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	<title>Ciência e Cultura &#187; Literatura</title>
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		<title>Ciência e Cultura: 9 Livros para ler na quarentena</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 20:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Ciência é uma importante ferramenta para a compreensão do mundo. Por isso, no Dia Mundial do Livro, separamos 9 títulos para ajudar você a entender alguns fenômenos científicos e sociais estudados por diferentes pesquisadores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="docs-internal-guid-a07c05ab-7fff-d3f6-c396-4a435b31c32b" style="text-align: center;" dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-11.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26565" title="Artboard 1" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-11-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr">Hoje, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro. Essa data, que era celebrada inicialmente em homenagem ao autor de Dom Quixote, Miguel Cervantes, ganhou alcance internacional com a oficialização da <a href="https://nacoesunidas.org/agencia/unesco/">Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)</a>, em 1995. E, diante de um dia tão importante e cheio de história como esse, a Agência não poderia deixar de celebrar também, não é mesmo? Então, confira agora nossa indicação de obras de divulgação científica para você ler enquanto #FicaEmCasa ajudando no combate a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).</p>
<p style="text-align: center;" dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-2.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26549" title="Artboard 2" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-2-1024x549.png" alt="" width="582" height="312" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Carl_Sagan_Cosmos_Companhia_das_Letras_21.pdf">Cosmos</a> -</strong> Origem do universo, possibilidade de vida alienígena, quarta dimensão. Estes são só alguns dos assuntos abordados neste livro que deu origem a famosa série televisiva de mesmo nome em 1980. Seu autor Carl Sagan, também conhecido como o pai da divulgação científica, explica, com uma linguagem bastante acessível, sobre o universo, nosso lugar nesse espaço e onde podemos chegar futuramente. É interessante perceber também a forma como Sagan aborda os saberes científicos sem subjugar os mitos antigos criados por diferentes culturas no mundo. Cosmos é com certeza um belo exemplo de divulgação científica. É uma obra completa para negacionista nenhum botar defeito!</p>
<p style="text-align: center;" dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-3.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26554" title="Artboard 3" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-3-1024x549.png" alt="" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>A Dança do Universo: dos Mitos de Criação ao Big-Bang -</strong> Apesar de diversas teorias existentes, a origem de tudo ainda é um grande mistério para a humanidade. Então por que não explorar também as diferentes conjecturas sobre a cosmologia geradas através dos séculos? É com essa proposta que o astrofísico brasileiro, Marcelo Gleiser, busca fazer um paralelo entre a história da Física e da Astronomia com as diversas mitologias religiosas antigas e, como cada uma delas procuram, ao seu modo, responder às inquietações humanas acerca da criação do universo.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-4.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26557" title="Artboard 4" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-4-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>Lab Girl: a Jornada de Uma Cientista Entre Plantas e Paixões -</strong> Já pensou em tentar olhar para a ciência a partir da visão de uma cientista apaixonada pelo que faz? Neste livro autobiográfico, a geobióloga Hope Jahren conta sobre sua própria trajetória de vida que perpassa tanto pelo enfrentamento do machismo existentes nos laboratórios, como também pela incrível experiência da descoberta, conhecimento e amor pelas pesquisas sobre a natureza. É unindo escrita literária e estudos científicos que Jahren expressa a razão e emoção que representa sua vida e sua paixão pela ciência botânica.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-7.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26558" title="Artboard 7" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-7-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>As Cientistas -</strong> Hipátia de Alexandria, Mae Jemison, Ada Lovelace, Annie Easley, Wang Zhenyi. Mulheres podem fazer ciência sim, isso é fato! Mas que tal aprender mais sobre a história dessas mulheres incríveis que revolucionaram pesquisas de sua época e trouxeram contribuições até para os dias atuais? Neste livro, a escritora apaixonada por literatura científica e feminista, Rachel Ignotofsky, traz detalhes e dados super interessantes (acompanhadas por ilustrações e infográficos incríveis!) sobre essas mulheres inspiradoras que ajudaram a abrir os caminhos para nossas cientistas do século XXI.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-5.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26559" title="Artboard 5" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-5-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>50 Ideias de Física Quântica Que Você Precisa Conhecer -</strong> Em meados do século XX, cientistas descobriram que o universo das partículas atômicas é uma verdadeira &#8220;terra sem lei&#8221;, onde as regras da física macroscópica (como as famosas Leis de Newton por exemplo) não podem ser aplicadas e quem reina na verdade é a tal da probabilidade. Isso parece confuso ou assustador para você? Então calma! A astrofísica Joanne Baker explica direitinho para gente sobre esse lado estranho e diferentão do universo em escala atômica e molecular.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-6.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26560" title="Artboard 6" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-6-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>O Andar do Bêbado: Como o Acaso Determina Nossas Vidas -</strong> Você se sente bastante confortável ao saber que o mundo segue um rigoroso padrão matemático e que está tudo exatamente sobre controle? Sinto muito em abalar esse seu frágil mundinho, mas as coisas podem ser mais aleatórias do que imaginamos. Ou pelo menos é o que diz o físico Leonard Mlodinow, que esteve também ao lado de Stephen Hawking na criação de &#8220;A Brevíssima História do Tempo&#8221;. Em seu livro, Mlodinow busca mostrar que sim, os acontecimentos podem ser tão incertos como um caminhar de um bêbado e não, não estamos prontos para lidar com toda essa aleatoriedade. Segundo o autor, não percebemos toda essa inconstância do universo porque nossos processos cerebrais têm dificuldade em trabalhar com o acaso.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-8.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26561" title="Artboard 8" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-8-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>O Que é Interseccionalidade? -</strong> no livro que integra a coleção Feminismos Plurais, coordenado pela filósofa e escritora Djamila Ribeiro, a pesquisadora baiana de estudos feministas, Karla Akotirene, explica para gente o que é afinal essa tal de Interseccionalidade, e como esse conceito pode ser a chave para explicar a opressão sofrida por mulheres negras em uma sociedade patriarcal cis-heteronormativa branca.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-9.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26562" title="Artboard 9" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-9-1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>Quando Me Descobri Negra -</strong> Ao que parece de início se tratar apenas da história da jornalista e mestre em educação, Bianca Santana, na verdade representa a história de muitos brasileiros e brasileiras que vivem na pele as terríveis marcas do racismo velado. Cada linha dessa narrativa aborda desde a sobrevivência, numa realidade onde o tom da pele é sentença, o quão doloroso pode ser o processo de se autodescobrir enquanto pessoa negra, mas também como essa descoberta da própria identidade é o caminho para a própria liberdade. Ah, vale destacar que as ilustrações do livro, feitas por  Mateu Velasco, levaram o prêmio Jabuti em 2016!</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-10-.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26563" title="Artboard 10" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/04/Artboard-10--1024x549.png" alt="" width="640" height="343" /></a></p>
