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	<title>Ciência e Cultura &#187; Facom</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>A AGN marcou presença na edição de 20 anos do ENECULT</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 18:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Agência de Notícias Ciência e Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[A Agência de Notícia em CT&#038;I (AGN) acompanhou as discussões das mesas “Guerras Culturais”, “Plano Nacional de Cultura” e “50 anos do Mafro”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" dir="ltr">A Agência de Notícias esteve presente na 20ª edição do Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Multidisciplinares (CULT). Entre os dias 19 e 24 de agosto, o evento contou com mesas de debates e Grupos de Trabalho (GT’s) remotos e presenciais, além de lançamentos de livros. “Ser realizado vinte vezes consecutivamente não é uma realidade no Brasil. Deveria ser um modelo”, parabenizou João Cezar de Castro Rocha, pesquisador e professor da UERJ, no quarto dia do evento, no Salão Nobre da Reitoria, no Canela.</p>
<p dir="ltr">O evento, que é produzido com parceria do Pós-Cultura, IHAC, e FACOM, neste ano, discutiu sobre a importância da cultura como um lugar de combate. “Precisamos combater a intolerância, o racismo, a homofobia, a misoginia. E essas questões são muito importantes no plano da cultura. A cultura é um excelente ambiente de debate para que possamos superar certos aspectos da nossa sociedade, que ainda parecem promover a exclusão e a injustiça”, afirma o professor José Roberto Severino, pesquisador do CULT e integrante da Comissão de Programação do evento.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">&#8220;O ENECULT é o mais importante evento que reúne pesquisadores em cultura do Brasil e, nesses vinte anos, tem se colocado como protagonista nesse sentido. Daqui surgiram vários fóruns importantes que discutem cultura em outros setores da sociedade, porque o Enecult acaba sendo o palco onde as pesquisas são apresentadas. É o lugar de troca, de conhecimento, de pesquisas e de atualização das nossas discussões”, completa Severino.</p>
<p dir="ltr">Essa edição foi um marco cultural e político, e teve a presença majoritária de mulheres na organização. Além disso, contou com apresentações artístico-culturais baianas, a exemplo da deslumbrante Zambiapunga &#8211; A artimanha nordestina de lidar com a morte, da Quadrilha Junina Forró do ABC, a mais antiga de Salvador em atividade e campeã do Concurso da Federação de Quadrilhas Juninas da Bahia de 2024.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2024/09/IMG_9796.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-28977" title="Quadrilha Junina Forró do ABC," src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2024/09/IMG_9796-768x1024.jpg" alt="" width="640" height="853" /></a></p>
<p dir="ltr">A Forró do ABC abriu a programação da quinta-feira (22) e reafirmou a presença da cultura baiana no ENECULT, despertando o público para as discussões que viriam. “Dança que abraça todos os corpos e é feita da periferia, com gente da comunidade. É a primeira escola de arte de muita gente. A quadrilha junina precisa ser valorizada a cada dia”, ressaltou Leonardo Teles, coordenador de teatro e marcador da apresentação.</p>
<p dir="ltr">
<h3>Confira as seguintes mesas que a AGN cobriu:</h3>
<ul>
<li dir="ltr">
<h3>Guerras Culturais, na manhã de quinta-feira (22), na Reitoria;</h3>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">A mesa contou com a mediação da professora e pesquisadora Ohana Boy (UFBA); a exposição de Letícia Cesarino (UFSC), professora de pós-graduação em Antropologia Social e assessora no Ministério de Direitos Humanos; de João Cezar de Castro Rocha (UERJ), professor de Literatura Comparada; e de Fabiano Piúba (UFC), secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC e ex-Secretário de Cultura do Estado do Ceará. Como debatedor, Alexandro Barbalho (UECE).</p>
<p dir="ltr">A mesa discutiu sobre as disputas político-ideológicas ligadas à cultura que vemos em nossa sociedade, e seu impacto na democracia, nos direitos humanos e na diversidade cultural. Além disso, o modo como o uso inadequado das redes sociais fortalece esse cenário. Os convidados também abordaram sobre a estrutura política de nosso país e como a algoritmização das redes fica mais evidente nesse campo, tema pertinente frente ao início do processo eleitoral.</p>
<p dir="ltr">
<h3>Confira os destaques do debate:</h3>
<p dir="ltr">O debatedor Alexandre Barbalho fez as seguintes provocações depois da primeira rodada de exposições: Porque em 2024 ainda estamos discutindo sobre guerras culturais? Quais são as especificidades dessa guerra hoje, já que o conceito se iniciou no século passado?</p>
<p dir="ltr">João Rocha, autor do livro Bolsonarismo: da guerra cultural ao terrorismo doméstico (Belo Horizonte: Autêntica, 2023), expôs como a guerra cultural é uma “máquina de produzir narrativas, baseadas em fake news, e produzir inimigos em série, pela rejeição radical do outro.” Foi aclamado, também, que a Justiça Eleitoral tenha uma serenidade próxima ao tempo eleitoral, no âmbito do uso das tecnologias. Rocha explicou que é preciso ter uma “atenção, compreensão e percepção” do tempo pelo digital, e como os jovens são os mais inseridos nesse contexto.</p>
<p dir="ltr">Letícia Cesarino, autora de O mundo do avesso – Verdade e política na era digital (São Paulo: Ubu Editora, 2022), introduziu o conceito de metapolítica, que evidencia o crescente uso das redes, por parte de muito candidatos, para se favorecerem, querem “disputar pelo todo”, ocorrendo uma “privatização do público” através do espaço digital. Cesarino evidenciou que o crescente uso das redes para fins antidemocráticos dá origem a um espaço paralelo, com elementos desestabilizadores que ocorrem fora da institucionalidade democrática.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Acho que a guerra é isso mesmo: a gente descobrindo como adiar o fim do mundo”, afirmou Fabiano Piúba, ao citar Ailton Krenak.</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2024/09/IMG_98031.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-28971" title="Enecult - 2024" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2024/09/IMG_98031.jpg" alt="" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Para assistir na íntegra, clique <a href="https://www.youtube.com/live/tElJsvGLBlA?si=dSMt0iJevbTwHQQM">aqui</a>.</p>
<p dir="ltr">
<ul>
<li dir="ltr">
<h3>Desafios para o novo Plano Nacional de Cultura, na manhã de sexta-feira (23), na Faculdade de Comunicação (FACOM);</h3>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">A mesa foi mediada por Sophia Rocha com a exposição de Roberta Martins, Secretária dos Comitês de Cultura do Ministério da Cultura (MinC), socióloga, educadora e gestora cultural; de Guilherme Varella, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA e autor do livro ‘Plano nacional de cultura: direitos e políticas culturais do Brasil’; de Fernanda Morgani, produtora cultural e conselheira do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC); e, Sofia Mettenheim da Coordenação Geral de Projetos Estratégicos do MinC.</p>
<p dir="ltr">Em 2024, ocorre a finalização da vigência do atual Plano Nacional de Cultura, instrumento que orienta o poder público na formulação de políticas culturais. A mesa discutiu sobre o  processo de construir um novo plano para os próximos 10 anos, levando em conta os desafios e as perspectivas para a sua formulação e implementação, considerando as demandas atuais da sociedade brasileira.</p>
<p dir="ltr">
<h3>Confira os destaques do debate:</h3>
<p dir="ltr">Roberta Martins abriu a mesa afirmando que “é inegável que a participação social deve ser um fio condutor” e ressaltou a importância do olhar das pessoas que compõem os conselhos culturais do país em relação às políticas culturais. Como primeira Secretária do Comitê de Cultura, ela apontou as responsabilidades de regulação legislativa, animação, divulgação e estimulação da participação social  do Sistema Nacional de Cultura na construção do Novo Plano Nacional. Para Martins, então, as discussões partem das reflexões sobre como o Estado Brasileiro se organiza e se estrutura. Além disso, leva em conta a participação da sociedade civil e de como elas se tornam permeáveis, para uma ampliação da participação nos debates.</p>
<p dir="ltr">A ideia de que o novo plano deve ser pensado e construído de forma conjunta entre a sociedade civil e a categoria governamental continuou a guiar a conversa. Essas políticas não podem ser construídas de forma isolada do contexto histórico geral que vivemos, tão pouco se separa das medidas estruturantes que entrecruzam a área cultural, como a estabilidade econômica nacional.</p>
