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	<title>Ciência e Cultura</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>Inaiá Maria Moreira de Carvalho</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 22:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos da Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Inaiá Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[PNAD]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[A doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo, Inaiá Maria Moreira de Carvalho, analisou o panorama atual do trabalho infantil na sociedade brasileira, através da pesquisa “O Trabalho Infantil no Brasil Contemporâneo”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Inaia_Carvalho.jpg"><img title="Inaia_Carvalho" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Inaia_Carvalho.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a>A</p>
<p style="text-align: justify;">A doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo, Inaiá Maria Moreira de Carvalho, analisou o panorama atual do trabalho infantil na sociedade brasileira, através da pesquisa “O Trabalho Infantil no Brasil Contemporâneo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente Inaiá de Carvalho é professora do Mestrado em Políticas Sociais e Cidadania da Universidade Católica do Salvador e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Em entrevista à Agência de Notícias Ciência e Cultura, a pesquisadora traçou um perfil das crianças e adolescentes que trabalham precocemente no país e analisou a eficácia das políticas sociais destinadas a esse público.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura –  Como surgiu a ideia de desenvolver essa pesquisa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inaiá de Carvalho &#8211; </strong>Foi pela própria relevância do tema e também instigada por algumas agências, principalmente o Unicef  (The United Nations Children&#8217;s Fund), que está fazendo um trabalho em prol da reivindicação do trabalho infantil e contratou a mim e uma aluna orientanda minha, Cláudia Monteiro. Então fizemos um segundo trabalho para o Unicef juntas.</p>
<p style="text-align: justify;">O apoio financeiro do Unicef foi muito importante, principalmente, para pegar o caso da Bahia. Também recebemos o apoio do CNPQ &#8211; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico &#8211; que concede bolsas de produtividade de pesquisa e financia estudos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – Qual a metodologia de pesquisa utilizada? Foi uma pesquisa de campo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inaiá de Carvalho -</strong> Na verdade a gente trabalhou principalmente com a pesquisa da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) que permitiu acompanhar a evolução do trabalho infantil de 1992 até 2008, que foi o último ano que a gente trabalhou com os dados da PNAD disponível. Então, por exemplo, o texto que eu fiz pro Unicef, com Cláudia, a gente pôde analisar, especificamente, o estado da Bahia. Além disso eu fiz também alguns trabalhos de campo sobre o Peti [Programa de erradicação de trabalho infantil] e aí eu pude observar algumas outras questões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura – A pesquisa foi realizada com crianças de quais regiões do Brasil?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inaiá de Carvalho -</strong> Eu trabalhei com o Brasil vendo as especificidades regionais. Eu observei, portanto, que esse trabalho é mais frequente em duas situações: em estados mais atrasados como Maranhão, Alagoas, a própria Bahia e em estados em que há uma parcela grande de população rural porque nos tempos mais recentes esse trabalho passou a se concentrar mais no meio rural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura &#8211; A partir dos resultados já obtidos até o momento, é possível traçar um perfil das crianças e adolescentes que trabalham precocemente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inaiá de Carvalho -</strong> Através da correlação de diversas variáveis dá pra se fazer um perfil. Uma primeira observação é que esse trabalho pode começar muito cedo, às vezes você encontra crianças de cinco anos já envolvidas com o trabalho. A diferença vai se dando por alguns fatores. Primeiro, os meninos são mais inseridos no trabalho do que as meninas porque as meninas ficam, normalmente, mais como auxiliares da mãe nos trabalhos domésticos e os meninos vão mais para o trabalho fora do âmbito doméstico. Em segundo lugar a cor é uma variável importante. Fazendo a relação entre cor e trabalho, deu pra observar que entre as crianças não-brancas, quer dizer aquelas pardas e pretas, 60,6% trabalhava. Então, a maioria das crianças negras, juntando os pretos e os pardos, trabalham justamente porque elas estão na condição de pobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">Em terceiro lugar, claro que são as crianças pobres. Ninguém de classe média ou alta põe suas crianças para trabalhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, há influência do sexo, há uma influência da idade, há uma influência do meio rural ou urbano. As crianças do meio rural hoje em dia são a maioria dos que trabalham. E você tem o seguinte padrão: as crianças pequenas, que podem começar aos cinco anos e vão até os nove anos mais ou menos, elas normalmente trabalham na área rural como auxiliar de membro da família sem remuneração e com uma jornada de trabalho mais reduzida porque elas são mais poupadas, mas quando atingem a faixa de 14 e 15 anos 63,7% das crianças trabalham uma jornada quase equivalente a de um adulto. E aos 17 e 18 anos esses adolescentes trabalham tanto quanto um adulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra variável é que as remunerações não existem quando as crianças trabalham auxiliando familiares. E quando essa remuneração existe é muito baixa. Além disso, as crianças que trabalham precocemente sofrem vários danos físicos, desde picadas de insetos até a exposição climática.