialistas asseguram que as chances de um meteorito cair são remotas. E mesmo com algumas incidências fora do país eles podem tombar em qualquer lugar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A raça humana não quer acabar como os dinossauros, provavelmente extintos por objetos vindos de fora do planeta, e se mantém na vanguarda do improvável. Uma arma de <em>paint ball</em> para lançar tinta de cor clara sobre um asteroide  - e fazer com que a incidência de fótons, partículas de luz, desviasse sua rota &#8211; seria no mínimo eficiente para prevenir quedas de corpos extraterrestres, não fosse uma tentativa à longo prazo. A ideia é de Sung Wook Paek, premiado em concurso interno do Massachusetts Institute of Technology (<a href="http://www.mit.edu/">MIT</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #339966;">+ METEORÍTICA</span></strong></p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/mitos-e-verdades-sobre-meteoritos/" target="_blank"><strong><span style="color: #339966;">Mitos e verdades sobre meteoritos</span></strong></a></p>
<p>Cerca de 40 toneladas de pó cósmico se chocam com a Terra todos os dias, segundo declarou Alberto Veloso, geofísico da Universidade de Brasília. Mas ainda segundo o especialista, essas partículas são perigosas quando superam os 50 metros. Ainda assim, para evitar que mais pedregulhos caiam de surpresa, o NEOSSat foi colocado a 800 km do planeta, no dia 25 de fevereiro. O satélite canadense do tamanho de uma maleta é uma espécie de sensor alerta para a Terra, já que o nosso escudo, a atmosfera, não nos protege de todos os meteoritos que “vem do céu”.</p>
<p>A humanidade vive um clima de insegurança por causa das notícias de quedas de objetos extraterrestres em diversos lugares do planeta. Não é comum, porém, que as pessoas compreendam o nível de risco existente quando um objeto desaba do espaço. Afinal, estamos em perigo? A chuva de meteoritos que deixou mais de mil pessoas feridas na cidade industrial de Cheliabinsk, região russa dos Urais, estimulou a pesquisa espacial, mas aflorou os ânimos da comunidade leiga.</p>
<p>Especialistas asseguram que as chances de um meteorito cair são remotas. E mesmo com algumas incidências fora do país eles podem tombar em qualquer lugar. De acordo com o professor <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=P5640495">Wilton Pinto de Carvalho</a>, do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (<a href="https://www.ufba.br/">UFBA</a>), no Brasil, Minas Gerais é o estado onde foi registrada a maior quantidade de meteoritos. “Mas isso não significa que [lá] seja mais propenso a cair meteoritos. As descobertas aumentam graças ao conhecimento de que as rochas encontradas têm valor científico”, esclarece.</p>
<p>Outros estados não se dedicam a estudar os materiais que caem do espaço com o mesmo empenho que o estado mineiro o faz. “Eu atribuo isso à falta de educação básica; de educação formal. Nos Estados Unidos, na Austrália e Europa esses fenômenos são divulgados e mais meteoritos chegam às instituições. O <a href="http://www.meteoritos.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=category&amp;layout=blog&amp;id=35&amp;Itemid=54">Brasil possui apenas 61 meteoritos</a>, quando deveria ter pelo menos 600”, critica Carvalho.</p>
<p><strong>Impactos de asteroides</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<div id="attachment_12225" class="wp-caption aligncenter" style="width: 566px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/1.png"><img class="size-full wp-image-12225 " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/1.png" alt="" width="556" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem Reprodução. CARTO B</p></div>
<p>O jornal europeu The Guardian e o co-fundador da Vizuality e da CartoDB, empresas especializadas em soluções gráficas para <a href="http://osm2.cartodb.com/tables/2320/public">dados</a> estatísticos, Javier de la Torre, elaboraram um <a href="http://osm2.cartodb.com/tables/2320/public#/map">mapa</a> que identifica os locais onde há maior evidência do impacto de asteroides em todo o globo. De 2300 a.c. até hoje já são mais de 34 mil registros, quase 35. O número, contudo, não inclui as possíveis quedas de meteoritos na água ou em regiões inabitadas.</p>
<div id="attachment_12226" class="wp-caption aligncenter" style="width: 564px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/2.png"><img class="size-full wp-image-12226 " title="2" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/2.png" alt="" width="554" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Reprodução. CARTO B</p></div>
