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	<title>Comentários sobre: Cosme Batista</title>
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	<description>Agência de notícias sobre ciência, tecnologia e inovação da Bahia</description>
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		<title>Por: Georgeana</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/cosme-batista/#comment-748</link>
		<dc:creator>Georgeana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 11:18:05 +0000</pubDate>
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		<description>LÍNGUA  (Georgeana Alves)

Há muitas línguas 
A língua do Pê
Do Saci-Pererê
Do Senado
Do favelado
Do letrado
Do letrista
Do lingüista

Há línguas extintas
Há muitas línguas 
A língua das tintas
Da pintura
Da Magistratura
Da prisão
Da mansão
Da nobreza
Da fraqueza
Da regência
Da descrença

Há uma língua Azul
Há muitas línguas 
A língua de Raul
De queixas 
De Seixas
De Camarões
De Camões

Há língua de “palmo”,
De “trapo” 
De “badalo”
De Saramago!!!

Há línguas no museu
Há língua de Abreu
De formação
De Catalão
De Libra
De fibra
De Louis Braille!

Há línguas no baile
Há muitas línguas 
A língua indiferente do indiferente
A língua oposta do oposto
A língua nacional do irracional

A língua do jornal
Do sinal
Do santo
Do Esperanto
Do Romeno
Do tormento
Do Chico Bento!

A língua de Castro
A língua do astro
Do roqueiro
Do grafiteiro
Do “jeitinho brasileiro”!

Há línguas no mundo inteiro!
A galega
A francesa
A espanhola...

Há língua portuguesa!
Filha do Latim
Falada por Jobim
Em Portugal, 
Angola,
Guiné-Bissau... Cresceu;
E a tribo Guarani também aprendeu!

Língua da Ilha da Madeira...
Do Brasil! 
À brasileira!
Do nordestino
Do velho
Do jovem
Do menino
Do mineiro...

Português brasileiro
Também é Português verdadeiro!

Há línguas e línguas
Há muitas línguas 
A língua Viperina
A Neolatina
A analfabética
A poética
A Materna
A “eterna”...

A língua da “guerra”,
A língua Viva,
E viva todas as línguas da Terra!
A verbal
A musical
A gestual
A obscena
A da cena...

A língua da Lei
Da Canção
Da Boa Razão
Do Destino
Dos Meios
De Afonso Arinos...!

Há língua nas leis do mundo inteiro!

Com a língua se acha o respeito
O direito
A dignidade
A amizade
A razão
A compreensão...
O caminho da inclusão!

Língua pra falar
Pra amar
Pra participar
Pra ler
Pra escrever...
Pra sonhar!

Com a língua se viaja
Pela imagem
Pela coragem...
Pelos mares!

Com a língua se descobre novos lugares
Outras terras
Outras Serras
Outros saberes!

Assim a quis 
Machado de Assis
Com a língua Machado criava 
Os dias quentes de verão
Os jardins da primavera
E o beijo dos beija-flores!
E recriava o romance dos amores!

E no jardim da infância
Um pouco de lembrança
Das cores,
Das flores...

Há muitas línguas 
A língua que forma
Que informa
Que inclui
Que exclui...

Línguas que se destroem
Línguas que se constroem 
Línguas no trem...

Língua é poder
É força
E domina quem a tem!

Há muitas línguas
Há homens sem língua
Há homens de língua
Há, porém, homens sem vozes
Porque lhes roubam a língua!

Mata-se o Homem, mata-se a língua
Mata-se a língua, mata-se o homem
E mata-se todo o mundo!

Muda-se o Homem, muda-se a língua; 
Muda-se o tempo, mudam-se as línguas, 
Muda-se a língua, muda-se todo o mundo!

Há muitas línguas
Há sempre novidades,
Diferentes em toda e qualquer cidade;
E do mau uso da língua 
Ficam-se as marcas na sociedade
E do Casimiriano as saudades!

A língua define origem 
Traça os destinos
Ilumina na escuridão
Quebra as correntes da escravidão
Expande a mente
Torna seres mais conscientes!

Porém, com a sobrevivência na mente
O aprendizado no chão
E a incerteza na frente
Sem lei nem grei:
É a língua que encontrarei!