<p><strong>Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva -</strong> Os séculos XVI até o XVIII foram marcados pela terrível &#8220;caça as bruxas&#8221;, em que milhares de mulheres foram perseguidas, torturadas e executadas pela Inquisição sob acusação de bruxaria. Na mesma época, o sistema capitalista começa a dar seus primeiros sinais de vida. Mas o que um acontecimento tem a ver com outro? Quem explica é a filósofa e professora acadêmica Silvia Federici que, com base nos estudos da socióloga feminista Leopoldina Fortunati, descreve para gente como o crescimento do capitalismo apoderou-se do controle da mulher sobre seu próprio corpo, e como isso as condenou ao trabalho reprodutivo e deu origem à nova divisão sexual do trabalho e ao fortalecimento do sistema opressor patriarcal.</p>
<p><em>*Estudante do curso de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da  UFBA e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura</em></p>
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		<title>Rayane Leão:“Sou uma mulher negra e também posso ser escritora”</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 05:38:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Durante o Flin 2019, poetas afro-brasileiras, destaques da literatura nacional, apresentaram suas trajetórias e discutiram sobre as lutas e conquistas da mulher negra no meio literário ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_26224" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7096.png"><img class="size-large wp-image-26224  " title="DSC_7096" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7096-1024x699.png" alt="" width="518" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Há 160 anos, a escritora e poeta maranhense, Maria Firmina dos Reis, fazia história ao lançar o primeiro romance escrito por uma mulher e o primeiro do gênero abolicionista no Brasil, além de ser pioneira dentre as escritoras negras em toda América Latina. Mesmo diante de seu pioneirismo e da publicação de tantos romances, contos e poemas com grande aclamação do público, ainda assim boa parte da trajetória da autora permanece apagada da história.</p>
<p dir="ltr">Hoje, mais de um século depois do lançamento de <a href="https://cadernosdomundointeiro.com.br/pdf/Ursula-2a-edicao-Cadernos-do-Mundo-Inteiro.pdf">Úrsula</a>, seu romance de maior sucesso, escritoras negras ainda enfrentam com o preconceito e a discriminação ao buscarem espaço e reconhecimento na literatura nacional. Porém, diferente dos tempos de Firmina, as obras de escritoras afro-brasileiras vêm, aos poucos, se fortalecendo através da representatividade de autoras que estão conseguindo se tornar referência literária e, deste modo, buscando integrar outras escritoras.</p>
<p dir="ltr">Dentre a geração de escritoras poetas que estão sacudindo o cenário da literatura brasileira e internacional, nomes como Ryane Leão, Mel Duarte e Lívia Natália têm ganhado grande destaque. As três estiveram presentes no <a href="http://www.flin.ba.gov.br/">I Festival Literário Nacional: Diversas Leituras &amp; Novos Caminhos (Flin)</a>, onde trocaram ideias, experiências e afeto com o público durante a mesa <strong>Linhas de Afeto na Zona de Batalha Zeferina</strong>, mediada pela jornalista e apresentadora Flávia Oliveira. O evento foi realizado no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras &#8211; um dos bairros com a maior população negra de Salvador &#8211; e que abrange uma grande concentração de escolas públicas e de diversidade cultural.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26240" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_71102.png" target="_blank"><img class="size-large wp-image-26240   " title="DSC_7110" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_71102-1024x716.png" alt="" width="518" height="362" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Afetos e resistência -</strong> Como a relação entre autoestima, afetos e autocuidado impactam a formação das relações amorosas de mulheres negras? É diante de questões como essa que a poeta soteropolitana e filha de Osun, <a href="http://lattes.cnpq.br/2528662239547111">Lívia Natália</a>, decidiu romper com estereótipos e mostrar que sim, mulheres negras também podem amar, ser amadas e falar de amor. Foi abordando o tema com lirismo em sua obra <a href="https://www.editoramale.com/product-page/dia-bonito-pra-chover">Dia Bonito pra Chover (Editora Malê, 2017)</a>, que a autora ganhou o <em>Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) 2017</em>, na categoria melhor livro de poesia.</p>
<p dir="ltr">“Esse é um livro no qual eu me propus a falar de amor. Eu fui criada dentro de uma estrutura afetiva em que o amor não era algo que pudesse pôr em prática”, relatou Lívia ao público da Flin. A poeta falou ainda a respeito da representação da expressão do afeto para a população negra e a importância de abordar o assunto em suas obras. &#8220;Quando a gente está pensando em afeto de pessoas negras, pensamos, antes de tudo, em sobrevivência, e não nessa palavra que o branco inventou para enfeitar o nosso sofrimento, que é ‘resiliência’. A gente está falando da nossa dor cotidiana de, por exemplo, se sustentar diante do espelho&#8221;.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26225" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7112.png" target="_blank"><img class="size-large wp-image-26225    " title="DSC_7112" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7112-1024x684.png" alt="" width="576" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">“Nós, mulheres negras, estamos tendo que repensar o tempo inteiro a cena do afeto, porque parece que isso que colocaram o nome de amor não foi feito para a gente”, afirmou Lívia Natália / Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Desde o lançamento de <em>Água Negra (Caramurê, 2010)</em>, a escritora vem ganhando notoriedade, tanto na literatura baiana, como na nacional e internacional. A escritora conta que ter conquistado o Prêmio Banco Capital de Poesia nessa época despertou um maior interesse do público pelas suas obras, que veio a se repetir em 2016, mas, desta vez, devido a um episódio de censura ao seu poema Quadrilha, vencedor do projeto Poesia nas Ruas, realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Os versos de Lívia que haviam sido colocados nos outdoors de Ilhéus, faziam referência ao genocídio da população negra pela Polícia Militar. No entanto, a tentativa de calar sua voz contribuiu, de certa forma, para que seus poemas tivessem mais visibilidade e alcançasse território internacional, chegando às livrarias de Portugal por meio do livro <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14070">É Agora Como Nunca &#8211; Antologia Incompleta da Poesia Contemporânea Brasileira (Cia. das Letras, 2017)</a>, que reuniu a obra de outros 40 poetas selecionados pela artista Adriana Calcanhoto.</p>
<p dir="ltr">No entanto, mesmo diante da conquista de prêmios e de visibilidade, para Lívia Natália se assumir como escritora não foi tarefa fácil. “Para eu sair do armário e dizer ‘eu sou poeta’, foi muito difícil”, contou. Foi só após perceber que se tornar referência literária poderia transformar não só sua vida, mas de outras mulheres negras, que ela declarou-se. “Eu não tive Lívia Natália, não tive Mel [Duarte], não tive Ryane [Leão], não tive Conceição [Evaristo]. Então eu lia os autores brancos e dizia que aquilo era literatura e a gente teria que caber dentro daquilo. Só que a gente não cabia dentro daquilo”.</p>
<p dir="ltr">Desta forma, ela ressalta que a grande veiculação da obra de artistas afro-brasileiros significa também a circulação de representatividade para a população negra nos meios artísticos e literários. Contudo, apesar do sucesso de suas publicações, Lívia Natália ainda busca tornar suas obras mais acessíveis para o público. “São seis livros e eu nunca paguei para publicar. Isso significa que existe sim uma cadeia produtiva de literatura negra, que é de pequeno e médio porte. No entanto, existe uma vontade de que a minha literatura circule o máximo sem fronteiras possíveis”. Dos projetos pensados por Lívia, a obra <a href="https://caramure.com.br/produto/agua-negra-e-outras-aguas/">Águas Negras e Outras Águas (Caramurê, 2017)</a> já está sendo traduzida para o inglês é será lançada nos Estados Unidos e a autora pretende criar um site para ter seus livros vendidos por preços mais acessíveis.</p>