<p>A região do Brasil onde mais houve impacto de asteroides, de acordo com o mapa, é a Sudeste; são pelo menos 25 registros. No estado de Minas Gerais foram divulgados 20 objetos. A região Norte é onde há menor incidência; o único caso catalogado nessa parte do país foi na cidade de Belém, em 1989. Ademais, em toda Bahia, apenas cinco são conhecidos por especialistas. Dentre eles está o meteorito de <a href="http://www.bendego.com.br/pdf/anexos/Anexo_3.5.pdf" target="_blank">Bendegó</a>, o maior achado extraterrestre do país, encontrado por um garoto sertanejo em 1784. O peso da rocha é de 5, 36 toneladas e seu tamanho, 2,15m x 1,5 e 0,65 m.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/04/box_bendengó2.jpg" alt="" width="601" height="527" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-style: italic;">*Edvan Lessa é estudante de Jornalismo da Facom-UFBA e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</span></p>
<p><em>**Nádia Conceição é jornalista e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=12224&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/pedras-extraterrestres-na-terra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“Quando as pessoas vão dar um basta à sociedade capitalista?”, questiona Harvey</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/%e2%80%9cquando-as-pessoas-vao-se-levantar-e-dizer-um-basta-a-sociedade-capitalista%e2%80%9d-questiona-david-harvey/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/%e2%80%9cquando-as-pessoas-vao-se-levantar-e-dizer-um-basta-a-sociedade-capitalista%e2%80%9d-questiona-david-harvey/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 00:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Café Científico]]></category>
		<category><![CDATA[David Harvey]]></category>
		<category><![CDATA[Ítalo Richard]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Marx]]></category>
		<category><![CDATA[marxisimo]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade capitalista]]></category>
		<category><![CDATA[Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[valor de troca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=12246</guid>
		<description><![CDATA[O Café Científico desta terça-feira trouxe a Salvador o geógrafo David Harvey para falar sobre as consequências da crise econômica no mundo e a nova configuração política no Brasil.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As consequências da crise econômica global e da nova configuração política no Brasil e no mundo foram alguns dos pontos tratados no Café Científico da UFBA, que trouxe para Salvador a Conferência internacional <strong>Para ler <em>O Capital</em></strong><em> </em>ministrada pelo professor da The City University of New York e consagrado geógrafo britânico David Harvey, na noite desta terça-feira (26), no salão nobre da Reitoria da UFBA.</p>
<p>O Café Cientifico, promovido em parceria com a Boitempo Editorial e a Fundação Lauro Campos no Brasil, é uma atividade de extensão realizada pela Pró-Reitoria de Extensão Universitária da UFBA, o Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS) e a Livraria Multicampi (LDM). A conferência integra a programação do seminário internacional “MARX: a criação destruidora<strong>”, </strong>cujo objetivo é <strong> </strong>debater a atualidade e a pertinência da produção teórica do filósofo alemão, além de incentivar a popularização da ciência e analisar os seus efeitos imediatos na transformação da sociedade.</p>
<div id="attachment_12258" class="wp-caption aligncenter" style="width: 494px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/david_harvey1.jpg"><img class="size-full wp-image-12258  " title="david_harvey1" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/david_harvey1.jpg" alt="Especialista em Marx realiza palestra no Salão Nobre da Reitoria, em mais uma edição do Café Científico, em Salvador. " width="484" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Alysson Viana Martins</p></div>
<p>Aos 77 anos, o Geólogo e professor de antropologia da Universidade da Cidade de Nova York, David Harvey, contou que começou a ler a teoria Marxista aos 35 anos e cheio de dúvidas. “Comecei a ler Marx porque estava em busca explicações que não encontrava em outros lugares. Estava angustiado quando alguém sugeriu que eu lesse Marx, como sou pesquisador e muito curioso comecei a ler, juntamente com mais 10 pessoas. Formamos um grupo de leitura, lemos ‘O Capital’ durante um ano e não entendemos nada. No ano seguinte reiniciamos a leitura, foi quando passamos a entender alguma coisa”.</p>
<p>O professor contou também que, nos anos 1970, quando iniciou os estudos sobre Marx, quem lia sua obra era tido como “terrorista”. “Eu andava com a minha cópia de ‘O Capital’ embrulhada em um papel”, recordou. À época, David Harvey lecionava Geografia na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, e decidiu iniciar um curso sobre O Capital no campus. Era um tempo em que, segundo ele, “muitos radicais achavam que ler não era algo tão radical”.</p>
