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	<title>Ciência e Cultura &#187; Universidade</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>O Uso de Inteligência Artificial: Conflitos nas Universidades</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 14:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
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		<category><![CDATA[CHATGPT]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A Agência de Notícia em CT&#038;I (AGN) procura entender como é a relação do uso de IA nas universidades públicas na visão dos alunos e dos professores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">
<h1><span style="color: #ffffff;"> </span></h1>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">
<p style="text-align: center;">
<address style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Revisado pela equipe AGN</span></address>
<address style="text-align: right;"></address>
<address style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></address>
<p>A inteligência artificial (IA) é uma das maiores inovações tecnológicas da atualidade, transformando setores como saúde, negócios e educação. A IA se refere a sistemas computacionais capazes de realizar tarefas que antes dependiam exclusivamente da inteligência humana, como aprender, raciocinar e tomar decisões. Baseada no uso massivo de dados, a IA identifica padrões e informações coletadas, permitindo que soluções como assistentes virtuais, plataformas de aprendizado adaptativo e ferramentas de correção automática se tornem cada vez mais precisas e personalizadas.</p>
<p dir="ltr">Hoje ela faz parte do dia a dia de muitas pessoas, em destaque a vida dos estudantes. Na educação, a lA tem revolucionado a forma como alunos aprendem e interagem com o conteúdo, podendo criar experiências personalizadas que se ajustam ao ritmo de aprendizado de cada um.</p>
<p dir="ltr"><strong>Como os estudantes veem</strong></p>
<p dir="ltr">De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em parceria com a empresa de levantamentos educacionais Educa Insights, 71% dos atuais e futuros estudantes universitários fazem uso da inteligência artificial na sua rotina diária de estudos. Dados como esse comprovam que a inteligência artificial se instalou na vida dos estudantes tornando-se parte do seu dia a dia.</p>
<p dir="ltr">Em comparação a 2023, a mesma pesquisa aponta que houve um crescimento de 18% na quantidade de atuais e futuros universitários que utilizam alguma ferramenta de IA. A pesquisa realizada em julho de 2024, entrevistou 300 estudantes universitários que ingressaram na faculdade entre o final de 2023 e início de 2024 e com estudantes que têm interesse em uma graduação particular, com idades entre 17 e 50 anos, das cinco regiões do país.</p>
<p dir="ltr">O avanço da inteligência artificial proporcionou sérias mudanças na forma de estudar, transformando os meios tradicionais. A Agência de Notícias fez uma pesquisa com estudantes e professores de três universidades públicas da Bahia, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Universidade do Estado da Bahia (UNEB) por meio de formulários, para entender melhor como está o uso de IA no ambiente acadêmico.  Das 59 respostas de estudantes obtidas, a maioria (64,4%) afirma que usa IA para realizar pesquisas, enquanto 55,9% para sugestão de ideias e 54,2% para correção de textos, sendo o ChatGPT a ferramenta mais utilizada.</p>
<p dir="ltr">Quando questionados sobre quais benefícios acreditavam que a inteligência artificial pode trazer para o aprendizado, muitos afirmaram que na otimização do tempo, em pesquisas acadêmicas e na compreensão de conteúdos passados em sala de aula. Um dos estudantes argumentou que, “É uma ferramenta muito útil para complementar o ensino e tirar dúvidas, além de ser uma forma mais rápida de pesquisa. A única questão em relação à pesquisa é a falta de fontes”, afirma. Apenas 16,9% responderam que evitam usar, enquanto a maior parte (55,9%) não vê problema.</p>
<p dir="ltr"><strong>O Outro Lado da Moeda: a visão dos professores</strong></p>
<p dir="ltr">O uso da inteligência artificial tem gerado preocupações entre os professores, especialmente, em relação ao impacto na aprendizagem e no desenvolvimento dos alunos. Um dos principais receios é o aumento do plágio e da dependência de ferramentas que produzem trabalhos prontos, dificultando a avaliação do aprendizado real. A facilidade de acesso a respostas instantâneas pode limitar o desenvolvimento do pensamento crítico e da criatividade, Rafaela Amaral, integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Letramentos Digitais (GEPELD) comentou sua preocupação, “fico me perguntando como um adolescente que está desenvolvendo seu senso crítico vai lidar com essa inteligência artificial, que é algo complicado até para nós que somos adultos”, aponta.</p>
<p dir="ltr">Flávia Goulart, pesquisadora e professora do programa para pós-graduação em estudos interdisciplinares sobre a universidade do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), confirmou a preocupação ética no uso de IA para realizar trabalhos. Contudo, acredita que o problema pode ser superado com debates e a divulgação de boas práticas, &#8220;É uma oportunidade excelente para trabalhar com a ética, mostrar que todos têm suas capacidades, que ninguém precisa recorrer para a escrita de uma máquina, porque todo mundo tem competência e capacidade para isso&#8221;.</p>
<p dir="ltr">A IA também pode apresentar oportunidades importantes, como auxiliar no planejamento de aulas, na correção de tarefas e na identificação de dificuldades específicas dos estudantes, permitindo um ensino mais direcionado. Professores que utilizam essas ferramentas de forma estratégica têm o potencial de otimizar o tempo e enriquecer o processo de aprendizagem. Entretanto, seguindo a pesquisa feita pela Agência de Notícias, apenas 15,4% dos professores utilizam essa ferramenta frequentemente.</p>
<p dir="ltr">Flávio Bergamo, professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), comenta que a IA é utilizada por ele e por colegas de profissão para auxiliar a produtividade. Ele afirma que não considera o uso dessa ferramenta algo ruim para a educação, “ela me ajuda como professor e como pesquisador, pode ajudar qualquer profissional ou aluno, há plataformas que aumentam muito nossa produtividade”.</p>
<p dir="ltr">Bergamo relatou situações em que alunos plagiaram textos com a inteligência artificial. Para identificar com clareza esses casos, ele pagou do próprio bolso uma plataforma de detecção e passou a verificar todos os trabalhos dos estudantes, encontrando alguns com até 90% de plágio.  Ele comenta que o professor percebe, &#8220;A gente sabe diferenciar o texto que foi escrito por um aluno de graduação e o texto que foi escrito pela IA&#8221;, afirma. O impacto dessa ferramenta na educação depende de como ela é utilizada, por isso muitos professores defendem a promoção de cursos capacitantes para alunos e professores.</p>
<p dir="ltr"><strong>Colocando na balança</strong></p>
<p dir="ltr"><strong><em>As vantagens</em></strong></p>
<p dir="ltr">De modo geral,  é possível perceber que a Inteligência Artificial é eficiente ao fazer trabalhos mais simples e contribui na produtividade. Ronne Gabriel, estudante de jornalismo, ressalta que ela ajuda, por exemplo, a fazer resumos. “Como às vezes sou prolixo e o tempo importa em apresentações, me ajuda bastante a ser mais sintético na hora de treinar a fala”, afirma ele.</p>
<p dir="ltr">Ronne aponta que essa tecnologia também é muito boa para criação de textos genéricos como emails, ou busca de sinônimos para elaboração de textos. Porém, ele confessa sentir certo receio de usar de forma imprudente e acabar se sabotando. “Usar para escrever um texto meu é realmente como fechar os olhos para eu estar me sabotando.”, conclui</p>
<p dir="ltr"><strong><em>Resumo do lado bom</em></strong></p>
<ul>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Acelera o tempo de trabalho, contribuindo para produtividade;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Constroi textos simples como e-mails ou textos genéricos;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Ajuda o usuário na escrita ou fornece recomendações.</p>
</li>
</ul>
<p dir="ltr"><strong><em>As desvantagens</em></strong></p>
<p dir="ltr">Ronne diz não usar a IA de forma excessiva, tentando sempre manter um equilíbrio, “Na área de Jornalismo, um estudante que usa IA para escrever um texto autoral não vai conseguir ir longe.”, declara. O uso da inteligência artificial pode trazer problemas de curto e longo prazo. Uma delas, é a dependência que muitos usuários têm após o uso sem consciência, Celestino Magalhães, membro do GEPELD, compartilhou sua preocupação, “A gente fica muito preocupado também com essa questão de apego que geralmente as pessoas têm com esse tipo de tecnologia, porque uma coisa é você usar como auxílio e outra é você ser dependente daquele instrumento”.</p>
<p dir="ltr">Rafaela Amaral, também participante do GEPELD, afirma que pela falta de letramento digital, muitos não conseguem diferenciar o que é feito artificialmente ou por uma pessoa real, “As pessoas estão cada vez divulgando mais, acreditando e sendo influenciadas sem nenhum tipo de reflexão crítica sobre aquilo que estão consumindo. Isso impacta muito nas nossas opiniões e na forma de ver o mundo”, reitera. Durante a conversa, Rafaela ressalta a necessidade de especificar os comandos para receber respostas mais precisas da inteligência artificial, evitando textos redundantes e genéricos.</p>