<p dir="ltr"><strong>Entre descobertas e cura -</strong> Assumir-se como artista também foi um grande desafio para <a href="https://www.instagram.com/ondejazzmeucoracao/?hl=pt-br">Ryane Leão</a>. “Essa questão de se dizer poeta também atravessa muitas questões de autoestima”, declarou. Ela que hoje produz seus trabalhos a partir de temas como autoamor, identidade e cura, relembrou durante os diálogos no Flin sobre como precisou passar pela autodescoberta e processos de cura para aceitar-se enquanto artista. E foi assistindo a apresentação poética de outras artistas negras da periferia que a autora do recém lançado <a href="https://www.amazon.com.br/Jamais-pe%C3%A7o-desculpas-por-derramar/dp/8542217721/ref=mp_s_a_1_2?keywords=ryane+leao&amp;qid=1571693382&amp;sr=8-2">Jamais Peço Desculpas Por Me Derramar (ed. Planeta, 2019)</a>, percebeu que poderia fazer literatura também. “Quando eu vi uma mulher negra declamar, tudo mudou, por dentro e por fora. Porque eu vi que também podia fazer aquilo”, relatou.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26226" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7143.png"><img class="size-large wp-image-26226  " title="DSC_7143" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7143-1024x684.png" alt="" width="576" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">“A partir do momento que eu fui conhecendo essas referências negras, eu fui pensando ‘eu sou uma mulher negra e eu também posso ser escritora’”, declarou Ryane Leão / Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Ryane relembrou durante o evento, o início de sua experiência literária marcada por autores dos quais não se identificava e abordavam um universo distante do seu. Isso, segundo ela, impactou durante muito tempo a sua própria compreensão acerca do que é literatura. “Eu queria conseguir falar, contar a minha história e legitimar como algo importante. Porque toda história é importante, mas desde pequena eu sempre ouvia que a minha não era porque ela não cabia naquela literatura que me era apresentada”, contou.</p>
<p dir="ltr">Diferente da trajetória de muitas escritoras negras no Brasil, Ryane se considera “um ponto fora da curva&#8221;. Sua carreira literária, que começou há cerca de três anos com o grande incentivo de artistas da periferia, encontrou suporte logo de início com uma das grandes editoras que na época passaram a ter mais interesse em publicar obras de autoras negras. “A editora Planeta me chamou em 2017 porque eles estavam interessados em mulheres que escrevessem sobre ancestralidade, processo de cura e autoamor, que eram coisas das quais eu já escrevia&#8221;, lembrou Ryane.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">No entanto, a segurança como escritora veio com o segundo livro, lançado agora no mês de novembro. “No primeiro livro eu me sentia uma aposta da editora. No segundo eu já estava lá, então eu já me senti mais à vontade para falar de Candomblé, de Iansã e de afeto, já que eu estava inclusive com outra impressão de mim”, revela.</p>
<p dir="ltr"><strong>Literatura do Slam -</strong> Assim como Ryane, <a href="https://www.melduartepoesia.com.br/">Mel Duarte</a> é justamente dessa leva de escritoras poetas que iniciaram carreira no <em>Slam.</em> Suas obras trazem ao grande público um pouco do artivismo que permeia as batalhas de poesias da qual faz parte. <a href="https://issuu.com/melduartepoesia/docs/fragmentos_dispersos">Fragmentos Dispersos</a> foi seu primeiro livro, lançado de forma independente com o apoio de outros artistas. Apesar da bagagem que a escritora já possuía com as produções literárias dos saraus e <em>slams</em>, esta foi sua primeira experiência com publicações. “Eu não tinha noção que eu podia escolher o papel, não sabia que tinha tantas fontes, não sabia que tinha tamanhos específicos. Eu não tinha noção nenhuma de que o livro podia ser um universo que eu poderia construir e escolher como eu queria apresentar”, disse.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26227" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7157.png"><img class="size-large wp-image-26227   " title="DSC_7157" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/DSC_7157-1024x681.png" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">“A partir do momento em que você tem um livro, tem um trabalho impresso, é como um cartão de visitas, ele te apresenta e te representa de uma outra forma”, disse Mel Duarte / Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Foi com sua segunda obra, <a href="http://www.editorasubsolo.com.br/poesia/negra-nua-crua/">Negra Nua Crua (Editora Ijumaa, 2016)</a>, que a poeta teve maior consolidação nas publicações literárias, tendo inclusive seu livro traduzido para o espanhol ano passado. “Eu fui convidada para ir à Espanha lançar meu livro em Madrid, por uma editora de lá que entendeu que faltavam mais narrativas negras. Eles queriam contemplar autores brasileiros, o que eu achei incrível, porque eu nunca imaginei que os meus poemas pudessem ser traduzidos, o que dirá ser lançado em um outro país”, contou Mel.</p>
<p dir="ltr">Agora, com o lançamento de <a href="https://www.melduartepoesia.com.br/online-store/Querem-Nos-Calar-p144687259">Querem nos calar: Poemas Para Serem Lidos em Voz Alta (Planeta, 2019)</a>, organizado em parceria com a artista <a href="https://www.instagram.com/lela.brandao/?hl=pt-br">Lela Brandão</a> e prefácio de <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4796341Z8&amp;tokenCaptchar=03AOLTBLQrSkibXXp-emW1cVnr0oJS5ReazHZOQL8mRzAos6pfFTLSXzG_qCwhjJbu1BWMa6IGdmqIamt-aFAwP6WmWBmrP_uRP71wS3o3WNDhvFMZMgqzSVLf7i5NGOXJpsEgULfyldWyIiQriuLf4n8Yj4v2dWzNT3UftvvhGE94dJcfhah0t_rtYunClN8-6RgRCnFfUhgSkTyyLdNfTWHXmGhzg0t9kpDpLQg80GPeAxE54gmDDNDWZltIwUopTGhsSlBdBINpEHJS1E3Qk_s5duGHhxF3qray7RHfa43m46zIEVUVDSraA832zA1F0_NSwGvxVd7vZSFL1RWxutGJ0nIG58K3SuV0hFgHESfIsPiGjvYxTe53V4uqmG3hl0dV3E4FgMPsStcpdCHNkfTMgcFS0oJg6w0I6Hrdn5U2rNzjcUbNthCvP5hVwmeY--0rfm0m9zyirueBt7_Hg5pfW8neX-niC1IV030sTeIpQJ2hlDNkWUz57KRowSlaSb8Ffk4P3Swr">Conceição Evaristo</a>, Mel Duarte pode dar visibilidade para a obra de outras escritoras negras, convidando mais 15 <em>slammers</em> das cinco regiões do Brasil, para publicar suas produções artísticas. “Infelizmente ainda é um pouco, mas eu fico muito feliz de poder indicar 15 nomes.Isso faz muito diferença”. Ela ainda pretende produzir mais trabalhos como esse. “A gente pode trazer ainda mais, porque hoje tem muitas mulheres em todos os lugares do Brasil produzindo poesia, produzindo literatura de qualidade. Só falta as editoras enxergarem isso”, ressaltou.</p>
<p dir="ltr"><em>*Estudante do curso de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da UFBA e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura</em></p>
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		<title>VIII Seminário Internacional e XVII Seminário Nacional Mulher e Literatura</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Sep 2017 00:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O evento, que é organizado pelo GT da ANPOLL A Mulher na Literatura, pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com outras instituições de ensino universitário da Bahia, terá como tema “Mulher e Literatura: transgressões, descentramentos, subversão”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><span style="font-size: 16px;"></p>
<div id="attachment_22436" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/09/cartaz_mulher_literatura1-01-Cópia-2.jpg"><img class="size-large wp-image-22436 " title="Imagem reprodução " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/09/cartaz_mulher_literatura1-01-Cópia-2-724x1024.jpg" alt="" width="576" height="815" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem reprodução </p></div>
<p>O VIII Seminário Internacional e XVII Seminário Nacional Mulher e Literatura, organizado pelo GT da ANPOLL A Mulher na Literatura, pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com outras instituições de ensino universitário da Bahia, terá como tema “Mulher e Literatura: transgressões, descentramentos, subversão”.</p>
<p></span></div>
<p>O evento será realizado nos dias 17 a 20 de setembro de 2017, no Campus Universitário de Ondina. Todas as informações relativas à organização e às inscrições podem ser adquiridas por meio do sítio eletrônico ou através do e-mail , através do qual poderá entrar em contato com a Secretaria do evento.</p>
<p><strong>Serviço: </strong></p>
<p><strong>O quê:</strong> VIII Seminário Internacional e XVII Seminário Nacional Mulher e Literatura</p>
<p><strong>Quando</strong>: 17 a 20 de setembro de 2017</p>
<p><strong>Onde</strong>: Campus Universitário da UFBA &#8211; Ondina</p>
<p><strong>Inscrições:</strong> mulhereliteratura2017@gmail.com</p>
<p><strong>Mais informações: </strong>http://www.mulhereliteratura2017.ufba.br</p>
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		<title>André Betonnasi</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jun 2017 19:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[andré betonnasi]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[REBECA ALMEIDA]]></category>

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		<description><![CDATA[“2017 será o ano das histórias em quadrinhos no Brasil”, é o que muitos estão dizendo baseado em dois acontecimentos que marcaram o cenário de HQs neste ano. O primeiro será a 10ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), o mais importante evento do gênero da América Latina. O segundo é a inclusão da categoria História em Quadrinhos no prêmio Jabuti, principal prêmio literário do país. Tal inclusão aconteceu através de mobilização nas redes sociais e um abaixo assinado online que contou com mais de duas mil assinaturas.