<p>De acordo com o professor, “O Capital não é uma teoria sobre o capitalismo enquanto formação social”. Ele explicou que o livro representa uma “teoria sobre a engenharia econômica que comanda o capital”.</p>
<p>Segundo Harvey, O Capital é uma obra de economia política e não existe no livro a preocupação com o detalhamento de particularidades – como os debates sobre o patriarcado, o racismo e a homofobia, mas se atém com mais amplitude ao funcionamento global do sistema capitalista. “A fonte primária de informação utilizada por Marx era a econômica política clássica. Pela leitura crítica dessas teorias, ele chegou à determinação de como as coisas funcionavam”.</p>
<p>Para David Harvey, em O Capital, Marx optou por se debruçar exaustivamente sobre o sistema econômico para facilitar o entendimento sobre seus mecanismos e, consequentemente, embasar ações práticas para sua superação. “Marx descreve tão bem a engenharia econômica do capitalismo para que você saiba o que é ser anti-capitalista através de uma visão profunda sobre o que é o capital e como ele opera. O livro é um projeto político do que é ser anti-capitalista. É uma leitura importantíssima para o momento atual, quando o capital e o capitalismo enfrentam muitos problemas”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_12261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/david_harvey_reitoria.jpg"><img class="size-medium wp-image-12261 " title="david_harvey_reitoria" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/david_harvey_reitoria-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Alysson Viana Martins</p></div>
<p><strong>O fetichismo</strong></p>
<p>Em sua fala, Harvey explicita que uma das principais questões provocadas por Marx em O Capital é a reflexão sobre dinheiro e mercadoria. O pesquisador coloca o problema dentro da dialética a respeito do valor, dividido em duas categorias: valor de uso e valor de troca. “O valor de troca não pode existir sem uma medida. Ele requer algo chamado dinheiro. O que é o dinheiro?”, questionou Harvey.</p>
<p>“A maioria das pessoas lida com dinheiro todos os dias, corre em busca dele, mas mesmo assim, não faz ideia do que é o dinheiro”, criticou. Nesse sentido, o professor sinaliza que o mercado esconde o que está acontecendo com as pessoas ; o dinheiro encobre as verdadeiras relações sociais que estão por trás da mercadoria. “Não sabemos nada do trabalho social presente no <em>commodity</em>. São transformações fetichistas porque mascaram as verdadeiras relações sociais”, disse.</p>
<p>Na concepção de Harvey, quem ler O Capital vai entender como o fetichismo envolvendo o dinheiro e a mercadoria mascaram as relações sociais. “Quando você compra uma casa, você quer morar nela &#8211; aparentemente é uma troca simples e lógica. Mas há muita coisa escondida por trás dela. Você não sabe nada sobre quem construiu aquela casa, nem como ela foi construída, muito menos quais relações sociais e condições econômicas determinaram sua construção. Nesse caso, a casa é apenas um objeto do qual nos apropriamos com um outro objeto chamado dinheiro”, observou.</p>
<p>Para David Harvey, mais importante, ainda, do que “desfetichizar” a mercadoria, é “desfetichizar” o dinheiro. “Marx explica que o dinheiro é uma medida da sociabilidade do trabalho. Mas a sociabilidade do trabalho é uma relação social, e relações sociais são invisíveis e imateriais, portanto, precisam dessa representação material, que é o dinheiro”, comentou.</p>
<p>Para o professor, há uma contradição entre o que o dinheiro representa e o que ele, de fato, é. “O dinheiro nos anima, nos dá uma sensação de poder, mas a sociabilidade do trabalho humano não”, criticou.</p>
<p>O Capital problematiza o sistema capitalista, além de “desfetichizar” as relações envolvendo o valor de troca. “O livro nos provoca uma reflexão política. Devemos construir uma sociedade que se preocupe, prioritariamente, com a disponibilização de valores de uso para a maioria da população, sem colocar os valores de troca como fatores determinantes à produção”, defendeu.</p>
<p>Temos que defender o não crescimento das cidades, pois “uma sociedade que não está crescendo  tende a se tornar uma cidade de crescimento zero e, consequentemente, uma sociedade não capitalista. Dessa forma temos que imaginar e torcer para que a sociedade se levante e diga um basta às sociedades capitalistas”, concluiu Harvey.</p>