<p dir="ltr">Ela afirmou que “a realização da cultura é feita pelos territórios e pela comunidade, deve ser permeada por muitas vozes e muitas perspectivas. Fundamentalmente não pode ser pensada de forma separada do contexto.”, a ideia foi compartilhada por Sofia Mettenheim que trouxe a perspectiva de como o plano deve ser organizado, de maneira que o controle social se identifique e tenha nitidez para saber em quais metas devem se agarrar. “Metas pela qual a sociedade civil sinta que vale a pena lutar”, reforça Sofia.</p>
<h3>Sistematização do Plano Nacional</h3>
<p dir="ltr">O Plano Nacional está na sua fase de sistematização, organização das 30 propostas bases vindas de conferências estaduais e municipais, que viraram o “coração” para pensar a consolidação do plano com as diretrizes e  princípios, além de identificar os objetivos e metas para transformar o plano em um instrumento de planejamento efetivo. Após a formulação base, o plano volta à discussão para saber se a sociedade civil ainda se identifica, se existem furos ou lacunas, e então, após a consolidação, é encaminhado para o Congresso Nacional em forma de Lei.</p>
<p dir="ltr">Segundo Sofia, o fomento cultural se moldou e cresceu atrelado aos recursos dos editais culturais. Ela considera que o marco desse novo plano é a exigencia dos tempos atuais de um posicionamento mais intencional da política cultural “para fazer frente a violências e desigualdades históricas, estruturantes da sociedade brasileira e como a política cultural incide nelas.”</p>
<p dir="ltr">Para Fernanda Morgani, a sociedade tem o papel fundante e estruturante para a criação de políticas culturais. A produtora cultural declarou que está sendo desenvolvido um processo de simplificação de termos para amenizar o problema de representação limitada existente,  de forma que a sociedade como um todo possa entender o plano. Ela exaltou, entre alguns resultados da conferência nacional de cultura, o plano setorial de arquivos que se conecta com o plano nacional de educação, “a gente vivencia a cultura a partir do momento em que entramos na escola, que começamos a interagir com outras pessoas, e que nos reconhecemos como ser humano. Cultura é isso, nossa forma de ser e de se manifestar” .</p>
<p dir="ltr">Guilherme Varella reafirmou que o novo plano não é a atualização do anterior, e sim que vem como a síntese de todos os pontos trazidos como teses. Para ele, o plano dá sentido programático para os investimentos, e tem a oportunidade de mudar a cultura institucional de planos, devido a sua dupla função jurídica: garantia institucional, assegurando os direitos, e a função de lei quadro, que funda as premissas de atuação do estado.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;" dir="ltr"><strong>“Todo sistema é programado, o sistema nacional de cultura é a arquitetura que o plano nacional sustentará.”  -  Guilherme Varella</strong></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Guilherme trouxe a perspectiva também da institucionalidade do campo cultural, diferente dos outros campos como o da saúde e o trabalhista. “Quando a gente fala de um instrumento de planejamento do estado, como é o plano nacional de cultura, estamos falando do limite de um mecanismo de concretização de direito.”</p>
<p dir="ltr">O professor reforça que os direitos são perenes e ativados pela própria mudança da organização, para ele, os direitos culturais dão o sentido constitutivo das instituições que vão ser responsáveis pelas políticas públicas. “Direitos culturais, não falando da sistematização e organização de demandas, as demandas são circunstâncias e podem mudar conforme a realidade cultural, e conforme a própria organização social da cultura.”</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Confira na íntegra <a href="https://www.youtube.com/live/aHHTpzsYPkU?si=PQBWp5Q3LZRklcAi">aqui</a>.</p>
<p dir="ltr">
<ul>
<li dir="ltr">
<h3>Mesa “Mafro cinquenta anos (1974/2024): Tempo de história, ações e visadas aos acervos e às peças” (GT Patrimônios Culturais e Memória) &#8211; INCT NA FACOM</h3>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">O Museu Afro-brasileiro da Universidade Federal da Bahia, Mafro, completou 50 anos e promoveu junto ao Grupo de Trabalho (GT) Patrimônios Culturais e Memória, a mesa “Tempo de história, ações e visadas aos acervos e às peças&#8221;. A programação realizada no auditório da Facom, iniciou com a presença do professor  José Roberto Severino (UFBA), e teve apresentações dos trabalhos “A criação do museu afro-brasileiro e a formação de sua coleção de cultura material religiosa afro-brasileira”, por Juipurema Sandes (MAFRO/UFBA); “Exposição educadora: revisitando o conceito”, por Marcelo da Cunha (UFBA) , que também coordenou a mesa; “A documentação do museu afro-brasileiro da UFBA”, por Ilma Vilasbôas (MAFRO/UFBA) e o “Estudo sobre o mural dos Orixás: Carybé faz festa na barriga de Iemanjá”, por Waldelice Souza (UFRJ &#8211; MAFRO/UFBA).</p>
<p dir="ltr">O Mafro é sediado em Salvador, possui um acervo de mais de 1100 peças entre material de cultura africana e afro-brasileira, criado em 1974, e inaugurado em 1982. Os expositores apresentaram a história  de criação do museu, a composição cultural das peças, a relação com a cidade, os dados, as formas de organização do acervo por análises partindo dos trabalhos apresentados na tarde desta sexta-feira.</p>
<p dir="ltr">
<h3>Confira os destaques do debate:</h3>
<p dir="ltr">Juipurema Sandes abriu o debate contando a história do museu,  a partir da chegada das obras e da criação dos acervos. Sandes dividiu a  formação da coleção de cultura material religiosa afro-brasileira em quatro grupos de entrada, o primeiro de 1961, aquisições vinculadas ao CEAO &#8211; Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA; o segundo de 1975 até 1977, referente à assinatura do convênio com o Ministério das Relações Exteriores; o terceiro grupo de entrada de 1981, quando aumentou as aquisições para a coleção afro-brasileira, ainda haviam poucas doações; e por último a entrada de 1982 a 1992 quando as doações ganharam força com a comunicação entre os terreiros.</p>
<p dir="ltr">Ainda segundo Juipurema, todos os terreiros que fizeram doações de artefatos religiosos para o MAFRO tinham alguma relação entre si, propagando o entendimento do Museu como preservação de história. A instituição também recebeu  doações de artistas plásticos e  blocos-afros, de maneira que, enquanto até o ano de 1979 a maior parte da coleção era africana, em 1981 a maior parte já havia se tornado afro-brasileira.  “Quando a gente observar o processo de formação da coleção religiosa, a gente vai ver que ela é fruto do entendimento da comunidade e da importância do museu”, afirma Marcelo Cunha, coordenador do museu.</p>
<p dir="ltr">A museóloga Ilma Vilasboas contou sobre o aspecto de documentação do MAFRO, explicando o projeto existente de pesquisa e estudo sobre os documentos das peças recebidas durante esses anos pelo Museu Afro-brasileiro. Ilma explicou que o objetivo inicial da pesquisa era fazer um diagnóstico inicial para compreender o volume documental que compõe esse arquivo institucional do acervo, mas que se desenvolveu no objetivo de criar uma linha do tempo da documentação da instituição cultural.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;" dir="ltr"><strong>“O objetivo de apenas traçar os documentos se ampliou para entender a memória do próprio setor” &#8211; Ilma Vilasboas</strong></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Vilasboas explicou a metodologia de pesquisa e mapeamento dessas informações, apresentou os pontos que estão sendo analisados neste processo e as diretrizes, que falam sobre o acervo. Como o artigo 40: “Os inventários museológicos e outros registros que identifiquem bens culturais, elaborados por museus públicos e privados, são considerados patrimônio arquivístico de interesse nacional e devem ser conservados nas respectivas instalações dos museus, de modo a evitar destruição, perda ou deterioração.” Menciona também  o código de ética profissional, exaltando a preservação e cuidados para com as peças do acervo.</p>
<p dir="ltr">Finalizou a sua fala apontando para ações como a elaboração de políticas e protocolos para o gerenciamento do museu como a criação de uma comissão de acervo, políticas de aquisição e de descarte/desvinculação. A museóloga afirmou a existência do projeto “Acervo Online”, um banco de dados digital para possibilitar o acesso às informações do levantamento sobre cada peça e a sua história.</p>