<p dir="ltr">Além disso, Kleysa Rodrigues, outra pesquisadora do grupo, aponta a confusão de informações da IA. A Inteligência só tem acesso a informações abertas e as que não estão com o certificado de direito autoral, por isso, a tecnologia pode alucinar e criar informações para poder entregar o que lhe foi solicitado, “De certa forma, ele alucina e cria informações. Para o professor que conhece aquele artigo, vai receber um fichamento, por exemplo, um resumo, e vai ver de cara que a pessoa não leu porque aquele trabalho vai conter informações que são verificáveis na fonte original como falsas”, explicou a pesquisadora.</p>
<p dir="ltr"><strong><em>Resumo do lado ruim</em></strong></p>
<ul>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Facilita o plágio e a falta de originalidade, podendo gerar dependência dessa tecnologia;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Necessita de uma revisão humana, pois nem todos os dados conseguem ser totalmente verdadeiros;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Pode levar as pessoas a acreditarem em informações falsas, devido a dificuldade de uso de quem não tem experiência no meio digital;</p>
</li>
</ul>
<p dir="ltr"><strong>Perspectivas futuras no Brasil</strong></p>
<p dir="ltr">Quando falamos sobre o uso de inteligência artificial na educação não existem muitos consensos, o tema ainda causa desconfiança e conflitos. Entretanto, dentre os especialistas que conversamos, o ponto em comum é que não se pode ignorar e fingir que nada está acontecendo, as tecnologias com IA são a nova realidade e enquanto não forem tratadas como uma ferramenta de educação, vão continuar sendo usadas de formas irresponsáveis e prejudiciais pelos estudantes, que já estão usando sem nenhuma orientação.</p>
<p dir="ltr">A discussão não é mais sobre aceitar ou não o uso dessas tecnologias, e sim, definir limites éticos. Atualmente, os maiores empecilhos para um melhor desenvolvimento do uso de IA na educação no Brasil são a falta de infraestrutura e conectividade das instituições, além da falta de formação técnica dos professores voltada para a área de tecnologia e as desigualdades sociais estruturais do país.</p>
<p dir="ltr">A pesquisadora Flávia Rosa relembra o preparo que foi necessário na época da pandemia do Covid-19, comparando a adaptação para o uso da IA em sala de aula, afirmando que foi necessário investimento em treinamento por parte da UFBA, “Isso é uma demonstração de que a gente pode dominar [a ferramenta], desde que também nos seja oferecido e seja mostrado como algo importante. Naquele momento, tudo isso foi apresentado pra gente como sendo assim. Este é o único caminho. Ou é este, ou é nenhum”, assegura.</p>
<p dir="ltr">Em 2021, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) aprovou um documento intitulado “Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial”, com o objetivo de montar uma base sólida com orientações sobre o uso das inteligências artificiais. No campo da educação, a recomendação mais forte é sobre a alfabetização em Inteligência Artificial, isso inclui uma educação ética em IA destacando aspectos humanísticos nos currículos para diminuir a desigualdade digital.</p>
<p dir="ltr">Além disso, existe uma preocupação especial com relação às pesquisas. A UNESCO incentiva a pesquisa interdisciplinar em IA, estimulando que as empresas privadas disponibilizem os dados coletados para pesquisas científicas, sempre respeitando a privacidade dos usuários, principalmente dos países em desenvolvimento, que costumam ser alvo de vazamento de dados.</p>
<p dir="ltr">O governo brasileiro assinou, em 29 de julho do ano passado, o primeiro Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O plano busca desenvolver projetos e soluções em IA que melhorem de forma significativa a qualidade de vida da população. Com um investimento de R$23 bilhões de reais nos quatro anos de desenvolvimento do projeto (2024-2028), se pretende a transformação do país em referência mundial em inovação e eficiência do uso da inteligência artificial.</p>
<p dir="ltr">O processo de regulamentação do uso da Inteligência Artificial tem avançado também no país, o Projeto de Lei (PL) 2.338/2023 foi aprovado em dezembro de 2024 no Senado e segue para a análise na Câmara dos Deputados. O PL se apresenta como um marco regulatório para o desenvolvimento e o uso de sistemas de IA no Brasil. O texto prevê que deve ser informado pelas empresas de tecnologia quais conteúdos protegidos por direitos autorais foram usados já no treinamento de sistemas.</p>
<p dir="ltr">O texto define que a utilização automatizada de obras como extração, reprodução, armazenamento e transformação nos processos de mineração de dados e textos em sistemas de IA não constituem ofensa aos direitos autorais, apenas nas atividades feitas por organizações e instituições de pesquisa, de jornalismo e por museus, arquivos e bibliotecas desde que a disseminação da obra em si não seja o objetivo e não haja fins comerciais ou concorrência com a comercialização da obra original.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/cct/legislacao/arquivos/IA_para_o_Bem_de_Todos.pdf">IA para o Bem de Todos</a>, arquivo do Gov.com 29 de Julho de 2024 descreve os objetivos como:</p>
<p dir="ltr">1. Transformar a vida dos brasileiros por meio de inovações sustentáveis e inclusivas baseadas em Inteligência Artificial.</p>
<ol>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">2. Formar, capacitar e requalificar pessoas em IA em grande escala para valorizar o trabalhador e suprir a alta demanda por profissionais qualificados.</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">3. Equipar o Brasil de infraestrutura tecnológica avançada com alta capacidade de processamento, incluindo um dos cinco supercomputadores mais potentes do mundo, alimentada por energias renováveis.</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">4. Desenvolver modelos avançados de linguagem em português, com dados nacionais que abarcam nossa diversidade cultural, social e linguística, para fortalecer a soberania em IA.</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">5. Promover o protagonismo global do Brasil em IA por meio do desenvolvimento tecnológico nacional e ações estratégicas de colaboração internacional.</p>
</li>
</ol>
<p dir="ltr">Entre os objetivos visados pelo PBIA está a transformação na vida dos brasileiros por meio de inovações sustentáveis e inclusivas baseadas em IA,  o plano é direcionado especialmente ao setor público, no entanto, o projeto destaca várias vertentes do seu uso como a iniciativa  “ApoIA Startups &#8211; Educação iniciativa” da OpenAI e da Fundação Lemann de apoio a startups de educação no Brasil, com incentivo para criação de soluções educacionais de IA.</p>
<p dir="ltr">Já o projeto “Combate à Desinformação”, também da OpenAI, em parceria com a UFBA e a FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro) focado no combate à desinformação online no Brasil com auxílio de IA, também é um exemplo do envolvimento da universidade com a pesquisa e utilização da inteligência artificial.</p>
<p dir="ltr">O avanço da inteligência artificial na educação é um caminho inevitável que traz tanto desafios quanto oportunidades. Embora ainda haja receios e barreiras, as iniciativas e parcerias mostram que é possível integrar essa tecnologia de forma ética e eficiente. Com investimentos adequados, regulamentação clara e educação sobre o uso responsável, a IA pode se tornar uma ferramenta transformadora, promovendo inovação, inclusão e melhoria na qualidade do ensino, enquanto contribui para colocar o Brasil em destaque no cenário global de inovação tecnológica.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">
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		</item>
		<item>
		<title>Agência de Notícias da FACOM cria nova parceria com plataforma tecnológica Querido Diário</title>
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		<pubDate>Fri, 12 May 2023 14:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Projeto visa aproximar o cidadão das decisões  governantes ao liberar diariamente o conteúdo dos diários oficiais dos municípios]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência de Notícias da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), efetua uma parceria com o programa Querido Diário nas Universidades, iniciativa da Open Knowledge Brasil (OKBR) juntamente com a plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde (PCDaS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto visa  mapear o ecossistema de pesquisa e extensão universitária brasileiro e documentar os requisitos necessários para a estruturação de um fluxo de trabalho entre projetos acadêmicos e iniciativas brasileiras de código aberto. Com a AGN, o objetivo será desenvolver pautas jornalísticas utilizando dados dos diários oficiais disponibilizados pela ferramenta Querido Diário.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/05/unnamed4.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26935" title="unnamed" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/05/unnamed4-1024x1024.png" alt="" width="640" height="640" /></a></p>