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura &#8211; Quais as políticas sociais destinadas a essas crianças? Elas são eficazes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inaiá de Carvalho -</strong> Elas já foram mais eficazes. Durante muito tempo o trabalho precoce era naturalizado e visto até como algo educativo. Depois de pressões internacionais, principalmente da Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), isso começou a mudar. Em 92 houve alguns protocolos e em 96 o Governo Federal lançou o Programa de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil (Peti), uma bolsa fornecida às crianças para que deixassem o trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente o Peti foi direcionado às piores formas de trabalho infantil: as carvoarias no Mato Grosso do Sul, os canaviais em Pernambuco e a produção de sisal na Bahia, que chegava a mutilar as crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, o Peti foi bem sucedido, mas esse sucesso atualmente está estagnado porque a queda [dos índices de trabalho infantil] está mais lenta e nem sempre é continuada. Primeiro porque o trabalho infantil está localizado no núcleo duro, que é o meio rural. E segundo porque ele não é uma questão apenas econômica e envolve outros fatores como a falta de apoio institucional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ciência e Cultura -</strong> Qual é a principal necessidade de crianças e adolescentes que se encontram nessa situação?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Inaiá de Carvalho -</strong> Ter o direito que toda criança deve ter: família, educação, etc. E viver a infância que todas as crianças merecem.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Rita de Cássia Martins é estudante de jornalismo da Faculdade de Comunicação da UFBA.</em></p>
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		<title>Seminário apresenta resultados de pesquisas inovadoras para o Semiárido</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Politicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A FAPESB promove, nos dias 17 e 18 de maio, o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido. Na atual conjuntura, em que o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, o Seminário trará uma oportunidade de discussão de soluções para a região do semiárido baiano, apontando propostas para problemas como a falta de água para irrigação, a falta de alimentos, doenças que atacam plantações, a falta de saneamento básico, entre outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) promoverá nos dias 17 e 18 de maio o I Seminário de Avaliação de Pesquisas do Semiárido. Na atual conjuntura, em que o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, o Seminário trará uma oportunidade de discussão de soluções para a região do semiárido baiano, apontando propostas para problemas como a falta de água para irrigação, a falta de alimentos, doenças que atacam plantações, a falta de saneamento básico, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O Edital Temático de Apoio a Pesquisas voltadas para o Semiárido Baiano foi lançado pela Fapesb em 2007, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e a Casa Civil, através do Fundo Estadual de Erradicação e Combate à Pobreza (FUNCEP). O objetivo do Edital foi financiar projetos de pesquisa que contribuíssem para a produção de conhecimento científico sobre o semiárido baiano e para o desenvolvimento de soluções inovadoras buscando a melhoria das condições de vida da população nessa região. O Edital foi lançado no valor de R$ 3 milhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Serão avaliados 35 projetos, desenvolvidos dentro de linhas temáticas como: Biodiversidade e ecologia; Uso e reuso da água; Energia; Cultura; Sistemas Produtivos; Segurança alimentar; Emprego, trabalho e geração de renda; Inclusão social; Financiamento do desenvolvimento; e Habitação. Entre eles, está o projeto do professor da UFRB, Vital Paz, sobre a utilização de águas salobras no cultivo de hortaliças em sistema hidropônico. O projeto, realizado com alunos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, buscou desenvolver a agricultura baseada no uso racional de água, aproveitando fontes alternativas como águas salobras. Foram construídas estruturas de plástico, sem risco de contaminação dos vegetais, para o cultivo de alface, agrião, feijão-vagem, rúcula, couve-manteiga, almeirão, melão, abobrinha e pepino, que ficam suspensas a alguns centímetros do solo e por onde circula uma solução de água e nutrientes. Esta forma de cultivo permite que a água doce seja economizada para outros fins.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro projeto que será apresentado é do pesquisador Márcio Pedreira, da UESB, sobre o uso do farelo de algaroba na produção de alimentos para animais na região do semiárido. A algaroba é uma leguminosa muito nutritiva que se adapta facilmente ao solo seco e é uma excelente alternativa de suplemento alimentar para as épocas de seca em que a vegetação se torna escassa. A pesquisadora Djane de Jesus também usou como foco de seu projeto uma espécie típica do semiárido: o fruto do licuri. Em seu projeto, Djane buscou a inclusão social das mulheres quebradeiras do coco do licuri, através de sua qualificação e de outras ações como a segurança no trabalho de coleta, o incentivo a pesquisas de novos produtos e do consumo do licuri, que é rico em nutrientes. Esse projeto, realizado no município de Caldeirão Grande possibilitou uma maior geração de trabalho e renda para a região.</p>
<p style="text-align: justify;">O Seminário se encerrará com uma Mesa Redonda que reunirá especialistas e autoridades no tema Semiárido. Farão parte o Doutor em Energia Nuclear na Agricultura e Meio Ambiente e Pesquisador do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Dr. Aldrin Martin Pérez Marin, o Diretor de Planejamento Territorial em Exercício da SEPLAN, Dr. Marcelo Rocha, o Chefe Geral da Embrapa Semiárido/PE, Dr. Natoniel Franklin de Melo e o Professor da Faculdade de Economia da UFBA, Dr. Vitor Athayde Couto. O evento acontecerá na Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) nos dias 17 e 18 de maio, das 8h30 às 18h.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>I Seminário Final de Avaliação de Pesquisas do Semiárido &#8211; Edital 006/2007</strong></p>
<p>Data: 17 e 18 de maio de 2012</p>
<p>Horário: 8h30 ás 18h com intervalo para almoço</p>
<p>Local: Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) – Centro Administrativo da Bahia (CAB)</p>
