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	<title>Ciência e Cultura &#187; Divulgação Científica</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>Entre celebrações e manifestações</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Nov 2019 20:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Divulgação científica e atividades artísticas e culturais em defesa da universidade pública marcam a primeira edição do #OcupaIHAC, projeto de comemoração dos 11 anos do instituto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">
<div id="attachment_26268" class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-181.jpeg"><img class="size-full wp-image-26268  " title="OcupaIHAC 2019 (18)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-181.jpeg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Divulgação/IHAC</p></div>
<p dir="ltr">Rodas de conversa, aulas abertas, jogos, cine debate, performances entre muitos gritos de luta e resistência. No atual contexto de cortes de verbas e ameaças às universidades públicas brasileiras, a celebração de mais de uma década de existência do<strong> Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC)</strong> veio acompanhada de atos de ocupação e defesa. Foi através do evento <a href="http://www.ihac.ufba.br/ocupaihac/">#OcupaIHAC</a>, que acontece até o fim deste mês de novembro, que estudantes, professores, servidores técnicos e comunidade externa promoveram e participaram das ações realizadas no espaço do prédio sede do instituto, cujo projeto de construção inicial previa o término da obra para 2012, mas até hoje não foi concluída.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/15578295_1448022911882171_6261072785279733460_o.jpg"><img class="size-full wp-image-26267  " title="15578295_1448022911882171_6261072785279733460_o" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/15578295_1448022911882171_6261072785279733460_o.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Sede do IHAC interditada / Imagem: Jeilson Andrade</p></div>
<p dir="ltr">Segundo os organizadores do evento, o objetivo das ações era justamente dar visibilidade ao que está sendo produzido pela comunidade acadêmica enquanto suscita reflexões e protestos acerca dos obstáculos que ameaçam a continuidade da universidade pública, gratuita e de qualidade. “A intenção era não só celebrar os 11 anos do instituto, que se completaram no dia 3 de novembro, mas também fazer uma espécie de um posicionamento com relação a demora da inauguração do prédio novo do IHAC e lançar luz sobre o momento que a universidade tem vivido”, explicou o professor de humanidades <a href="http://lattes.cnpq.br/3833811692758640">Leandro de Paula</a>, que ajudou a organizar o projeto.</p>
<p dir="ltr">A ideia surgiu após a provocação do diretor do instituto, <a href="http://lattes.cnpq.br/9593584943169522">Messias Bandeira</a>, para que a comissão organizadora, formada por professores e pelo <a href="http://www.ihac.ufba.br/institucional/orgaos/next/">Núcleo de Extensão, Comunicação e Cultura (NEXT)</a>, pensasse em uma programação diferente do que já havia sido feito em anos antecedentes, contemplando desta vez os movimentos de ocupação que vêm ocorrendo nos espaços acadêmicos.“Não era exatamente só uma celebração, mas era também pensar em atividades que, de algum modo, traduzisse essa mobilização da comunidade do IHAC”, revelou Leandro de Paula.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26269" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-24.jpeg"><img class="size-large wp-image-26269 " title="OcupaIHAC 2019 (24)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-24-1024x768.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Divulgação/IHAC</p></div>
<p dir="ltr">Contudo, longe de limitar o evento apenas à comunidade acadêmica, o Ocupa IHAC buscou também integrar o público de fora da UFBA com as atividades realizadas, buscando afirmar o papel da universidade no compromisso com o desenvolvimento humano e social, desconstruindo a ideia do ensino superior gratuito como apenas mais gasto para os cofres públicos. Para que houvesse ainda mais integração, a organização do evento optou por manter a grade de programação aberta para que todos pudessem participar não só como ouvintes, mas também encaminhando propostas de atividades que seriam realizadas no vão livre da sede em construção.</p>
<p dir="ltr">Além disso, trazer às ações para o espaço externo possibilitou o evento ser mais acessível. “Ocupar também a arena, sair das salas, sair dos auditórios, para um lugar aberto, em que outras pessoas possam ver o que é produzido, é interessante!”, afirmou a produtora cultural, <a href="http://www.ihac.ufba.br/member/ana-paula-sampaio/">Ana Paula Sampaio</a>, membro do NEXT e da comissão organizadora do evento.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26270" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-17.jpeg"><img class="size-large wp-image-26270 " title="OcupaIHAC 2019 (17)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-17-1024x768.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Divulgação/IHAC</p></div>
<p dir="ltr">Para a produtora cultural, a forma de celebração do aniversário do IHAC deste ano foi importante para o espaço acadêmico, pois foi uma forma de “dizer que existimos, estamos produzindo e queremos de fato estar naquele lugar”. E diante do sucesso dessa primeira edição, com o formato aberto e com um modelo de organização mais horizontal, a equipe pretende continuar com o projeto, apesar de esperar que não seja mais necessário manifestações para conclusão de obras ou impedir cortes orçamentários. “A ideia é que ele se estenda pelos próximos anos. Só que esperamos já estar ocupando, de fato, a nossa nova sede”, disse Ana Paula.</p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_26271" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-16.jpeg"><img class="size-large wp-image-26271 " title="OcupaIHAC 2019 (16)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2019/11/OcupaIHAC-2019-16-1024x768.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem: Divulgação/IHAC</p></div>
<p dir="ltr"><strong>11 anos de história -</strong> Criado num contexto de políticas públicas de incentivo à ampliação e acessibilidade no ensino superior público brasileiro, o IHAC vem consolidando-se como referência em inovação acadêmica e de diversidade. A fundação do instituto é resultado do pacote de ações adotado pela UFBA com a implantação do <a href="http://reuni.mec.gov.br/">Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI)</a>, uma das medidas do <a href="https://www.todospelaeducacao.org.br/conteudo/saiba-o-que-e-e-como-funciona-o-plano-de-desenvolvimento-da-educacao/">Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)</a>, de 2007. Após a adesão da universidade, tiveram início, em 2009, as primeiras atividades na modalidade Bacharelados Interdisciplinares (BIs) e que hoje contemplam quatro grandes áreas: humanidades, artes, saúde, ciência e tecnologia, propondo um sistema de ensino feito em ciclos, com uma grade curricular multi, inter e transdisciplinar.</p>