<p dir="ltr">Marcelo Cunha, em sua exposição da visão educacional do Museu afirmou que, ainda nos dias de hoje, o museu não é uma unidade, mas sim um lugar que emerge do mundo social, construído por meio de processos de aprendizagens, como um recorte da realidade construída. As exposições, segundo Marcelo, seriam o espaço privilegiado de observação do mundo social. “No imaginário coletivo, os museus existem para fazer exposições, mas os museus não existem para fazer exposições, as exposições são ferramentas que devem ser entendidas para comunicar”, afirmou.</p>
<p>Confira na íntegra<a href="https://www.youtube.com/live/5sYyubIiGVM?si=IQSxjg5RK5Lbyl53"> aqui</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Um sol pra cada um: como as mudanças climáticas afetam Salvador</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/um-sol-pra-cada-um-como-as-mudancas-climaticas-afetam-salvador/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 14:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agência de Notícias (AGN) avaliou as ações da prefeitura de Salvador na tentativa de analisar como a capital está lidando com as mudanças climáticas e os objetivos de desenvolvimento sustentável, propostos pela ONU para lidar com a questão globalmente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a chegada da primavera no hemisfério sul foi possível perceber uma onda de calor intensa e extrema em boa parte do Brasil. Para compreender como este problema está sendo enfrentado em Salvador, uma das 26 capitais do país, a AGN pesquisou ações da prefeitura que buscam lidar ou mitigar alguns problemas que a capital deverá enfrentar por conta do aquecimento global. Para isso, foram escolhidos três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), propostos pela ONU, e avaliados no contexto soteropolitano. A análise dos três ODMs escolhidos foi feita a partir do levantamento de dados em diários oficiais da prefeitura de Salvador e na plataforma do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR).</p>
<p>Além dos anúncios de altas temperaturas, a previsão da tendência climática para o início de 2024 nas regiões brasileiras, realizada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) e divulgada em matéria no site <a href="https://marcozero.org/imagens-de-satelites-indicam-verao-mais-quente-em-2024/">Marco Zero</a>, indica que a expansão do El Ninõ pelo Pacífico Tropical deve causar um verão de altas temperaturas no Hemisfério Sul, chegando a atingir uma média de 4º C acima do normal.</p>
<p>As consequências desta alteração climática já são perceptíveis. Ainda na primeira semana de novembro de 2023, foi registrado um ciclone extratropical no mar, com ondas de até 3,5 metros de altura,  que <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/11/06/entenda-o-que-causou-ondas-gigantes-no-rio-videos-viralizaram.ghtml">invadiu a orla na Zona Sul do Rio de Janeiro</a>. Na semana seguinte, um tsunami atingiu Laguna, em Santa Catarina. Reações ambientais como essas são frutos do aquecimento da temperatura na terra e trazem urgência do debate sobre as mudanças climáticas no país e no mundo.</p>
<p><strong>Metas de desenvolvimento<br />
</strong><br />
Com o objetivo de monitorar e pensar em ações que tenham um apelo global foram desenvolvidos os <a href="http://www.odmbrasil.gov.br/os-objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio">Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)</a>, um projeto da Organização das Nações Unidas (ONU), composto por oito ODMs, que nasceu nos anos 2000. A iniciativa estimulou que os países criassem metas a serem alcançadas entre os anos de 2000 a 2015.</p>
<p>Com o sucesso dos primeiros ODMs, foram desenvolvidas novas metas para os 15 anos seguintes. Dessa forma, foram estabelecidos <em>17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</em>, do plano de ação internacional, com o intuito de estimular e apoiar ações de importância crucial para a humanidade. O novo plano compõe a agenda mundial que será discutida em 2030.</p>
<p>Para compreender como Salvador está lidando com as mudanças climáticas, relacionando com as metas elaboradas pela ONU, a Agência de Notícias (AGN)  buscou mais informações sobre 3 ODS, que estão mais diretamente relacionados com as questões do clima e temperatura global na cidade. São eles:</p>
<div id="attachment_27987" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/12/11.png"><img class="size-large wp-image-27987" title="ODS selecionadas para reportagem. " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/12/11-1024x576.png" alt="ODS selecionadas para reportagem." width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">ODS selecionadas para a reportagem da AGN. </p></div>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/sdgs">Conheça aqui todas as ODS.<br />
</a><br />
<strong>Índice de desenvolvimento das cidades<br />
</strong><br />
Para engajar mais municípios brasileiros no cumprimento das ODS, foi lançado em 2021, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) que rankeia 770 municípios. A iniciativa é do Programa Cidades Sustentáveis em parceria com o Sustainable Development Solutions Network, organização vinculada às Nações Unidas (ONU). Este índice é uma das ferramentas utilizadas pela AGN para compreender o contexto da capital baiana no cumprimento dos objetivos propostos pela ONU.</p>
<p>A seleção dos municípios para o ranking segue critérios como capitais brasileiras, municípios com mais de 200 mil eleitores e/ou em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis na gestão 2017-2020 e municípios com a Lei do Plano de Metas, instrumento de planejamento e gestão que auxilia as prefeituras a definir as prioridades e ações estratégias do governo ao longo dos quatro anos de mandato.</p>
<p>O índice busca estimular a criação de políticas que auxiliam no cumprimento das ODS e também contribuir para a compreensão de quais áreas precisam de maior investimento, o que auxilia no monitoramento dos progressos e desafios desses objetivos à nível local.</p>
<p>Salvador no cumprimento das ODS<br />
Na plataforma do IDSC-BR, consta que a capital baiana possui nota 51,08 de 100. Esta pontuação mede o progresso total das cidades para a realização de todos os 17 ODS. Uma pontuação 100 indica a realização ótima dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Logo, Salvador se enquadra com nota média no que tange o cumprimento das ODS.</p>
<p>Igor Rocha Santana, articulador nacional do Engajamundo e pesquisador técnico em inovação tecnológica, afirma que a participação dos municípios é fundamental para atingir os objetivos da ODS “Os municípios precisam desenvolver ações efetivas para atingir os ODS da Agenda 2030. Na verdade existe um papel indutor do poder público que é essencial para tornar sistêmica a agenda (mobilizar e pressionar agentes privados, fazer organizações do terceiro setor colaborarem, estabelecerem meios e incentivos para endereçar questões prioritárias), não dá para territorializar a agenda sem essas ações!”</p>
<p>Na avaliação atual da plataforma, a cidade possui nota muito alta (80 a 100) na ODS 13-Ação contra mudança global do clima. Por outro lado, na ODS 15-Vida terrestre o desempenho foi baixo (40 a 49,99). Enquanto a ODS 11-Cidades sustentáveis obteve uma avaliação muito abaixo da média (0 a 39,99).</p>
<p>Com base nesses dados e nas pesquisas realizadas na plataforma Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), buscamos compreender quais medidas vêm sendo tomadas pela prefeitura de Salvador para atingir as metas da Agenda 2030, com enfoque nas ODS citadas acima.</p>
<p><strong>Ações da prefeitura diante os objetivos sustentáveis<br />
</strong></p>
<p>Para entender um pouco mais sobre as ações da prefeitura de Salvador diante dos objetivos estipulados pela ONU, foi utilizada a ferramenta de busca <a href="https://queridodiario.ok.org.br/">Querido Diário</a>, que tem como objetivo possibilitar o acesso de forma mais descomplicada aos Diários oficiais das cidades brasileiras já mapeadas. Para pesquisa, as palavras chaves utilizadas foram: “meio ambiente”, “ODS” e “mudança climática”.</p>
<p>Nas buscas, foi encontrado o Decreto nº 32.102 de 15 de janeiro de 2015, que deu origem ao Grupo de Trabalho para elaboração do Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas (PMAMC) e da Política Municipal de Mudanças do Clima. No final de outubro de 2023, Salvador foi uma das cinco cidades do mundo premiadas no Prêmio Global para o Desenvolvimento Sustentável nas Cidades, liderado pela ONU-Habitat e pelo governo de Shanghai, no qual o plano de ação climática da PMAMC foi uma das realizações da capital que a premiação condecorou.</p>