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		<title>Realidade baiana dos diversos feminismos é retratada em livro</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 18:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 330 páginas, a obra interdisciplinar mostra o resultado de 19 pesquisadores que combatem a diferença de gênero]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há 29 anos pensando a formação de uma consciência crítica acerca das relações hierárquicas de gênero, o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM/UFBA) lançou na noite dessa terça-feira (15/05), às 18h30, o livro <strong>Travessias de Gênero na Perspectiva Feminista</strong>. A obra, publicada pela Editora da Universidade Federal da Bahia, compõe a Coleção “Bahianas” e suas 330 páginas apresentam 15 ensaios de 18 autoras e um autor, que pensam os feminismos em diferentes perspectivas de estudo.</p>
<p style="text-align: justify;">O lançamento aconteceu no segundo dia do <strong>VXII Simpósio Baiano de Pesquisadoras(es) sobre Mulheres e Relações de Gênero</strong>, realizado na Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas da UFBA entre os dias 14 e 16 de maio deste ano. O trabalho do grupo, que é o mais antigo do país a estudar o tema, circunscreve o resultado do “emancipacionista” das mulheres no Brasil, iniciado em meados dos anos 70, quando integrantes de movimentos feministas iniciam suas ações para combater a diferença entre os gêneros na sociedade. Parte dessa mobilização foi dirigida ao âmbito acadêmico a partir do ascendente interesse em estudos e pesquisas sobre o tema.</p>
<div id="attachment_9510" class="wp-caption aligncenter" style="width: 631px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/2012-05-15_19-05-02_749.jpg"><img class="size-large wp-image-9510" title="2012-05-15_19-05-02_749" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/2012-05-15_19-05-02_749-621x1024.jpg" alt="" width="621" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">livro Travessias de Gênero na Perspectiva Feminista em seu lançamento</p></div>
<p style="text-align: justify;">Alda Britto da Motta, professora aposentada e pesquisadora especialista em gênero e faixa etária, é uma das colaboradoras no livro com o seu artigo <em>Revisitando o Par Relutante</em>. O cerne de sua pesquisa é enfatizar a interligação existente entre gênero e geração, considerando a idade e profissão dos indivíduos. Motta salienta que este livro, além de ser composto por trabalhos de estudiosos renomados, ainda acrescenta o que o seu diferencial é a ênfase dada no cenário baiano. “Este livro não é mas importante que outros, mas ele dá uma panorâmica de trabalho de uma série de pesquisadores já com experiência na área. Não pretendemos que ele seja o melhor, mas ele é muito bom”, brincou.</p>
<p style="text-align: justify;">Márcia dos Santos Macêdo, doutora em Ciências Sociais, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo e diretora do NEIM, explica que o caráter transversal da obra está na diversidade de áreas que ele abrange, pensando o âmbito das Políticas Públicas de Trabalho, Desenvolvimento Sustentável, Educação, Cultura, Saúde, Violência e Direito Reprodutivos. “É uma produção ampla porque contempla diferentes áreas de pesquisadoras e pesquisadores ligados ao NEIM ou à Pós-Graduação e trata, em sua maioria, da realidade dos estudos sobre a cidade de Salvador, na Bahia”, enfatizou.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo de permear esses setores é articular gênero a outras dimensões da vida social, com o objetivo final de aprofundamento das reflexões sobre os meandros do debate atual sobre transversalidade, bem como a identificação de problemas e limitações à implementação dessa estratégia na construção da equidade de gênero.</p>
<p style="text-align: justify;">A coletânea está dividida em três partes. Na primeira, os ensaios dialogam sobre intervenções na sociedade ou mesmo fazem análise de intervenções já em desenvolvimento, seja no campo do trabalho, político ou da educação. Na segunda parte, trata sobre geração, enfocando principalmente as idosas e as relações com a família e as novas possibilidades de socialização. A terceira e última parte dedica-se ao campo das representações e o plano simbólico da Cultura, apresentando a análise da normatização do cotidiano e como vão sendo construídos modelos e performances nessa contemporaneidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro está à venda nas <a title="livraria" href="http://www.edufba.ufba.br/onde-encontrar/" target="_blank">livrarias</a> da Editora da UFBA a R$ 30.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">*Gilberto Rios é estudante de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da UFBA.</p>
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		<title>UNEB de Juazeiro (BA) inicia nova turma do curso de Mecanização agrícola</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus III, em Juazeiro (BA), realiza nesta segunda-feira (14), até o dia 25 de maio, curso profissionalizante de Operador de tratores agrícolas. As aulas acontecem de &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus III, em Juazeiro (BA), realiza nesta segunda-feira (14), até o dia 25 de maio, curso profissionalizante de Operador de tratores agrícolas. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, no Setor de Mecanização do DTCS.</p>
<div style="text-align: justify;">Esta é a segunda turma do curso que faz parte do Projeto de Extensão coordenado e ministrado pelo professor Flávio José de Oliveira. Até o final do semestre letivo serão ofertadas cinco turmas para profissionalizar operadores de máquinas agrícolas do Vale do São Francisco. A meta inicial é atender 200 pessoas.</div>
<div style="text-align: justify;">Durante as aulas, os alunos aprendem as funções de um trator agrícola, assim como manusear e regular seus implementos. A cada turma são disponibilizadas 40 vagas. A próxima turma do curso de Operador de tratores agrícolas será ofertada no mês de junho. Informações pelo telefone             (74) 3611-7363 – Ramal 204 ou pelo e-mail <a href="mailto:fvoliveira@uneb.br" target="_blank">fvoliveira@uneb.br</a>.</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Pesquisadora defende discussão sobre o uso de agrotóxicos</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/pesquisadora-da-ufba-fala-da-importancia-da-discussao-sobre-o-uso-de-agrotoxicos/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 22:51:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Toxicologia dos Alimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Bahia não possui programa de monitoramente de agrotóxicos nos alimentos e o incentivo a agricultura familiar seria a melhor forma de garantir a segurança alimentar no estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O uso de agrotóxicos no Brasil começou a ser difundido em meados da década de 1940 quando o país importou os primeiros produtos.  Atualmente o Brasil é o maior mercado mundial de agrotóxicos. Para falar de agricultura familiar, merenda escolar e uso de agrotóxicos foi realizando o I Seminário sobre o tema na Bahia. A professora Neuza Maria Miranda, pesquisadora da área de Toxicologia dos Alimentos na Universidade Federal da Bahia, fala dos estudos sobre o tema e da importância do Dossiê da ABRASCO (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva) e, da realização do primeiro seminário no estado.</p>