<p>O Diário Oficial é um documento existente nas esferas municipais, estaduais e federais, onde são publicados todos os assuntos oficiais e decisões governamentais, reuniões, editais, nomeações, licitações e demais assuntos que possam interessar à população. Cada prefeitura publica seu diário oficial de uma forma, pois não há uma regulamentação para padronizar as edições ou torná-las acessíveis de forma automatizada e em um único local. Tendo isto em vista, o Querido Diário tem como objetivo tornar acessível quaisquer atividades importantes e atos da administração pública dentro dos municípios brasileiros. Através do Querido Diário, a população pode fiscalizar  tanto as ações tomadas pelos governantes, quanto os investimentos feitos com o dinheiro público em diferentes municípios.</p>
<p>Para a estudante Sofia Nachef, de 19 anos, do ponto de vista municipal, a fiscalização dos diários, permite que a população possa cobrar por melhorias em suas cidades. “ Acessar os diários oficiais é uma forma da população fiscalizar o poder e ser capaz de cobrar por melhorias na cidade em que vive. Também é uma forma de garantir a transparência das ações feitas pelos governantes, embora a linguagem utilizada em documentos como esse não consiga de fato comunicar algo para boa parte das pessoas”.</p>
<p>O Querido Diário é uma tecnologia em código aberto desenvolvida com a colaboração de diversos voluntários. A iniciativa colabora para o fortalecimento da cidadania, uma vez que possibilita que qualquer pessoa utilize a ferramenta e participe do seu desenvolvimento. O usuário coloca  palavras chaves, municípios ou dados na barra de pesquisa e consegue ter acesso aos conteúdos dos diários desejados.</p>
<p>Rebeca Almeida, que atualmente é gestora de comunidades no programa de ciências de dados para inovação cívica da OKBR, deseja que a parceria seja benéfica para todas as partes: “Espero que seja uma boa oportunidade para os estudantes se desenvolverem profissionalmente através de um projeto real de inovação cívica, um projeto aberto e de software livre. Por outro lado, espero que a parceria faça com que o Querido Diário possa ser explorado e reconhecido pelos estudantes e pessoas que fizeram parte do projeto</p>
<p>A parceria vai possibilitar que os integrantes da Agência de Notícias tenham contato com o jornalismo de dados, área que tem se projetado dentro do mercado de trabalho brasileiro. As notícias e reportagens serão desenvolvidas para tornar mais acessíveis as informações de interesse público, bem como reduzir a complexidade da linguagem utilizada nos diários oficiais.</p>
<p>“Na minha perspectiva, acessar os diários oficiais é uma tarefa que já é essencial entre a população, mas ainda mais entre os jornalistas. Como o que mais falta na política brasileira é fiscalização, o Querido Diário é uma excelente plataforma para viabilizar esse acesso. Eu gostei bastante de saber dessa parceria. Acho que vamos ser responsáveis por algo muito importante. Estou ansiosa!“, relata Beatriz Nascimento, 19 anos, estudante de Jornalismo e nova integrante da Agência de Notícias da Facom.</p>
<p>Segundo o professor e atual tutor da AGN, Marcos Carvalho Bau, essa cooperação vai trazer muitos benefícios para a formação dos estudantes e corpo docente. “Eu tenho uma expectativa muito boa do que se aproxima. No desenvolvimento, não só dos estudantes, mas de todos nós, professores e pesquisadores. É uma excelente forma de integração.”</p>
<p>Acesse o site e conheça um pouco mais sobre o projeto Querido Diário: <a href="https://ok.org.br/projetos/querido-diario/">https://ok.org.br/projetos/querido-diario/ </a></p>
<p><img class="alignleft" src="https://comcienciasbpc2015.files.wordpress.com/2023/05/unnamed.png?w=1024" alt="" width="600" height="600" /></p>
<p><em>*Revisado por, Cinthia Rodrigues, Nathalí Brasileiro e Sofia Nachef</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=26929&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Concurso possibilita popularização de produção cientifica</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/concurso-possibilita-popularizacao-de-producao-cientifica/</link>
		<comments>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/concurso-possibilita-popularizacao-de-producao-cientifica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2020 20:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
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		<description><![CDATA[Estudantes do curso de Biologia da UFBA podem participar da seleção do projeto de extensão “Explique sua pesquisa para o seu vizinho” até o dia 31 deste mês]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirado em uma série de iniciativas ocorrida no Brasil e no mundo, a professora do <a href="http://www.biologia.ufba.br/">Instituto de Biologia</a> da <a href="http://www.ufba.br/">Universidade Federal da Bahia</a> (IBIo/UFBA), Adriana Medeiros juntamente com o Biólogo Thiago Serravalle e outros colaboradores, idealizaram um concurso de divulgação científica “<em>Explique sua pesquisa para o seu vizinho”. </em>O objetivo da iniciativa, lançada no último dia 2 de julho, é levar as pesquisas realizadas dentro do Instituto de Biologia para a sociedade.</p>
<p>O concurso é direcionado para estudantes de graduação ou pós-graduação do IBIO que realizaram trabalhos orientados por professores do Instituto nos últimos quatro (4) anos e que possuam dados que respondam à sua pergunta de pesquisa.</p>
<p>A primeira edição do projeto tem o apoio do Núcleo de Ensino Pesquisa, Extensão Criação e Inovação (NUPEX) e do programa de extensão Biologia na rua, que também buscam levar o conhecimento científico produzido na universidade para toda sociedade. “Esta sociedade nos financia e é dentro das universidades públicas que se produz quase a totalidade do conhecimento científico no Brasil. Existe uma lacuna na divulgação dos resultados das pesquisas para público leigo, o que ocasiona um distanciamento das universidades muito embora estas sejam um espaço destinado a todas e todos”, afirma <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4765345A1" target="_blank">Adriana Medeiros</a>. <em> </em></p>
<p>A expectativa do concurso, segundo o biólogo <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4732495A2" target="_blank">Thiago Serravalle de Sá</a>, é que, por meio dessa ação, mais pessoas possam saber dos resultados das pesquisas realizadas no Instituto de Biologia. “Mas não só isso. Quando chamamos nossos familiares, amigos e vizinhos, que atuam em áreas diversas da sociedade, e comunicamos de forma acessível aquilo que fazemos, essa conexão se torna bem mais fácil. Com este concurso nós queremos chamar atenção para esta lacuna que existe dentro das universidades, no que diz respeito à divulgação científica, e estimular esses estudantes a fazerem iniciativas como esta no seu exercício profissional”, reforça o biólogo.</p>
<div id="attachment_26693" class="wp-caption aligncenter" style="width: 573px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/07/vizinhos-ilustrados-conversando-em-varandas_23-2148510403.jpg"><img class="size-full wp-image-26693 " title="Conversa com vizinhos" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2020/07/vizinhos-ilustrados-conversando-em-varandas_23-2148510403.jpg" alt="" width="563" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Freepik</p></div>
<p>Tendo em vista o momento atípico e crítico para a saúde pública global, que gera um cenário de desanimo geral, os coordenadores e colaboradores do projeto acreditam que o concurso pode contribuir para que os estudantes permaneçam ativos mesmo em casa. “Trata-se de uma tarefa que pode fazer com que percebam a importância do seu trabalho não apenas para o ambiente acadêmico, mas para sua família e seus vizinhos com quem tem convivido de maneira mais próxima neste momento de isolamento social. Esse pertencimento a um grupo muito maior que aquele da Universidade pode ser muito benéfico”.</p>
<p>Outro ponto central sinalizado pelos organizadores, e que pode ser diminuído pelo concurso, é o da lacuna existente na Comunicação Científica realizada pelo profissional que produz ciência para público leigo. “Existe uma tendência de comunicação científica que, como toda tendência, será duradoura e deve permear a formação e os objetivos dos profissionais formados daqui em diante. Este concurso é uma das diversas iniciativas (inclusive já existentes no Instituto de Biologia) que podem ser realizadas, como a produção de materiais e modelos para escolas, exposições, cursos dentre tantas. Precisamos descobrir e criar essas interfaces com a sociedade para que percebam qual a importância que uma universidade pública e de qualidade pode ter nas suas vidas”.</p>
<p>Os interessados devem enviar vídeos, de até 3 minutos, com a apresentação das pesquisas de forma acessível a um público amplo, tendo como prazo final dia 31 deste mês. Todas as especificações foram disponibilizadas, via e-mail para a comunidade do Instituto de Biologia, por edital interno, que pode ser solicitado por e-mail ou visualizado <a href="https://drive.google.com/file/d/1BJrBiCQBz2ymqwRDFL5Jg7wctdmwLrQ6/view?usp=sharing" target="_blank">AQUI</a>.</p>