<p dir="ltr"><span style="color: #339966;"><strong><a href="https://soundcloud.com/oiufba">Ouça o podcast</a> do #OcupaIHAC, produzido pelos estudantes do BI em Artes, com o apoio do Instituto.</strong></span></p>
<p dir="ltr"><em>*Estudante do curso de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da UFBA e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura</em></p>
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		<title>Diálogos entre Ciência e Sociedade</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2018 23:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Criar pontes entre pesquisa e implementação dos resultados na sociedade são preocupações da popularização da ciência, temas centrais do seminário Novos e Velhos Saberes realizado na UFBA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><span style="color: #000000;">Aproximar o conhecimento científico adquirido pelos métodos acadêmicos dos ditos leigos é uma preocupação presente no diálogo entre a universidade e a sociedade. Este questionamento também foi central da abertura da série de seminários  “Novos e Velhos Saberes”, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia &#8211; Estudos Interdisciplinares e Transdisciplinares em Ecologia e Evolução (<a href="https://pt-br.facebook.com/inctintree/">INCT IN-TREE</a>), do <a href="https://biologia.ufba.br/">Instituto de Biologia</a> da <a href="https://www.ufba.br">UFBA</a>, que é coordenado pelo professor do Instituto de Biologia da UFBA  <a href="https://www.escavador.com/sobre/694671/charbel-nino-el-hani">Charbel Niño El-Hani</a>. O evento foi pensado objetivando desenvolver projetos abordando pesquisa em ecologia e evolução sob uma ótica interdisciplinar.</span></p>
<p dir="ltr">
<div id="attachment_24165" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/06/IMG_0288.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="size-large wp-image-24165 " src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2018/06/IMG_0288-1024x682.jpg" alt="" width="512" height="341" /></span></a><p class="wp-caption-text">Professor Charbel Niño El-Hani/Crédito: Amanda Dultra</p></div>
<p><span style="color: #000000;">Segundo o editorial do volume 25 da publicação Infarma, do <a href="http://www.cff.org.br/">Conselho Federal de Farmácia</a> (CFF), os editores defendem que atualmente a Ciência tem um papel “fundamental no conhecimento do ser humano em torno da realidade e do significado do mundo em que vivemos.” A partir desse lugar de relevância da Ciência em nossas vidas e de como o conhecimento científico retorna à comunidade, o professor<a href="https://www.escavador.com/sobre/694671/charbel-nino-el-hani"> El-Hani</a>, centrou sua apresentação em levantar soluções para as lacunas que existem na construção do conhecimento para resolver problemas do mundo real.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O pesquisador se mostrou muito preocupado com a desinformação presente na sociedade acerca do que é ciência: “Hoje vivemos no mundo da pós-factualidade, da pós-verdade. Nesse mundo, a ciência não é muito prezada: ao contrário. A sociedade possui uma relação de desconfiança com a ciência”, afirmou El-Hani, que exemplificou esta afirmação a partir de uma determinação do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. “O Trump no começo deste ano recomendou ao departamento de saúde norte-americano que não mencionasse as palavras ‘evidência, ciência, baseado na ciência, ou baseado em evidência’. Não podia mencionar isso na política de saúde. A atitude predominante é contrária à ciência”, relata. Além disso, o pesquisador criticou o modelo de conhecimento unidirecional, o qual propõe que a academia apenas cria e a sociedade apenas usa &#8211; ignorando também a parcela de contribuição e de próprio julgamento que a comunidade em si pode retornar para a universidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Questionado se as desigualdades sociais seria um dos fatores do afastamento entre a população e o conhecimento científico, El-Hani negou e trouxe o exemplo dos Estados Unidos da América: “Os Estados Unidos têm supostamente um sistema educacional melhor do que o nosso e os níveis de analfabetismo científico são gigantes. Os levantamentos são feitos a cada três anos e mostram uma ignorância imensa”, reforça.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O próximo seminário tem previsão de ocorrer em julho, sempre no Salão Nobre de IBIO. Para mais informações no endereço de e-mail da organização do evento: <em>dgs.incttree@gmail.com</em>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>*Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação e repórter na Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura UFBA</em></span></p>
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		<title>Vogt aborda Cultura Científica na sociedade contemporânea</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Aug 2017 18:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conversa com o pesquisador ocorreu no último dia 24, na Faculdade de Comunicação da UFBA, e discutiu cultura científica e percepção pública da Ciência]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">A <a href="http://www.facom.ufba.br" target="_blank">Faculdade de Comunicação</a> da <a href="http://www.ufba.br" target="_blank">Universidade Federal da Bahia</a> (Facom &#8211; UFBA) recebeu na tarde desta quinta-feira, 24, criador e coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (<a href="http://www.labjor.unicamp.br/">Labjor</a>-<a href="http://www.unicamp.br/unicamp/" target="_blank">Unicamp</a>), <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788180A8">Carlos Vogt</a>, para uma conversa sobre Cultura Científica e Percepção Pública da Ciência. Conforme esperado, o  professor trouxe noções de cultura científica, além de trabalhar juntos conceitos complexos como Ciência e Cultura de maneira que eles auxiliem na disseminação da cultura científica. Com o título “Cultura Científica e Percepção Pública da Ciência”, a palestra teve a promoção da Facom, do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da UFBA e da Academia de Ciências da Bahia (ACB).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 612px"><img src="https://lh5.googleusercontent.com/xSEZliYFis3gUcmu1Wz7-7E33MFtxSNuM0YngsHplwKgF33eU3neVtFDeqk0EZSTWw5Q-ZCd79RbPFfBuNZ5lZEajfvxvV7COXjp-Hr7roUBcWRUJQU_bE52PHe6phufjxUkOOZp" alt="sem título_24082017_26.jpg" width="602" height="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Giovanna Hemerly</p></div>
<p dir="ltr">A cultura científica, segundo Vogt, trata-se de um tipo particular de cultura, onde assume as generalidades no mundo contemporâneo, construída pelo “conjunto de fatores, eventos e ações do homem nos processos sociais voltados para a produção, a difusão, o ensino e a divulgação do conhecimento científico”. Para tanto, a compreensão desses fatores leva em conta a importância de uma comunicação pública da ciência, que seja capaz de dar conta de popularizar o conhecimento científico.</p>