<p>O seminário internacional <strong>“MARX: a criação destruidora”, o IV Seminário Margem Esquerda, </strong>também se estende às cidades de São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Recife. Confira a <a href="http://marxcriacaodestruidora.com.br/" target="_blank">programação completa do seminário</a> em todas as cidades.</p>
<p><em>*Nádia Conceição é jornalista, estudante de Produção Cultural da UFBA e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</em></p>
<p><em>* Ítalo Pereira é produtor cultural, estudante de jornalismo da UFBA e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=12246&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/%e2%80%9cquando-as-pessoas-vao-se-levantar-e-dizer-um-basta-a-sociedade-capitalista%e2%80%9d-questiona-david-harvey/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Condições de vida interferem na disseminação da tuberculose</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/condicoes-de-vida-interferem-na-disseminacao-da-tuberculose/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/condicoes-de-vida-interferem-na-disseminacao-da-tuberculose/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 21:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[']]></category>
		<category><![CDATA[dia internacional de combate a tuberculose]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico da tuberculose]]></category>
		<category><![CDATA[ISC UFBA]]></category>
		<category><![CDATA[Nádia Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[Susan Martins UFBA]]></category>
		<category><![CDATA[Tuberculose]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=12178</guid>
		<description><![CDATA[O Brasil está entre os 20 países que apresentam maiores números de casos de tuberculose no mundo. Diagnóstico e tratamento da doença são simples e podem ser acessados gratuitamente nas unidades públicas de saúde, mesmo assim a população carece de informação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo dia 24, será comemorado o dia internacional de controle da tuberculose, doença infecciosa que é transmitida pelo bacilo da tuberculose através da micobactéria tuberculoses, agente da tuberculose. De acordo com a pesquisadora e professora do Instituto de Saúde Coletiva (<a href="http://www.isc.ufba.br/index.php">ISC</a>) da <a href="http://www.ufba.br/">UFBA</a>, <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=W9862">Susan Martins Pereira</a>, que realiza diversas pesquisas sobre a doença, uma pessoa pode se contagiar tendo contato com outra infectada. Indivíduos suscetíveis podem adquirir a doença, inicialmente, sob a forma de uma infecção assintomática, sendo que em alguns casos, no período de dois anos, a doença pode evoluir para um quadro mais amplo.</p>
<p>Por mais antiga que a doença seja e por mais facilidade em diagnosticar e tratar, muitos casos ainda não são diagnosticados precocemente. Em algumas pessoas, o bacilo da tuberculose supera as defesas do sistema imunológico e começa a se multiplicar, resultando na progressão de uma simples infecção por tuberculose para a doença em si. Essa situação pode acontecer logo após a infecção (tuberculose primária), ou vários anos após a infecção (reativação da doença tuberculosa, ou bacilo dormente).</p>
<p>Segundo dados do programa estadual de controle a tuberculose, com o bacilo da tuberculose, apenas cerca de 10% dos indivíduos desenvolvem a doença em algum período da vida; cerca de 5% das pessoas infectadas desenvolverão a doença nos dois primeiros anos, e 5% irão desenvolvê-la ainda mais tarde. No total, aproximadamente 10% dos infectados que possuem um sistema imunológico normal desenvolverão a doença durante a vida.</p>
<p>O Brasil está entre os 20 países que apresentam maiores números de casos de tuberculose no mundo. Segundo Pereira, a incidência de casos é mais comum no ambiente urbano, informação também confirmada na pesquisa do mestrando Carlos Vinicio Erazo Cheza com o tema “Estudo da distribuição das condições de vida em Salvador: uma análise espacial”, e a pesquisa “Distribuição espacial da mortalidade por tuberculose e sua relação com as condições de vida” desenvolvida também no ISC.</p>
<p>O objetivo da pesquisa foi identificar os padrões de distribuição espacial da taxa de incidência da tuberculose, assim como estimar a associação entre as condições de vida das populações e as taxas medias de tuberculose nos bairros de Salvador nos anos 1995-1996 e 2004-2005.</p>
<p>Para Susan, a presença do bacilo, é fundamental para infecção, mas não é o único. A infecção é, muitas vezes, facilitada por características biológicas e sociais. No caso biológico, ”pessoas infectadas com HIV e algumas doenças crônicas como a diabetes têm mais probabilidade de serem contagiadas pela da tuberculose. Já quanto às questões sociais, o favorecimento ao contágio está no ambiente, que se torna mais vulnerável devido à pobreza e a intensa aglomeração pessoas por domicílios e em casa insalubres”, disse.</p>