<p style="text-align: justify;">“A realização do seminário tem o intuito de dar visibilidade, mostrar e informar a população dos riscos e perigos que estamos correndo e, do desconhecimento quanto ao uso dos agrotóxicos. Nós desconhecemos de fato o impacto deste modelo atual. Um modelo perverso que privilegia cinco ou seis cultivos para exportação, principalmente a soja, que é responsável por 50% do uso de agrotóxicos no Brasil”.<strong> </strong>Segundo a pesquisadora o modelo é perverso porque a soja produzida no país é exportada para a Europa e Estados Unidos para alimentação bovina, retornando para o Brasil em forma de derivados da carne como NUGGET ou hambúrguer.</p>
<p><span style="text-align: justify;">A pesquisadora destaca a importância de seminários que abordem a temática e do dossiê da ABRASCO como forma de disponibilizar informação quanto à qualidade dos alimentos e, como esta afeta a saúde humana. “Na realidade, a gente fica muito incomodado com o fato de que, quantas pessoas terão acesso a esse tipo de informação?”, questionou a pesquisadora. “Então isso é uma cruzada a favor da qualidade de vida e da saúde da população”.</span></p>
<p style="text-align: justify;">O uso dos agrotóxicos suscita estudos e monitoramento dos efeitos no meio ambiente e na saúde humana. Segundo Neuza Miranda, nos EUA e em países da Europa “ há uma tradição maior nos estudos sobre agrotóxicos. A fiscalização dos registros dos casos ocorre de uma forma mais eficiente. Existe realmente uma vigilância ambiental e da saúde humana”. No Brasil, como informa a pesquisadora estes estudos são incipientes. “ Na Bahia, por exemplo, não existe um programa de análise de agrotóxicos. Não há um programa de monitorização de alimentos nem da água”.  Neuza Miranda destacou as ações dos estados de São Paulo e Paraná que tem estudos próprios sobre os índices de agrotóxicos em alimentos. “São exemplos de estados que já desenvolvem seus programas locais de monitorização de alimentos”.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o dossiê da ABRASCO após exposição aos agrotóxicos, mesmo que os ingredientes ativos possam ser classificados como médio ou pouco tóxico, o indivíduo pode apresentar efeitos crônicos que podem ocorrer em meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em várias doenças como: cânceres, malformação congênita, distúrbios endócrinos e mentais, problemas neurológicos e desregulação hormonal. O estudo mostrou que existem quatorze tipos de agrotóxicos proibidos ou que estão em processo de reavaliação para serem banidos no mundo. No Brasil há o Endossulfam que será proibida a comercialização em 2013. Este produto apresenta alta toxicidade aguda, suspeita de desregulação do sistema endócrino e toxicidade reprodutiva. Além deste, os tipos Tricloform e Metamidofós foram proibidos de serem comercializados em 2010 e 2012 respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desconhecimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A professora Neuza Miranda destacou ainda que a maior parte dos trabalhadores que manipulam agrotóxicos no Brasil tem baixa escolaridade. “Não há como haver aplicação segura de agrotóxicos. É o indivíduo com baixa escolaridade, que não sabe ler a bula e não sabe como se faz o preparo adequado desses venenos. Então, é um verdadeiro absurdo o que acontece no Brasil”.</p>
<p style="text-align: justify;">Neuza Miranda disse ainda que há um desconhecimento por parte dos profissionais da saúde quanto aos sintomas de intoxicação por agrotóxico.  A pesquisadora apontou que não tem uma disciplina específica e, com isso os profissionais não sabem diagnosticar, tratar e prevenir a contaminação. Neuza Miranda lembrou que o único local no estado para atendimento de pessoas com intoxicação por agrotóxicos e outras substâncias químicas fica localizado no Hospital Roberto Santos, onde funciona o CIAVE (Centro Antiveneno da Bahia).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Diversificação da agricultura</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a professora Neuza Miranda, a agricultura diversificada baseada em práticas agroecológicas, que não faz uso de fertilizantes ou agrotóxicos já provou que é produtiva. O incentivo a agricultura familiar seria a melhor forma de se garantir a segurança alimentar, pois é o conjunto de práticas como rotação de cultura, uso de adubos orgânicos que garantem o fornecimento de alimentos mais saudáveis. A pesquisadora frisou ainda que a mudança de um sistema que privilegia a monocultura para outro que incentiva a agricultura familiar deve passar por uma decisão politica e, para tanto deve haver a mobilização da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Miriane Silva é estudante de Jornalismo da FACOM-UFBA</em></p>
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		<title>CNPq lança portal com novos recursos multimídia</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 22:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Politicas]]></category>
		<category><![CDATA[CNPq]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos CNPq]]></category>
		<category><![CDATA[Popularização da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[portal]]></category>