Tendo em vista esse crescente interesse pelas histórias em quadrinhos, a Agência de Notícias conversou com André Betonnasi, professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e pesquisador na área de Comunicação e Cultura, com ênfase nos aspectos narrativos das histórias em quadrinhos. Atualmente coordenador do curso de Design da UNEB, ele foi um dos fundadores da revista Tudo com Farinha e coordenou o Z! - Laboratório de Quadrinhos e Ilustrações da UNEB de 2009 a  2016.

É doutor e mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e graduado em Desenho Industrial - Programação Visual pela Uneb.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-3daeb8fa-8e4f-2b7c-daff-da0528675757"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: O que é uma “história em quadrinhos”?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi: </strong>Em linhas gerais eu gosto da definição do Scott McCloud em Desvendando os Quadrinhos, que mais ou menos diz que HQ&#8217;s são justaposição e sobreposição de imagens e textos sequenciais que servem para contar um história, uma narrativa. Para quem busca se aprofundar no conceito, sugiro que dê uma olhada nesse livro, pois acho que é por aí. Também tem o conceito do Will Eisner, no livro Quadrinhos e Arte Sequencial que é bem interessante e também estou de acordo com as ideias que aparecem lá.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Sobre o quadrinho como “linguagem”, porque tem havido um interesse maior em se estudar quadrinho atualmente?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> A gente já têm uma tradição de pesquisa, de trabalho de quadrinhos no Brasil, que começa na década de 70 com o Waldomiro Vergueiro, com a professora Sônia Luyten, e outros. Já do ponto de vista mundial, na área acadêmica começa da década de 60. Principalmente pela tradição francesa. Até onde eu consegui levantar para as minhas pesquisas, no Brasil eles começam mais ou menos na década de 70, existem alguns pioneiros na USP, na ECA &#8211; Escola de Comunicações e Artes e também em alguns outros pontos também do país. O movimento na ECA é um movimento muito forte, tem a Jornada Internacional de Histórias em Quadrinhos, que acontece de dois em dois anos, onde se encontra pesquisadores de todo país e de outros países.</p>
<p dir="ltr">Existe um grupo de professores que iniciaram esse trabalho no Brasil e que ajudaram a quebrar o preconceito, a barreira da pesquisa acadêmica sobre os quadrinhos no Brasil. Só para você ter ideia, a ECA foi pioneira mas enfrentou vários obstáculos, no campo das artes e da comunicação, eles tiveram que lutar muito para poder convencer os pares, os colegas, que as histórias em quadrinhos têm o seu valor, digamos assim, de análise, de pesquisa.</p>
<p dir="ltr">Aqui [na UNEB], nós temos a Iniciação Científica que eu estou atualmente com três pesquisadores que irão trabalhar com Histórias em Quadrinhos. Nós temos um grupo de pesquisa de Design, arte e tecnologia. Temos também uma linha de pesquisa que trabalha com Cultura pop e dentro dessa linha de pesquisa e, dentro dele, um grupo que se dedica a pesquisar e trabalhar as histórias em quadrinhos. Eu já faço isso já há uns cinco anos. Desse grupo já temos um mestre, que fez mestrado na Facom, o Danilo Bittencourt. Temos uma aluna que está também fazendo mestrado na área de Sistemas de Informação, participa ativamente do nosso grupo, que se encontra de quinze em quinze dias. Então, uma iniciação científica, que na época que eu era estudante estava começando ainda na UNEB, na década de 90. Então hoje, nós temos a possibilidade de não só desenvolver pesquisas científicas de um modo geral, no nível da graduação, mas a possibilidade de pesquisar quadrinhos, então o estranhamento que alguns desses pioneiros enfrentaram no começo eu acho que ele já foi mais diluído. Isso do ponto de vista da pesquisa.</p>
<p dir="ltr">E aí claro, a questão de uma certa popularização dos quadrinhos pelo cinema, eu diria nos últimos anos, ajuda também a terem interessados em pesquisar quadrinhos. Por exemplo, esse aluno que defendeu ontem, ele é um consumidor de quadrinhos, mas ele aproveitou todo esse “boom” dos filmes baseados em quadrinhos, que é praticamente um gênero, se a gente parar pra pensar hoje em dia, assim como western já foi, assim como com os musicais… esse é um gênero que tá ainda muito ativo, toda hora aparece um filme novo, e aí, ele fez uma comparação muito interessante de um filme do final da década de 80 para um filme um pouco mais recente, que é o Sin City, que também conseguiu um público, uma crítica positiva.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Como o senhor percebe a relação entre a universidade e os quadrinhos?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> Eu acho que tem melhorado da minha época pra cá. Porque, na época que tudo começou, foi um trabalho em sala de aula, na disciplina Psicologia da Comunicação, quem dava essa disciplina era a professora Isa Trigo, que atualmente é a coordenadora da Assessoria de Cultura da UNEB &#8211; ASCULT. Foi uma iniciativa pioneira dela, porque ela percebeu ao longo do semestre que alguns alunos ficavam desenhando, ficavam desenvolvendo trabalhos de quadrinhos, caricaturas. Então ela acabou organizando nessa perspectiva de a gente fazer inicialmente uma fanzine. A proposta para a gente, nós como alunos, era fazer um fanzine, como uma atividade inclusive da disciplina, mas ela levou isso mais adiante, conseguiu recursos junto à reitoria na época e tudo mais. Foi interessante porque nós aprendemos para trabalhar com editoração.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Em que ano?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> Em 1994. Quando saiu a primeira Tudo com Farinha. Então, era uma época em que a gente tinha um apoio meio que “selvagem”, meio que informal, porque a gente tinha que correr atrás mesmo sem saber como conseguir. Depois, passado alguns anos, eu continuei trabalhando nos projetos, mestrado e doutorado na Facom, na UFBA, sobre quadrinhos, mangás. E voltei em 2009 como professor. Foi aí que surgiu o convite do professor Alan Sampaio para coordenar o Z! e eu percebi que já tinha uma estrutura, inclusive melhor, para que a gente pudesse desenvolver projetos aqui pela universidade. Todo o laboratório é financiado pelo departamento de Ciências Exatas. Então a estrutura física, não só a questão da sala, mas os equipamentos e etc e tal, nós temos o apoio total do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET-I). Também temos editais e monitores remunerados. Isso sem contar os colaboradores, os simpatizantes do Laboratório de Quadrinhos. Então eu penso que do ponto de vista da organização da estrutura, nós temos um apoio instituído pela universidade. Considerando a UNEB pioneira em dar esse apoio, desde lá da década de 90, eu posso resumir para você e dizer que melhorou.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Gostaria de saber como surgiu o Z! &#8211; Laboratório de Quadrinhos da UNEB? Qual a proposta dele?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> O Laboratório surgiu em 2009 através de um projeto de extensão, foi coordenado pelo professor Alan Sampaio, só que um pouco depois ele teve que se afastar para fazer doutorado. Em 2009 eu estava entrando na UNEB como professor e ele me convidou para assumir a coordenação do Laboratório. Na década de 90 eu era um dos fundadores da revista Tudo Com Farinha. Isso gerou uma tradição. Então em 2009 nós seguimos com o Laboratório de Quadrinhos e Ilustrações da UNEB. Ao longo dos anos nós desenvolvemos várias atividades, um quadrinho chamado Z, workshops, palestras&#8230; Recentemente estamos com uma exposição aqui na biblioteca da UNEB, para homenagear os 23 anos da revista Tudo com Farinha e o cartunista Antônio Cedraz, talvez o mais conhecido da Bahia, e que sempre teve uma atuação constante nas ações de quadrinhos daqui da universidade. Na exposição há trabalhos antigos e alguns trabalhos recentes dos alunos que desenvolveram essa atividade com o professor Alan Sampaio. No momento o professor Alan está mais engajado com as atividades do laboratório, além de está desenvolvendo uma revista em quadrinhos, porque eu assumi recentemente a coordenação do curso de Design. Já temos a boneca, o trabalho foi desenvolvido com alunos e com outros colaboradores e até o final do ano, possivelmente, estaremos lançando essa publicação.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Qual o nome da revista?