No entanto, resta-me a esperança
De um estalar de latidos da consciência 
E ainda na minh’ existência
Poder ver
Um belo saber
Um belo viver
E toda criança ser bem sucedida quando crescer!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LÍNGUA  (Georgeana Alves)</p>
<p>Há muitas línguas<br />
A língua do Pê<br />
Do Saci-Pererê<br />
Do Senado<br />
Do favelado<br />
Do letrado<br />
Do letrista<br />
Do lingüista</p>
<p>Há línguas extintas<br />
Há muitas línguas<br />
A língua das tintas<br />
Da pintura<br />
Da Magistratura<br />
Da prisão<br />
Da mansão<br />
Da nobreza<br />
Da fraqueza<br />
Da regência<br />
Da descrença</p>
<p>Há uma língua Azul<br />
Há muitas línguas<br />
A língua de Raul<br />
De queixas<br />
De Seixas<br />
De Camarões<br />
De Camões</p>
<p>Há língua de “palmo”,<br />
De “trapo”<br />
De “badalo”<br />
De Saramago!!!</p>
<p>Há línguas no museu<br />
Há língua de Abreu<br />
De formação<br />
De Catalão<br />
De Libra<br />
De fibra<br />
De Louis Braille!</p>
<p>Há línguas no baile<br />
Há muitas línguas<br />
A língua indiferente do indiferente<br />
A língua oposta do oposto<br />
A língua nacional do irracional</p>
<p>A língua do jornal<br />
Do sinal<br />
Do santo<br />
Do Esperanto<br />
Do Romeno<br />
Do tormento<br />
Do Chico Bento!</p>
<p>A língua de Castro<br />
A língua do astro<br />
Do roqueiro<br />
Do grafiteiro<br />
Do “jeitinho brasileiro”!</p>
<p>Há línguas no mundo inteiro!<br />
A galega<br />
A francesa<br />
A espanhola&#8230;</p>
<p>Há língua portuguesa!<br />
Filha do Latim<br />
Falada por Jobim<br />
Em Portugal,<br />
Angola,<br />
Guiné-Bissau&#8230; Cresceu;<br />
E a tribo Guarani também aprendeu!</p>
<p>Língua da Ilha da Madeira&#8230;<br />
Do Brasil!<br />
À brasileira!<br />
Do nordestino<br />
Do velho<br />
Do jovem<br />
Do menino<br />
Do mineiro&#8230;</p>
<p>Português brasileiro<br />
Também é Português verdadeiro!</p>
<p>Há línguas e línguas<br />
Há muitas línguas<br />
A língua Viperina<br />
A Neolatina<br />
A analfabética<br />
A poética<br />
A Materna<br />
A “eterna”&#8230;</p>
<p>A língua da “guerra”,<br />
A língua Viva,<br />
E viva todas as línguas da Terra!<br />
A verbal<br />
A musical<br />
A gestual<br />
A obscena<br />
A da cena&#8230;</p>
<p>A língua da Lei<br />
Da Canção<br />
Da Boa Razão<br />
Do Destino<br />
Dos Meios<br />
De Afonso Arinos&#8230;!</p>
<p>Há língua nas leis do mundo inteiro!</p>
<p>Com a língua se acha o respeito<br />
O direito<br />
A dignidade<br />
A amizade<br />
A razão<br />
A compreensão&#8230;<br />
O caminho da inclusão!</p>
<p>Língua pra falar<br />
Pra amar<br />
Pra participar<br />
Pra ler<br />
Pra escrever&#8230;<br />
Pra sonhar!</p>
<p>Com a língua se viaja<br />
Pela imagem<br />
Pela coragem&#8230;<br />
Pelos mares!</p>
<p>Com a língua se descobre novos lugares<br />
Outras terras<br />
Outras Serras<br />
Outros saberes!</p>
<p>Assim a quis<br />
Machado de Assis<br />
Com a língua Machado criava<br />
Os dias quentes de verão<br />
Os jardins da primavera<br />
E o beijo dos beija-flores!<br />
E recriava o romance dos amores!</p>
<p>E no jardim da infância<br />
Um pouco de lembrança<br />
Das cores,<br />
Das flores&#8230;</p>
<p>Há muitas línguas<br />
A língua que forma<br />
Que informa<br />
Que inclui<br />
Que exclui&#8230;</p>
<p>Línguas que se destroem<br />
Línguas que se constroem<br />
Línguas no trem&#8230;</p>
<p>Língua é poder<br />
É força<br />
E domina quem a tem!</p>
<p>Há muitas línguas<br />
Há homens sem língua<br />
Há homens de língua<br />
Há, porém, homens sem vozes<br />
Porque lhes roubam a língua!</p>
<p>Mata-se o Homem, mata-se a língua<br />
Mata-se a língua, mata-se o homem<br />
E mata-se todo o mundo!</p>
<p>Muda-se o Homem, muda-se a língua;<br />
Muda-se o tempo, mudam-se as línguas,<br />
Muda-se a língua, muda-se todo o mundo!</p>
<p>Há muitas línguas<br />
Há sempre novidades,<br />
Diferentes em toda e qualquer cidade;<br />
E do mau uso da língua<br />
Ficam-se as marcas na sociedade<br />
E do Casimiriano as saudades!</p>
<p>A língua define origem<br />
Traça os destinos<br />
Ilumina na escuridão<br />
Quebra as correntes da escravidão<br />
Expande a mente<br />
Torna seres mais conscientes!</p>
<p>Porém, com a sobrevivência na mente<br />
O aprendizado no chão<br />
E a incerteza na frente<br />
Sem lei nem grei:<br />
É a língua que encontrarei!</p>
<p>No entanto, resta-me a esperança<br />
De um estalar de latidos da consciência<br />
E ainda na minh’ existência<br />
Poder ver<br />
Um belo saber<br />
Um belo viver<br />
E toda criança ser bem sucedida quando crescer!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Claudia Maria Santa Rosa</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/cosme-batista/#comment-158</link>
		<dc:creator>Claudia Maria Santa Rosa</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 17:02:55 +0000</pubDate>
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		<description>Gente o preconceito não está apenas nas escolas e sim em todo o ensino chegando até ao superior. Agora por exemplo estou fazendo um curso de &quot;Produção Textual&quot;, o professor lançou um tema para fazermos um texto dissertativo, o tema era: &quot;Existe língua correta?&quot;
Bom, na minha visão como aluna existe a &quot;língua Padrão&quot;, pois a gramática está aí para tentar padronizar as variações linguísticas, porém creio que seja improvável ou até injusto chamarmos de &quot;língua correta&quot;. Então eu apresentei a minha ideia com relação ao tema e fui chamada de tola, pois o meu professor  disse: - É claro que existe a &quot;língua correta&quot; porque se não existisse a língua correta, então por que existe a gramática?
Bom, sou aluna de Letras e até agora não falei o que acho com relação a reportagem. Legal essa tentativa de abrir novos horizontes em busca de tornar o ensino mais prazeroso, acho até que a variedade linguística deva ser considerada uma riqueza, pois mostra a diversidade da nossa cultura e com certeza irá enriquecer o aprendizado, porém como estudante de Letras, acho que essa discussão deveria se deter ao ensino superior, pois iria acabar por complicar ainda mais o ensino de português nas escolas, querendo ou não creio que o problema não está nos alunos e sim em nós, professores. Creio que ainda não estamos preparados para trabalhar com essa visão com nossos alunos, seria muito bom os alunos terem acesso as descobertas científicas da linguística e não ficar o tempo todo decorando as normas da gramática normativa. Mas como fazer isso dentro de uma sociedade tão preconceituosa?