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		<description><![CDATA[O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou no final do mês de abril deste ano seu novo portal. Em vídeo institucional divulgado na rede social You Tube, o presidente da instituição, Glaucius Oliva, apresenta a novidade como &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou no final do mês de abril deste ano seu novo portal. Em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Inf5znbG8rU&amp;list=UUXs3LHxIwbfr5_HrySsGXTA&amp;index=4&amp;feature=plcp">vídeo institucional</a> divulgado na rede social You Tube, o presidente da instituição, Glaucius Oliva, apresenta a novidade como uma das celebrações dos 61 anos do CNPq.  O endereço foi mantido (<a href="http://www.cnpq.br">http://www.cnpq.br</a>), mas o visual ficou mais moderno e ganhou recursos multimídia como vídeos sobre projetos organizados e apoiados pelo conselho, um banco de imagens e a “Rádio CNPq”, o novo canal de divulgação de ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Informações sobre convênios, processos de contas e licitações foram agrupadas em uma seção chamada Transparência.  Cada uma delas tem um link que direciona para uma página com questões mais detalhadas relacionadas aos assuntos. Já na seção “Acesso Rápido”, pesquisadores e estudantes podem acessar as antigas páginas das plataformas Carlos Chagas e Lattes, além do site do programa Ciência sem Fronteiras.</p>
<p style="text-align: justify;">A novidade está no link “Mapa de Investimentos do CNPq” que traz, em detalhes, a quantidade de projetos e bolsas oferecidos pelo conselho no Brasil e no mundo. Através de um mapa mundi composto por links, o internauta pode chegar até a cidade que deseja e encontrar, inclusive, o currículo lattes do pesquisador beneficiado ou a instituição onde é desenvolvido o projeto. O CNPq, através de seu canal no You Tube, fez um tutorial de acesso ao mapa, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AZ_pKamhNWE&amp;list=UUXs3LHxIwbfr5_HrySsGXTA&amp;index=2&amp;feature=plcp">veja aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra inovação do portal é a aba <a href="http://www.cnpq.br/web/guest/popularizacao-da-ciencia">“Popularização da Ciência”</a> que oferece informações sobre as pesquisas dos cientistas brasileiros e os benefícios provenientes do desenvolvimento científico-tecnológico por meio de uma linguagem mais simples. Para Glaucius Oliva, essas mudanças têm o objetivo de “facilitar as relações entre o CNPq e seus parceiros no país e no exterior”.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Fernanda Aragão é estudante de Jornalismo da FACOM-UFBA.</em></p>
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		<title>2 da Barra &#8211; patrimônio ambientalismo voluntário</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 15:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[<param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 260px; width: 300px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/wwDnrjXE9Bg?version=3&#38;feature=player_detailpage" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true">]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><strong>O curta 2 da Barra é uma pequena parte da história do bairro, contada por dois surfistas. Ele Apresenta argumentos a respeito da agressão ao meio ambiente no local e mostra o trabalho de um grupo voluntário antes, durante e depois do Carnaval.</strong></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><br/>Bernardo Mussi e Ewandro Ballalai são os condutores neste universo extenso de discussão, que enquadra um dos cartões postais mais belos do mundo com questionamentos sobre a conservação do seu patrimônio histórico. As duas figuras centrais do curta-documentário deixaram sua marca nas páginas da história do surf na Bahia, São grandes incentivadores do esporte. Ewandro compete até hoje e Bernardo é engajado na limpeza do fundo do mar com o Projeto Fundo da Folia, que reúne amigos para catar o lixo que fica submerso após o carnaval.</strong></h3>
<p><strong><br/><object style="height: 390px; width: 600px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wwDnrjXE9Bg?version=3&amp;feature=player_detailpage" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 390px; width: 600px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/wwDnrjXE9Bg?version=3&amp;feature=player_detailpage" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Direção, fotografia, trilha e edição: Eduardo Escariz<br />
Roteiro e pesquisa: Luiz Américo</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Vídeos relacionados</strong></h3>
<p><strong>____________________</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/multimidia/videos/planeta-humano/" target="_self">Planeta Humano</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/multimidia/videos/seminario-biodiversidade-e-desenvolvimento-sustentavel/" target="_self">Seminário Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável</a></strong></p>
<h3><strong>Notícias</strong></h3>
<p>_______</p>
<p><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/sustentabilidade-no-carnaval-de-salvador-e-tema-de-debate-no-encontro-sustenta/" target="_self">Sustentabilidade no Carnaval de Salvador é tema de debate no Encontro Sustenta</a></strong></p>
<h3><strong>Opinião</strong></h3>
<p>______</p>
<p><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/opiniao/plastico-e-meio-ambiente-uma-relacao-possivel/" target="_self">Plástico e meio ambiente uma relação possível?</a></strong></p>
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		<title>Laila Rosa</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/laila-rosa/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 01:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Laila Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[NEIM/UFBA]]></category>