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> MarteSSA. É um apanhado de ilustrações, quadrinhos, ensaios de textos… É um trabalho muito legal. O professor Alan está com uma proposta de fazer duas edições porque a quantidade de material que ele conseguiu desenvolver com essa turma foi uma quantidade considerável, então é possível ter duas edições dessa revista.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Como o senhor analisa essas adaptações dos quadrinhos para o cinema?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> Olha, falando como fã, algumas são boas outras são… [risos]. Mas é normal, quando você tem um tipo de filme que acaba se tornando muito popular em termos de público, você começa a ter boas produções e produções realmente questionáveis. Mesmo assim é tudo válido, eu acho que isso inclusive ajuda a alimentar o público das histórias em quadrinhos. Então, as pessoas que consomem cinema não são necessariamente as pessoas que consomem quadrinho mas ao ter, digamos, o primeiro contato com o universo dos quadrinhos pelo cinema, é possível que essas pessoas procurem consumir quadrinhos também para poder ter um pouco mais de aprofundamento, detalhamento, daquele universo que elas tiveram acesso através de um filme.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: O público de quadrinhos de Salvador tem aumentado?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi</strong>: Eu acho que sim. É um público que vem crescendo até porque a variedade de temas abordados está cada vez maior. Você têm não só o público infanto-juvenil, as pessoas pensam que o quadrinho está muito ligado ao público infanto-juvenil, ainda é um público muito representativo e importante, mas têm outros. E aí você percebe que em Salvador, com as grandes livrarias, isso começa a consolidar um público mais fiel. Eu sou de uma geração que ia numa banca de revista comprar as séries e colecionar de fato. Hoje em dia têm um modo de consumo que é diferente, que é um pouco mais seleto, que vai numa livraria que escolher um título como se estivesse escolhendo um livro. É um modo de consumo diferente e isso acaba repercutindo também no público de Salvador, a gente percebe uma movimentação bem diferenciada.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Ciência e Cultura: Têm tido mais mulheres lendo quadrinhos? E na sua visão, porque isso está acontecendo?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>André Betonnasi:</strong> Olha, primeiro, são dois aspectos: autoria, eu acho que é um pouco também de uma reafirmação das mulheres que sempre tiveram interesse pelos quadrinhos, mas os quadrinhos sempre foram feitos para um clube muito “fechado”, digamos assim, muito delineado pelo público masculino. Por causa talvez dos quadrinhos de super heróis e tudo mais. Então as mulheres, de uns anos pra cá, começam a reivindicar esse espaço também, de autoria, de produção e tudo mais. Ao fazerem essa reivindicação, elas começam a trabalhar também com uma temática que é mais direcionada para o público feminino. E aí você começa a atrair também as consumidoras, as leitoras que não têm interesse em ler quadrinhos de super herói ou outros gêneros de quadrinhos e começam a perceber que ali você tem, digamos, um espaço. Você têm uma representação através da autoria, você têm autoras que falam do cotidiano das mulheres e de um modo geral elas se identificam e começam a consumir. Então eu vejo como um mercado ascendente. Sempre existiu a produção feminina mas é como se as mulheres não tivessem, há alguns anos atrás, um espaço dentro desse universo dos quadrinhos porque é sempre um universo muito dominado pelo público masculino.</p>
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		<title>Palestra discute o poder da literatura na política</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2014 18:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fronteiras do Pensamento]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Salman Rushdie]]></category>

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		<description><![CDATA[Salman Rushdie, escritor indiano, discorreu sobre a influência e o poder dos livros nas discussões políticas locais, principalmente na Ásia e Oriente Médio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os admiradores baianos de Salman Rushdie tiveram a oportunidade de assistir a uma conferência com o escritor indiano na noite da última quarta-feira (15), no Teatro Castro Alves, em mais uma edição do projeto &#8216;Fronteiras Braskem do Pensamento&#8217;. Durante 45 minutos Rushdie, falou sobre a suas obras e sobre o tema da palestra, &#8216;Eventos públicos e vida privada: literatura e política no mundo moderno&#8217;. O escritor discorreu sobre a influência e o poder da literatura nas discussões políticas locais, principalmente na Ásia e Oriente Médio. &#8220;Não basta escrever sobre uma determinada história, é preciso entender e tentar viver o que se quer mostrar, o que se quer denunciar. Um romance pode mostrar muito mais do que uma história de amor,&#8221; disse o Rushdie.</p>
<p>Com relevante produção literária, que inclui  &#8216;O último suspiro do mouro&#8217;, &#8217;Vergonha e Haroun e o mar de histórias&#8217;, entre diversos outros títulos, o escritor desenvolve suas histórias tendo como referencial o subcontinente indiano, combinando realismo mágico com ficção e história, através de uma narrativa repleta de conexões, perturbações e migrações entre Oriente e Ocidente. Seu romance &#8217;Os filhos da meia-noite&#8217; recebeu diversas premiações, entre elas os Prêmios <a href="http://www.themanbookerprize.com/best-booker">The Best of Bookers e Booker of Bookers</a>, além de integrar a série dos grandes livros do século XX da <a href="http://www.penguin.co.uk/">Penguin Books</a>. Em sua mais recente obra, intitulada &#8217;Joseph Anton&#8217;, narra a sua própria história durante a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fatwa">fatwa</a>, que perdurou por uma década, época em que, por razões de segurança, assumiu o pseudônimo que serve de título ao livro.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_3293.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-15892" title="DSC_3293" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_3293-1024x678.jpg" alt="" width="640" height="423" /></a> O intelectual ficou mundialmente conhecido em 1989, quando foi condenado à morte pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que o acusou de cometer heresia no livro &#8216;Os Versos Satânicos&#8217;. Rushdie se mostra reservado quando o assunto vem à tona. &#8220;Prefiro uma pergunta sobre literatura&#8221;, disse.</p>
<p>Rushdie é um dos maiores representantes do chamado realismo mágico &#8211; influência que tirou da infância e adolescência vividas na índia. &#8220;Bombaim é uma cidade cosmopolita, então há uma mistura que pode ser experimentada. Todos os livros e filmes da minha juventude carregavam mistura do Ocidente e do Oriente. O cinema foi uma influência muito grande, várias pessoas na minha família eram atores ou diretores. E a Índia era um celeiro de literatura fantástica&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_3292.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-15894" title="DSC_3292" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/DSC_3292-1024x678.jpg" alt="" width="640" height="423" /></a></p>
<p><strong>Fronteiras do pensamento:</strong></p>
<p>Através de uma série anual de conferências, o Fronteiras abre espaço para o debate e a análise da contemporaneidade e das perspectivas para o futuro, apresentando pensadores, artistas, cientistas e líderes que são vanguardistas em suas áreas de pesquisa e pensamento.</p>
<p>Temas, ideias e personalidades que moldam o nosso tempo ocupam o palco do Fronteiras, que tem como valores básicos o pluralismo das abordagens e o rigor acadêmico e intelectual de seus convidados. Dessa forma, o seminário internacional busca avaliar tendências, aceitando a provocação destes que são, hoje, alguns dos mais renomados pensadores em atuação no mundo, constituindo uma linha interdisciplinar de pensamento. Entre os diversos parceiros, a Universidade Federal da Bahia é uma das instituições que apoiam a realização do evento.</p>
<p><em>*Jornalista e editora-chefe da Agência de Notícias em C,T&amp;I &#8211; Ciência e Cultura</em></p>