<p>Para a escolha do melhor vídeo foram convidados professores de ensinos públicos e particulares da Bahia bem como divulgadores científicos. Somado a isso, os vídeos que serão disponibilizados no Canal de Youtube da assessoria de imprensa do IBio, “<a href="https://www.youtube.com/channel/UCauDNQGxD7Ki3MQFcfXqTgA?disable_polymer=true" target="_blank">E Aí IBio</a>”, onde os likes serão contabilizados e utilizados para escolher as vencedoras e vencedores.</p>
<p><strong>Premiação:</strong> Os estudantes receberão certificado de participação no evento e os três primeiros trabalhos das categorias iniciação científica, mestrado e doutorado ganharão um certificado de comprovação além de um item comemorativo. Os primeiros lugares de cada categoria também ganharão três livros: “Universidade e Democracia” (publicado pela editora Boitempo, em junho de 2020 com dedicatória feita pelo escritor filosofo e reitor da UFBA, João Carlos Sales); Baía de Todos os Santos – Avanços nos Estudos de Longo Prazo (organizado por Vanessa Hatje e colaboradores) e (Re)descobrindo a Gastronomia Baiana (organizado por Uerisleda Alencar Moreira e colaboradores).</p>
<p><strong>O papel da extensão para a sociedade: </strong>O “<em>Explique sua pesquisa para o seu vizinho”</em> é um projeto de extensão de uma universidade pública e os idealizadores deste concurso acreditam na importância primordial dentro do tripé oferecido pela universidade (Pesquisa, Ensino e Extensão). “A extensão é primordial pois ela de fato leva a nossa produção para fora da Universidade chegando à sociedade, que é nossa maior financiadora. Além disso as atividades de extensão têm potencial de articular o ensino e a pesquisa junto com a sociedade. Estamos inseridos em um espaço e precisamos entender a necessidade do mesmo. Só assim poderemos responder essa sociedade”.</p>
<p>O concurso também pode ser crucial no despertar dos estudantes para que permaneçam em seus cursos, evitando o que alguns especialistas já alertam, a evasão. Para os organizadores, já existe uma mudança de aplicação da estrutura de ensino praticada anteriormente à pandemia, sendo assim, o que obriga escolas, colégios e universidades a iniciar um processo de reinvenção de novas formas de lidar a partir de agora, sobretudo pensando na manutenção dos estudantes, evitando com isso a evasão.</p>
<p><em>*Doutora em Cultura e Sociedade e editora-chefe da Agência de Notícia em C,T&amp;I &#8211; Ciência e Cultura UFBA</em></p>
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		<title>Interdisciplinaridade na prática no Pós-Cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jun 2019 18:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia encerra programação no último dia 07
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			<content:encoded><![CDATA[<p id="docs-internal-guid-edd760a6-7fff-90de-8b37-6b978e502d51" dir="ltr">Promovido pelos discentes, o <a href="http://www.ihac.ufba.br/poscultura/">3º Seminário Interno de Pesquisa do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade</a>, (Pós-Cultura), lotado no Instituto de Humanidades, Artes e Ciência, da Universidade Federal da Bahia (IHAC/UFBA), encerrou o segundo e último dia 07/06 (sexta-feira), contando com as últimas apresentações dos Grupos de Trabalhos (GT) e um balanço a respeito do panorama do evento.</p>
<p dir="ltr">O segundo dia de apresentações do Seminário Interno do Pós-Cultura seguiu com suas apresentações no PAF III, com GT8, que apresentou temáticas que envolviam abordagens a respeito de processos criativos, tecnologia, artes integradas, imagem e movimento.</p>
<p dir="ltr">Uri Silva trouxe o cinema contemporâneo em perspectiva pós indústria, com sua pesquisa Limites e Aberturas para a Realização Cinematográfica Coletiva em Curso Livre, utilizando como corpus de pesquisa filmes de curta metragem que vão até 15 minutos, onde foi possível observar a parte estética e as narrativas. Algumas observações do palestrante surgiram ao analisar cinco turmas em cada edição do Curso Livre de Cinema (CLIC), que discutiu a indústria de produção e circulação do cinema, sendo possível notar  a baixa aderência de certos grupos como o de indígenas, negros e mulheres. “A maioria da produção é feita por homens brancos e surge a análise de que existe a necessidade do debate acerca do reflexo da sociedade que existe quando o local de protagonismo não é ocupado por essas pessoas”, afirmou Uri ao apresentar um compilado de filmes que trouxe para falar sobre a representatividade e diversidade nos filmes.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_25986" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/IMG_4678.jpg"><img class="size-large wp-image-25986  " title="IMG_4678" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/IMG_4678-1024x682.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Em sua pesquisa, o doutorando Diego Sant&#39;ana Valle estuda, a partir do conceito de memória oral, como o trabalho da linguagem teatral em uma escola pública tem reverberado na vida dos estudantes que a frequentaram / Imagem: Jefferson Hora</p></div>
<p dir="ltr">Diego Valle tratou das Memórias afetivas d’uma experiência teatral no Colégio Estadual Landulfo Alves, trazendo apontamentos de como uma escola teatral reverberou na vida de algumas pessoas. Para isso, o ponto inicial do seu trabalho situou o espaço e a memória local para em seguida contar as memórias orais e afetivas das pessoas, extraído de relatos.</p>
<div>
<dl id="attachment_25985"></dl>
</div>
<p dir="ltr">O doutorando André Ricardo Virgens discutiu o fomento e financiamento à cultura com uma análise do setor audiovisual na bahia. Partindo de problemáticas e algumas questões como noções de fomento e financiamento, a composição do audiovisual, mecanismos de fomento, financiamentos públicos federal, estadual e municipal, além dos indicadores que podem ser utilizados para avaliar ações de fomento. André destacou alguns dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) ao explicar um dos aspectos apontados da sua pesquisa, as diferenças  que formam os mecanismos de fomento e mecanismos de financiamento para analisar o financiamento audiovisual na Bahia.</p>
<div id="attachment_25985" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/IMG_4695.jpg"><img class="size-large wp-image-25985  " title="IMG_4695" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/IMG_4695-1024x682.jpg" alt="" width="518" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">A doutoranda Elizia Alcântara tem pesquisado a utilização dos quadrinhos no processo de educação / Imagem: Jefferson Hora</p></div>
<p dir="ltr">A palestrante Elizia Alcântara, envolveu os presentes com seu trabalho a respeito da gramática dos quadrinhos A performance poética de Antônio Cedraz: narrativas, vozes e discursos, onde tratou dos quadrinhos e a educação a partir da observação da Turma do Xaxado de Antônio Cedraz. “Você não pode deixar de se apaixonar pelo seu objeto para cumprir a vontade da academia. Essa história de que temos que se afastar ao máximo do objeto se estudo, eu não concordo”, defendeu Elizia que declarou que a introdução e conclusão da sua pesquisa será feita em quadrinhos, em parceria com a equipe de Antônio Cedraz.</p>
<p dir="ltr">Ramon Coutinho apresentou um documentário científico como objeto de pesquisa, a partir da análise dos filme <em>Branco Sai, Preto Fica</em>, direção Adirley Queirós (2014), para entender o que vem acontecendo no Brasil, onde novos agentes do audiovisual, pessoas da periferia, passaram a assumir o discurso sobre si e os espaços que ocupam. De acordo com sua análise, vulneráveis, favelados e sertanejos apresentam uma nova visão do audiovisual com o discurso próprio, ocupando o espaço de diretores, roteiristas e atores das narrativas do seu cotidiano.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_25984" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/IMG_4704.jpg"><img class="size-large wp-image-25984   " title="IMG_4704" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/IMG_4704-985x1024.jpg" alt="" width="518" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">Ramon Coutinho trabalhará em sua pesquisa o contra discurso proposto pelo filme Branco Sai, Preto Fica, que transforma a representação da população negra no audiovisual / Imagem: Jefferson Hora</p></div>
<p dir="ltr">Para dialogar a respeito das Agendas Sociais do Mercosul e Desenvolvimento Regional: a união especializada de autoridades cinematográficas e audiovisuais do Mercosul (Recam), Luíz Gustavo Campos, buscou analisar a criação e desenvolvimento institucional da Recam para compreender a importância do aspecto cultural no processo de construção de políticas públicas de desenvolvimento regional. Com matérias e métodos que analisam o Mercosul, o cinema sul americano e documentos da recam, disponibilizadas pela mesma agência responsáveis pelo cinema nos países membros, Luíz conta que assim pretende adquirir mais respaldo para sua temática.</p>
