Cinema aberto para o público no pátio da biblioteca central ofereceu por alguns dias curtas e rodas de conversa sobre diversos temas sociais.
Equipe AGN

Amarra o teu arado a uma estrela | Foto por: Ricardo Amaral
Na última quinta(12) ocorreu a exibição final do Cine Carambola, uma realização de alunos da Faculdade de Comunicação da UFBA. A ação com foco em dar visibilidade a curtas dos próprios alunos de Práticas Cinematográficas e produções independentes da cena baiana teve quatros dias de exibição desde o dia 29/05 até 12/06 percorrendo temas como nordeste, religião, transsexualidade e mais. A Agência de Notícias esteve no último dia para cobrir o evento.
Amaranta Emília, professora de cinema e audiovisual, em entrevista para nossa equipe, falou um pouco sobre o projeto “Essa é uma ideia que surgiu nesse componente curricular chamado ‘Atividade de Campo em Ação Cineclubista’ e como o nome diz é uma matéria para realizar esse ato. Então o grupo de estudantes decidiu fazer essa exibição justamente ao ar livre para tentar povoar esse espaço da Universidade, conseguir chamar pessoas diversas e não se fechar nos espaços tradicionais e escondidos”, explica.
Durante a última noite foram exibidos quatro curtas: Memórias Reclusas por Flávia Santana, In-Nilè por Jener Augusto e Deko Alves, o T da Tremme é Bem Grandão por Caique Lisboa e Tigresa por Vinícius Eliziário. Os filmes se relacionam com as vivências da comunidade LGBTQIA+ dentro da sociedade, comunidades e religião, além de obras ficcionais que também retratam essas existências.
Foto por: Ricardo Amaral
Conversamos com um dos membros da equipe de produção, o artista, Ed Silva. “A gente teve quatro sessões no total, todas envolvendo corpos e territórios, hoje em específico temos todas as produções feitas por alunos da FACOM, algo que bati muito o pé já que temos muitas produções sendo feitas por estudantes e todas muito potentes, então demos esse destaque para elas aqui”, afirmou.
Além das exibições também ocorreu uma roda de conversa com a produção de cada curta onde foi debatido a atuação do cinema como palco para esses discursos. “Para mim, fazer cinema é falar sobre coisas que estão entaladas, falar sobre tópicos reais e sensíveis que precisam desse espaço” diz Flávia Santana, responsável por Memórias Reclusas. Também conversamos com alguns membros da plateia.
Ana Beatriz Soares, estudante de jornalismo que assistiu as exibições ressalta: “Acho muito importante, uma atividade de integração, uma oportunidade para a galera que produz poder mostrar, acredito que a gente não tenha tantos espaços assim na universidade, mas é importante lembrar que Cinema também é conhecimento e educação”.
Foto por: Ricardo Amaral