<p><em>emanuela.ascom@yahoo.com</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=15891&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VIII Colóquio &#8220;O Prazer do Texto&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 04:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[O colóquio discute os prazeres e dificuldades dos textos clássicos da Filosofia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A filosofia guarda uma relação singular com sua história, sempre retornando a textos clássicos para afirmar sua identidade e possível sentido. Com efeito, na leitura dos textos filosóficos (e na leitura filosófica de certos textos), constituem-se problemas, vocabulários e mesmo estilos próprios e distintos. Este colóquio discutirá os prazeres e dificuldades dos textos clássicos da área.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Abertura</strong> às 9:00hs do dia 19 de novembro de 2012:</p>
<p style="text-align: justify;">Apresentação do Colóquio, por João Carlos Salles (FFCH-UFBA).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Palestras</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Górgias</strong>, de Platão”, por Sílvia Faustino de Assis Saes (19/11, às 9:15hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Metafísica, Livro IV</strong>, de Aristóteles”, por Juliana Ortegosa Aggio (19/11, às 10:45hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Ente e essência</strong>, de Tomás de Aquino”, por Marco Aurélio Oliveira (19/11, às 14:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Um Ensaio para uma nova Teoria da Visão</strong>, de Berkeley”, por Cláudia Bacelar Batista (19/11, às 15:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Reflexões sobre a Revolução Francesa</strong>, de Burke”, por Daniel Peres (20/11, às 9:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>O mundo como vontade e representação</strong>, de Schopenhauer”, por Jarlee Salviano (20/11, às 10:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Alice no país das maravilhas</strong>, de Lewis Carroll”, por Marcus do Rio Teixeira (20/11, às 14:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Anti-Dühring</strong>, de Engels”, por Mauro Castelo Branco de Moura (20/11, às 15:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Minha Formação</strong>, de Joaquim Nabuco”, por Paulo Fábio Dantas Neto (21/11, às 9:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Em busca do tempo perdido</strong>, de Proust”, por Denise Coutinho (21/11, às 10:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Ensaio sobre a Dádiva</strong>, de Mauss”, por Maria Rosário Gonçalves de Carvalho (21/11, às 14:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>A perspectiva como forma simbólica</strong>, de Panofsky”, por Rosa Gabriella Gonçalves (21/11, às 15:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>As duas fontes da moral e da religião</strong>, de Bergson”, por Pablo Zunino (22/11, às 9:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Observações sobre ‘o ramo de ouro’</strong>, de Wittgenstein”, por Rafael Azize (22/11, às 10:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Seminário sobre ‘a carta roubada’</strong>, de Lacan”, por Suely Aires (22/11, às 14:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>O Inquietante</strong>, de Freud”, por Carlota Ibertis (22/11, às 15:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>O uso dos prazeres</strong>, de Foucault”, por Ricardo Calheiros Pereira (23/11, às 9:00hs).</p>
<p style="text-align: justify;">“<strong>Verdade e Justificação</strong>, de Habermas”, por José Crisóstomo de Souza (23/11, às 10:30hs).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conferência de Encerramento</strong> no dia 23 de novembro, às 14 horas, por <strong>Danilo </strong><strong>Marcondes de Souza Filho</strong> (PUC-Rio), “Os Canibais”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inscrições e informações:</strong> de 03 de julho a 13 de agosto de 2011, das 8:30 às 12:30hs, na Secretaria da FFCH, em São Lázaro. Tel. 3283.6431.</p>
<p style="text-align: justify;">O VIII Colóquio &#8220;O Prazer do Texto&#8221; é uma Promoção do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (FFCH-UFBA), com apoio do Pronex Filosofia e Ciências (FAPESB/CNPq)<br />
– 19 a 23 de novembro de 2012 –<br />
Auditório da FFCH, no Pavilhão Raul Seixas, em São Lázaro</p>
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		</item>
		<item>
		<title>UNEB de Conceição do Coité realiza I Simpósio de Literatura Baiana</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 18:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Állex Leilla]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Baiana]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Flor]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Amado]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tereza Batista]]></category>
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		<category><![CDATA[Uneb]]></category>

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		<description><![CDATA[No I Simpósio de Literatura Baiana, palestras e conferências integram discussões sobre perspectivas literárias baianas e muito mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Programa de Pós-Graduação em Literatura Baiana da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em Conceição do Coité, promove nos dias 26 e 27 o I Simpósio de Literatura Baiana. No evento haverá palestras, conferências e muito mais. A programação também integra apresentações culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Primavera da linguagem é o nome que recebe a conferência de abertura, ministrada pela docente Állex Leilla, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Dentre os outros temas a serem debatidos estão As amadas amadianas: Gabriela, Dona Flor e Tereza Batista e a presença do latim na linguagem popular.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>I Simpósio de Literatura Baiana</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Período:</strong> 26 e 27 de abril de 2012</p>
<p><strong>Local:</strong> UNEB Campus XIV, Conceição do Coité, Bahia</p>
<p><strong>Informações</strong></p>
<p>Programa de pós-graduação/UNEB Campus XIV – Tel: (75) 3262-7500.</p>
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		<title>Elizabeth Ramos</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/elizabeth-ramos/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 20:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Letras da UFBA]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>
		<category><![CDATA[William]]></category>

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		<description><![CDATA[A professora do Instituto de Letras da UFBA e estudiosa de obras dos escritores William Shakespeare e Graciliano Ramos, argumenta sobre o que é Tradução Intersemiótica, e esclarece outras questões sobre a transição de obras literárias para o cinema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Capitães de Areia na literatura é uma obra de Jorge Amado e no cinema é uma obra de Cecília Amado”. Assim esclarece Elizabeth Ramos, Professora do Instituto de Letras da UFBA, ao falar sobre a tradução de obras literárias para o campo das imagens, e a possibilidade de produzir novos sentidos através dessa tentativa de transitar entre texto e ilustração. A pesquisadora argumenta sobre os conflitos atribuídos à transformação de livros em filmes, esclarecendo que uma adaptação de um campo para o outro não decorre da falta de criatividade do tradutor, mas sim de uma profunda habilidade crítica desse indivíduo. Desde 2011 Elizabeth Ramos dá continuidade ao trabalho iniciado em 2006, contemplando a análise da construção das relações de poder observadas em obras menos conhecidas de William Shakespeare traduzidas para o cinema contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>O que é tradução intersemiótica?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> É a tradução que se dá entre meios sígnicos diferentes, como por exemplo, de uma obra literária (signo escrito) para o cinema (signo imagético).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Por que alguns especialistas reafirmam o emprego do termo tradução em detrimento da palavra adaptação, que é amplamente difundida?</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> Tradução intersemiótica e adaptação são termos afins. O que ocorre é que, até a década de 50 do século XX, aplicava-se o termo tradução à transformação de um texto escrito em uma língua, para outro texto escrito em outra língua. Como a relação entre literatura e cinema sempre existiu, as releituras de obras literárias na linguagem cinematográfica constituíam o que se chamava adaptação, terminologia que até hoje é também aplicada.