Professor Cosme, adorei ter lido suas ideias e palavras exatamente no momento em que pensei que estivesse errada diante de tudo que aprendi até agora, estou no último período de Letras e nunca, nunca mesmo, tive um professor tão preconceituoso...
Um grande abraço e foi um prazer aprender com o senhor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gente o preconceito não está apenas nas escolas e sim em todo o ensino chegando até ao superior. Agora por exemplo estou fazendo um curso de &#8220;Produção Textual&#8221;, o professor lançou um tema para fazermos um texto dissertativo, o tema era: &#8220;Existe língua correta?&#8221;<br />
Bom, na minha visão como aluna existe a &#8220;língua Padrão&#8221;, pois a gramática está aí para tentar padronizar as variações linguísticas, porém creio que seja improvável ou até injusto chamarmos de &#8220;língua correta&#8221;. Então eu apresentei a minha ideia com relação ao tema e fui chamada de tola, pois o meu professor  disse: &#8211; É claro que existe a &#8220;língua correta&#8221; porque se não existisse a língua correta, então por que existe a gramática?<br />
Bom, sou aluna de Letras e até agora não falei o que acho com relação a reportagem. Legal essa tentativa de abrir novos horizontes em busca de tornar o ensino mais prazeroso, acho até que a variedade linguística deva ser considerada uma riqueza, pois mostra a diversidade da nossa cultura e com certeza irá enriquecer o aprendizado, porém como estudante de Letras, acho que essa discussão deveria se deter ao ensino superior, pois iria acabar por complicar ainda mais o ensino de português nas escolas, querendo ou não creio que o problema não está nos alunos e sim em nós, professores. Creio que ainda não estamos preparados para trabalhar com essa visão com nossos alunos, seria muito bom os alunos terem acesso as descobertas científicas da linguística e não ficar o tempo todo decorando as normas da gramática normativa. Mas como fazer isso dentro de uma sociedade tão preconceituosa?</p>
<p>Professor Cosme, adorei ter lido suas ideias e palavras exatamente no momento em que pensei que estivesse errada diante de tudo que aprendi até agora, estou no último período de Letras e nunca, nunca mesmo, tive um professor tão preconceituoso&#8230;<br />
Um grande abraço e foi um prazer aprender com o senhor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ana Gloria batista dos Santos</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/cosme-batista/#comment-90</link>
		<dc:creator>Ana Gloria batista dos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 15:32:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=2313#comment-90</guid>
		<description>Na Língua Portuguesa existem as suas complexidades e é desde cedo nas séries iniciais que se devem começar a trabalhar algumas questões e dentre essas está a variação linguística, descontruindo assim a ideia de que só há uma única forma de se fazer o uso da Língua, tornando assim o ensino mais prazeroso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Na Língua Portuguesa existem as suas complexidades e é desde cedo nas séries iniciais que se devem começar a trabalhar algumas questões e dentre essas está a variação linguística, descontruindo assim a ideia de que só há uma única forma de se fazer o uso da Língua, tornando assim o ensino mais prazeroso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cosme</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/cosme-batista/#comment-53</link>
		<dc:creator>Cosme</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 19:28:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=2313#comment-53</guid>
		<description>Prezados Carlos e Raul,