<p dir="ltr">Dessa forma, a teoria da “espiral da cultura científica”,  tem o objetivo de representar a dinâmica constitutiva das relações inerentes e necessárias entre ciência e cultura. Segundo Vogt, a teoria funciona da seguinte forma: são 4 quadrantes, sendo que “toma como ponto de partida a dinâmica da produção e da circulação do conhecimento científico entre pares, isto é, da difusão científica, a espiral desenha, em sua evolução, um segundo quadrante, o do ensino da ciência e da formação de cientistas; caminha, então, para o terceiro quadrante e configura o conjunto de ações e predicados do ensino para a ciência e volta, no quarto quadrante, completando o ciclo, ao eixo de partida, para identificar aí as atividades próprias da divulgação científica”.</p>
<p dir="ltr"><img src="https://lh4.googleusercontent.com/334PmGjZRgmL-Lo065SAOE2z5xa11H-jCWyKLTDFA82NNtajcYiAqC43n40lZMpdqS3BH__UIb6HZDrPXmYsfng9GyxuNvSthcq8yDwJDu7zuZUzrXv2weHrxKbYdK1QgREMNNGg" alt="espiral da cultura científica.png" width="630" height="361" /></p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Segundo afirmação no artigo A Espiral da cultura científica, publicado no site <a href="http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/cultura/cultura01.shtml" target="_blank">Com Ciência</a>, Vogt afirma que o importante é observar que “nessa forma de representação, ao cumprir o ciclo de sua evolução, retornando ao eixo de partida, não regressa, contudo, ao mesmo ponto de início, mas a um ponto alargado de conhecimento e de participação da cidadania no processo dinâmico da ciência e de suas relações com a sociedade, abrindo-se com a sua chegada ao ponto de partida, em não havendo descontinuidade no processo, um novo ciclo de enriquecimento e de participação ativa dos atores em cada um dos momentos de sua evolução”.</p>
<p dir="ltr">Esse modelo, segundo Vogt, é fundamental na garantia de aumento da participação popular e também da compreensão da ciência. Outro tema abordado pelo pesquisador durante a exposição foi relacionado com os indicadores de cultura científica que, de acordo ele, trata-se de um aparato para a tomada de decisões públicas, fundamental para incentivar “a comunicação da ciência e o desenvolvimento de sistemas para a participação de diferentes atores em questões que envolvem temas ligados à C&amp;T”.</p>
<p dir="ltr">Vogt acredita que os indicadores são importantes para compreender o discurso científico inserido na sociedade contemporânea. Para ele, a assertividade do discurso está relacionada com percepção da ciência como verdade. “Uma afirmação é um enunciado de uma verdade. Um enunciado afirmativo traz o compromisso de quem diz com a verdade do que é dito.”</p>
<p dir="ltr"><em>*Estudante de jornalismo na Faculdade de Comunicação e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I – Ciência e Cultura da Ufba</em></p>
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		<title>Trajetórias e enfrentamentos das pessoas com anemia</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2017 20:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[30% dos casos de anemia falciforme diagnosticados no Brasil estão na Bahia. Salvador é a cidade brasileira com o maior número de pessoas com a patologia. Como as políticas públicas e as pesquisas científicas têm contemplado a doença?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A médica me deu 7 anos de vida. Depois disse que eu não passaria dos 14. Por fim, falou que eu viveria até os 21”. Estas foram as estimativas de vida que André Gomes, 32, recebeu da médica que o atendia, após ser diagnosticado com anemia falciforme. Essa doença hereditária ocorre quando a hemoglobina, proteína presente nas hemácias (glóbulos vermelhos) e responsável pelo transporte de oxigênio nas células, sofre mutação. Esta mudança gera dificuldade de oxigenação do sangue, o que faz com que as hemácias percam flexibilidade e adquiram formato de foice. Com essas células mais rígidas, a circulação sanguínea se torna difícil e as chances de oclusão celular e de obstrução dos vasos aumentam.</p>
<p>Os sintomas mais frequentes são cor amarelada nos olhos e pele (icterícia), graves crises de dor, tendência a infecções e ao aparecimento de úlceras (feridas), sobretudo nas pernas. É importante ressaltar que esses sinais podem se manifestar de maneira diferente em cada indivíduo.</p>
<p>Apesar de ser uma enfermidade crônica, ela não precisa ser associada à morte da forma que André ouviu da sua médica, porque pode ser cuidada. Segundo Clarice Mota, mestre em Saúde Coletiva e doutora em Ciência Sociais, o comportamento dos especialistas em saúde nos casos como o de André é causado, em parte, pela deficiência na formação desses profissionais. “Os currículos acadêmicos não contemplam estudos sobre a doença falciforme”, completa. Além disso, também atribui esse mau atendimento ao racismo institucional, já que essa patologia é predominante em negros.</p>
<p><strong>Políticas públicas</strong> &#8211; A doença, reconhecida pela <a href="http://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/">Organização Mundial da Saúde</a> (OMS) como um grave problema de saúde pública mundial, pode ser atenuada com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Um dos cuidados necessários é o uso contínuo de Hidroxiureia, remédio fornecido pela <a href="http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/">Secretaria de Saúde do Estado da Bahia</a> (Sesab). A medicação, atualmente, é importada, mas, até 2018, a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) deverá começar a ser atendida pela produção local. O medicamento será produzida na cidade de Vitória da Conquista, através de uma parceria entre os laboratórios Bahiafarma e Cristália.</p>
<p>Segundo levantamento do Ministério da Saúde, a cada 650 nascidos vivos na Bahia, um possui anemia falciforme e a cada 17, um nasce com o traço falciforme. Os números são os mais elevados do Brasil, onde a incidência é mais concentrada nas regiões Norte e Nordeste. As pessoas que têm o traço falciforme não apresentam os sintomas de quem possui a enfermidade, mas é importante que elas tenham consciência de sua condição genética para que possam decidir sobre seu futuro reprodutivo.</p>
<div id="attachment_20951" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/02/BOX-1-Anemia-Falciforme.jpg"><img class="size-large wp-image-20951 " title="Genética da anemia falciforme" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/02/BOX-1-Anemia-Falciforme-1024x1024.jpg" alt="Genética da anemia falciforme" width="448" height="448" /></a><p class="wp-caption-text">Quando ambos os pais possuem o traço falciforme (AS), em cada gestação há: 25% de probabilidade de ter um filho sem a anemia (AA), 50% com o traço falciforme (AS) e 25% com a enfermidade (SS).</p></div>
<p>A identificação da anemia falciforme é feita em recém-nascidos com até uma semana de vida através do teste do pezinho. Após esse prazo, o diagnóstico é dado pelo exame chamado eletroforese de hemoglobina. Ambos são realizados nos postos de saúde e, desde 2009, a patologia é de notificação obrigatória em Salvador.</p>
<p>Essas ações de distribuição de medicamentos básicos e diagnóstico são asseguradas pela Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, desenvolvida em 2005 &#8211; quase cem anos depois do primeiro diagnóstico &#8211; e implementada em Salvador através do Programa de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme (PAPDF). O principal objetivo do programa é reduzir a mortalidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas com a enfermidade. Para isso, também preconiza a assistência médica integral e orientação aos familiares. A capital baiana possui 12 centros de referência e 2 ambulatórios para tratamento da doença.</p>