		<category><![CDATA[sexismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Laila Rosa, Prof. Dra em Etnomusicologia (UFBA/New York University) integra o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher (NEIM/UFBA), que realizará entre os dias 14 e 16 de maio o XVII Simpósio Sobre Mulheres e Relações de Gênero. Nesta entrevista ela ressalta a importância de se discutir sobre as questões de gênero, sexismo, racismo e lesbo-homofobia, além da relação dos mesmos com as matrizes de desigualdades que convivem no espaço social urbano. Relaciona ainda as questões  mencionadas ao cenário musical baiano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Ciência e Cultura - Qual a contribuição do NEIM no panorama atual das pesquisas sobre gênero, sexismo, racismo e lesbo-homofobia na Bahia?</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> O Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher (NEIM/UFBA) é uma importante referência de atuação política e acadêmica baiana na produção de pesquisa sobre estudos de gênero, sexismo, racismo e lesbo-homofobia e o XVII Simpósio vem para atualizar e consolidar esta discussão com pesquisadoras/es de outros núcleos, instituições e militantes do movimento social e sociedade civil como um todo. A projeção nacional do NEIM tem sido ainda mais consolidada com a criação do Programa de Pós-Graduação em estudos interdisciplinares sobre mulheres, gênero e feminismo (PPGNEIM/UFBA) e o bacharelado de gênero e diversidade (BED/UFBA). Existem outros importantes núcleos e programas de atuação relevante como o Grupo de Pesquisa Cultura e Sexualidade (CuS/UFBA), o Diadorim (UNEB), o CEAO (UFBA) e o recém-lançado Odara – Instituto da Mulher Negra (Coletivo de entidades do movimento social), somente para citar alguns.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong><span style="line-height: 19px;">Ciência e Cultura &#8211; </span>Quais as principais matrizes das desigualdades encontradas no contexto social urbano soteropolitano? Como elas se manifestam?</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> Como uma cidade majoritariamente negra, o aspecto da desigualdade racial em Salvador é preponderante, mas que não deve ser pensada isoladamente. Por esta razão, a importância de articular o debate racial com gênero, lesbo-homofobia-transfobia que produz diferentes/desiguais lugares nas relações de poder desde a definição de políticas públicas à esfera cotidiana. Gênero, raça/etnia, classe, sexualidade e geração são marcadores sociais e políticos de diferença e se manifestam na produção de desigualdades, de violência e de preconceito.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Ciência e Cultura - Como se estabelece a relação sexismo/racismo?</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> Raça e gênero são marcadores sociais, culturais e políticos. As feministas negras, militantes do movimento de mulheres negras já denunciavam o sexismo dentro do próprio movimento negro. Logo, as relações de gênero delineavam as relações de poder dentro de um movimento social e político de grande relevância que é até hoje o Movimento Negro. Por outro lado, há também uma desigualdade entre as próprias mulheres brancas, negras e indígenas, onde somente através de uma reflexão sobre raça e classe é possível trazer uma maior amplitude deste panorama político que produz lógicas tão perversas que precisam ser combatidas.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Ciência e Cultura - Quais os principais marcadores de gênero e como se relacionam com questões raciais e sexuais</strong>?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> Se considerarmos a questão da sexualidade, o quadro se torna ainda mais complexo em relação ao discutido na pergunta anterior, pois, há também uma outra produção de diferença e de desigualdade, ainda que simbólica entre sujeitos heterossexuais, lésbicas, gays e transexuais. Cada sujeito conforme sua “localização” irá se situar de uma forma particular, e particular será também sua situação de violência e de discriminação sofirda, se a mesma for dissonante da lógica patriarcal branca e heteronormativa.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Ciência e Cultura - Estatísticas revelam um avanço nos números de ocorrências de manifestações de preconceitos e fatos sexistas, racistas, homofóbicas e afins. O que justificaria tal realidade?</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> Os debates sobre sexismo, racismo, lesbo-homo e transfobia têm dado visibilidade e desnaturalizado o que por muito tempo foi sequer discutido como questão política, onde ainda se acreditava que o público estava separado do privado. Estamos em tempos de reivindicações políticas de enfrentamento a todas estas violências. A Lei Maria da Penha vem provar isso, o racismo ser criminalizado e as políticas de ações afirmativas vêm provar isso, resta que ambas a sociedade e a legislação brasileira compreendam sua responsabilidade política para combater a  lesbo-homo e transfobia.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Ciência e Cultura - Você acredita que o conteúdo de músicas, como algumas produzidas pelo segmento do pagode, pode reforçar a partilha de matrizes sociais desiguais aqui em Salvador?</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> Como musicista e etnomusicóloga que compreende música como expressão cultural global e política, certamente, venho discutindo já há alguns anos como são essas configurações em termos de representações de gênero, de racismo e também de branquitude, o que normalmente esquecemos de mencionar quando falamos sobre a questão racial e do próprio sexismo. A música do pagode em si não fabrica misoginia, se não é fruto de um contexto onde ser misógino é “natural”. Aliás, o pagode há de ser pensado no plural e em primeiro lugar como espaço de protagonismo negro, o que foi perdido com o Axé, por exemplo. Contudo, há determinados nichos não somente do pagode, mas também de outros gêneros musicais que corroboraram e ainda corroboram com discursos sexistas que precisam ser discutidos mais amplamente em termos de indústria e de consumo. A classe média branca consome o pagode, a indústria cultural vende e lucra com o pagode, a mídia divulga o pagode ou gêneros afins. É todo um complexo que reitera o sujeito negro (masculino e feminino) como hipersexualizado e estigmatizado. O artista negro para ter projeção na grande mídia precisa entrar nesse jogo do mercado e colaborar para sua própria estigmatização dentro dessa lógica cultural e política racista. Várias/os artistas negras de excelência como Mariella Santiago, Manuela Rodrigues, Juraci Tavares, Maurício Lourenço, Gilberto Santiago, Júlio Caldas, Márcio Pereira, somente para citar alguns, sofrem muito mais por fugirem dos estigmas artísticos “reservados” para artistas negros, ao propor trabalhos autorais que fujam dessa lógica de estigmatização. O livro Solistas Dissonantes de Ricardo Santhiago traz depoimentos de artistas negras que, como Zezé Mota que sofreu preconceito por não querer ser cantora de samba. Não que ser cantora de samba seja de “menor” importância, mas que uma cantora negra/músico negro, segundo a lógica desse mercado “só pode” cantar ou tocar samba, pagode, etc. Voltando ao pagode, se pensamos na situação das mulheres negras que já são duplamente discriminadas por raça e gênero, temos ainda uma outra forma de violência que mina a auto-estima das mulheres. Como o prof. Clebemilton Nascimento, que irá lançar seu livro sobre pagode durante o Simpósio bem pontua, esse tipo de pagode finda por produzir um discurso majoritariamente masculino sobre as mulheres que o protagonizam enquanto “cachorras”, “piriguetes”, “metralhadas”, “pomba-sujas” ou “frutas”. Ainda que tais discursos possuam um caráter multifacetado, sobretudo em relação à figura da “piriguete”, o mesmo desqualifica e marginaliza o corpo feminino que esteja fora do padrão hegemônico de beleza, sem falar que reduzem todas as mulheres às suas qualidades físicas e nada mais.