Em primeiro lugar, um bom São João para vocês.
Em segundo lugar, agradeço pelos comentários sobre a entrevista produzida pelo o Multiciência UNEB-Juazeiro e publicada também no belíssimo site Ciência e Cultura da FACOM - UFBA.

Em terceiro lugar, 

Carlos, eu concordo contigo que ainda temos muito o que fazer para a construção de uma escola ou de um projeto de escola comprometida com a diversidade cultural e linguística. 

Raul, na entrevista eu tento esclarecer um equivoco de intepretação de setores da mídia em relação ao livro didático Por uma vida melhor, que inclui a variação linguístca como objeto de ensino da lingua portuguesa. O que há de errado nisso? O que há de errado em perguntar se pode falar &quot;nós vai...&quot; e o que há de errado em responder que &quot;nós vai...&quot; é uma variação possível na nossa língua portuguesa? Na minha opinião, creio que também de outros, a grande mídia, em especial, demonstrou uma grande ignorância em relação à nossa diversidade linguística  e cultural. 

Em relação à leitura, claro, há conflitos, mas são conflitos produtivos e um desafio para a mediação letrada culturalmente relevante. O país tem uma dívida muito grande em relação à política de leitura, sobretudo para os que mais precisam dela. No lugar de uma boa política de leitura (bibliotecas, teatro, salas de videos, etc), fazem avaliações e expõem os ditos &quot;erros&quot;, desqualificam o dialeto popular, etc. A critica ao livro didático é preconceituosa e reflete a representação que a sociedade em geral tem do ensino de língua portuguesa, ou seja, o ensino da gramática normativa, o ensino prescritivo pela perpetuação de um model excludente de ensino. 

Como eu me orienta pela perspectiva descritiva do ensino e pelo estudo da variação dialetal como parte do ensino da lingua, por isso a minha crítica e a minha defesa das contribuições da sociolinguística para o ensino do português na escola.