<p>Apesar desses avanços, ainda há muito a ser feito. Segundo a especialista em Saúde Coletiva Clarice Mota, como a detecção de anemia falciforme através do teste do pezinho só foi implantada na Bahia em 2001, pessoas que nasceram antes dessa data não foram examinadas e podem não estar inseridas nas redes de cuidado. E a assistência integral à saúde é fundamental para garantir a redução de crises e sequelas, aumentar a expectativa e a qualidade de vida. O Ministério da Saúde considera que atenção integral é o conjunto de ações de promoção, proteção, assistência e recuperação da saúde.</p>
<p>Clarice afirma que para a saúde da população negra entrar na agenda política foi necessária muita pressão dos movimentos sociais. “Se hoje ainda precisamos falar de racismo, estamos atrasados”, critica. Um dos indicadores do racismo ao lidar com essa enfermidade além do tratamento inadequado oferecido nos centros de saúde é a invisibilidade dela no meio acadêmico.</p>
<div id="attachment_20954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/02/BOX-2-Anemia-Falciforme.jpg"><img class="size-large wp-image-20954" title="BOX 2 - Anemia Falciforme" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2017/02/BOX-2-Anemia-Falciforme-1024x566.jpg" alt="Centros de Referência" width="640" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Localização dos centros de referência em anemia falciforme de Salvador</p></div>
<p><strong>Pesquisas</strong> &#8211; Apesar de ainda não serem muitas, existem pesquisas científicas que têm o enfoque na anemia falciforme. Um exemplo disso é o estudo coordenado pelo professor e ortopedista Gildásio Daltro, em parceria com a Universidade de Paris XII, com o desenvolvimento de um tratamento alternativo para pacientes que possuem uma complicação da doença, a  necrose nos ossos. O método consiste na aplicação de uma espécie de massa feita a  partir de fosfato de cálcio, substância compatível com os ossos naturais, e células-tronco do próprio paciente. O procedimento é menos invasivo do que a colocação de prótese no local afetado, e também o indicado com mais frequência no Brasil. Os testes feitos até hoje obtiveram 93% de sucesso, conforme apontam os exames clínicos.</p>
<p>Outro estudo analisou o impacto da anemia falciforme nas trajetórias escolares de estudantes baianos afetados pela doença. Na pesquisa realizada pela pedagoga Alessandra Barros, quase 90% dos entrevistados, 15 crianças e adolescentes em idade escolar, afirmaram que têm faltado às aulas graças às dores causadas pela enfermidade. Com a análise, ela concluiu que há a necessidade de um projeto político-pedagógico mais inclusivo nos colégios e de mais programas de escolarização para pessoas hospitalizadas.</p>
<p>O recorte de gênero aparece em alguns trabalhos. Um exemplo é o da pesquisadora e doutora em enfermagem, Sílvia Ferreira. Na obra “Qualidade de vida e cuidados às pessoas com doença falciforme”, coordenada por ela, é feita uma análise das experiências das mulheres com a doença e as implicações do diagnóstico tardio para elas. Para a autora, as condições de mulheres e homens na área da saúde são desiguais.</p>
<p>Nesse sentido, Clarice Mota afirma que o direito reprodutivo das mulheres com a doença deve ser garantido. Ela denuncia que muitas escutam de profissionais que elas não podem ter filhos e aponta que esses casos podem ser de racismo institucional. “Estamos em um processo de tomada de consciência que só vai realmente acontecer se ficarmos ligados nessas sutilezas”, conclui. A saída apontada por ela é não se omitir nessas situações, denunciando e intervindo sempre que necessário.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong></p>
<p>ALVES, Ana Margareth; QUEIROZ, Maria; et al.<a href="http://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/39506/mod_resource/content/3/Doenca%20Falciforme.pdf" target="_blank"> Doença Falciforme: Conhecer para cuidar.</a> Ministério da Saúde, 2015.</p>
<p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada.<a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/cidadao/orientacao/manual_da_anemia_falciforme_para_a_populacao.pdf" target="_blank"> Manual da anemia falciforme para a população</a> / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007.</p>
<p>BARROS, Alessandra; et al.<a href="https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/8849/1/EDUCARE%20lecture%20-%20Alessandra%20Barros.pdf" target="_blank"> O impacto da anemia falciforme nas trajetórias escolares de estudantes brasileiros afetados pela doença: diálogos com os temas da Educação Especial.</a></p>
<p>MOTA, Clarice; TRAD, Leny; et al. <a href="https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/18432/1/LIVRO.%20CRONICIDADE%20-%20EXPERIENCIA%20DE%20%20ADOECIMENTO%20E%20CUIDADO%20SOB%20A%20OTICA%20DAS%20CIENCIAS%20SOCIAIS.pdf" target="_blank">Os desafios do cuidado integral à doença falciforme sob os diversos olhares: o olhar da gestão, o olhar das famílias e usuários e o olhar do serviço e seus profissionais.</a> In: Cronicidade: Experiência de adoecimento e cuidado sob a ótica das Ciências Sociais. Ceará: UECE, 2015.</p>
<p><a href="http://www.complexohupes.ufba.br/noticias/pesquisa-de-ortopedia-aplica-celulas-tronco-no-tratamento-para-pacientes-com-anemia-falciforme/" target="_blank">PESQUISA de Ortopedia aplica células tronco no tratamento para pacientes com Anemia Falciforme</a>.</p>
<p><span style="font-style: italic;">*Estudante do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação e repórter da Agência de Notícias em CT&amp;I &#8211; Ciência e Cultura UFBA</span></p>
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		<title>Rede fará diagnóstico da divulgação científica na América Latina</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 21:46:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pesquisadora do NEDC, Luisa Massarani foi reeleita para a direção executiva da Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe em eleição realizada durante a Assembleia Geral da entidade, no 14º Congresso, em Medelín, na Colômbia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisadora do Núcleo de Estudos em Divulgação Científica do Museu da Vida (NEDC) Luisa Massarani foi reeleita para a direção executiva da RedPOP, a Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe. A eleição foi durante a Assembleia Geral da entidade, cujo 14º Congresso ocorreu de 25 a 29 de maio em Medelín, na Colômbia, e vale para o biênio 2016-2017. Entre as várias atividades do evento, foi apresentado o primeiro Guia de Centros e Museus de Ciência da América Latina e do Caribe, uma relação com aproximadamente 470 unidades do gênero da região, editado em português e espanhol. Em um ano e cinco meses desde a posse na direção da entidade, o número de membros da RedPOP dobrou; saltou de 32 em janeiro do ano passado para 65 em maio deste ano. Para Luisa, o guia marcou sua atual gestão.</p>