<p dir="ltr">Thiago Pondé com O jardim de Humberto Porto: em busca de uma história musical antepassada e não contada, concordou com Elizia Alcântara ao querer se envolver com seu objeto de pesquisa, no caso seu tio avô Humberto Porto, na ideia de abordar aspectos da vida e obra do compositor baiano, realizando historicização biográfica do artista, panorama do contexto artístico da era do rádio na década de 30, além do registro do processo criativo de montagem e circulação do espetáculo em homenagem a ele. Para Diego Valle é importante conhecer o trabalho do outro e perceber semelhanças com seu trabalho e as disparidades, podendo discutir a respeito do andamento e compartilhar as experiências de outros assuntos.</p>
<p dir="ltr">A concepção do seminário surgiu da intenção de tornar o espaço estruturado e organizado, oferecendo uma forma de engajamento. Segundo os organizadores, havia uma lacuna de dois anos da realização do evento. “Foram 358 trabalhos produzidos no pós cult e as comissões criaram a possibilidade do programa se conhecer e tornar possível a possibilidade das pessoas entrarem e encontrarem o programa com mais vivacidade “, ressalta Thiago Pondé.</p>
<p dir="ltr"><em>*Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura UFBA.</em></p>
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		<title>Discentes do Pós-Cultura promovem 3° Seminário Interno</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jun 2019 17:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos pioneiros nos estudos das políticas públicas no Brasil e de outros aspectos relacionados ao campo da cultura e da sociedade em sua relação com o desenvolvimento, artes e identidades, o pós-cultura realiza a 3º edição do seu Seminário Interno
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.ihac.ufba.br/poscultura/">3º Seminário Interno de Pesquisa do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade</a> (Pós-Cultura/UFBA), promovido pelos discentes, iniciou no último dia 06/06 (quinta-feira) no campus de Ondina, da<a href="https://www.ufba.br/"> Universidade Federal da Bahia</a> (UFBA), com mostras de artes visuais, audiovisuais, musical e roda de conversa. A mesa de abertura “A Interdisciplinaridade na Prática”, com mediação do coordenador do Pós-Cultura, José<a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4707389E6"> Roberto Severino</a>, contou com a participação do professor <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788646J1">Nelson Pretto </a>(<a href="https://faced.ufba.br/">FACED/UFBA</a>), da pesquisadora Vilma Reis, da doutoranda do Programa e membra do Terreiro Bate Folha, Carla Nogueira e do Dj Branco (Casa do Hip Hop).</p>
<p dir="ltr">O primeiro dia de apresentações dos grupos de trabalho (GT) ocorreu no PAF III, onde os mestrandos e doutorandos puderam apresentar suas pesquisas, discorrendo sobre motivações, pontos de destaque, objetivos e trajetos que estão sendo adotados nas suas linhas de estudo, além de contar com debates mediados pelo professor, Leandro de Paula, no Grupo de Trabalho (GT) Identidade, Diáspora e Raça, e José Roberto Severino, no GT Políticas Culturais, Patrimônio, Meio Ambiente e Festas Populares.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_25980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/DSC_4291.jpg"><img class="size-large wp-image-25980 " title="DSC_4291" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/DSC_4291-1024x635.jpg" alt="" width="576" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Jefferson Hora</p></div>
<p>O GT Políticas Culturais, Patrimônio, Meio Ambiente e Festas Populares foi dividido em dois blocos de apresentações, com algumas observações do mediador e discussões ao final de cada. O primeiro contou a doutoranda Mércia Maria De Queiroz, que falou sobre a festa de Yemanjá, com um olhar a respeito das pessoas que estão diretamente envolvidas com o festejo, onde é possível identificar trocas simbólicas, inclusão social, e outros fatores da economia criativa, construindo, a partir disso, artigos para serem publicados. Um dos artigos iniciais é sobre os atores da festa de Yemanjá, onde resolveu realizar um recorte sobre os pescadores que são guardiões da festa.</p>
<p dir="ltr">A doutoranda Carla Maria Nogueira trouxe a discussão a respeito do Terreiro Bate Folha, com o seu projeto que nasceu da pesquisa e desenvolvimento voltado para discutir a figura de dona Olga, atual gestora do terreiro, sua representatividade e experiência em um terreiro que vinha de uma tradição com gestões masculinas, rompida por ela, através de um processo de condução, que leva em consideração a discussão de políticas culturais e demandas de assistência do local.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_25981" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/DSC_4242.jpg"><img class="size-large wp-image-25981 " title="DSC_4242" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/DSC_4242-1024x682.jpg" alt="" width="512" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">A doutoranda Carla Nogueira traz em sua linha de pesquisa a representatividade feminina no Terreiro Bate Folha / Imagem: Jefferson Hora</p></div>
<p dir="ltr">O palestrante Fabrício de Brito tratou sobre teatro de rua, arte, poesia, suas vivências, trazendo a problemática de como os cortejos o fizeram pensar sobre arte política para além das manifestações da cultura, apresentando uma certa etnicidade e pautas do teatro de rua que envolve uma reivindicação patrimonial para o teatro de rua e a análise da festa do 2 de Julho como fator de manutenção da memória. O primeiro bloco foi encerrado com a mestranda Sara Mariano, que está no ínicio da sua pesquisa e visa descobrir a potencialidade turística de cachoeira e as políticas públicas voltadas para o local.</p>
<p dir="ltr">Após discussões a respeito do primeiro bloco, o doutorando Bruno Novaes conduziu sua participação falando sobre dilemas da diplomacia cultural, com a continuação de outros estudos que nasceu na iniciação científica, envolvendo os dilemas e desafios da diplomacia cultural dos governos Dilma Rousseff e Michel Temer. A doutoranda Gleise Oliveira expôs sobre políticas públicas de cultura no Brasil contemporâneo com impactos do golpe, epistemologia que busca material teórico para defender na sua tese. Abordando política cultural também, a mestranda Juliana Almeida trouxe seu recorte com a cidadania nas políticas culturais, uma análise de formulação do Edital Calendário das Artes realizado entre os anos 2012 e 2014. Trazendo ainda mais interdisciplinaridade, Sofia Mettenheim, falou sobre política de fomento nos municípios, entendendo como eles trabalham a ideia de democratização e fazendo análises em editais para entender os mecanismos desse panorama.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_25982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/DSC_4303.jpg"><img class="size-large wp-image-25982  " title="DSC_4303" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/06/DSC_4303-1024x682.jpg" alt="" width="461" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">As apresentações dos Grupos de Trabalho foram mediadas pelo historiador e coordenador do Pós-Cultura, Roberto Severino / Imagem: Jefferson Hora</p></div>
<p dir="ltr">As mesas foram encerradas com a mostra musical do grupo CaetanUFBA que se apresentou para os presentes e as apresentações dos grupos de trabalho seguem no dia 07/06 (sexta-feira) no PAF III.</p>
<p dir="ltr"><em>*Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura UFBA.</em></p>
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		<title>UFBA: Comunidade acadêmica unida contra cortes</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2019 18:15:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mobilização contou com a participação de professores, servidores e estudantes, que querem que a revogação da decisão do governo federal de cortar 30% do orçamento das Instituições federais. O ato teve início na Faculdade de Educação e seguiu em passeata até a Reitoria da UFBA 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="docs-internal-guid-379e69ef-7fff-68a7-88b0-498d46952721" dir="ltr"><span style="color: #000000;">O anúncio do bloqueio de 37, 342 milhões, correspondente a 30% do orçamento da <a href="https://ufba.br/">Universidade Federal da Bahia (UFBA)</a>, divulgado pelo <a href="https://www.mec.gov.br/">Ministro da Educação (MEC)</a>, Abraham Weintraub, uniu estudantes, professores e servidores no ato de protesto contra a decisão, que, de acordo com o reitor João Carlos Salles, inviabiliza o custeio de despesas e o funcionamento da universidade no segundo semestre deste ano.</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 465px"><img title="Ato contra cortes" src="https://lh6.googleusercontent.com/oc59PfXtKgEeZA45Iq5OWjCYYplFTd2RjCjIACZvQX09nzllPtzOgEYSQxB2P33of9mMQ_MrpJzPcBdUoKpiM_jyXgU_YXc6AjsrroqOq535-DUfdPlnJTfennSBdS2PLnD0dw" alt="Imagem: Álene Edriele" width="455" height="341" /><p class="wp-caption-text">Imagem: Álene Edriele</p></div>