Um forte abraço,

Cosme

Petrolina e Juazeiro, São João de 2011</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados Carlos e Raul,</p>
<p>Em primeiro lugar, um bom São João para vocês.<br />
Em segundo lugar, agradeço pelos comentários sobre a entrevista produzida pelo o Multiciência UNEB-Juazeiro e publicada também no belíssimo site Ciência e Cultura da FACOM &#8211; UFBA.</p>
<p>Em terceiro lugar, </p>
<p>Carlos, eu concordo contigo que ainda temos muito o que fazer para a construção de uma escola ou de um projeto de escola comprometida com a diversidade cultural e linguística. </p>
<p>Raul, na entrevista eu tento esclarecer um equivoco de intepretação de setores da mídia em relação ao livro didático Por uma vida melhor, que inclui a variação linguístca como objeto de ensino da lingua portuguesa. O que há de errado nisso? O que há de errado em perguntar se pode falar &#8220;nós vai&#8230;&#8221; e o que há de errado em responder que &#8220;nós vai&#8230;&#8221; é uma variação possível na nossa língua portuguesa? Na minha opinião, creio que também de outros, a grande mídia, em especial, demonstrou uma grande ignorância em relação à nossa diversidade linguística  e cultural. </p>
<p>Em relação à leitura, claro, há conflitos, mas são conflitos produtivos e um desafio para a mediação letrada culturalmente relevante. O país tem uma dívida muito grande em relação à política de leitura, sobretudo para os que mais precisam dela. No lugar de uma boa política de leitura (bibliotecas, teatro, salas de videos, etc), fazem avaliações e expõem os ditos &#8220;erros&#8221;, desqualificam o dialeto popular, etc. A critica ao livro didático é preconceituosa e reflete a representação que a sociedade em geral tem do ensino de língua portuguesa, ou seja, o ensino da gramática normativa, o ensino prescritivo pela perpetuação de um model excludente de ensino. </p>
<p>Como eu me orienta pela perspectiva descritiva do ensino e pelo estudo da variação dialetal como parte do ensino da lingua, por isso a minha crítica e a minha defesa das contribuições da sociolinguística para o ensino do português na escola.</p>
<p>Um forte abraço,</p>
<p>Cosme</p>
<p>Petrolina e Juazeiro, São João de 2011</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Raul F Iserhard</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/cosme-batista/#comment-49</link>
		<dc:creator>Raul F Iserhard</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 20:36:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=2313#comment-49</guid>
		<description>Qual é o fato, não a suposição, do preconceito lingüístico? Ainda não pude percebê-lo. Entendi a entrevista, mas ela se apóia muito mais em pressupostos ou suposições de que as coisas seriam ou serão assim. Mas não mostra que elas são assim. E ao ler um texto escrito  segundo a norma gramatical, como ficará o indivíduo diante da sua fala ou escrita adequada mas não correta? Obedecerá ao seu modo e o de seu ambiente ou tentará corrigí-lo e corrigir-se? Nesse momento, não estará praticando um preconceito em relação ao seu ambiente, para não dizer a si mesmo? Pois, querendo ou não, ele destoará. Penso que estão mesmo é acabando de complicar de vez o ensino da língua portuguesa. Pode ser &quot;politicamente correto&quot;. mas em relação à língua, não tenho essa certeza.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Qual é o fato, não a suposição, do preconceito lingüístico? Ainda não pude percebê-lo. Entendi a entrevista, mas ela se apóia muito mais em pressupostos ou suposições de que as coisas seriam ou serão assim. Mas não mostra que elas são assim. E ao ler um texto escrito  segundo a norma gramatical, como ficará o indivíduo diante da sua fala ou escrita adequada mas não correta? Obedecerá ao seu modo e o de seu ambiente ou tentará corrigí-lo e corrigir-se? Nesse momento, não estará praticando um preconceito em relação ao seu ambiente, para não dizer a si mesmo? Pois, querendo ou não, ele destoará. Penso que estão mesmo é acabando de complicar de vez o ensino da língua portuguesa. Pode ser &#8220;politicamente correto&#8221;. mas em relação à língua, não tenho essa certeza.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Ribeiro</title>
		<link>http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/entrevistas/cosme-batista/#comment-45</link>
		<dc:creator>Carlos Ribeiro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 23:14:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/?p=2313#comment-45</guid>
		<description>As observações do prof. Cosme Batista são lúcidas e esclarecedoras. Na condição de professor do curso de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, na cidade de Cachoeira, confirmo a importância de se conscientizar alunos, sobretudo os que são oriundos das comunidades rurais, quanto à necessidade de se respeitar os dialetos de tradição oral de seus locais de origem. Parabéns pela entrevista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As observações do prof. Cosme Batista são lúcidas e esclarecedoras. Na condição de professor do curso de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia &#8211; UFRB, na cidade de Cachoeira, confirmo a importância de se conscientizar alunos, sobretudo os que são oriundos das comunidades rurais, quanto à necessidade de se respeitar os dialetos de tradição oral de seus locais de origem. Parabéns pela entrevista.</p>
]]></content:encoded>
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