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 397px"><img title="Professora Elizabeth Ramos, em entrevista veiculada pela UNIVESP TV." src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/04/Foto_ElizabethRamosq3.jpg" alt="" width="387" height="275" /><p class="wp-caption-text">Professora Elizabeth Ramos, em entrevista veiculada pela UNIVESP TV.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>O uso do termo adaptação para designar tradução intersemiótica, implica em que tipos de conflitos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> No caso específico da tradução entre literatura e cinema, é preciso que se considere um aspecto central: trata-se de duas artes distintas, cada uma com suas especificidades, como por exemplo, o fato de que o livro é escrito por um autor, dentro do tempo que lhe é necessário e/conveniente, e o filme envolve uma equipe de profissionais que trabalha para concluir o trabalho dentro de um tempo limitado, particularmente, em face dos custos de uma produção cinematográfica. É preciso, ainda, que se leve em consideração que a tradução intersemiótica poderá implicar a recriação de uma obra literária com, digamos, 280 páginas, em um filme de uma hora e quinze minutos, implicando necessidade de operações como subtração de cenas, alteração da ordem dos acontecimentos, dentre várias outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>O texto pode ser traduzido de diversas maneiras ou há um limite para que a tradução intersemiótica ocorra?</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> O limite é a capacidade interpretativa do diretor/roteirista, que recriará na sua obra cinematográfica as cenas, os personagens, os locais de acordo com sua interpretação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>O tradutor só é aquele que se apropria do texto para representá-lo de maneira não-verbal, ou um escritor também é um tradutor quando utiliza outro texto como referência para escrever o seu?</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> Todo texto resulta de diálogos com outros textos, isto é, todo texto é construído a partir da singularidade daquele que o tecem de suas leituras, de sua visão de mundo, de sua história&#8230; É essa certeza que nos leva a descartar a idéia do “original” para se referir a uma obra da qual o tradutor parte, para construir o novo texto literário, fílmico ou de outra natureza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>A participação da intersemiótica está presente dentro de acontecimentos culturais da nossa atualidade. E só nos demos conta disso há apenas algumas décadas, quando ela foi difundida. </strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> O termo tradução intersemiótica foi cunhado pelo linguista russo Roman Jackobson, na década de 50 do século XX, quando concluiu que essa é mais uma modalidade de tradução além da tradução intralingual (entre textos de uma mesma língua) e da tradução interlingual (entre textos de línguas diferentes).<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Você acha que </strong><strong>grande parte das traduções intersemióticas decorre</strong><strong> de uma falta de criatividade dos autores?</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> Ao contrário, as traduções intersemióticas revelam uma incrível capacidade criativa dos diretores, roteiristas, escritores, desenhistas&#8230; Afinal, não podemos ignorar o fato de que a ressignificação de uma obra de arte requer, acima de tudo, profunda capacidade crítica, para que haja deslocamentos de tempo, espaço, pontos de vista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Há maior dificuldade em transpor uma obra que permite diversas interpretações ou aquelas nas quais o autor é mais subjetivo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> Toda obra literária permite diversas interpretações, inclusive quando o tradutor relê uma tradução já feita. Como no caso do filme Vidas Secas, do diretor Nelson Pereira, baseado na obra do escritor Graciliano Ramos, há diversas releituras feitas por estudantes, não da obra, mas do filme. Nesse caso, fala-se que o tradutor é um traidor porque cada um faz a sua leitura, construindo o cenário, personagem e seu filme. Mas há um limite para as interpretações. Como quando uma pessoa diz que é Jesus Cristo, por exemplo. A capacidade de interpretação se distingue na loucura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>Sobre as recentes traduções de livros o que a senhora pode comentar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> A relação entre literatura e cinema continua bastante próxima. No entanto não dá para confundir as duas áreas. Capitães de Areia, por exemplo, na literatura é uma obra de Jorge Amado e no cinema é uma obra de Cecília Amado. Não dá para comparar as duas. São épocas diferentes e momentos diferentes, e mesmo que o público se reconheça não se pode esperar a mesma recepção. É a mesma obra, mas recebida de maneira diferente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – </strong><strong>A intersemiótica se ocupa, afinal, de entender as traduções apenas depois que elas ocorrem, ou antes, também?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Ramos -</strong> Antes e depois, porque quando alguém está lendo uma obra, a tradução já começa a ser feita. Mas apenas depois que ela ocorre é possível saber se o vínculo com a obra inicial foi mantido.</p>
<p style="text-align: justify;">*Edvan Lessa é estudante de Comunicação-Jornalismo da Faculdade de Comunicação, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura -UFBA.</p>
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		<title>Game criado na Bahia é inspirado em obra de Jorge Amado</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 11:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Videogames]]></category>

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		<description><![CDATA[“Capitães da Areia” é baseado no livro homônimo e conta com sete jogos distintos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Alguns cientistas culturais têm dedicado as suas pesquisas aos estudos dos games. Dentre todas as mídias, eles são hoje os que possuem o ritmo de desenvolvimento mais acelerado em relação aos seus pares. Dessa forma, os games constituem-se, de fato, em um campo que se transforma sem deixar se agarrar em classificações fixas, uma vez que é uma campo movido pela inovação tecnológica.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_7544" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/12/Capitães.jpg"><img class="size-full wp-image-7544" title="Divulgação" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2011/12/Capitães.jpg" alt="" width="500" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Capitães da Areia em games</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Muitas produtoras de games utilizam algumas narrativas inspiradas em filmes e gêneros literários, já que os games são muito aptos para absorver tais gêneros. Esse processo é conhecido como <em>transmídia.</em> No entanto, diferentemente do cinema, os aspectos mais caracterizadores dos games encontram-se, sem dúvida, na imersão, interatividade e espacialidade navegável que eles propiciam.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, na última sexta-feira (2), foram lançados sete jogos baseados no livro de Jorge Amado, “<a href="http://www.youtube.com/user/FlaviaDivino" target="_blank">Capitães da Areia</a>”. O jogo foi criado a partir da iniciativa dos produtores Solange Souza Lima e Rafael Raña e dos game designers Luiz Adolfo Andrade, Paolo Bruni e Yupanqui Muñoz, que desenvolveram o game a partir do projeto <em>Capitães da Areia: Projeto de Comunicação Transmídia com ênfase em jogos eletrônicos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprovado pelo Fazcultura e patrocinado pela operadora de telefonia Vivo por meio do programa “Vivo Lab”, o projeto é composto por sete jogos sendo um de realidade alternativa, um jogo social no Facebook e cinco jogos casuais que podem ser jogados no <a href="http://www.jogoscapitaesdaareia.com.br/#/home" target="_blank">site</a> do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Alinhado com a tendência dos jogos sociais, o projeto ainda possui um jogo com o mesmo nome do livro, Capitães da Areia, ambientado inteiramente no <a href="http://apps.facebook.com/capitaes-da-areia/?ref=ts" target="_blank">Facebook</a>. Nesse jogo, o jogador faz parte de uma gangue em Salvador que tem como objetivo sobreviver aos problemas da cidade. O jogo é muito bem desenhado e o jogador pode interpretar quatro tipos de personagem, podendo escolher inclusive a aparência do mesmo. As classes possíveis estão bem caracterizadas com o cenário soteropolitano e trazem características próprias em cada um. Os <em>coitados</em> são os dissimulados que se fazem de bobo, os <em>sabidos</em> são os intelectuais, já os <em>malandros </em>sobrevivem a partir da engenhosidade, e por fim os <em>focados,</em> que são batalhadores pautados no trabalho duro.