<p>“Para o período 2014-2015, destaco o Guia de Centros e Museus de Ciência da América Latina e do Caribe. Se queremos dar visibilidade para nossas ações e ter parcerias, é crucial que possamos nos conhecer. E o guia é um primeiro passo importante. Destaco também o mapeamento que realizamos das políticas de divulgação científica na América Latina, além da renovação do site, que será lançado em breve. Estas ações só foram possíveis com o apoio do CNPq”, ressalta a pesquisadora.</p>
<p>A publicação comemora os 25 anos da entidade. “A RedPOP é uma rede incrível, que tem um imenso potencial de catalisar parcerias na América Latina e dar visibilidade às ações que diversos grupos têm feito, com abordagens tanto práticas como acadêmicas, na região. Foi criada pela Unesco e, embora sejamos independentes, trabalhamos juntos, de forma sinérgica”, afirma.</p>
<p>Para os próximos dois anos, Luisa Massarani já traçou seu plano de ação. “Nossa meta é muito ambiciosa: faremos um diagnóstico crítico – inédito – da divulgação científica na América Latina. A iniciativa é inspirada em iniciativa liderada por Bruce Lewenstein, da Universidade Cornell (em Ithaca, Nova Iorque) e colegas, nos Estados Unidos, com apoio da Academia Nacional de Ciências, adianta. Professor de comunicação da ciência, ele é um dos autores da obra “Learning Science in Informal Environments People, Places, and Pursuits”, uma publicação da Academia Nacional de Ciências americana.</p>
<div id="attachment_18715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/LuisaMassarani_foto_PeterIlicciev_maio20142.jpg"><img class="size-full wp-image-18715" title="LuisaMassarani / Foto: Peter Ilicciev" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/LuisaMassarani_foto_PeterIlicciev_maio20142.jpg" alt="" width="300" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisadora Luisa Massarani fica à frente da RedPOP no biênio 2016-2017 /  Foto: Peter Ilicciev</p></div>
<p>“O próprio Lewenstein vem ao Brasil em julho nos assessorar”, acrescenta a diretora executiva da RedPOP. Segundo ela, a proposta é obter uma visão crítica do campo, com objetivo de aprimorar e permitindo sua maior visibilidade. Além disso, será uma ferramenta para apoiar os formuladores de política. A iniciativa conta com apoio do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação-Brasil, por meio do CNPq.</p>
<p>Em seu 14º Congresso, a RedPOP reuniu 402 divulgadores da ciência de 21 países. Tendo como eixo central a divulgação científica, os participantes discutiram a relação da ciência com áreas como política pública, educação e arte. Outro tema debatido foi a utilidade de um banco de dados compartilhado sobre as experiências de instituições que fazem parte da entidade, bem como a necessidade de envolver o público no desenvolvimento de estratégias de centros e museus de ciência.</p>
<p>Juntamente com Luisa Massarani, farão parte da direção da Rede como conselheiras a costa-riquenha Alejandra León-Castellá, a colombiana Claudia Aguirre e a argentina Constanza Pedersoli. O representante da Unesco na entidade é o argentino Ernesto Fernandez. Para o 15º Congresso, em 2017, foi escolhida a Universidade de La Punta, na Argentina.</p>
<p><strong>RedPOP avalia influência da mídia &#8211; </strong>O jornalismo científico ganhou menção especial no Congresso. Para os participantes, os meios de comunicação também são capazes de influenciar os tomadores de decisão em nível governamental no tocante às questões de ciência e tecnologia. Na avaliação do grupo, a otimização do trabalho dos profissionais de mídia e de interessados na divulgação da ciência passa por sua adequada educação sobre o tema.</p>
<p>O evento consagrou divulgadores da ciência. Foram contemplados com o Prêmio Latino-Americano de Popularização da Ciência e da Tecnologia o biólogo argentino Diego Golombek, o físico colombiano naturalizado mexicano Noboru Takeuchi; na categoria Centros ou Programas, o vencedor foi o Parque Explora de Medellín. A Orquestra Filarmônica de Medellín encerrou o Congresso unindo música e imagens do universo, projetadasno gigantesco telão montado no Parque dos Desejos, entre o Planetário, o Parque Explora e o Jardim Botânico e a Universidade de Antioquia.</p>
<div>
<p><em>*É jornalista assessor de imprensa da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</em></p>
</div>
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		<title>Casa de Oswaldo Cruz recebe acervo de José Reis</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 21:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[José Reis]]></category>

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		<description><![CDATA[A doação, feita pela família à Casa de Oswaldo Cruz (COC) /Fiocruz, é composta por aproximadamente 9,5 mil itens, incluindo os documentos arquivístico, museológico e bibliográfico, abrangendo várias áreas do conhecimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Médico, virologista, patologista pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), jornalista e escritor, José Reis desenvolveu importante papel na divulgação científica e na construção da ciência brasileira. Em reconhecimento, o CNPq concede anualmente, desde 1978, o Prêmio José Reis a cientistas, jornalistas e instituições que se destacam em suas atividades de divulgação científica. O acervo doado pela família à Casa de Oswaldo Cruz (COC) /Fiocruz é composto por aproximadamente 9,5 mil itens, incluindo os acervos arquivístico, museológico e bibliográfico, abrangendo várias áreas do conhecimento.</p>
<p>Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida, Luisa Massarani comemora a aquisição. &#8220;A COC abriu com chave de ouro esta nova linha de acervos: José Reis foi um dos grandes divulgadores da ciência no Brasil e, certamente, um ícone na área&#8221;, disse a coordenadora do projeto em andamento para o tratamento, estudo e a disponibilização desse patrimônio ao público.</p>
<p>O projeto abrange o processamento técnico, incluindo a higienização, catalogação, classificação, indexação e inclusão na base de dados bibliográficos e do acervo arquivístico da COC. Prevê o estudo do conjunto, buscando gerar produtos como artigos acadêmicos, livros e capítulos de livros, bem como a disponibilização, de acesso gratuito na Internet, para que outros pesquisadores e interessados possam obter o seu conteúdo. A iniciativa conta com apoio do CNPq e do Departamento de Popularização e Difusão da C&amp;T do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</p>
<div id="attachment_18703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/photo-101.jpg"><img class="size-large wp-image-18703 " title="Foto divulgação / Casa de Oswaldo Cruz (COC)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/photo-101-1024x767.jpg" alt="" width="512" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Foto divulgação / Casa de Oswaldo Cruz (COC)</p></div>
<p>José Reis se destacou pela fundação e consolidação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 1948. Um ano depois ajudou a criar a revista Ciência e Cultura, da SBPC, tornando-se seu editor. A trajetória do cientista é marcada pela diversificação. Publicou livros infanto-juvenis, para adultos, novelas de rádios e artigos de Divulgação Científica para a Folha da Manhã (grupo Folha), na década de 1940. Na Folha de S. Paulo, onde manteve uma coluna por seis décadas, foi diretor de redação de 1962 a 1968 e estimulou a criação do suplemento infantil do jornal, veiculando temas de ciência.</p>