<p>O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) definiu como prioritárias, para desenvolverem a doença, as populações em situação de rua, as que estão privadas de liberdade, a população indígena e as pessoas que vivem com HIV/AIDS. Em 2011, no âmbito da população privada de liberdade (PPL), a incidência da tuberculose foi de 1.037,7 por grupo de 100 mil pessoas e, na população indígena, de 95,5/100 mil. A coinfecção Tuberculose/HIV, no Brasil, é de 9,9%, mas nos Estados da Região Sul do País é praticamente o dobro (18,6%). Pensando nesse público, o PNCT, juntamente com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, resolveu conduzir um projeto de atividades colaborativas em Tuberculose/HIV na região.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/tuberculose-no-mundo1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12188" title="tuberculose-no-mundo" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/tuberculose-no-mundo1.jpg" alt="" width="601" height="281" /></a></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Casos</span></p>
<p>No Brasil são cerca de 90 mil casos por ano, o que equivale a 70 casos para cada 100 mil habitantes. A incidência maior é entre homens jovens em idade produtiva, a partir dos 15 anos de idade; aos 20 anos a incidência é triplicada.</p>
<p>Na Bahia, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (<a href="http://www.saude.ba.gov.br/">SESAB</a>) e do <a href="http://www.saude.ba.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=597&amp;catid=4&amp;Itemid=19">Programa Estadual de Controle a Tuberculose</a>, foram registrados quase 6 mil casos. De acordo com os últimos casos consolidados do <a href="http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm">Ministério da Saúde</a>, de 2011, a Bahia tem uma taxa de incidência de tuberculose de 37,3 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar de ainda alta, ela é quase a metade do que se encontrava em 1990, quando a medição começou a ser feita.</p>
<p>Nos primeiros meses de 2013, dados divulgados pela Secretaria apontam 3.112 casos de tuberculose; 1.357 casos ocorreram em Salvador, que ocupa a primeira posição em número de casos, seguida de Feira de Santana, com 114 ocorrências. Ilhéus aparece na terceira colocação, com 72 casos de tuberculose. Itabuna aparece em quarto, com 62 notificações. Juntos, os municípios do sul da Bahia registram 230 casos de tuberculose.</p>
<p>Além de Itabuna e Ilhéus, foram feitas notificações em Canavieiras, Coaraci, Ibicaraí, Ubaitaba, Arataca, Buerarema, Almadina. E ainda em Floresta Azul, Gandu, Dário Meira, Ibicuí, Ibirapitanga e Itaju do Colônia e Itajuípe.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong></p>
<p>No diagnóstico laboratorial, 86,7% dos casos pulmonares são diagnosticados por baciloscopia (exame de uma amostra de secreção expelida na tosse, onde é possível identificar se existe a presença do bacilo). Outra forma de diagnóstico é a realização de um raio X do tórax e a cultura. Apenas dois estados do País apresentaram valores inferiores a 80%. A OMS e o Ministério da Saúde recomendam que haja a realização do exame de cultura e do teste de sensibilidade para todos os casos de retratamento, com o objetivo de diagnosticar precocemente a resistência. De 2001 a 2010, a realização de cultura aumentou 156% para os casos de retratamento, sendo 24% superior apenas no último ano.</p>
<p>O percentual de cura dos casos novos bacilíferos de tuberculose pulmonar é o principal indicador utilizado para avaliar as ações de controle da tuberculose nas esferas nacional, estadual e municipal. As metas recomendadas pela OMS são de detectar 70% e curar pelo menos 85% dos casos para começar a reverter a situação da tuberculose em suas localidades, sendo que o abandono não deve ultrapassar 5%. O Brasil detectou 88% dos casos estimados pela <a href="http://www.who.int/en/">OMS</a> para o ano de 2010; porém, o alcance do percentual recomendado pela Organização, para o indicador de cura, ainda se constitui como um desafio. Para atingir tais metas, o Brasil precisa de um incremento de 15% na cura e de uma diminuição de 50% do abandono do tratamento por pacientes com Tuberculose.</p>
<p>O diagnostico tardio, segundo a pesquisadora, se dá pelo fato da tuberculose ser uma doença muito antiga e as pessoas conviverem com ela sem muita tensão e, de certa forma, mesmo com o risco de morte e a probabilidade de cura, muitos casos se tornam graves pela falta dos cuidados iniciais. “Há doenças que causam mais comoção, onde as pessoas se sentem mais ameaçadas ou desprotegidas”.</p>