<p>Também foi encontrado o Programa Salvador Solar, que tem como objetivo estimular o uso de energia solar fotovoltaica na cidade. A implantação de painéis solares em prédios públicos é estimulada pela meta de gerar 1 megawatt (MW) de potência de energia renovável, de acordo com o site da Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência de Salvador (SECIS). Uma das vertentes do Salvador Solar é o IPTU Amarelo &#8211; Decreto nº 30.738 de 21 de dezembro de 2018, criado para incentivar proprietários de casas e condomínios a implantarem o sistema de energia fotovoltaica, em benefícios de descontos no IPTU de acordo com a produção e o consumo de energia.</p>
<p>A outra vertente do programa é o Mapa Solar, plataforma que visa mapear o potencial solar dos telhados da cidade, oferecendo banco de dados público para que qualquer cidadão consiga identificar o potencial energético de sua edificação. Por fim, outro benefício associado a descontos no IPTU com a promoção da sustentabilidade é o IPTU Verde, instituído pelo Decreto nº 36.288 de 17 de novembro de 2022, que incentiva empreendimentos residenciais, comerciais e institucionais a realizar ações e práticas sustentáveis em suas construções.</p>
<p>Com base nesses dados e nos índices citados anteriormente, Salvador traçou muitas metas para incentivar o uso da energia renovável e limpa na cidade e se utilizou de estratégias como a concessão de benefícios à população que aderir aos programas desenvolvidos. É possível notar o esforço da gestão para cumprir com esse objetivo e os resultados são perceptíveis nas avaliações feitas, que justificam a sua boa pontuação no ODS 13 &#8211; ações contra a mudança do clima.</p>
<p><strong>Sustentabilidade e desigualdades sociais<br />
</strong><br />
Apesar do resultado das buscas no diário oficial do município (DOM) e da nota IDSC-BR ser considerada positiva, para Igor Santana, existe uma grande anomalia entre os dados obtidos e a realidade local. Diferentes populações são afetadas de diferentes maneiras pelas mudanças climáticas, como consequência da desigualdade socioeconômica enraizada na capital baiana: “Precisamos lutar para construir melhores indicadores e métricas, que abarquem as condições subjetivas e objetivas daqueles que são mais afetados”.</p>
<p>Também não foram encontradas, no levantamento de dados no DOM, iniciativas da cidade para o cumprimento do ODS 11 &#8211; cidades sustentáveis. O baixo rendimento obtido por Salvador reflete a necessidade da gestão pensar em políticas voltadas para a promoção da sustentabilidade na cidade, tanto nos ambientes terrestres como marinhos.</p>
<p>Igor aponta essa falha ao contexto histórico da cidade, marcado pela segregação e desigualdade: “Existem planos para tornar a cidade mais resiliente ou reduzir as emissões, mas esses planos não passam diretamente pelo combate às desigualdades. Salvador segue crescendo de acordo com as pressões do mercado imobiliário e do setor de serviços. Daí acredito que seja essa desatenção com os direitos básicos de muitos e a exploração predatória do território a principal razão desse baixo rendimento.”</p>
<p>Além das ações institucionais, Igor chama atenção para a necessidade do engajamento social em participar ativamente da mudança desse cenário, para além de fiscalizar e cobrar do poder público: “Precisamos propor, elaborar soluções coletivas e pressionar para institucionalizar os processos &#8211; como os indígenas e quilombolas fazem a autodemarcação, comunidades terapêuticas desenvolvem medicações&#8230;Isso é essencial para fazer a agenda 2030 vingar.”</p>
<p><em>*Esta reportagem foi produzida com o apoio da Open Knowledge Brasil (OKBR), no âmbito do programa Querido Diário nas Universidades, e contou com o uso do Querido Diário, ferramenta de inovação cívica criada para abrir e integrar os diários oficiais. A iniciativa tem por objetivo aproximar o projeto Querido Diário às atividades de instituições de ensino e pesquisa brasileiras, potencializando seu desenvolvimento e impactos.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>**Revisado por: Annandra Lís, Bia Nascimento e Nathalí Brasileiro </em></p>
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		<title>Diálogos Fotográficos: Fotografia, Juventude e Periferia</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 19:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Laboratório de Fotografia da Universidade Federal da Bahia realizou a segunda edição do projeto “Diálogos fotográficos” no auditório da Faculdade de Comunicação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última sexta-feira, 24,  ocorreu a segunda edição do “Diálogos Fotográficos”, projeto desenvolvido pelo Laboratório de Fotografia da Universidade Federal da Bahia (Labfoto). O evento teve início às 10 da manhã e contou com a presença dos fotógrafos Amanda Tropicana, Gabriela Palha e Gabriel Amorim. O encontro ocorreu de forma gratuita no auditório da Faculdade de Comunicação (Facom-UFBA).</p>
<p>O principal objetivo do projeto é realizar ciclos de debates mensais, palestras e apresentações sobre o tema “Fotografia, Juventude e Periferia”. Para isso, são convidados profissionais de diversas áreas da cidade para compartilhar sobre suas vivências dentro da profissão.</p>
<div id="attachment_27960" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/11/IMG_3677.jpg"><img class="size-large wp-image-27960" title="Mesa Diálogos Fotográficos: Fotografia, Juventude e Periferia" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/11/IMG_3677-1024x768.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa Diálogos Fotográficos: Fotografia, Juventude e Periferia</p></div>
<p>Durante o debate, os convidados abordaram a importância de encontrarem na fotografia um modo de representar suas realidades. O fotógrafo e estudante de história, Gabriel Amorim, descreve a fotografia como um ato político. “Entender o que de fato acontece em Salvador é uma resposta à centralização da arte que fica no Sul e Sudeste”, afirma.</p>
<p>Já a fotógrafa moçambicana Gabriela Palha, falou sobre como a fotografia mudou a sua forma de se relacionar com as pessoas e com a cidade. Além disso, reforçou a importância dela no registro de memórias de grupos historicamente invisibilizados.</p>
<p>Amanda Tropicana, fotógrafa premiada esse ano no Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger (1º lugar) na categoria “Ancestralidade e Representação”, falou da importância de desconstruir a imagem dos fotógrafos negros, que ainda são vistos de forma caricata e estereotipada. Para a fotógrafa, eventos como “Diálogos Fotográficos&#8221; conseguem mudar esse cenário, ainda que de forma gradual. “Ver colegas no mesmo espaço é motivador”, relata Amanda.</p>
<p>Para o professor Rodrigo Rossoni, atual tutor do Labfoto, o projeto desempenha um importante papel no diálogo entre a comunidade externa e a comunidade acadêmica, além de trazer visibilidade para os profissionais convidados. “Poder realizar um evento como esse aqui através desses jovens talentos fotógrafos, com realidades tão distintas, acho que enriquece o debate e valoriza o trabalho que está sendo feito por esse jovem”, afirma o professor.</p>
<p><em>*Apuração: Sofia Nachef e Cinthia Maria</em><br />
<em>*Revisão: Beatriz Nascimento e Nathali Brasileiro</em></p>
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		<title>Elas na ciência: O que as mulheres estão produzindo na pesquisa baiana</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 16:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar dos percalços, mulheres baianas fazem presença na pesquisa científica em temas como saúde, humanidades e matemática, enfrentando paradigmas e dificuldades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda que seja um cenário em constante evolução, a participação da mulher no meio científico ainda não é tão reconhecida quanto a do seu gênero oposto. Isso é claro quando se observa que o Prêmio Nobel — premiação internacional mais prestigiada no globo —, só teve 48 mulheres dentre os 870 premiados em toda sua história. De acordo  com  o relatório “Uma equação desequilibrada: participação crescente de Mulheres em STEM na ALC (América Latina e Caribe)”, publicado no ano de 2021 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), existem alguns fatores determinantes para a exclusão da mulher no meio científico, como a falta de incentivo desde a educação básica, bem como a pobreza e desigualdade entre famílias e centros educacionais. Felizmente, ainda que não seja maioria em cargos de liderança ou premiações de reconhecimento, as mulheres se fazem presentes em todo tipo de pesquisa científica desenvolvida no Brasil e no mundo.</p>