<p>O diretor da COC, Paulo Elian, também comemorou a chegada do acervo. “Estamos diante de um momento singular para a Casa e a Fiocruz, pois reafirma nosso papel na pesquisa em divulgação científica e amplia nossa atuação na preservação e difusão do patrimônio da ciência brasileira. Estamos bastante felizes com esta aquisição que vai alavancar o ingresso de outros acervos”, afirmou.</p>
<p><strong>Trajetória do Acervo &#8211; </strong>Em 2003, o acervo &#8211; ainda pouco conhecido – foi doado à Universidade de São Paulo (USP) para integrar o Núcleo José Reis de Divulgação Científica, na Escola de Comunicação e Artes (ECA). No entanto, até hoje não havia sido organizado, nem permitido o acesso a pesquisadores e outros interessados. Há cerca de dois anos o conjunto foi retirado da ECA e passado à Faculdade de Oceanografia; desde novembro de 2013 ocupava uma sala do Instituto de Farmácia da USP.</p>
<p>Os problemas para a guarda do acervo preocuparam a família, que iniciou a tramitação para doá-lo à Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, processo que tomou forma há um ano e meio. A doação à COC teve a concordância da própria Universidade de São Paulo.</p>
<p>Obra que consumiu seis anos de dedicação do cientista e divulgador, “Tratado de doenças das aves” foi escrita em parceria com Paulo Nóbrega, na década de 1930. O livro é fruto de sua experiência no Instituto Biológico de São Paulo, criado em 1927 com a reforma da Secretaria da Agricultura. A nova instituição dedicava-se à defesa sanitária da agricultura, especificamente ao estudo das doenças e das pragas que atacavam as lavouras paulistas e a criação de animais. O Instituto vinha sendo organizado por Arthur Neiva e Henrique da Rocha Lima, cientistas que colaboraram com Oswaldo Cruz, em Manguinhos.</p>
<p>Além de veicular informações do cientista, “o acervo é precioso sob o ponto de vista do resgate da história da ciência brasileira e da divulgação científica em nosso país”, afirmou Luisa Massarani.</p>
<p>Pesquisador como o avô atuando no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ricardo Reis ressaltou a importância do conjunto que será disponibilizado pela COC. “Como botânico, eu acharia incrível poder consultar não somente as publicações de Lineu[Carl], por exemplo, ou de Von Martius [Carl Friedrich Philipp], Saint Hilare [Augustin François César Prouvençal de] etc., mas também poder penetrar em suas bibliotecas como um todo, entender que outros livros eles liam, que outras influências tiveram para gestar suas brilhantes teorias e produzir tão nobres conhecimentos”, destacou citando cientistas de seu campo de pesquisa.</p>
<p>“Creio que a forma como a Luisa [Massarani] está organizando o acervo e prevendo sua disponibilização para a sociedade irá permitir exatamente essa experiência no ramo da divulgação científica, ou seja, as pessoas terão a oportunidade de penetrar um pouco no pensamento e na emoção de José Reis. Fico buscando palavras, e não encontro, para agradecer à Fiocruz, em especial à Luisa, por nos ajudarem a realizar este sonho de disponibilizar o acervo do vovô para o público em geral”, concluiu emocionado Ricardo.</p>
<p><strong>De cientista a divulgador da ciência &#8211; </strong>A preocupação de José Reis com a divulgação científica surge desde o início da carreira como pesquisador. No Instituto Biológico de São Paulo, era bacteriologista encarregado de estudar uma doença que atacava as galinhas. Ele percebeu que os criadores precisavam tomar conhecimento de sua pesquisa a fim de obter resultados práticos. Dedicado ao ensino, ele fazia palestras e estimulava a organização de feiras de ciência e a entrega de prêmios a crianças que manifestassem vocação científica.</p>
<div id="attachment_18704" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/photo-4.jpg"><img class="size-large wp-image-18704 " title="Foto divulgação / Casa de Oswaldo Cruz (COC)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2015/06/photo-4-1024x768.jpg" alt="" width="512" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Foto divulgação / Casa de Oswaldo Cruz (COC)</p></div>
<p>“Ao fim de pouco tempo, eu estava escrevendo artigos em revistas agrícolas, como Chácaras e Quintais. Ainda para facilitar a comunicação do Instituto [Biológico de São Paulo] com sua clientela, preparei numerosos folhetos, em linguagem simples, sobre os diversos problemas que afetavam a criação de galinhas”, José Reis contou à socióloga e pesquisadora Alzira Alves de Abreu, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas. O problema havia sido apresentado pelo alemão radicado no Brasil, o médico e ornitólogo Hermann von Ihering, com quem o brasileiro trabalhou.</p>
<p>Em 1964, José Reis recebeu o Prêmio John R. Reitemeyer, concedido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e União Panamericana de Imprensa, por seus trabalhos em Jornalismo Científico. Em 1975, foi contemplado com o Prêmio Kalinga, da Unesco, pelas atividades na área de divulgação científica.</p>
<p>A honraria foi concedida também aos britânicos Bertrand Russell (1957), filósofo e matemático ganhador do Prêmio Nobel de Literatura (1950), e a Arthur C. Clarke (1961), autor de “The Sentinel”, que inspirou o filme “2001: uma odisseia no espaço”, do cineasta Stanley Kubrick, e à antropóloga norte-americana Margret Mead (1970). Ela foi a primeira mulher a receber o Kalinga.  O prêmio também foi entregue a outros brasileiros. Os físicos Ênio Candotti, ex-presidente da SBPC, foi contemplado em 1998, e Ernst Hamburger, em 2000. Cinco anos depois Jeter Jorge Bertoletti, professor da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, recebeu a premiação da Unesco.</p>
<p><strong>Sobre o cientista &#8211; </strong>Nascido a 12 junho de 1907, José Reis foi protagonista na construção da ciência brasileira. Formado em medicina, cursou patologia no IOC (1928-1929), obtendo a medalha de ouro de melhor aluno. Na década de 1930, esteve no Rockefeller Institute, em Nova York (EUA), onde se especializou em virologia. Reis desenvolveu diversos trabalhos sobre doenças de aves (ornipatologia), ganhando projeção internacional. Foi diretor-geral do Departamento do Serviço Público de São Paulo e professor da USP e da Universidade Mackenzie. Em decorrência uma crise de pneumonia, morreu em 16 de maio de 2002; tinha 94 anos. Até ser internado, mantinha a coluna semanal no jornal Folha de S. Paulo, onde escrevia artigos sobre diversos ramos da ciência.</p>
<p><em>*É jornalista assessor de imprensa da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</em></p>