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Luiz Adolfo, “o Brasil ainda está num cenário iniciante na produção de games, ainda assim, algumas inovações como o <a href="http://developers.facebook.com/" target="_blank">desenvolvedor </a>de social <em>games</em> no Facebook, tem ajudado bastante na criação de novos games, fora das plataformas console, que exigem gastos exorbitantes para a realidade brasileira”. Ainda segundo o professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e doutorando em Comunicação e Cultura Contempoâneas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o custo desse tipo de jogo permeia os 100 mil reais, um gasto baixo quando analisado o setor.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvedor de games afirmou ainda que o principal objetivo do projeto é “conscientizar as empresas e escolas de que vale a pena investir nesse tipo de mídia. É necessário que as empresas entendam claramente como suas marcas estarão representadas e às escolas que esse é um ramo de pesquisa que pode trazer muitos frutos, principalmente em função do processo de <em>gameficação</em> que tem sido fontes de muitas investigações e correlações com nossa sociedade”, concluiu o professor.</p>
<p style="text-align: justify;">*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Edufba realiza lançamento coletivo na Acta</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/ultimas/edufba-realiza-lancamento-coletivo-na-acta/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 02:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[EDUFBA]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o lançamento os autores falaram sobre seus livros e a parceria com a editora]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Entre 7 e 11 de novembro, a <a href="http://www.acta.ufba.br/" target="_blank">Semana de Arte, Ciência, Cultura e Tecnologia </a>(Acta 11), projeto do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), reuniu diversos eventos de diferentes áreas do conhecimento a fim de promover o intercâmbio entre universitários, a produção científica, cultural e artística da universidade e a população. Na última quinta-feira (10), a programação do evento contou com o lançamento coletivo de cinco livros publicados pela Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba).</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os títulos que foram lançados no Auditório da Faculdade de Comunicação da Ufba (Facom/Ufba) estão <em>Memoráveis paixões transculturais: euroafroameríndia</em>, de Roland Schaffner, <em>O processo de aprendizagem e seus transtornos</em>, de Félix Díaz, a 3ª edição de <em>Cultura negra e ideologia do recalque</em>, de Marco Aurélio Luz, <em>Piauípsilon, um projeto geopolítico excludente</em>, escrito por Vitor de Athayde Couto e <em>Dramaturgia, ainda: reconfigurações e rasuras</em>, organizado por Cleise Furtado Mendes.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o Lançamento Coletivo, que contou com a presença de Flávia Garcia Rosa, diretora da Edufba, cada autor fez uma breve exposição sobre seu livro. Roland Schaffner afirmou que <em>Memoráveis paixões transculturais: euroafroameríndia </em>é resultado de suas reflexões teóricas, observações sociopolíticas e impressões pessoais sobre atividades culturais realizadas no Brasil, na Índia e na Alemanha, entre os anos de 1966 e 1999. Fotografias e gráficos acompanham os textos, que abordam os laços de interculturalidade e as dificuldades que artistas e atores culturais encontram para manter ou criar espaços de liberdade de expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor Félix Díaz, cubano naturalizado brasileiro, iniciou sua exposição declarando que o livro <em>O processo de aprendizagem e seus transtornos </em>é seu “primeiro filho brasileiro”, brincou, referindo-se ao fato de que este é o primeiro livro totalmente escrito por ele a ser publicado no Brasil. O autor que já havia publicado textos em outras obras, explicou que a publicação lançada pela Edufba está estruturada em três partes. A primeira apresenta diferentes abordagens das teorias de aprendizagem, a segunda faz uma análise da aprendizagem enquanto um processo, focando a parte da interiorização ou internalização do conhecimento, e por fim, a terceira parte da obra aborda estratégias ou estilos de aprendizagem, a base neuropsicológica desse processo, entre outras questões.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Cultura negra e ideologia do recalque, </em>Marco Aurélio Luz retrata temáticas como as representações do negro no cinema brasileiro e a leitura dos símbolos Nagô. O autor busca elaborar modos de superar o recalque ideológico, que segundo ele, “foi se desdobrando no tecido social e fortaleceu, por exemplo, ideias como a política de embranquecimento”, afirmou. O livro faz uma oposição às ideologias da desigualdade, que têm por objetivo justificar as relações de opressão e exploração. Marco Aurélio concluiu sua exposição afirmando que participa da vida acadêmica “buscando espaços de legitimação da nossa tradição de matrizes africanas”.</p>
<p style="text-align: justify;">O professor Vitor de Athayde Couto ressaltou sua satisfação em realizar a publicação de <em>Piauípsilon, um projeto geopolítico excludente</em> em parceria com a Edufba. Ele explicou que o livro é resultado de subprodutos de projetos de extensão e de uma cooperação técnico-científica entre a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Ufba. Segundo o autor, a obra é “um exercício de compreensão da organização geopolítica de um estado”, assim, <em>Piauípsilon</em> constitui um debate em torno da reintegração geoespacial e geopolítica do território piauiense.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, Cleise Furtado Mendes falou sobre a experiência de organizar o livro <em>Dramaturgia, ainda: reconfigurações e rasuras </em>e agradeceu à Edufba o apoio a seu projeto de publicação. A professora ressaltou que a obra é resultado das atividades do grupo de pesquisa  <em><a href="http://grupodramatis.blogspot.com/" target="_blank">Dramaturgia: mídia, teoria, crítica e criação </a>(</em>Dramatis), que reúne pesquisadores de áreas distintas para abordar as práticas da dramaturgia. Cleise Mendes destacou que por muito tempo a dramaturgia era associada somente ao teatro, hoje ela está presente em diversas mídias. O livro organizado pela professora explora esse novo contexto, apresentando textos teórico-críticos que discutem a contribuição da dramaturgia para diversas produções. Entre os artigos que compõem o livro, estão textos de reconhecidos encenadores baianos como Luiz Marfuz e Hebe Alves.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a exposição de Cleise Mendes, Flávia Garcia Rosa encerrou a mesa-redonda com os autores e deu início à sessão de autógrafos.</p>
<p>*Com informações da Assessoria de Comunicação da Edufba.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span></strong></p>
<p><strong>Memoráveis paixões transculturais: euroafroameríndia</strong></p>
<p>Roland Schaffner</p>
<p><strong>Quanto:</strong> R$ 45,00</p>
<p><strong>O processo de aprendizagem e seus transtornos</strong><strong></strong></p>
<p>Félix Díaz</p>
<p><strong>Quanto:</strong> R$ 50,00</p>
<p><strong>Cultura negra e ideologia do recalque (3ª ed.)</strong></p>
<p>Marco Aurélio Luz</p>
<p><strong>Quanto:</strong> R$ 30,00</p>
<p><strong>Piauípsilon, um projeto geopolítico excludente</strong><strong></strong></p>
<p>Vitor de Athayde Couto</p>
<p><strong>Quanto:</strong> R$ 30,00</p>
<p><strong>Dramaturgia, ainda: reconfigurações e rasuras</strong><strong></strong></p>
<p>Cleise Furtado Mendes (Org.)</p>
<p><strong>Quanto:</strong> R$ 30,00</p>
<p>*Estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba – Facom</p>
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