<p>De acordo com a editora holandesa especializada em gênero, Elsevier, o Brasil é um dos países que mais têm crescido em presença feminina dentro das pesquisas científicas. Os índices do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também são positivos: as mulheres são 43,7% do total de pesquisadores registrados pelo instituto, enquanto a projeção é que essas sejam a maioria até o fim dessa década. Por outro lado, de todos os 100 membros titulares da Academia de Ciências da Bahia, apenas 35 são pesquisadoras mulheres. O que fazem as pesquisadoras da Bahia &#8211; que mesmo fora de holofotes -, são protagonistas de avanços científicos estado e país afora?</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/10/capa.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-27770" title="Foto: Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/10/capa-260x300.jpg" alt="" width="640" height="640" /></a></p>
<p><strong>NA PESQUISA EM SAÚDE ELAS QUE SÃO MAIORIA<br />
</strong></p>
<p>Nos últimos anos, impulsionada pela pandemia de COVID-19 e pela corrida incansável por vacinas, o mundo testemunhou uma revolução nas pesquisas no campo da ciências da saúde, que mudou a forma como as pessoas enxergavam a ciência. Contudo, apesar das manchetes de destaque na época, é importante salientar que uma das primeiras descobertas sobre o vírus aqui no Brasil, em março de 2020, foi conduzida por uma mulher: Dra. Jaqueline Goes de Jesus, pesquisadora baiana e doutora pela UFBA, que coordenou a <a href="https://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/2251-jaqueline-goes-de-jesus-cientista-que-mapeou-o-genoma-do-coronavirus-e-homenageada-pelo-cns">equipe que sequenciou o genoma do novo coronavírus em apenas 48 horas.</a></p>
<p>De acordo com dados divulgados em 2021 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as mulheres dominam a área de ciências da saúde, representando mais de 60% dos pesquisadores. Entre elas está a pesquisadora Climene Laura de Camargo, doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e Docente Titular da Escola de Enfermagem da UFBA, que se tornou uma referência dentro da universidade.<br />
Gabriela Santiago, estudante de arquitetura, relata sua experiência com a Professora Climene, a quem conheceu durante Atividades Acadêmicas Complementares (ACCs) ministradas pela docente. &#8220;Como enfermeira de formação, [ela] compreende que o bem-estar vai além da saúde e abrange o que é necessário para alcançar qualidade de vida&#8221;, disse. Segundo a estudante, nas atividades acadêmicas, a professora aborda questões importantes relacionadas a gênero e raça, que muitas vezes são negligenciadas na universidade, apesar de serem a realidade da maioria da população. &#8220;Quando ela foca na saúde, por exemplo, enfatiza que uma parte da população que será atendida são mulheres e pessoas negras, e é crucial compreender a realidade dessas pessoas e como o racismo e o machismo as afetam. Eu vejo isso como uma tentativa da professora Climene de não apenas trazer a questão racial à tona, mas também de humanizar as pessoas na faculdade&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Climene Laura está envolvida em atividades de pesquisa, ensino e extensão relacionadas  a neonatologia, saúde da população negra, tecnologias sociais e desenvolvimento sustentável, com um foco especial na promoção da saúde em comunidades quilombolas, como o Quilombo de Praia Grande, onde ela atua há mais de 40 anos. Em entrevista à AGN, a professora afirma que apesar dos avanços significativos na integração das mulheres na academia, ainda há um longo caminho a percorrer. &#8220;As mulheres em geral, e especialmente as mulheres negras, superaram inúmeros obstáculos. No entanto, ainda não recebemos o reconhecimento merecido, nem alcançamos posições de liderança. Basta olhar para quem são os Reitores e Pró-Reitores das universidades brasileiras e os cientistas de renome apontados pela CAPES e CNPQ&#8221;, enfatiza.</p>
<p>Ela conta que o apreço pelos temas que pesquisa atualmente surgiu ainda durante a graduação em enfermagem, quando foi percebendo sua vocação para atuar na promoção de saúde de crianças e adolescentes e populações em vulnerabilidade social. “Esse é o fio condutor das áreas do conhecimento em que me dedico. Dessa forma, as atividades nas quais atuo estão sempre voltadas para a  identificação de potencialidades e enfrentamento de agravos, com vistas à promoção da saúde”, completa.</p>
<p><strong>MULHERES QUE PESQUISAM CIÊNCIAS HUMANAS, SOLIDÃO MATERNA E CONQUISTAS<br />
</strong><br />
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) já se mostra palco de pesquisadoras dedicadas a diversos tipos de ciências. Elas estão à frente de pesquisas desde as ciências humanas, sociais, às de comunicação. A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) realizou uma amostragem de 500 mulheres dentro dos eixos comunicacionais, na qual 67% relatam possuir dificuldade em equilibrar a vida pessoal e profissional devido à construção familiar brasileira (mas não só do Brasil), que atribui à mulher o papel de administradora principal da casa e núcleo familiar. De acordo com a pesquisa Datafolha de maio de 2023, mais da metade das mães brasileiras (55%) é mãe solo, enquanto a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) registra recorde de abandono paterno desde a pandemia de Covid-19 em 2020.</p>
<p>Se muitas vezes o ambiente universitário não é acolhedor, isso é ainda mais visível para quem é mãe. São diversos os desafios dessas que buscam permanecer nesse espaço. É o caso de Joelma Stella, mãe e pesquisadora dentro da área de humanas e comunicação. Mesmo em meio ao desejo de deixar a universidade com os desafios que surgiram ao ter um filho, Joelma graduou-se no Bacharelado Interdisciplinar de Artes, concluiu um curso de mestrado em Cultura e Desenvolvimento pelo Pós Cultura e ingressou no curso de Produção Cultural na Faculdade de Comunicação da UFBA.</p>
<p><strong>“Tive vários episódios de ter minha presença e da minha criança questionadas por professores e professoras. Houveram situações de humilhação, por precisar faltar ou chegar mais tarde em aulas por conta da maternidade. Muitos colegas se recusaram a fazer atividades comigo porque eu levava meu filho para as aulas e elas achavam que ele ia atrapalhar o andamento das coisas. É muito solitário ser mãe na universidade”.<br />
</strong></p>
<p>A prática de pesquisa é parte essencial das ciências humanas em virtude da sua contribuição ao entendimento do funcionamento da sociedade, cultura, comunicação e regulamentação dela. Em uma área que envolve tamanha complexidade de ideologias, a diversidade -inclusive a de gênero-, é parte ideal disso. É a garantia da variedade de métodos e perspectivas de um mesmo assunto ou objeto de estudo. Em suas pesquisas, Joelma desenvolve projetos desde o estudo de patrimônio, cultura e memória, até direitos humanos, ambientais e a associação de ferramentas audiovisuais.</p>
<p><strong>ELAS NOS CÁLCULOS E SISTEMAS NUMÉRICOS<br />
</strong><br />
No cenário majoritariamente masculino das ciências exatas, a trajetória de Suani Pinho, Doutora em Física pela USP, membro titular da Academia de Ciências da Bahia e professora do Instituto de Física da UFBA, é considerada um exemplo inspirador de perseverança e dedicação à carreira acadêmica.</p>
<p>&#8220;Nasci em uma família de professores universitários, e meu pai, que também era professor da UFBA, sempre me apoiou em minha escolha de seguir uma carreira acadêmica&#8221;, relembra Suani.</p>
<p>Desde cedo, a pesquisadora nutriu um grande interesse pela física estatística, desenvolvendo um genuíno fascínio pela &#8220;modelagem matemática com implementação computacional e uso de técnicas analíticas em sistemas complexos&#8221;, como ela descreve. Esse interesse a levou a explorar campos multidisciplinares, trabalhando também com biologia e matemática, com um enfoque especial em sistemas vivos. Nos últimos anos, suas pesquisas se destacaram ao abordar a modelagem matemática da COVID-19, concentrando-se nos dados e na dinâmica na Bahia. Essa abordagem desempenhou um papel crucial na avaliação do impacto das medidas de distanciamento social na ocupação de leitos clínicos e de UTI, oferecendo insights valiosos sobre a progressão da pandemia.</p>
<p>Reconhecendo que, apesar dos avanços, as dificuldades que as mulheres enfrentam nas ciências exatas ainda são consideráveis, Suani recorda seus anos de graduação, quando apenas quatro das cinquenta pessoas em sua turma eram mulheres. Dessas quatro, apenas ela e uma colega prosseguiram na universidade; esta última optou por dedicar-se à matemática. “Hoje, mesmo na área de exatas, temos uma melhora na graduação, mas ainda somos 30%. O número de docentes é semelhante, mas o que assusta mesmo é ver estudos indicando que, a cada nível da carreira acadêmica, esse número diminui. Ou seja, quanto mais vamos avançando, o número de mulheres chegando ao ‘topo’ fica menor. Esses dados nos mostram que ainda temos muito trabalho pela frente”, enfatiza.</p>