<p id="docs-internal-guid-075f2cd2-7fff-5ba3-db15-3d9948441fcc" dir="ltr"><span style="color: #000000;">Na manhã do dia 06/05 (segunda-feira), preocupados com a qualidade do ensino na universidade e com o futuro da Ciência brasileira, cerca de duas mil pessoas manifestaram repúdio à desvalorização do ensino superior e a crise no panorama da educação brasileira e cobrou a revogação da decisão, considerada equivocada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">Gritando bordoẽs, palavras de ordem e com cartazes, os manifestantes ocuparam as vias do Vale do Canela até chegar na Avenida Reitor Miguel Calmon. De acordo com eles, a luta a favor da universidade pública não envolve apenas estudantes, mas também trabalhadores &#8211; da UFBA ou não, por isso, o movimento ganhou apoio também de trabalhadores de estabelecimentos comerciais e alunos do Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, representantes de movimentos sociais e da classe política.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">De acordo com a professora e coordenadora da Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura UFBA, Simone Bortoliero, o momento é de sair em defesa da universidade, ou seja, “agora mais que nunca, é preciso mostrar o que a UFBA tem realizado nessas mais de sete décadas, mobilizar a sociedade”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">A Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura UFBA, juntamente com o Programa Conhecimento Livre e Divulgação Científica (C-Livre/Faced), está engajada em campanhas em prol da Ciência brasileira, desde 2017, com o objetivo de mobilizar a comunidade acadêmica e geral para o combate às diversas tentativas de descredibilização e desmantelamento do conhecimento científico no país pelos gestores públicos, iniciadas após posse do governo do presidente Michel Temer e que agora alcança sua pior fase.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;"><strong>Confira abaixo a nossa campanha de popularização da Ciência</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;"><object style="width: 560px; height: 400px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/b-mdyf8UZPI&amp;feature" /><embed style="width: 560px; height: 400px;" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="400" src="http://www.youtube.com/v/b-mdyf8UZPI&amp;feature"></embed></object></span></p>
<p id="docs-internal-guid-5a32cd0d-7fff-13ee-2b60-48cfdb32e221" dir="ltr"><span style="color: #000000;">Os organizadores do ato ressaltaram a importância da participação da comunidade acadêmica na luta pela universidade, lembrando da relevância e presença em todos os governos, e convidou os presentes para greve geral prevista para ocorrer no dia 15 de maio em todo país.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">A agenda de mobilização permanece com a realização de assembleias de estudantes e de professores, onde serão discutidas as estratégias de resistência que serão adotadas por docentes e discentes até o dia 15. A greve também é uma possibilidade, segundo alguns representantes dos sindicatos representativos das classes da comunidade acadêmica.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 486px"><span style="color: #000000;"><img title="Ato contra cortes na UFBA" src="https://lh6.googleusercontent.com/dsOrGLH5sKPncMUHUXcFKuOGBGabmV6vv6tRs_Pqpm7Uj6uD2vZi4NUhNSpOdqtt6bQs7RO5td_EkEZ5Q_NffDKOz6TgQzt6iTDuLexxJK15RnIH7yuPfMdGwqNzZx-aRhUkDw" alt="Imagem: Thainara Oliveira" width="476" height="359" /></span><p class="wp-caption-text">Imagem: Thainara Oliveira</p></div>
<p id="docs-internal-guid-dbfa934a-7fff-bfb6-7d6e-01ebbf6bbba1" dir="ltr"><span style="color: #000000;">Outra sugestão, é a organização de uma lista com apoiadores para participar da construção de pautas na mobilização estudantil, seja pessoalmente ou online, com montagem de um comitê com toda comunidade UFBA na realização das próximas atividades nos campus da UFBA, possibilitando uma rede de apoio e não esvaziando a universidade, se caso houver  decisão de greve geral.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px"><span style="color: #000000;"><img title="Ato contra cortes na UFBA" src="https://lh4.googleusercontent.com/KvpfHuCQ3wU11IrJ4XQ8DqwzQPhzZ5VxE5J0BJfnQAN7ZXcrHFwmNB9brtt9pS-WCeA0aPP9ZQuTKVnFPCmuLiuqIgCDBxU-r5Tb6d6dnenkRy4oyodL73Q_Upw2OD9as10xWA" alt="Imagem: Reprodução Internet" width="336" height="500" /></span><p class="wp-caption-text">Imagem: Reprodução Internet</p></div>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">Nas redes sociais, a universidade resolveu seguir a postura adotada por outras federais com a página <a href="https://www.instagram.com/balburdiaufba/">@balburdiaufba</a>, mostrando a chamada <a href="https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,mec-cortara-verba-de-universidade-por-balburdia-e-ja-mira-unb-uff-e-ufba,70002809579">“balbúrdia”</a> que é realizado na UFBA, com posts de atividades desenvolvidas que contemplam várias áreas do conhecimento e dão visibilidade aos projetos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000;"><em>*Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação e    repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura UFBA</em></span></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=25848&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Insegurança em pauta</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2018 18:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Com os vários casos de violência registrados nas universidade, cresce a  preocupação com a integridade das pessoas que frequentam esses ambientes. Na edição desta segunda, 10, a disciplina discutiu a segurança interna dessas instituições]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Um dos casos mais marcantes de violência na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e que refletiu a falta de segurança no núcleo universitário, aconteceu no dia 31 de agosto, deste ano, onde uma funcionária terceirizada da Faculdade de Comunicação sofreu uma tentativa de assalto. Após se recusar a entregar o celular, ela foi agredida com socos no rosto, um segurança &#8211; também terceirizado &#8211; tentou conter o assaltante e acabou sendo mordido pelo criminoso no braço. O caso foi noticiado por vários veículos de informação locais.</p>
<p dir="ltr">Para discutir a questão, o evento contou com a presença do reitor da UFBA, João Carlos Sales, que associou a intervenção na segurança a valores comunitários é que devem estar presente em uma universidade que pertence a todos. “A segurança tem que se adequar aos valores da universidade, nosso monitoramento tem que ser mais eficiente, a comunidade tem que se reconhecer mais fácil, ou seja, devemos ter políticas de integração e diálogo mais fortes e não de hostilidades”, reforçou Sales.</p>
<p dir="ltr">
<p class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_24994" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px;">
<dt class="wp-caption-dt"> </dt>
</dl>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/12/IMG_20181210_191218.jpg"><img class="size-large wp-image-24994 " title="Polêmicas Contemporâneas " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/12/IMG_20181210_191218-1024x1024.jpg" alt="" width="512" height="512" /></a></p>
<p class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_24994" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px;">
<dt class="wp-caption-dt"> </dt>
<dd class="wp-caption-dd">Insegurança nas universidade foi tema do debate / Imagem: Fabio Souza</dd>
</dl>
<p>O professor ainda acrescenta a necessidade da existência de uma organização em torno da problemática, que cumpra funções de integração com vários órgãos da entidade. “Estamos tentando com recursos que têm sido reduzidos cada vez mais no orçamento, precisamos ter uma coordenação de segurança que dialogue com a comunidade, que esteja relacionada com as outras superintendências, com as pró-reitorias e que tenha mais fôlego para monitorar esses contratos, para traçar políticas, estar assessorando o comitê gestor de segurança, associar ações que são caras e que envolvem contratos que vão a casa de 38 milhões ao ano, se associarmos todos contratos associados, 900 pessoas, 500 câmeras”.</p>
<p>Esteve presente também, a presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (APUB), a professora Luciene  Fernandes, que reafirmou a importância  da integração da comunidade ao âmbito universitário, como forma de repressão da insegurança. “A gente tem que tomar políticas de ocupação do espaço público. Isso que vai ajudar a diminuir a violência. Acho que conhecer mais a comunidade que integra a universidade, sem ser políticas de exclusão e de repressão, que se possa ter um encaminhamento complexo, para uma questão que é complexa também, para isso precisa haver o diálogo com a comunidade acadêmica”, afirma Fernandes.</p>
<p>O estudante do curso de Geografia, Ícaro Issa, reivindica os direitos que são garantidos pela constituição, mas que são omitidos em certos espaços pela abstenção da segurança. “Nós da universidade queremos ter liberdade para ir e vir dentro dos espaços e ter a segurança de fazer isso sem ser assaltado, molestado ou violentado. A maior insegurança que temos dentro da instituição são aqueles espaços que não são ocupados, então  temos que ocupar esses espaços”.</p>
<p>Na  visão do estudante do curso de Engenharia de Agrimensura da UFBA, Rafael  Santa Rita, um fator de grande influência para a insegurança nas  imediações da  instituição, é a escuridão em alguns lugares do campus.  “Um dos fatores que acredito contribuir para esses casos de assalto aqui  na região seja falta de luz, a falta iluminação na região do Instituto  de  Biologia e no fundo da Escola Politécnica, acredito que sejam  cruciais para esses casos de assaltos que estão acontecendo”.</p>
<p><span style="text-align: center;"> </span></p>