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		<title>A quem pertence o conhecimento científico? Como devemos comunicar a ciência?</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/a-quem-pertence-o-conhecimento-cientifico-como-devemos-comunicar-a-ciencia/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2014 19:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Emanuela Teixeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Edição do Jornal da Ciência traz uma reportagem especial sobre a 13ª Conferência Internacional de Comunicação Pública da Ciência que aconteceu pela primeira vez na América Latina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A 1<a href="http://www.pcst-2014.org/index.php/pt-BR/">3ª Conferência Internacional de Comunicação Pública da Ciência</a> que aconteceu em Salvador (BA), neste mês, reuniu mais de 500 pesquisadores de 50 países que discutiram a comunicação científica com inclusão social e engajamento político.</p>
<p>A Agência de Notícias em C&amp;T da UFBA participou ativamente do evento através da cobertura jornalística e apresentação de trabalhos. Nesta semana, a edição n. 758 do Jornal da Ciência, traz uma reportagem especial produzida pela Agência sobre o evento que aconteceu pela primeira vez na América Latina.</p>
<p>Confira a reportagem no site do <a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/impresso/JC758.pdf">Jornal da Ciência</a></p>
<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/Captura-de-Tela-2014-05-22-às-16.47.06.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-16025" title="Captura de Tela 2014-05-22 às 16.47.06" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/05/Captura-de-Tela-2014-05-22-às-16.47.06.png" alt="" width="793" height="1123" /></a></p>
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		<title>Luisa Massarani</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2014 19:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Luisa Massarani]]></category>
		<category><![CDATA[PCST 2014]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Luisa Massarani organiza a 13 ª Conferência Internacional de Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia (PCST 2014), entre os dias 5 e 8 de maio, em Salvador, na Bahia. É primeira vez que a PCST é sediada em uma cidade da América Latina. 
“É um fato histórico”, comemora a pesquisadora, graduada em comunicação social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), doutora na área de Gestão, Educação e Difusão em Biociências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com pós-doutorado na University College London. 
Editora da seção de divulgação científica da revista História, Ciência e Saúde _ Manguinhos, defende ser “fundamental que as questões relacionadas à ciência e à tecnologia sejam acessíveis à sociedade”, nesta entrevista em que aborda questões relevantes a serem discutidas na PCST 2014. Luisa Massarani publicou 60 artigos científicos na área da divulgação científica, em revistas científicas nacionais e internacionais, é diretora-executiva da Red Po-Unesco, a rede de popularização da ciência e da tecnologia para a América Latina e o Caribe para o período 2014-2015. 
Atualmente trabalha no Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida, que chefiou entre 2009-2013. Luisa também liderou o grupo que criou o curso de Especialização em Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde (lato sensu), oferecido pelo Museu da Vida (COC) em parceria com a Casa da Ciência/UFRJ, Fundação Cecierj, Museu de Astronomia e Ciências Afins e Jardim Botânico, no qual também orienta alunos de especialização. Além do Museu da Vida, também participa da organização do evento o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Universidade Estadual de Campinas (LABJOR/Unicamp). A seguir a entrevista com a pesquisadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/04/LuisaMassarani_fotoarquivopessoal2.jpg"><img class="size-full wp-image-15455 alignleft" title="LuisaMassarani_fotoarquivopessoal(2)" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/04/LuisaMassarani_fotoarquivopessoal2.jpg" alt="" width="234" height="259" /></a></p>
<p><strong>O que pensa sobre ter uma cidade histórica como Salvador, e o Brasil como país latino-americano, na inédita organização da PCST? É um sinal de amadurecimento da divulgação científica e tecnológica no continente?</strong></p>
<p>O próprio fato de um evento desta importância ser feito na América Latina é um fato histórico. A conferência, que é realizada desde 1988 a cada dois anos em um país diferente, já foi feita em quase todos os continentes. Justamente só faltava vir para a América Latina. E o evento chega pela primeira vez a nossa região em um momento de muita efervescência na área da divulgação científica, tanto no Brasil como em vários outros países da região. O evento, portanto, será uma oportunidade única não apenas para bebermos na fonte de vários dos melhores divulgadores da ciência mundiais como também para dar visibilidade ao trabalho que estamos fazendo por aqui. Salvador também é uma cidade muito especial, por suas características históricas e culturais. A cidade foi escolhida justamente pela sua capacidade de expressar um &#8220;Brasil bem brasileiro&#8221;, pela sua beleza e pela criatividade.</p>
<p>De <strong>que forma levar informação de C&amp;T ao público não especializado pode ajudá-lo a mudar sua realidade?</strong></p>
<p>A ciência e a tecnologia fazem parte do cotidiano da sociedade &#8211; e isto é particularmente verdade no mundo contemporâneo. Nossa comida, nossos remédios, a comunicação que estabelecemos são apenas alguns poucos exemplos disto. Portanto, é fundamental que as questões relacionadas à ciência e à tecnologia sejam acessíveis à sociedade (versus uma caixa preta), para podemos entender melhor o mundo que nos rodeia e participar, com conhecimento de causa, de várias discussões fundamentais.</p>
<p>C<strong>omo experiências da comunicação pública e no uso de mídias sociais no oriente médio, por exemplo, podem nos ajudar a aumentar o interesse do público latino-americano pelo tema?</strong></p>
<p>Em particular, o uso de mídias sociais tem tido um papel fundamental no Egito, como espaço de liberdade de expressão. A experiência que será trazida ao PCST 2014 &#8211; com Mohammed Yahia, que tem longa tradição em comunicação da ciência – portanto, traz um elemento mais politizado da divulgação científica. Divulgação científica não é apenas transmitir conteúdos científicos à uma população supostamente leiga. E é esta uma das ideias que queremos passar no evento, que tem como tema a divulgação científica e a inclusão social.</p>
<p><strong>O que espera de resultado do evento para incrementar a comunicação pública em C&amp;T no Brasil e na América Latina?</strong></p>
<p>Experiências realizadas em outros países são muito interessantes para fomentar o diálogo e estimular a criatividade. E as conferências PCST são um espaço fantástico para isto. As conferências PCST também são formidáveis para estabelecer parcerias, conhecer oportunidades&#8230;E ter uma perspectiva da área mais global. Além disso, será uma ótima oportunidade para dar mais visibilidade para o trabalho que estamos fazendo &#8211; de forma bastante efervescente &#8211; na região. Nossa expectativa é que como resultado do evento mais parcerias sejam estabelecidas, em nível nacional, regional e internacional, e mais ideias sejam fomentadas.</p>
<div id="_mcePaste"><em>*</em><em>Assessor de imprensa da Casa de Oswaldo Cruz / Museu da Vida/Fiocruz</em></div>