<div id="attachment_12189" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/pulmoes2.jpg"><img class="size-large wp-image-12189  " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/03/pulmoes2-1024x1004.jpg" alt="" width="518" height="508" /></a><p class="wp-caption-text">O raio-x é uma das formas de diagnosticar a tuberculose.</p></div>
<p>Dessa forma, “a relação da tuberculose com a sociedade não é de medo, porque elas vêm a tuberculose como uma doença tratável e curável. Se o doente realizar o tratamento de seis meses em geral ela tem bom índice de cura. O tratamento para curar a tuberculose é conhecido e eficaz. O medo é mais por questões culturais, a tuberculose é conhecida há muitos anos, Castro Alves morreu de tuberculose, pessoas importantes e poetas morreram por ter essa doença e em uma época onde não havia tratamento”, esclarece a pesquisadora.</p>
<p>Ela afirma, ainda, que o preconceito com relação à palavra tuberculose se mantém, desde a década de 40, mesmo havendo um tratamento que é disponibilizado no sistema público de saúde. “O que leva a persistência e manutenção da doença no nosso meio é que permitem as questões de vulnerabilidade das pessoas, que pode não ter acesso ao sistema de saúde no período adequado e passarem muitos anos sem tratamento e não conseguir ter o diagnóstico nem conter a transmissão da doença”.</p>
<p>A pesquisadora esclarece que o tratamento é padronizado em todo Brasil, feito com 4 drogas durante 6 meses, com uma dose única pela manhã. “É um tratamento relativamente fácil, sendo que o paciente tem um período para que ele possa realmente ser curado”.</p>
<p><strong>Sintomas</strong></p>
<p>É considerado como caso suspeito de tuberculose um indivíduo que apresenta tosse e febre por pelo menos três semanas ou mais. Segundo Pereira, em alguns casos, o paciente não é encaminhado para o tratamento adequado. Os sintomas são confundidos com outras doenças como a gripe, e o médico acaba prescrevendo um tratamento a base de antibióticos. “Nós dizemos que a tuberculose é uma doença insidiosa, pois o que acontece é uma febre vespertina; no outro dia o paciente amanhece bem, mas no outro a febre volta. Os sintomas não são aparentes e, muitas vezes, o paciente procura o médico por conta de uma gripe e nem sempre o médico diagnostica a tuberculose”, explica a pesquisadora.</p>
<p><strong>ISC e programas governamentais</strong></p>
<p>O ISC, segundo a pesquisadora, tenta realizar seus projetos com a parceria do município de Salvador, com o Estado e com o governo Federal para desenvolver ações de controle da tuberculose. “Nossa relação com SESAB é através dos técnicos que participam de nossas reuniões. Com o programa municipal, temos o auxílio quando precisamos implementar um projeto e eles nos ajudam na interlocução com os órgãos de saúde. Nossa intenção é, juntamente com o Ministério da Vigilância e Saúde, unir força e complementando os olhares, o de pesquisador e o de gestor, sobre o mesmo objetivo, que é de controle à tuberculose”.</p>
<p>Através de uma parceria com o Ministério da Saúde será realizado um projeto de avaliação do impacto do Programa Bolsa família, financiado pelo Programa Nacional de Controle a Tuberculose. A partir dele serão analisado os efeitos de programas sociais na mortalidade e na diminuição das internações de pessoas infectadas pela tuberculose. A intenção é explorar como a tuberculose está relacionada às condições sociais.</p>
<p>Outros projetos do grupo de pesquisa do ISC também serviram como norte para as ações do governo, como a aplicação da segunda dose da vacina BCG, que protege crianças do contagio da doença. A pesquisadora afirma que as pesquisas do ISC, realizadas há 10 anos, comprovaram a ineficácia da segunda dose da BCG, que era aplicada como reforço. “Avaliamos o não efeito dela, pois não trazia uma redução na incidência da doença. A partir dessa comprovação, o Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina em todo país”.</p>
<p>Para discutir mais sobre um tema tão importante para a sociedade, o Instituto de Saúde Coletiva (ISC) vai promover entre os dias 24 e 26 de julho, o IV EPTB: IV Encontro de Pesquisa e Inovação em Tuberculose na Bahia. O evento acontece todos os anos e tem como objetivo congregar pesquisadores do Brasil, com convidados internacionais. A abertura será realizada na Reitoria da UFBA. Nos outros dias, também no salão nobre da Reitoria, serão realizados cursos e palestras.</p>
<p><em>*Nádia Conceição é jornalista, estudante de Produção Cultural da UFBA e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=12178&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/condicoes-de-vida-interferem-na-disseminacao-da-tuberculose/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