<p>Suani conta que nem sempre foi ativa nessa luta por mais espaço, mas que tudo mudou quando teve a oportunidade de compartilhar suas experiências e percepções durante uma palestra no Canadá sobre diversidade de gênero. &#8220;Aconteceu por acaso. Me pediram para indicar alguém e falei sobre a professora Márcia Barbosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas ela não pôde participar, então eu fui. Aquilo me despertou para o tema e para o grau de problemas que existia &#8211; e ainda existe &#8211; no meio acadêmico&#8221;, afirma.</p>
<p>A pesquisadora frisa que a promoção da igualdade de gênero deve começar desde os ensinos fundamental e médio, em um trabalho conjunto com as famílias, para a desconstrução de estereótipos enraizados que têm origem na infância e na adolescência. &#8220;Isso é algo que tá no inconsciente coletivo, uma cultura deformada que vai dos brinquedos até divisão de tarefas em casa. Quando é preciso consertar ou construir algo novo, é sempre com os meninos e todo o trabalho doméstico fica para as meninas. Isso é desmotivante para elas&#8221;.<br />
Ela ressalta ainda que, no meio acadêmico, essa mudança está sendo &#8220;forçada&#8221; pelas ações afirmativas, que possibilitaram um aumento na participação de mulheres em comitês e a inclusão do período de licença-maternidade no currículo Lattes. &#8220;Movimentos estão sendo feitos, em vários sentidos, inclusive fora meio acadêmico, mas os grandes resultados serão vistos a longo prazo. Por isso que, todos os dias, precisamos &#8216;quebrar&#8217; esse preconceito com as ações afirmativas. E isso não é só sobre a questão de gênero, a gente sabe disso&#8221;.</p>
<p>&#8220;Hoje, apesar de tudo, o sentimento que tenho é de esperança. A geração dos anos 60 e 70 lutou  muito  pela emancipação feminina. A nossa geração, que ingressou na universidade nos anos 80, continuou nessa luta e é importante que essas próximas gerações continuem na luta. Vejo nelas essa vontade&#8221;, completa Suani.</p>
<p><strong>INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO BÁSICO: OS PRIMEIROS PASSOS DE UM FUTURO CIENTISTA<br />
</strong><br />
É difícil imaginar meninas e mulheres ingressando nas ciências se elas não sabem que aquilo pode lhes interessar desde cedo. Brincar com os kits de jogos de experimentos químicos ou entrar no curso de robótica do colégio são atividades que prevalecem primordialmente seus colegas do gênero oposto. Desde as primeiras atividades infantis- que mais que brincadeiras, também são formas de adentramento no universo científico-, as crianças, inofensivamente, têm contato desde cedo. De acordo com um grupo de professores na dissertação “<a href="https://www.univates.br/editora-univates/media/publicacoes/166/pdf_166.pdf">Investigar com crianças: subsídios para a formação e trabalho docente</a>”, a aplicação da investigação científica como estratégia de ensino é parte essencial da construção de um estudante autônomo e curioso.</p>
<p>Não é de conhecimento comum, mas é possível fazer parte de uma iniciação científica desde o ensino médio. O primeiro registro da inserção de alunos do ensino básico em pesquisas científicas foi em 1989, com o Programa Vocação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto surgiu como proposta de inserção dos estudantes em pesquisa e experimentação em ciências de tecnologia e saúde. Hoje, desde o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (PIBIC-EM) e Fundações de Amparo à Pesquisa (FAP’s) dentro dos estados participantes, os alunos têm a possibilidade de se preparar como futuros pesquisadores e pesquisadoras.</p>
<p>A verdade é que o cenário da participação feminina do Brasil é otimista. Para Rafaelle Souza, doutora em Ensino, Filosofia e História das Ciências e professora do Instituto Federal da Bahia (IFBA) em Salvador, é possível fazer com que meninas se interessem pela ciência desde cedo ao expô-las a figuras representativas. “Tenho orientado projetos que exponham as meninas a exemplos de mulheres cientistas bem-sucedidas, mostrando que elas também podem seguir esse caminho”, conta. A professora realiza pesquisas sobre física quântica e educação científica, além de gerenciar o perfil de divulgação científica <a href="https://www.instagram.com/fisica_contextualizada/">Física Contextualizada</a> no Instagram.</p>
<p>Em março de 2023, a aluna Dalila Dourado havia acabado de ser transferida de instituição de ensino e estava na segunda semana de aula da professora Rafaelle. “Ela começou a falar bastante sobre tudo isso [inovação e pesquisa] em sala de aula e eu pensei: aqui é o meu lugar”, conta. Algum tempo depois, Dalila desenvolveu, sob supervisão de Rafaelle, o projeto de extensão “<a href="https://www.instagram.com/_techpark/">Techpark</a>: tecnologias assistivas para Parkinson”, com ferramentas inovativas para a prevenção e tratamento da Doença de Parkinson. Por meio da conscientização e divulgação dessas tecnologias nas redes sociais e Unidades Básicas de Saúde da cidade, a jovem também foi selecionada para apresentar seu projeto na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) de 2023.</p>
<p>A estudante está otimista com o futuro de seu projeto e carreira, já que pretende dar continuidade a ele e se tornar médica. &#8220;Eu estou ansiosa para ver como o meu projeto vai prosseguir para os próximos anos, porque nesse ano ele se tornou gigante, com uma longa extensão, e eu acredito que só vai crescer mais e mais&#8221;, garante positivamente Dalila.</p>
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		<title>Facom sediará pela primeira vez Colóquio de Cinema e Arte da América Latina</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Sep 2023 21:36:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[IX edição do COCAAL acontecerá de 19 a 22 de setembro de 2023 na Faculdade de Comunicação da UFBA
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o tema Latinidades Afro-ameríndias, o IX Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL), acontecerá pela primeira vez em Salvador, entre os dias 19 e 22 de setembro. Neste ano, a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sediará evento que propõe discutir intersecções latinas com culturas africanas e ameríndias. Uma das organizadoras do evento, Regina Gomes, pesquisadora de Recepção e Crítica da Imagem e professora de comunicação audiovisual na Facom, fala sobre suas expectativas e avalia a importância do evento para a comunidade da UFBA.</p>
<div id="attachment_27057" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/09/a34cfdae-7845-4d09-bdfc-e82333492c52.jpeg"><img class="size-large wp-image-27057" title="Foto: divulgação" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/09/a34cfdae-7845-4d09-bdfc-e82333492c52-1024x1024.jpg" alt="" width="640" height="640" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: divulgação</p></div>
<p>O evento internacional, que teve suas duas primeiras edições na Universidade Federal de São Paulo e expandiu sua atuação para outros locais do Brasil e exterior (México &#8211; 2016), desembarca pela primeira vez em Salvador propondo pensar a América Latina no plural, por meio da noção de latinidades. Além de reivindicar, por meio do adjetivo afro-ameríndias, a possibilidade de multiplicação de perspectivas para reinventar a vida em comum no continente, nos campos do cinema e da arte. Entre os eixos temáticos estão Cinema, arte e educação; Poéticas sonoras e musicais; Coletivo, comunal, comunitário; Meio-ambiente e ecologias decoloniais; Audiovisualidades insurgentes; Artes e hibridismos. Durante a IX edição do COCAAL,ocorrerão também um conjunto de atividades de caráter formativo, como projeção de filmes, minicursos, debates e conferências, com acesso gratuito e em parceria com equipamentos culturais e instituições de ensino básico da rede pública.</p>
<p>Em nome da equipe organizadora, que contempla professores da FACOM e de outras universidades (UFRB, UESB, UFPEL), Regina Gomes, fala com entusiasmo sobre as expectativas para o evento. “A nossa expectativa é muito boa. Vamos receber centenas de pesquisadores e artistas do Brasil e da América Latina e a troca de conhecimento e saberes só beneficiará a todos e todas. Alguns nunca estiveram na Bahia e estão ansiosos para compartilhar e discutir temas urgentes da área. Já estamos com a infraestrutura organizada, contamos com vários apoios desde a FACOM, PósCom, Capes, UESB, Proext e também da Produtora Jr.” explica.</p>