<p><span style="text-align: center;"> </span></p>
<p class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_24996" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/12/P_20181210_193715.jpg"><img class="size-large wp-image-24996 " title="Polêmicas Contemporâneas" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/12/P_20181210_193715-1024x1024.jpg" alt="" width="512" height="512" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pesquisadores defendem mais segurança nas unidades universitárias / Imagem: Fabio Souza</dd>
</dl>
<p>Também estiveram presentes na mesa, a doutora em Engenharia Civil pela USP é diretora da escola Politécnica da UFBA, Tatiana Dumêt; o oficial superior da Polícia Militar do estado da Bahia, doutor em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA/CEAO), Jaime Pinto Ramalho Neto; e o estudante de Ciências Sociais e representante do DCE, Gabriel Freitas.</p>
<p dir="ltr">O Polêmicas Contemporâneas é um evento realizado, no auditório da Escola Politécnica da UFBA, pelo Departamento de Educação da FACED, sempre às segundas-feiras, 19 horas, sob a coordenação do professor Nelson Pretto. O debate também pode ser visto ao vivo pelo canal do <a href="http://www.canalpolemicas.faced.ufba.br">Polêmicas Contemporâneas</a>.</p>
<p><em>*Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura UFBA</em></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=24983&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Recontando a história dos donos da terra</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/recontando-a-historia-dos-donos-da-terra/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2018 23:24:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
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		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[DA ALDEIA PARA A UNIVERSIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[RESISTÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Deslocando a análise da formação de saberes para seus efeitos na sociedade, o evento “Da aldeia para a universidade”, debate o caráter dúbio da relação do conhecimento formal com os povos indígenas, muitas vezes usada para legitimar o genocídio desses povos, que agora ocupam espaços de produção do conhecimento, como a universidade, como uma forma de resistência]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_24666" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Da-Aldeia-para-a-Universidade.png"><img class="size-large wp-image-24666  " title="Da-Aldeia-para-a-Universidade" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Da-Aldeia-para-a-Universidade-1024x685.png" alt="" width="518" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">A construção do saber sobre povos historicamente marginalizados tem, ela mesma, suas problemáticas. Inicialmente o conhecimento formal foi utilizado para produzir falsas narrativas de grupos como indígenas e afrodescendentes, que legitimaram genocídios e séculos de exploração. Por isso, o I encontro organizado pelo Coletivo Afroindigenessência, “Da Aldeia para a Universidade”, trouxe a mesa “Novas histórias indígenas no Brasil”, para resgatar as narrativas não contadas e repensar as antigas histórias. O evento, iniciou na tarde de ontem, 6,  no auditório do PAF III, no campus de Ondina, UFBA e encerra nesta quarta-feira, 7.</p>
<p dir="ltr">Composta por professores pesquisadores da história e das sociedades indígenas, a mesa debateu os efeitos dos conhecimentos produzidos sobre e nos povos indígenas. Como ressalta a doutora em História Social e professora da UFBA <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788663H0">Maria Hilda Baqueiro</a>, as narrativas contadas nos livros didáticos fazem parte de uma estratégia de apagamento desses povos, através da construção de mitos como o do selvagem canibal e do indígena indolente e preguiçoso.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_24617" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Aldeia_Universidade-4.jpg"><img class="size-large wp-image-24617   " title="Maria Hilda Baqueiro" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Aldeia_Universidade-4-1024x682.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">A professora Maria Hilda Baqueiro afirma que a construção de mitos sobre os indígenas faz parte de uma estratégia de segregação/ Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr"><strong>Dividir para conquistar -</strong> A estratégia de apagamento remonta à própria formação do Brasil, quando em seu período colonial era composto por portugueses, indígenas e africanos. Segundo a professora, as tensões entre esses dois últimos, causadas por suas diferenças, cedeu lugar a um sentimento comum, motivado por compartilharem a mesma condição subalterna. Temendo revoltas, os colonos fabricaram as mesmas histórias que ainda hoje se leem em livros escolares.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 284px"><img title="Capa da revista Veja, de 1992, sobre o caso do cacique Paulinho Paiakã, acusado de estuprar uma jovem branca, utiliza estereótipo do indígena selvagem/ Fonte: Reprodução" src="https://lh4.googleusercontent.com/GT0vEJLPCsdFU_SbnAEtw4zw8A1CN-bmwmgtaIt4dWzrqj6IA4gslfYK-xG7ze8Ht59XqpTO785A_cSJyE6Xv6CaXoXZ8tEZxTYFRHAz7o2oWozGf9p5Fii8IX2ROZ8DcrPYt20V" alt="Capa da revista Veja, de 1992, sobre o caso do cacique Paulinho Paiakã, acusado de estuprar uma jovem branca, utiliza estereótipo do indígena selvagem/ Fonte: Reprodução" width="274" height="328" /><p class="wp-caption-text">Capa da revista Veja, de 1992, sobre o caso do cacique Paulinho Paiakã, acusado de estuprar uma jovem branca, utiliza estereótipo do indígena selvagem/ Fonte: Reprodução</p></div>
<p dir="ltr">O plano de separação levou ao isolamento dos indígenas das cidades,  retirando o acesso dos povos a mecanismos políticos para pleitear  melhores condições de vida. No fim, o indígena é invisibilizado e  estigmatizado como o ser primitivo da mata, sendo-lhe inclusive negado o  direito de suas comunidades se transformarem e acessarem dispositivos  como celulares e computadores.</p>
<p dir="ltr">Para mudar essa situação, a professora Maria Baqueiro afirma que grupos oprimidos, como os afrodescendentes e os indígenas, devem se unir em luta para terem acesso a direitos básicos e a sua dignidade. “Cada vez mais vocês serão levados a se dividirem, porque isso é o que interessa no processo de conquista e dominação. Temos que aprender a lutar juntos. A luta é a mesma, pelo direito de viver com dignidade, seja você negro, seja você índio”, declara.</p>
<p dir="ltr"><strong>Visão limiar -</strong> À perspectiva da história indígena centrada na exploração desses povos pelos colonizadores, que os descrevem como subjugados, o que o doutor em História Social e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (<a href="https://www.ufsb.edu.br/">UFSB</a>), <a href="https://www.escavador.com/sobre/8897850/andre-de-almeida-rego">André Rego</a>, chama de visão limiar. Como ele ressalta, a história indígena é marcada pela violência do genocídio e da exploração. Isto ocorre porque costuma se levar em conta a história desses povos apenas a partir da colonização, desconsiderando as trajetórias anteriores. O termo índio, por exemplo, é uma forma de apagar a pluralidade de povos existentes antes da colonização.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_24621" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Aldeia_Universidade-3.jpg"><img class="size-large wp-image-24621  " title="Aldeia_Universidade-3" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Aldeia_Universidade-3-1024x682.jpg" alt="" width="518" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">O professor André Rego criticou a narrativa histórica dos indígenas que os considera somente a partir da colonização/ Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p>O apagamento levou a instabilidade da situação dos indígenas no Brasil. Segundo o professor, não havia espaço para os nativos no país. “O índio não tinha lugar no seio do povo brasileiro. Ele seria assimilado com o tempo”. As histórias dos indígenas se perderam também posteriormente, quando se desconsidera seu papel na formação do Brasil Colonial.</p>
<p dir="ltr">Como forma de resistência, os povos passaram a integrar associações de defesa dos direitos indígenas. O professor cita como determinante a ocupação de espaços de poder político, tendo como marco a atuação de lideranças indígenas no texto da Constituição de 1988. O movimento político de reconhecimento da diversidade culminaria em mudanças institucionais, como a abertura das universidades a novos públicos.</p>