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Ciência e Cultura - E como avalia a lei &#8220;antibaixaria&#8221;, nesse contexto da desconstrução das desigualdades simbólicas?</strong></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Laila Rosa -</strong> Hoje não é mais “natural” rir de piadas explicitamente racistas na TV como há 20 anos atrás sem que dê em algum processo de discriminação racial, por que temos meios legais para tal, depois de muita luta das entidades negras. Hoje entendemos que “briga de marido e mulher se mete a colher, sim”. Precisamos avançar para deixarmos de achar tão “natural” a violência simbólica apontada pela antropóloga feminista e fundadora do NEIM, Cecilia Sardenberg ao analisar a letra de um pagode que diz que “mulher é que nem lata: um joga e outro cata.” Por esta razão, a lei, polemicamente conhecida como “antibaixaria” da deputada Luiza Maia, recém aprovada, traz uma importante questão ao debate e enfrentamento dessa produção naturalizada de desigualdades simbólicas que nada tem a ver com censura, mas com o investimento do dinheiro público, de nós mulheres e alguns homens que não se sentem contemplados por tal discurso. Por outro lado, a própria forma como a lei ficou conhecida, “antibaixaria” confere um teor classista à lei, o que prova que estamos apenas começando o debate que deve ser ainda mais aprofundado. Mas já é um passo politicamente de grande importância e, portanto, uma conquista para as mulheres.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em>* Marilúcia Leal </em><em>é estudante de jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura.<br />
</em></p>
</div>
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		<title>Encontro Sustenta reúne bom público em seu primeiro dia</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/destaques/encontro-sustenta-reune-bom-publico-em-seu-primeiro-dia/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 22:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciencia e Cultura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticia da home]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Municipalização da gestão ambiental e noções de negócio sustentável foram alguns dos temas abordados no Hotel Golden Tulip em Salvador. Evento segue até sexta-feira (11)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Após nove meses realizando encontros mensais na livraria Saraiva do Iguatemi, o Encontro Sustenta teve início ontem (9) no hotel Golden Tulip em Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira oficina discutiu a municipalização da gestão ambiental, e foi explanada pelas advogadas da Rusch Advogados Fernanda Tanure e Geisa Bacellar. O foco da palestra foi a resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente &#8211; Cepram Nº 3925 de 2009. O Cepram é a Gestão Ambiental Compartilhada, que definiu normas de cooperação entre os sistemas Estadual e Municipal de meio ambiente e as atividades de impacto ambiental local para fins do exercício do licenciamento ambiental municipal.</p>
<div id="attachment_9337" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-006.jpg"><img class="size-full wp-image-9337" title="Wagner Ferreira" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-006.jpg" alt="" width="600" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Advogadas Fernanda Tanure e Geisa Bacellar</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O foco dado às Áreas de Preservação Permanente (APPs) existentes em Salvador, ameaçadas pela especulação imobiliária, motivou o questionamento do produtor rural Guilherme Pinto. “Estamos focando a questão das APPs na cidade, culpando somente os condomínios de luxo e as propriedades rurais, e esquecendo do que ocorre nas favelas do alto dos morros, onde também têm APPs. A ocupação desordenada, além de devastar as APPs, impede que o saneamento básico chegue às famílias ocupantes, sem contar o risco de desabamentos nesses morros habitados, diferentemente das encostas na zona rural, que não são habitadas,” criticou o produtor.</p>
<div id="attachment_9339" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-019.jpg"><img class="size-full wp-image-9339 " title="Wagner Ferreira" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-019.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">O público no Golden Tulip interagiu com os palestrantes</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Em outra oficina, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Bahia (Sebrae) esteve presente e orientou quem pretende tornar o seu negócio sustentável. Foi feita uma apresentação do serviço da entidade e passado um vídeo com conceitos de sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Às 18h, aconteceu a cerimônia de abertura do Encontro, que contou com a presença da coordenadora do evento Érica Rusch; do Reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Lourisvaldo Valentim; e do dirigente Estadual do Partido Verde da Bahia Marcel Moraes. “Há 15 anos, quando você falava em meio ambiente era chamado de ‘ecochato’. Era difícil encher uma sala desta, ainda mais em uma noite chuvosa em uma cidade engarrafada”, pretigiou Moraes, que saudou a presença da advogada da Ong Terra Verde Viva Ana Rita Tavares, presente na platéia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_9340" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-046.jpg"><img class="size-full wp-image-9340" title="Wagner Ferreira" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-046.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Marcel Moraes saudou a &quot;advogada dos cachorros&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ana Rita ficou conhecida nacionalmente após mover uma ação contra o município que impediu a saída de animais de tração durante a Lavagem do Bonfim. Recentemente, a advogada tem tido inúmeras aparições na imprensa por conta de resgates de animais de rua vítimas de maus tratos. “Um evento com este é de grande importância para ser mais um alerta para os danos que o ser humano causa ao meio ambiente. Mas é preciso lembrar que a fauna também faz parte do meio ambiente e que os animais vêm sofrendo há séculos nas mãos de pessoas insensíveis a essas criaturas,” reflete Ana Rita.</p>