<p>Regina frisa ainda que, desde o pré-COCAAL, já está na pauta do evento tratar de questões, que segundo ela, são muito necessárias e por vezes não são alcançadas como: Audiodescrição no Audiovisual, Cinemas Latino-Americanos em Sala de Aula e  Comédia no Cinema argentino. A professora chama atenção também para a importância da realização do evento na unidade. “É a primeira vez que o Colóquio acontece na região Nordeste, o que significa a busca para romper com a disparidade epistemológica regional. Que eu lembre, a FACOM nunca recebeu um Colóquio com tamanha importância.” finaliza.</p>
<p>O quê? Colóquio de Cinema e Arte da América Latina<br />
Quando? 19 a 22 de setembro<br />
Onde? Faculdade de Comunicação da UFBA, Salvador.<br />
Confira a programação completa no site do evento: <a href="https://cocaal.com/">Site oficial do COCAAL<br />
</a></p>
<p><em>Revisado por: Beatriz Nascimento, Cinthía Maria, Nathalí Brasileiro</em></p>
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		<title>Enecult: Cultura para Novo Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Sep 2023 22:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Agência de Notícia em CT&#038;I (AGN) acompanhou os diálogos do segundo dia do ENECULT acerca dos Desafios para a formação em cultura. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última semana, entre os dias 23 e 25 de Agosto, foi realizada a 19ª edição do Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT). Com mesas de debates no salão nobre da reitoria da UFBA e no Goethe-Institut, o encontro foi organizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) e, neste ano, teve como tema Cultura para o novo Brasil. O encontro deste ano, que também foi transmitido pelo <a href="https://www.youtube.com/enecult">youtube</a>, aconteceu em edição especial em virtude da comemoração dos 20 anos do CULT e propôs debates entre o estado e a sociedade.</p>
<p>Organizado em sete mesas com foco em cultura e nas políticas públicas de cultura necessárias para construção desse novo Brasil, o evento contou com uma equipe de observadores e pesquisadores(as) que ficaram responsáveis por elaborar um documento síntese dos debates e recomendações do Enecult, que serão, posteriormente, divulgadas e publicadas em um livro da coleção CULT.</p>
<p><strong>Abertura</strong><br />
Durante a abertura do evento na quarta-feira (23) &#8211; que contou com a presença de representantes de órgãos  e setores culturais -, Albino Rubim, criador do CULT, falou sobre a importância da celebração diante o contexto político e a singularidade do evento, trazendo consigo elementos únicos como diferencial para a edição na comemoração dos 20 anos: a definição de um tema para o evento. Em sua fala, o professor se emocionou ao homenagear a Mãe Bernardete e relembrar o assaninato dos povos Yanomami. “Nos últimos anos vimos a barbárie no Brasil. Nós queremos &#8211; e precisamos &#8211; discutir culturas para sair dessa barbárie. Culturas para criar um outro país. Um país que seja diferente deste”, afirma.</p>
<p>Para a composição da mesa, tivemos como representante do Ministério da Cultura (MINC), Maria Marighella, presidenta da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE). A presidenta destacou a importância do ENECULT e das contribuições que sairão desta 19ª edição para reconstrução da cultura brasileira após “um ciclo nefasto” para a democracia, de ataques à cultura e às artes. Ela ressaltou também o esforço coletivo das equipes do MINC para que essa reconstrução seja efetiva, oferecendo mais segurança. “As políticas nacionais para a cultura e as artes do Brasil só serão efetivas, perenes e resistentes, pelas mãos de um pacto federativo amplo. Pelo enlace entre Governo Federal, estados, municípios, universidades e, também, fazedores e gestores de cultura. Esse é compromisso do MINC e a força das instituições de ensino e pesquisa, aqui representados pela UFBA, nos ajudam a alcançar um caminho sólido das políticas culturais”, completa.</p>
<p><strong>Desafios para a formação em cultura</strong><br />
A Agência de Notícia em CT&amp;I (AGN) acompanhou os diálogos do segundo dia de evento (24) acerca dos Desafios para a formação em cultura. A mesa propôs pensar nos obstáculos com a motivação de contribuir para a construção deste novo Brasil no atual estado das artes e políticas de proteção à cultura. Analisando também ações articuladas de forma transversal entre os Ministérios de Educação (MEC) e o da Cultura com foco nos programas e projetos que envolvem as instituições públicas de ensino superior.</p>
<div id="attachment_27041" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/09/24082023-IMG_9134.jpg"><img class="size-large wp-image-27041" title="24082023-IMG_9134" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2023/09/24082023-IMG_9134-1024x682.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem feita por Sofía Nachef</p></div>
<p>Relembrando a tentativa de diversos governos passados de transformar o MinC em “apenas uma secretaria ligada ao Ministério da Educação (MEC)”, Angela Andrade, coordenadora da mesa, defendeu que as pastas atuem separadamente, mas de forma integrada. “Sabemos que educação e cultura são valores associáveis, mas ter essas duas funções em ministérios distintos garantem a efetividade de verbas próprias para fortalecer uma área que, muitas das vezes, é considerada supérflua pelos governantes”, pontua.</p>
<p>O secretário de Formação, Livro e Leitura do MEC, Fabiano Piúba, afirma que o maior desafio do Ministério é (re)construir essa agenda integrada de formação artística e cultural nos ensinos básico e superior. “Não há educação sem cultura ou cultura sem educação. Elas caminham juntas em nossas vidas e devem continuar caminhando juntas como políticas públicas integradas. Pesquisas revelam que quanto maior é a escolaridade, maior é a participação das pessoas em atividades artísticas e culturais. O oposto vale também, quanto maior é a vivência artística e cultural na vida de crianças e jovens, maiores são as condições na melhoria dos processos de ensino-aprendizagem”. Ele afirma que a meta do MEC é ter uma nação de leitores, com formação técnica, profissional e/ou acadêmica crítica em arte e cultura para melhor desenvolvimento e envolvimento da cultura no Brasil.</p>
<p>Isaura Botelho, pesquisadora em políticas culturais, avalia que a pandemia evidenciou o quão lamentável foi a não implementação de um sistema nacional de cultura. “A pandemia do Covid-19 acabou mostrando todas as fragilidades do setor cultural, que já vinha sofrendo com a guerra cultural promovida pelo Governo Federal, acirrando a falta de robustez das instituições culturais e deixando os profissionais desamparados”, afirma. Ela ressalta também a importância do ENECULT e de se debater formação em cultura para a construção desse “novo Brasil” pois, “diante de tudo que foi vivido e sentido nos últimos anos”, é de suma importância que essa integração entre cultura e educação volte a existir.</p>
<p>Em entrevista a ANG, Hortência Nepomuceno, mestre em Cultura e sociedade e ex-aluna da Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom), diz ter acompanhado as mesas do primeiro dia pela transmissão no youtube, mas que fez questão de acompanhar esta presencialmente pelo trabalho que exerce como produtora cultural no Instituto Federal da Bahia (IFBA). “O ENECULT é um evento tem expressividade Nacional &#8211; e até Internacional &#8211; na área da Cultura, que traz muitos pesquisadores e pessoas que estão envolvidas na área, então é um momento importante de acompanhar. Além disso, essa intersecção entre a educação e cultura tem muita afinidade com minha atuação profissional, por isso, especialmente, estou aqui hoje”. Ela afirmou que o tema do evento e as discussões foram uma forma de refletir sobre os últimos anos e, principalmente, sobre a crise na área da cultura, do “desgoverno” e dos muitos retrocessos, marcando essa edição como especial.</p>
<p><em>Revisado por Annandra Rodrigues, Beatriz Nascimento e Manoela Santos.</em></p>
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		<title>Agência de Notícias abre vaga para novos membros</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Nov 2021 17:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Venha fazer parte da nossa equipe. Participe da seleção para bolsista e voluntários]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de amanhã, 17/11, a Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura inicia processo seletivo para contratação de repórteres, designer e social média, na modalidade de bolsistas e voluntários.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/11/Card-Seleção-Agência2.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26853" title="Card Seleção Agência" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/11/Card-Seleção-Agência2-1024x1024.png" alt="" width="640" height="640" /></a></p>