<p dir="ltr"><strong>A visão dos pesquisadores -</strong> Se conhecimento formal, como o produzido na universidade, já desempenhou um papel na subjugação de povos nativos, hoje volta-se à inclusão desses povos e ao resgate de sua memória e cultura. O doutor em Estudos Étnicos e Africanos pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA (<a href="https://posafro.ufba.br/">Pós Afro</a> &#8211; UFBA) e professor da Universidade do Estado da Bahia (<a href="http://www.uneb.br/">UNEB</a>), <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4780102A1">Francisco Guimarães</a>, conhecido como Chico Índio, lembrou seu período de atuação na <a href="http://www.funai.gov.br">Fundação Nacional do Índio</a> (FUNAI), onde pôde entrar em contato com as culturas indígenas, ausentes nas universidades.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o professor Guimarães, a junção com a <a href="http://anai.org.br/">Associação Nacional de Ação Indigenista</a> (ANAÍ) possibilitou desenvolver projetos voltados tanto para o ensino de história indígena na universidade quanto para a formação dos índios no magistério. Ele afirma também que atualmente já existe uma visibilidade maior para esses povos dentro das universidades tente relevante atuação como pesquisadores. Contudo, mesmo ressaltando a participação dos indígenas no campo da pesquisas nos centros de produção do conhecimento, a mesa era composta somente por não-índios, apesar da programação do evento para o mesmo dia ter contado com a presença de indígenas como debatedores.</p>
<p dir="ltr">O doutor em Antropologia Social, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA e professor da UFBA <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4784620Y9">Marco Tromboni</a> concorda com a fala de Guimarães e frisa que o papel da universidade enquanto formadora de conhecimento deve ser crítica. A relação entre a instituição e as aldeias pode ser negativa se os pesquisadores tomarem estas como mero objeto de pesquisa. Antes, cabe ao saber formal reconhecer a voz própria dos indígenas, não substituí-la por outra. “[Existe] Uma tentativa de produzir um conhecimento que na verdade está referenciado a paradigmas e teóricos que não necessariamente tem a ver com o universo de sentido daquelas populações. É uma produção que se torna bastante hermética, inacessível para aquelas populações”, afirma Tromboni, e reforça que o conhecimento da universidade deve ser útil e possui benefícios a oferecer a qualquer povo marginalizado.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_24623" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Aldeia_Universidade1.jpg"><img class="size-large wp-image-24623 " title="Aldeia_Universidade" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Aldeia_Universidade1-1024x682.jpg" alt="" width="512" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Marco Tromboni afirma que o conhecimento construído na universidade deve ser livre/ Imagem: Giovanna Hemerly</p></div>
<p><em>*Estudante do curso de jornalismo da  Faculdade de Comunicação e   repórter na Agência de Notícias em CT&amp;I  – Ciência e Cultura UFBA</em></p>
<p dir="ltr">
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=24609&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>I Seminário Da Aldeia para a Universidade</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/eventos/i-seminario-da-aldeia-para-a-universidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2018 19:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Aldeia]]></category>
		<category><![CDATA[I Encontro]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Ufba]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento de caráter sócio-cultural busca estimular a valorização da História e Cultura dos povos indígenas e Afro-Diaspóricos em nosso país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O coletivo Afroindigenessência se reúne para seu primeiro Encontro &#8220;Da Aldeia para a Universidade&#8221;. Dividido entre a tarde e a noite dos dias 06 e 07 de novembro, o seminário vai se centralizar na discussão de temas pertencentes às experiências de vida dos membros das comunidades indígenas.</p>
<div id="attachment_24583" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/logo.col_.jpg"><img class="size-large wp-image-24583 " title="logo.col" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/logo.col_-929x1024.jpg" alt="" width="448" height="493" /></a><p class="wp-caption-text">Divulgação</p></div>
<p>O encontro ocorrerá nos Pavilhões de Aula da Federeção (PAF) 3 e 5 no campus de Ondina da UFBA. A entrada será gratuita.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Serviço:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>O quê: I Encontro  - “Da Aldeia para a Universidade”</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Onde: Auditórios do PAF 3 (06/11) e do PAF 5 (07/11)</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span><span style="font-weight: bold;">Quando: 06 e 07 de novembro</span></p>
<div><span style="color: #000000; font-family: Arial; font-size: 14.6667px; font-weight: 700; text-align: center; white-space: pre-wrap;"><br />
</span></div>
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		<title>Pelo conhecimento livre e público</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2018 21:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O professor da Faculdade de Educação, Nelson Pretto, apresentou seu novo livro “Educações, culturas e hackers: escritos e reflexões” em debate sobre a ameaça de privatização das universidades, e reafirmou a necessidade de uma luta coletiva pela educação aberta a todos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Por que reunir na Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina, professores, servidores técnicos, pesquisadores, alunos e artistas na tarde de uma véspera de feriado? O objetivo foi lançar o projeto Café Digital, um fórum de debates para discutir cidadania, ciência e tecnologia, que será realizado durante todo semestre, com a organização do  Grupo de Pesquisa e Extensão em Informática, Educação e Sociedade &#8211; Onda Digital, sediado na UFBA.</p>
<p dir="ltr">Na análise do professor da Faculdade de Educação (FACED / UFBA), Nelson Pretto. “[Esse evento] é parte de uma luta cotidiana de defesa da universidade”, dessa forma, “momentos coletivos como este são absolutamente fundamentais e que deveria ser a lógica da universidade”.</p>
<p dir="ltr">A primeira edição do Café Digital convidou o professor Nelson Pretto para falar sobre seu recém lançado livro “Educações, culturas e hackers: escritos e reflexões”. Na oportunidade, ele trouxe questões relacionadas ao diálogo entre ciência, cultura e tecnologia. A tragédia do incêndio do Museu Nacional, ocorrida no início deste mês, e a forma como a culpa pela má administração do museu foi repassada para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), só reforça que todos devemos zelar para manutenção da universidade pública. “A coisa [as acusações contra a UFRJ] fica mais grave. Começam a dizer: ‘Claro, o setor público não dá conta de cuidar disso. Tem que privatizar”. E o Museu da Língua Portuguesa, que é patrocinado pela Fundação Roberto Marinho e <a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/12/incendio-atinge-museu-da-lingua-portuguesa-em-sp-dizem-bombeiros.html">pegou fogo</a>?”, questionou.</p>
<p style="text-align: center;" dir="ltr">
<div id="attachment_24361" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/09/053-1024x6821.jpg"><img class="size-full wp-image-24361    " title="053-1024x682" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/09/053-1024x6821.jpg" alt="" width="576" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">O professor Nelson Pretto/ Foto: L. Costa</p></div>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">A afirmação de uma luta pela não privatização da universidade deve ser feita coletivamente. A distribuição desigual de recursos para departamentos e a falta de divulgação foram apontadas pelo professor como empecilhos para esta luta. Existem, entretanto, diversos projetos dentro da universidade que incentivam o conhecimento livre das produções acadêmicas. O próprio professor lançou seu novo livro, <a href="http://www.edufba.ufba.br/2017/12/educacoes-culturas-e-hackers-escritos-e-reflexoes/">“Educações, culturas e hackers: escritos e reflexões</a>”, pela Edufba com o licenciamento de livros em creative commons, [licença que permite maior compartilhamento de conteúdo de livros]. O livro licenciado, que orientou parte do debate, exemplifica como ferramentas podem ser utilizadas para atuar na veiculação do trabalho acadêmico.</p>
<p dir="ltr">“A divulgação científica é uma cobrança para nós professores, para nos tornamos os intelectuais públicos que devemos ser”. Para o professor Nelson Pretto, a divulgação deve furar os espaços que a mídia tradicional ocupa e também se utilizar de ferramentas digitais livres. A plataforma integrada Noosfero, por exemplo, atua com as funções de um website e já está sendo adotada pela UFBA. Pretto afirma que utilizar ferramentas como o Google e o Facebook limita o trabalho acadêmico, por darem preferência aos anúncios pagos. “É a mais-valia 2.0.. Você trabalha, postando e os caras ficam ricos”, critica.</p>
<p dir="ltr">O evento também ofereceu cinco oficinas, chamadas de “cantinhos”: Arduíno e construção de microscópios, Prototipação em papel de aplicativos mobile, Computação desplugada interdisciplinar, Programação com scratch e Crianças hackers e laboratórios comunitários. As oficinas foram abertas para a comunidade e para estudantes do Centro de Educação Livre Plena (CELViP), onde o Onda Digital desenvolve projetos com os alunos, fixado no município de Pau da Lima.</p>
<p dir="ltr"><em>*Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação e repórter na Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura UFBA</em></p>
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