<div id="attachment_9338" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-040.jpg"><img class="size-full wp-image-9338 " title="Wagner Ferreira" src="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/wp-content/uploads/2012/05/Golden-Tulip-040.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Ana Rita ao centro: &quot;a fauna também faz parte do meio ambiente”</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Logo após a cerimônia, a promotora de Justiça da 6º Promotoria de Meio Ambiente da Capital Cristina Seixas Graça, apresentou um retrospecto da crise ecológica e classificou o cenário do meio ambiente atual como “canibalismo ambiental”, mas acredita que está havendo conscientização ao longo dos anos. “Antes, a idéia de meio ambiente era aquela só voltada para o prazer humano; uma visão antropocêntrica, mas hoje já estamos ampliando os conceitos difundidos na RIO 92”, almeja a promotora.</p>
<p style="text-align: justify;">Um desfile com roupas confeccionadas com material reciclável do estilista Joel Souza encerrou o dia. A programação segue até a sexta-feira (11).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja a programação completa:</strong> <a href="http://www.sustentaonline.com.br/" target="_blank">www.sustentaonline.com.br</a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Notícias relacionadas</strong></h3>
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<p><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/direito-e-jornalismo-ambiental-sao-debatidos-no-encontro-sustenta/" target="_self">Direito e Jornalismo Ambiental são debatidos em Salvador</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/profissionais-de-comunicacao-discutem-pauta-ambiental-na-midia/" target="_self">Profissionais de comunicação discutem pauta ambiental na mídia</a></strong></p>
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		<title>Manejo de resíduos sólidos é discutido em palestra</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 21:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pesquisador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Engenharia Sanitária e Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade; Manejo; Resíduos Sólidos; Engenharia Sanitária e Ambiental; Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Viviana Maria Zanta]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um momento no qual o conceito de sustentabilidade integra discursos cada vez mais simplórios, o Ciclo de Palestras Arquitetura e Sustentabilidade &#8211; promovido pelo Departamento das Tecnologias Aplicadas à Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA (FAUBA) &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em um momento no qual o conceito de sustentabilidade integra discursos cada vez mais simplórios, o <a href="http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/eventos/arquitetura-e-sustentabilidade-sao-temas-de-palestras-na-ufba/">Ciclo de Palestras Arquitetura e Sustentabilidade</a> &#8211; promovido pelo Departamento das Tecnologias Aplicadas à Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA (FAUBA) &#8211; surge com a proposta de enriquecer as compreensões sobre o meio ambiente contemporâneo. Os debates que seguem até junho, contaram nesta quarta-feira (09 de maio), com as contribuições da Engenheira Professora Doutora Viviana Maria Zanta, que coordena o Mestrado em Meio Ambiente, Águas e Saneamento e o Grupo de Resíduos Sólidos na Escola Politécnica da UFBA.</p>
<p style="text-align: justify;">Na ocasião, a especialista discutiu de que maneira a Engenharia Sanitária e Ambiental atua com as tecnologias aplicadas ao manejo de resíduos sólidos. “A tecnologia [ao ser implementada] deve ser ajustada a cada realidade. Deve haver a preocupação com o seu uso.” Acredita Zanta, reforçando que, o problema da indevida alocação dos resíduos sólidos é também uma questão cultural da população.</p>
<p style="text-align: justify;">Viviana Zanta aponta que os conflitos causados pelo mau tratamento dos rejeitos têm efeitos na saúde das pessoas pela atração e proliferação de vetores infecciosos e parasitários. “Há políticas públicas para lidar com essas questões de alocação e tratamento dos rejeitos, no entanto, as gestões não valorizam o manejo apropriado dos produtos descartados”, destacou. A professora enfatiza, nesse sentido, a importância da divisão domiciliar e pública dos materiais rejeitados, como por exemplo, os que representam risco de contaminação biológica em um container específico; os produtos molhados em outro, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Zanta falou ainda sobre o descarte indevido de resíduos como no caso de lâmpadas fluorescentes, entulhos e o problema dos lixões a céu aberto. A pesquisadora ressalta que a compostagem pode ser outra alternativa para o problema do lixo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Debate sobre sustentabilidade deve acontecer anualmente</strong></p>
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<p style="text-align: justify;">A idealizadora do Ciclo de Palestras Arquitetura e Urbanismo, Márcia Rebouças Freire, também professora da FAUFBA e do Laboratório com Tecnologias Aplicadas à Arquitetura da Faculdade espera que o evento seja anual, e afirma que se trata de uma antiga dívida da FAUFBA. A vice-chefe do projeto, Luciana Calisto, que também é professora da FAUBA e Laboratório reforça: &#8220;Vamos começar a pensar, discutir, reinventar e rearquitetar o evento para que consigamos pôr em prática conceitos mais complexos”.</p>
<p style="text-align: justify;">* Edvan Lessa é estudante de Comunicação – Jornalismo da Faculdade de Comunicação, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e bolsista da Agência de Notícias Ciência e Cultura -UFBA.</p>
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