<p>Confira o <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2021/11/Edital-para-bolsistas-da-Agencia-e-Notícias-2021_Sem-prova.docx-2.pdf" target="_blank">Edital de seleção de bolsistas da Agência e Notícias 2021</a> completo e se candidate. Esperamos você!!</p>
<p>Acesse aqui o <a href="https://forms.gle/VK2QRwwTWkRLtJSJA" target="_blank">Formulário Eletrônico</a></p>
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		<title>Agência seleciona voluntários</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Sep 2019 01:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos esperando você para fazer parte da nossa equipe científica. Confira o edital na íntegra e saiba como participar ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência de Notícias em C,T&amp;I &#8211; Ciência e Cultura convida estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) para o processo de seleção de voluntários. As vagas são para redação e produção em Jornalismo Científico e direcionadas aos discentes dos cursos de Jornalismo; Produção em Comunicação e Cultura; Belas Artes e dos Bacharelados Interdisciplinares (BIs).</p>
<p>Os currículos devem ser encaminhados até o dia 29 de setembro para o nosso endereço eletrônico. A entrevista e realização da atividade será feita no dia 04 de outubro de 2019 (sexta-feira), às 14 horas, na sala da Agência de Notícias, localizada no térreo da Faculdade de Comunicação.</p>
<p>Confira o <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/09/Edital-para-Voluntarios_2019_voluntarios-1.pdf" target="_blank">EDITAL</a> na íntegra.</p>
<p><strong>Sobre a Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura</strong> &#8211; É  um veículo online especializado na cobertura de temas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I), cujo conteúdo é produzido por bolsistas e alunos da Faculdade de Comunicação da UFBA, bem como por jornalistas especializados em CT&amp;I e colaboradores. Os repórteres/estagiários da Agência de Notícias produzem entrevistas com pesquisadores, reportagens, cobertura de eventos científicos. A Agência também é responsável pelo primeiro Banco de Pesquisadores do estado da Bahia, direcionado à imprensa brasileira.</p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/09/edital-agencia4-02_voluntarios1.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-26098" title="SELEÇÃO DE VOLUNTÁRIOS" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/09/edital-agencia4-02_voluntarios1-1024x1024.png" alt="" width="640" height="640" /></a></p>
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		<title>Seminário de Narrativas Seriadas em Games, Televisão e Transmídia</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2019 16:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O evento, que acontecerá na Faculdade de Comunicação (campus de Ondina), e tem com objetivo a criação de um espaço de diálogo entre pesquisadores e profissionais do mercado em torno das possibilidades criativas das narrativas seriadas em múltiplos suportes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias 03 e 04 de julho, a Universidade Federal da Bahia realiza o primeiro SERIAIS — Seminário de Narrativas Seriadas em Games, Televisão e Transmídia. O evento, que acontecerá na Faculdade de Comunicação (campus de Ondina), almeja criar um espaço de diálogo entre pesquisadores e profissionais do mercado em torno das possibilidades criativas das narrativas seriadas em múltiplos suportes.</p>
<div id="attachment_25794" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/05/marca-seminario-seriais.png"><img class="size-large wp-image-25794  " title="Seminário Seriais" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/05/marca-seminario-seriais-1024x503.png" alt="" width="518" height="255" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Divulgação </p></div>
<p>A abertura do evento será uma conferência internacional com a pesquisadora australiana e designer de projetos transmídia Christy Dena, em palestra intitulada “Transmídia e o pluriverso”. O seminário terá espaço para apresentação de artigos em quatro Grupos de Trabalho (GT’s), mesas redondas com debates entre pesquisadores e profissionais dos games e do audiovisual, além de um espaço interativo com exposição de jogos de videogame alternativos. Com foco na formação e especialização de novos profissionais do audiovisual, o evento também realizará um minicurso sobre planejamento de projetos de obras seriadas e uma palestra sobre os processos de financiamento, produção e circulação de séries regionais.</p>
<p>Com uma programação mista, encorajamos a participação de pesquisadores, estudantes e profissionais dos mercados de games, audiovisual e comunicação. As inscrições e submissões de artigos para GT’s podem ser realizadas no site <a href="www.narrativasseriadas.ufba.br" target="_blank">Narrativas Seriadas</a>. Os GTs recebem artigos até o dia 17 de maio e não é preciso realizar o pagamento da inscrição para o envio de propostas. O pagamento poderá ser realizado após a notificação dos trabalhos aceitos. O download para a chamada de trabalho pode ser feito através deste link ou no site do evento.</p>
<p>SERIAIS é realizado pelos grupos de pesquisa Laboratório de Análise de Teleficção (A-Tevê/UFBA) e Comunidades Virtuais (UFBA, UNEB e IFBA), em parceria com a Faculdade de Comunicação e o Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA e com financiamento da Capes.</p>
<p><strong>Serviço </strong></p>
<p><strong>O que: </strong>SERIAIS — Seminário de Narrativas Seriadas em Games, Televisão e Transmídia.</p>
<p><strong>Quando: </strong>3 e 4 de julho de 2019.</p>
<p><strong>Onde: </strong>Faculdade de Comunicação da UFBA, Salvador, Bahia.</p>
<p><strong>Contato:</strong> narrativasseriadas@gmail.com</p>
<p><strong>Mais Informações: </strong>Site: http://bit.ly/SERIAIS / Facebook: https://www.facebook.com/estacaododrama</p>
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		<title>8ª Edição do Encontro Historicidades dos Processos Comunicacionais</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2018 19:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Evento tem como temática “Movimentos epistêmicos, políticos, estéticos e culturais do tempo”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Será realizado no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA o VIII Historicidades dos Processos Comunicacionais – Encontro de Grupos de Pesquisa Brasileiros em Comunicação. O evento que ocorrerá entre os dias 07, 08 e 09 de novembro foca em reflexões acerca das dinâmicas do tempo e como afetam as várias práticas da comunicação.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_24547" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Historicidades-dos-processos-comunicacionais-Crédito-Fernanda-Covalski.jpg"><img class="size-full wp-image-24547  " title="Historicidades dos processos comunicacionais Crédito Fernanda Covalski" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/11/Historicidades-dos-processos-comunicacionais-Crédito-Fernanda-Covalski.jpg" alt="" width="470" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">Divulgação/Crédito: Fernanda Covalski</p></div>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: tahoma, sans-serif;"> <span style="color: #000000;">Promovido pelo Centro de Pesquisa em Estudos Culturais e Transformações na Comunicação (Tracc), o encontro é gratuito e aberto ao público. Inscrições podem ser efetuadas no local.</span><br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Serviço:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>O quê: </strong><span style="color: #000000;">VIII Historicidades dos Processos Comunicacionais &#8211; Encontro de Grupos de Pesquisa Brasileiros em Comunicação</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Quando: </strong><span style="color: #000000;"> 7, 8 e 9 de novembro de 2018.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Onde: </strong><span style="color: #000000;">Faculdade de Comunicação/UFBA (Rua Barão de Jeremoabo, s/n, Ondina, Salvador).</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Inscrição: </strong>Gratuita, no local<br />
<strong> </strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Mais informações: </strong><a href="https://encontrohistoricidades.wordpress.com/">Site do evento</a><br />
<strong> </strong></span></p>
<img src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?ak_action=api_record_view&id=24545&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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