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		<title>Conferência Internacional é promovida pela primeira vez na América Latina</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Apr 2014 23:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Salvador recebe os maiores nomes de divulgação científica do mundo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador recebe os participantes da 13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST 2014 na sigla em inglês), que, pela primeira vez, é promovida na América Latina. Com o tema “Divulgação da Ciência para a inclusão social e o engajamento político”, visa debater estratégias mais inclusivas, tanto nos países desenvolvidos como em nações em desenvolvimento, estimular a sociedade à conscientização pública pela ciência e tecnologia, e criar novos modelos e práticas para a comunicação e participação. Organizado pela Rede PCST por meio do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz) e pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp), o evento ocupa o Centro de Convenções do Hotel Pestana, de 5 a 8 de maio, na capital baiana.</p>
<p>Vários participantes já confirmaram presença. O egípcio Mohammed Yahia, editor da Nature Middle East (Egito), traça o perfil da ciência e do jornalismo científico no Oriente Médio. Ele explora formas de aplicar o jornalismo às mídias sociais, mundos virtuais e na integração destes com os meios de comunicação tradicionais. Diretor fundador do Gallery Science e professor adjunto de tecnologias criativas do Trinity College Dublin, Michael Gorman mostra sua experiência em engajamento público em ciência e tecnologia, nos Estados Unidos, Europa e na Irlanda.</p>
<p>Também confirmou presença é o do físico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) <a href="http://lattes.cnpq.br/6828550034661765">Ildeu de Castro Moreira</a>, que dirigiu por nove anos o programa em divulgação científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2013, ganhou o prêmio José Reis, um dos mais importantes do país em divulgação científica e tecnológica. Na conferência, Ildeu fala de ciência e carnaval. Professor de sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), <a href=" http://lattes.cnpq.br/8092059577367273">Yurij Castelfranchi </a>também participa. Ele foi pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (<a href="http://www.labjor.unicamp.br/">Labjor-Unicamp</a>) e vice-diretor do periódico Journal of Science Communication (JCOM).</p>
<p>A Conferência (<a href="http://www.pcst-2014.org/index.php/pt-BR/">www.pcst-2014.org</a>) tem parceiros e apoiadores: o Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (<a href="http://www.cnpq.br/">CNPq</a>), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (<a href="http://www.fapesb.ba.gov.br/">Fapesb</a>), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo(<a href="http://www.fapesp.br/">Fapesp</a>), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (<a href="http://www.fapemig.br/">Fapemig</a>) e o <a href="http://www.scidev.net/global/">SciDev.Net</a>, como meio de comunicação associado.<a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/04/download.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15441" title="download" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2014/04/download.jpg" alt="" width="291" height="173" /></a></p>
<p>*<em>Assessor de imprensa da Casa de Oswaldo Cruz / Museu da Vida/Fiocruz</em></p>
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		<title>Exposição da Semana Nacional de C&amp;t acontece em shopping de Salvador</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Oct 2013 18:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mostra ficará em duas tendas no Salvador Shopping entre os dias 19 e 25 de outubro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Equipamentos científicos nas áreas de astronomia, eletromagnetismo, robótica, fluídos, óptica, matemática, mecânica, acústica e termologia e novidades na área de tecnologia estão disponíveis para o público na 10ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que aconte entre os dias 19 e 27 de outubro, no estacionamento L1 do Salvador Shopping, promovido pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/10/1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-14291" title="1" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/10/1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p dir="ltr">Com o tema “Ciência, Saúde e Esporte”, o visitante se envolve na exposição por meio de atividades de entretenimento que promove o contato com a ciência e a inovação. A novidade deste ano é o robozinho NAO, humanóide, que construído a base de sensores de movimento, fala e faz o reconhecimento facial. O robô pode ser usado para ensino, pesquisa e desenvolvimento e ajuda no tratamento de idosos e crianças com autismo. Através de capacetes de VR (realidade virtual), os participantes conhecem o Sistema Solar em imagens 3D e vídeos de 360 graus.</p>
<p dir="ltr">Além disso, a exposição conta com a mostra de produções de alunos do Colégio Portinari e Colégio Anchieta, fruto do Clube de Investigação Científica, composta pela Casa Ecológica Autossustentável, Medidor de Poluição Sonora, o Robô Dançarino (Rei Julian) e uma partida de futebol disputada por robôs autônomos. A SNCT também distribui kits didáticos sobre energia eólica, solar e células de combustível e biocombustível.</p>
<p dir="ltr">Durante a Semana, o mascote do evento, Robozão da Bahia, de 2,6 metros de altura, dança, canta e interage com o público circula pelo Salvador Shopping. O humanóide convida o o público para conhecer a exposição, mostrando os experimentos e curiosidades da mostra. Um espaço foi preparado para o público realizar experimentos científicos, a exemplo da Mostra de Cheiros e Sabores. Com a ajuda de tablets dispostos em uma bancada com inaladores, os visitantes tentarão identificar os aromas através de um aplicativo interativo.</p>
<p dir="ltr">Também são disponibilizados vídeos educativos e jogos interativos que aumentam a compreensão dos visitantes sobre os elementos da tabela periódica. A ação será realizada pela Braskem em parceria com o Museu de Ciência e Tecnologia UNICA – Universo da Criança e do Adolescente.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/10/IMG_2963-1024x682.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-14292" title="IMG_2963-1024x682" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2013/10/IMG_2963-1024x682-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p dir="ltr">A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia foi instituída em 2004, por decreto presidencial, para mobilizar jovens e crianças em torno de temas de ciência e tecnologia. “Nossa intenção é despertar no público o interesse pela ciência, tão importante para promovermos a criatividade, a atitude científica e a inovação na Bahia. Por isso, trazemos equipamentos que despertam a curiosidade e apresentam temas importantes através de atividades lúdicas”, afirmou Paulo Câmera, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação.</p>
<p dir="ltr">*<em>Estudante de Comunicação &#8211; habilitação em Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias em C&amp;T</em></p>
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